Em 2004 quando se encaminhavam as propostas de novos rumos para a programação da Rádio Udesc, eu conversei com o Salvador dos Santos, um dos coordenadores contratados para implantar as modificações previstas. Dentre as medidas prioritárias estava a definição de uma grade de programação compatível com os objetivos de uma emissora educativa e a implantação do conceito de rede, pois as três emissoras existentes – Florianópolis, Joinville e Lages – operavam como se as outras não existissem. De lá para cá algumas práticas foram viabilizadas, mas ainda falta muito para o que se espera do Sistema de Radiodifusão Educativa da Universidade do Estado de Santa Catarina.
Arquivo para categoria 'Astros e Estrelas'
Mulheres
É de Luis Fernando Veríssimo a afirmação que “As mulheres não são humanas, são espiãs de Deus e, como tal, têm comunicação direta com Ele. Dos escritores brasileiros da atualidade, o Veríssimo é um dos que eu mais admiro principalmente pelo fato de que em suas crônicas aborda assuntos do cotidiano, mas, principalmente, por enaltecer as qualidades femininas com a propriedade de quem conhece, admira e respeita como podemos constatar no texto intitulado Mulheres, que é o tema desta edição.
A cidade de Ponta Grossa, no Paraná, é um dos principais berços de um sem número de grandes nomes do rádio e da televisão do Brasil. E desde 2006 tem a história do seu rádio AM contada em livro. A publicação é o exemplo do que pode a vontade e a determinação de uma pessoa quando esta se dispõe a partilhar os seus sonhos para juntos construir algo de valor para toda uma comunidade. O livro editado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e impresso na Imprensa Oficial do Estado, é um a bem cuidada resenha da memória e da história do rádio AM desde as primeiras experiências até o surgimento da PRJ-2, Rádio Clube Pontagrossense, em 1938 e daí até os dias atuais. Leia mais…
O garoto de Gaspar alcançou o estado da arte do profissional de comunicação sem que isso lhe tenha tornado diferente. Pelo contrário, consolidou o perfil do jovem simples que chegou ao estado de excelência percorrendo o duro caminho do autodidatismo e da perseverança. Na terceira e última parte de nossa conversa falamos de sonhos, desafios e realizações que vão desde as atividades do repórter ao estrategista em comunicação, ao comandar um radiojornal às seis horas da manhã; desde gerir uma secretária de governo a comandar a comunicação estratégica de uma das multinacionais de maior prestigio mundial. No final da entrevista há uma conclamação do J. Pedro quando se refere à urgente tarefa de se dar ao rádio usos mais condizentes com os princípios éticos e morais que a cidadania requer e merece: nós todos precisamos nos posicionar em relação aos rumos tomados pela radiodifusão no Brasil. Manifeste-se. Comente esta matéria ou escreva para fale@carosouvintes.org.br
J. Pedro, internacional
“Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. A invocação de Geraldo Vandré na canção dos anos de 1960 cabe muito bem para descrever como J. Pedro, o garoto de Gaspar chegou aos microfones da Rádio Suíça Internacional. Era uma decisão, um objetivo a ser transformado numa ação efetiva que foi vivida com talento e alegria. Na segunda parte da entrevista J. Pedro descreve como buscou e como soube usar essa oportunidade ampliando conhecimentos, aprofundando sua cultura, amealhando seus recursos. E mais, como transformou essas conquistas na realização de um grande sonho.
J. Pedro Corrêa, o garoto de Gaspar
Um dia, um garoto de Gaspar – uma pequena cidade próxima de Blumenau, em Santa Catarina – se deu conta de que existia o rádio, uma coisa para aquela época bastante moderna. Então, lhe perguntei: “Como é que foi o seu encontro com o rádio”? Ele começou a falar e eu fiquei encantado com sua história. Principalmente, porque ele veio confirmar uma desconfiança que me acompanhava de há muito tempo: na real não há um encontro, o rádio viera junto com sua alma e só estava esperando a oportunidade para se manifestar. A entrevista está organizada em três tópicos: de Gaspar ao Rio de Janeiro, Os anos de Rádio Suíça Internacional e O self made man – secretário de estado, diretor de radiojornalismo e o mais premiado RP do Brasil no Exterior. Aqui a primeira parte.
Estação Estácio é um programa de entrevistas do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Santa Catarina, que faz parte das atividades práticas e interdisciplinares das turmas da quinta fase das disciplinas constantes da grade curricular. Por lá têm passado alguns dos grandes nomes da radiofonia e do jornalismo de Santa Catarina. Entre esses está Luiz Carlos Prates, veterano (mais de 40 anos) profissional de comunicação. A entrevista que apresentamos a seguir foi realizada em 2007 e nesse mesmo ano foi exibida neste site. Então por que ela está aqui de novo? É que ela foi mencionada numa entrevista realizada pelo Prates com o Antunes Severo, no último dia 25 de dezembro e choveram contatos com o site procurando a matéria citada. E a matéria está momentaneamente inacessível por conta de problemas técnicos que ainda estamos tendo com o upgrade que acaba de ser feito no site. Portanto, som na caixa porque aí vem o Prates, polêmico, mas sempre coerente.
Falando ainda há pouco com o Jair Brito sobre a visita do J. Pedro ele lascou: “o Jota Pedro é um teimoso vitorioso. Já nos tempos da (rádio) Independência brincávamos que Gaspar tem dois filhos famosos – o bispo Don Quirino Schmitz e o Jota”. Pois o Jota depois de começar “fazendo locução nas cerimônias cívicas no colégio”, enveredou pelo rádio, passou chispado por Blumenau, Curitiba e Rio de Janeiro e foi aportar no serviço brasileiro da Rádio Suíça Internacional. Ao voltar para o Brasil, quatro anos depois, assume a Secretaria de Indústria e Comércio do Paraná e a direção de jornalismo da PRB-2, a veterana Rádio Clube Paranaense. Durou pouco. Os desafios profissionais do J. Pedro sempre foram muito exigentes. Poucos anos depois aterrissava nas poeirentas terras onde seria erguida a sede da Volvo do Brasil, em Curitiba. Esse era de fato o seu chão: o mundo da comunicação social. Ao J. Pedro fora incumbida a tarefa de projetar, formatar e implantar na assessoria de comunicação da empresa o Serviço de Relações Públicas que fez história, inclusive fora do país. Desse trabalho resultou o livro “20 anos de lições de Trânsito” lançado recentemente. É disso que falamos nessa reportagem. Leia mais…
“O farto material de divulgação sobre atos de violência, especialmente nas televisões e jornais, além de criar um clima altamente negativo, parece que contagia certas mentes doentias fazendo crescer ainda mais o temor pelo dia de amanhã”. A observação está na “Opinião do Zum Zum” que faz parte da página “O Zum Zum da semana” do jornal A Ponte – que hoje se sabe – era escrita por João Pacheco. O foco da entrevista continua voltado para o rádio, mas as antenas do Pachecão – você ouvirá – estão permanentemente ligadas em todas as freqüências possíveis. Seja paciente porque a entrevista é caótica, mistura uma porção de circunstâncias que muita gente mais nova vai “boiar”. Nas próximas semanas O mistério do Zum… Zum entra numa nova fase. Aguarde ou comente no espaço reservado no próprio site.
Entrevista conduzida por Luiz Carlos Prates, na CBN Diário com a TV Com de inhapa, sempre é um acontecimento à parte. A produção do Notícia na Tarde convidou Antunes Severo para falar do Natal no Rádio – como era antes, como é hoje, o que tem de semelhante, o que não tem. O Prates, seguro, mas brabo – o pessoal da TV Com não conseguira lincar o áudio da Rádio CBN no início do programa – começa perguntando: “Há diferença do rádio de hoje para o rádio de ontem, nestes dias de Natal, por exemplo?”. Severo inicia a resposta, em seguida pede para rodar o jingle de Natal das máquinas de escrever Olivetti dos anos 1960 e daí a conversa corre solta e imprevisível com os temas que vão muito além do que a produção do programa pedira. Teve até surpresa com a reprodução de trecho de entrevista concedida pelo Prates aos alunos da 5ª fase do curso de Jornalismo da Estácio e da apresentação do poema de Catulo A Flor do Maracujá declamado por Rolando Boldrin. Ouça, vale à pena.
Depois de contar que começou “fazendo rádio” aos oito anos de idade, pois já vivia a ilusão dos grandes momentos que posteriormente foram a realidade de sua carreira profissional, João Pacheco, na segunda parte da entrevista relata um pouco das fases seguintes do seu trabalho de comunicador. Pacheco, misto de Manezinho e “Homem dos sete instrumentos”, foi de locutor, a redator e daí passou a produzir desde comerciais até programas musicais e de radioteatro, sendo inclusive o apresentador de alguns deles. Essa parte da entrevista termina com a instalação do primeiro estúdio de produção de comerciais em Florianópolis.
João Décio Machado Pacheco ou simplesmente João Pacheco é o nome de um dos mais versáteis profissionais de comunicação social e mercadológica de Florianópolis. O Pachecão iniciou a carreira no final dos anos 1950 e se manteve na ativa até os primeiros anos deste século XXI. A entrevista que você poderá ouvir nesta e nas próximas quatro edições do Caros Ouvintes foi gravada em fevereiro de 2004 quando eu e o Ricardo Medeiros escrevíamos o livro Caros Ouvintes – Os 60 anos do radio em Florianópolis. Para quem ainda não conhece o Pacheco pessoalmente, recomendo anotar suas dúvidas e escrever para o site pedindo mais informações.
O radioamador, radio-escuta e radialista Célio Romais acaba de publicar em seu Blog matéria enfocando um pouco da história profissional de Aguinaldo de Souza, como se anunciava ao microfone da Voz da América ou Aguinaldo Filho como se identifica agora que retornou à sua terra natal e onde curte o seu lado artístico fazendo cinema ou interpretando personagens em comerciais de TV.
Aguinaldo é articulista do Caros Ouvintes desde 2005 quando escreveu uma série de 31 artigos semanais no período de fevereiro a outubro, narrando suas muitas aventuras até se fixar e firmar como bem comportado e competente profissional da Voz da América, uma das maiores potências do rádio internacional em ondas curtas desde a 2ª Guerra Mundial. Mas, agora o assunto é a matéria publicada no blog do Célio Romais que você encontra neste endereço:
http://blog.romais.jor.br/2009/10/13/vozes-das-ondas-curtas-aguinaldo-jose-de-souza-filho/
Silvio Santos comemora 79 anos
Silvio Santos (Senor Abravanel) nasceu no Rio em 12 de dezembro de 1930. Neste próximo sábado completa 79 anos. É dono do Grupo Silvio Santos – que inclui diversos negócios como o Baú da Felicidade, Banco Panamericano, SBT, cosméticos Jequiti, entre outros. Como apresentador do duradouro Programa Silvio Santos, um dos mais antigos da TV, tornou-se um consagrado e querido ícone do público brasileiro, sendo considerado um dos maiores empreendedores e comunicadores da história da televisão.
Pode-se, deve-se ou não chamar o técnico de uma equipe de futebol de professor? Como sabiamente diz a filosofia popular: “Há controvérsias”. Acredito que com mais propriedade poderíamos chamar de professor uma boa parte dos comentaristas esportivos. Nesse time, sem medo de errar, eu coloco o Newton Cesar Viegas. E essa convicção se tornou ainda mais forte quando, depois de seis anos, volto a ouvir suas declarações na entrevista que gravamos em 2003. A qualidade do áudio, para os padrões atuais é muito ruim, mas as palavras do mestre continuam brilhantes.


