Arquivo de autor para Editor

Compromisso renovado

22/05/13

 

Guarujá 70 anos. Foto: GiSevero, by smartphone

“Nós, cidadãos, somos prisioneiros da liberdade, numa sociedade de espetáculos em que o consumo e a vaidade ainda ditam as normas do comportamento social”. Com essa citação, a empresaria Sílvia Hoepcke da Silva, abriu na noite da terça-feira, 21/5, o encontro de confraternização promovido em comemoração à passagem dos primeiros 70 anos da Sociedade Rádio Guarujá Ltda, de Florianópolis, concessionária dos canais de ondas médias AM 1420 kHertz, FM 92,1 mHertz e ondas curtas de 49 metros, 5.980 kHertz.

Diante de um plateia de empresários, profissionais de comunicação, prefeito municipal de Florianópolis, representantes do governo do Estado e familiares a empresária renovou o compromisso de recuperação do prestígio do primeiro sistema de rádio da Capital de Santa Catarina.

Compartilhar

A jornada científica do rádio

20/05/13

Tiago Eloy Zaidan

Academídia | Artigo

O rádio mobiliza multidões. Imagem Scielo.br

A partir do desenvolvimento da tecnologia da radiodifusão, passando pela criação da primeira emissora do Brasil, o rádio representa um verdadeiro case da ciência em movimento. Tal história é permeada por nomes de cientistas brasileiros, como Landell de Moura e Roquette-Pinto. Com o fim da Primeira Grande Guerra Mundial, em 1918, a companhia Westinghouse vê-se impelida a reposicionar sua mercadoria: aparelhos receptores do tamanho de mochilas. Durante o conflito, tal tecnologia supera a telegrafia, o telefone e os recursos postais na basilar função de orientar o deslocamento das tropas e de comunicação. A diversificação natural parece ser o oferecimento dos parelhos receptores aos usuários domésticos.

Imagem Alessandro

E, como incentivo necessário à adesão da tecnologia pelos cidadãos comuns, o fabricante trata de instalar uma estação transmissora – a KDKA – dentro do próprio parque industrial em Pittsburgh, EUA. Dessa forma, quem se aventura a adquirir o antigo aliado de guerra pode ouvir uma precursora programação, inaugurada pela cobertura dos resultados da eleição presidencial norte-americana de 1920.

A estratégia bem-sucedida gera um círculo virtuoso na medida em que a ampliação do número de receptores estimula o surgimento de novas emissoras e programas.

É o advento de uma mídia que se tornaria uma das mais populares do mundo: o rádio. Leia mais…

Compartilhar

Nos bons tempos da Guarujá – 3

18/05/13

Oscar Vieira Filho

História | Memórias de um sonoplasta

Sonoplastas Nazareno Coelho (E), Manoel Passos e Oscar Vieira Filho. Foto Rodolfo Cerny, 1956

Das memórias que continuam guardadas em meu coração, lembro, por exemplo, dos cantores: Onor Campos, Irmãs Cordeiro (Dalva e Adolfina), Helena Martins, Osmarina Monguilhoti, Neide Maria Rosa, Zininho, Isis Pacheco, Daniel Pinheiro, Narciso Lima, Oni Furtado, Helena Maria (Princesinha da Ilha).

Lembro também do Gustavo Neves Filho, autor de diversas novelas. Como estas: Terra Maldita, Sonhamos Outra Vez, Quando Voltar a Primavera, O Amor que Não Morre, etc. Leia mais…

Compartilhar

Conexão da manhã – 1

15/05/13

Memória | Rádio Guarujá 70 anos

As comemorações dos 70 anos da primeira emissora de rádio de Florianópolis, este ano chegam com o anúncio de uma retomada dos investimentos em equipe, programação e aparelhamento técnico por parte dos concessionários dos três canais – ondas médias, curtas e frequência modulada – da Sociedade Rádio Guarujá Ltda.

Para marcar a data foram definidos três eventos: programas especiais contando a história da rádio, no dia 14/5; lançamento da nova marca da empresa em coquetel de confraternização no dia 21/5 e início da nova programação no dia 22/5.

Da programação especial da terça-feira, destacamos a primeira parte do compacto feito a partir do programa Conexão da Manhã comandado por Walter Souza.

Compartilhar

As águas vão rolar…

14/05/13

Academídia | Estudo de interesse público: Ponte Hercílio Luz *

Prof. Roberto de Oliveira, PhD | Eng. Civil

Imagem internet

Este trabalho discorre sobre a inserção da Ponte Hercílio Luz (PHL) numa visão acadêmica visando seu uso futuro, comentando especificamente, na questão do seu projeto, a sua resistência a solicitações futuras, a ausência de manutenção adequada que levaram ao contínuo desgaste, ruptura de parte da estrutura, interdição e postergamento da solução de repor em serviço. A questão urbanística e sua contribuição para os problemas de deslocamentos da cidade que fizeram dela uma das mais congestionadas do mundo é o foco principal, também se aborda. Os reflexos na produtividade e na qualidade de vida na população não serão demonstrados, mas podem ser inferidos. Fala também da viabilidade técnica de sua reparação, bem como da sua rápida recolocação em uso, se o projeto de restauração for encarado com a seriedade que este símbolo da cidade e do estado de Santa Catarina merece. A Ponte Hercílio Luz não é o contraponto de uma eventual quarta ponte, mas precisamos contar com ela o mais breve possível: não são eventos excludentes! E é viável sob todos os pontos de vista técnicos e urbanísticos; especialmente se aproveitarmos esta crise para planejar e implantar um sistema de transporte urbano que quebre o danoso paradigma rodoviarista. Daí a visão de que seu uso seja focada no transporte público de qualidade, ao mesmo tempo que a libere também ao tráfego emergencial, ciclistas, e pedestres; que, eventualmente seja liberável a carros (no caso de horários fora do pico e nos fins de semana). Ela já está incluída no Plano Diretor como eixo viário de transportes de massa entre o Continente e a Ilha, aliviando tremendamente as duas outras pontes se antecipando e se somando à quarta ponte como soluções emergenciais ao colapso do trânsito que se agrava. Ao final se conclui por elencar medidas de curto, médio e longo prazo em assuntos que tem a ver com a referida ponte. Aqui matéria completa. (Colaborou prof. Luiz G. Galvão)

* É parte integrante da apresentação na ACE em 13/05/2013 e atualizado em 14 de maio de 2013.

Compartilhar

Nos bons tempos da Guarujá – 2

13/05/13

Oscar Vieira Filho

História | Memórias de um sonoplasta

 

Serrão Vieira ao centro, no palanque oficial

Das lembranças que guardo destaco hoje um pouco da história e também das memórias que continuam guardadas em meu coração.

Oficialmente a Rádio Guarujá foi inaugurada dia 14/05/1943. A sociedade era formada por Ivo Serrão Vieira, Epaminondas Santos e Walter Lang Júnior. O técnico Walter Lang Júnior montou um transmissor que era constituído de uma válvula 6M6, metálica e com frequência variável, sem controle. Nesse período a Guarujá iniciava suas transmissões das 10 horas até às 14 horas. Depois, das 18 horas (com a Ave Maria), encerrava às 21 horas. Mais tarde, em 1946, o governador Aderbal Ramos da Silva é o novo proprietário da Rádio Guarujá. Como diretor geral tivemos: Osvaldo Machado (Loja Machado e Cia), Carlos Bonetti e Acy Cabral Teive. Mozart Regis, Pituca, foi engraxate, contra regra, operador de som, ator, apresentador, além de humorista – sua especialidade.

A primeira transmissão externa foi em 1944, na praça Getúlio Vargas (Policia Militar e Bombeiros) quando do embarque dos Pracinhas de Santa Catarina para a Itália. O locutor foi Ivo Serrão Vieira.

Compartilhar

Gol, gol, gol: JB Telles faz 50 anos de jornalismo

13/05/13

JB Telles. Foto divulgação

J.B. Telles,  será homenageado no 6º Encontro da Imprensa de Santa Catarina, programado para o dia 03 de agosto, na sede campestre da CDL, em Chapecó. Participarão do evento 500 profissionais de comunicação de todas as regiões do Estado.

Nessa edição, mais uma vez, serão homenageados os profissionais com 50 anos de atividade e que ainda atuam, entre jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas, mídias, docentes, empresários e proprietários de meios de comunicação etc. O Encontro da Imprensa de Santa Catarina em Chapecó é organizado pela Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e MB Comunicação Empresarial/Organizacional com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL).

J. B. Telles é o jornalista catarinense credenciado em mais Copas do Mundo, seis ao total (Itália, Estados Unidos, França, Japão/Coreia; Alemanha e África do Sul), uma Copa das Confederações em Dubai e sete copas América (Equador, Chile, Peru, Uruguai, Paraguai, Venezuela e Argentina). Como radialista já esteve presente em 151 jogos da seleção brasileira de futebol em diferentes lugares do mundo. Leia mais…

Compartilhar

Nos bons tempos da Guarujá – 1

9/05/13

Oscar Vieira Filho

História | Memórias de um sonoplasta

Oscar Vieira Filho, sala de controle de som da Guarujá, final da década de 1940

Selecionei entre as minhas lembranças algumas piadas ou causos que registrei nos meus tempos de Rádio Guarujá, “A mais popular”.

Em meados do ano de 1963  o Figueirense jogou amistosamente com o Metropol de Criciúma, que era tricampeão estadual. O Figueira venceu de 4 x 1 com gols de Valério, Ronaldo, Noronha e Wilson. O interessante da partida ficou por conta de um locutor da emissora que para irradiar o jogo colocou um óculos escuro para se proteger do sol e mesmo estando um dia lindo largou essa: “O tempo começa a piorar… Está ficando escuro em toda a cidade…”.

::: ::: :::

Quando um avião caiu no morro do Cambirela, um dos locutores designado para cobrir o acidente, foi categórico quando informou: “Senhores ouvintes entre os escombros um dos cadáveres está respirando…”.

::: ::: :::

A Rádio Guarujá começou como serviço de alto-falantes nos altos da Confeitaria Chiquinho, ali na primeira quadra da Rua Felipe Schmidt, esquina com a Trajo. Em 1943, Ivo Serrão Vieira que era primo do prefeito Rogério Vieira colocou o serviço de alto falantes causando muita curiosidade e até algumas manifestações de desagrado por conta do volume do som jogado pelas “cornetas”. O nome Guarujá veio de um bairro da cidade de Santos, pois a Rádio Atlântida de Santos era bem sintonizada em Florianópolis.

::: ::: :::

Financeiramente o programa “Oferecimentos Musicais”, que começava às 12 horas mantinha o serviço de alto-falantes e depois continuou mantendo a rádio por muito tempo. Aliás esse tipo de faturamento continua em algumas emissoras do interior.

Compartilhar

Zininho, poeta e amante da Ilha

7/05/13

“Eu já não posso mais sair na rua,/ Sou conhecido de qualquer jeitinho, / E as meninas quando me avistam, / Vão logo dizendo: aí vem o Zininho!”

Com esta vinheta de abertura, Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, estreou o seu programa semanal O Glentleman do Samba, na Rádio Guarujá em 1947, cantando sambas de breque no melhor estilo Jorge Veiga e Moreira da Silva, e sambas antológicos de Ary Barroso, Ismael Silva e Ataulfo Alves.

Zininho tem, para Florianópolis, a mesma importância musical de Lupicínio Rodrigues, para Porto Alegre, Adoniran Barbosa, para São Paulo, Noel Rosa, para o Rio de Janeiro e Dorival Caymmi, para a Bahia, genuínos porta vozes de uma geração preocupada em cantar o amor, a saudade e as belezas de suas terras. Autor do Rancho de Amor à Ilha, hino oficial da cidade, e dezenas de outras significativas composições inspiradas no cotidiano da Ilha de Santa Catarina, ele é reconhecidamente o poeta popular mais expressivo e identificado com “este pedacinho de terra perdido no mar”.

Considerado um legítimo ilhéu, poeta que cantou a sua cidade em prosas e versos, por ironia do destino, Zininho não nasceu em Florianópolis, mas sim em Biguaçu, no distrito de Três Riachos. O velho Largo Treze de Maio, o antigo casario das ruas Bulcão Vianna e Menino Deus, os campos de peladas sobre o aterro impiedoso que sufocou o quebra-mar para sempre, foi palco de sua infância, mais tarde perpetuada em letra de um samba bem ritmado.

Ai, que saudade, / eu vou sentir a vida inteira, do velho Largo Treze de Maio, / que hoje é Praça da Bandeira.

O Balneário, no Estreito, no entanto, onde viveu a sua adolescência entre chácaras com frutos abundantes, não está inserido em suas composições, fato inconteste de que a magia da ilha povoou a sua inspiração. Leia mais…

Compartilhar

Na era do rádio – 3

4/05/13

Ilha de Meu Som | Os sonhos, a busca

Márcio Santos

Saindo do transe, decepciono-me ao ver-me em pleno século XXI e, em minha última viagem ao passado, sinto-me ainda entrando nos anos 1960 quando a praga da TV ainda não havia invadido nossos lares, permitindo-nos essa convivência com a música da forma mais pura e natural. Até ali, só conhecia os artistas pelas fotos e reportagens da revistas semanais Manchete, Cruzeiro, Fatos & Fotos e da Revista do Rádio, e lembro-me de minha tia bordando as faixas de “Rainha do Rádio” para Emilinha Borba, enquanto manifestava sua indignação pela vulgar Marlene julgar-se “a tal”!

Lúcio Cabral (E), Dino Souza, De Maria e Altair Castelan

Naquele tempo, quem estudava no turno matutino tinha aula aos sábados das oito às 10 horas e quem estudava à tarde, das 10 ao meio dia. Naturalmente, sempre quis estudar à tarde, pois detestava acordar cedo, mas minha família preferia que o fizesse pela manhã.

Pois foi num desses sábados, quando perdi o ônibus das 10h10min e tive que voltar a pé do Colégio Imaculada Conceição (na Rua Esteves Júnior) para casa que, passando pela Praça XV de Novembro avistei muita gente na porta da Rádio Diário da Manhã (onde hoje está a agência Bradesco da praça XV) e resolvi ver o que estava acontecendo.

Subi a infinita escada, abrindo caminho no meio da multidão que se aglomerava em seus degraus e, quando cheguei o topo, deparei-me com um auditório, também lotado, frente a um palco onde minha vizinha Alda Jacinto contracenava com outros atores de radionovelas, enquanto o contraregra Manuel Bruno, um pouco mais atrás, desempenhava seu papel frente a uma mesa com microfones, serrotes, cascas de coco, sinetas e outros objetos estranhos. Leia mais…

Compartilhar

Rádio Movie: o som do cinema

27/04/13

RadioWebMuvie, 7 mil músicas catalogadas por filme, ano e gênero. 24 horas por dia ao som de trilhas sonoras memoráveis

Ilustração

Cem  por cento digital e online, a radiowebmovie apresenta uma programação musical baseada exclusivamente em trilhas sonoras de filmes. Músicas que embalaram romances do cinema e a trilha sonora de produções consagradas fazem parte do cardápio nas 24 horas de programação diária.

Desde que o escurinho do cinema ganhou o recurso sonoro, o ritual de ver um filme exige mais do que a tela grande, a pipoca e a companhia especial. É quase impossível imaginar a cena de Leonardo Di Caprio e Kate Winslet na proa do navio, em Titanic, sem a música My heart will go on. O que dizer de Gene Kelly em “Singin’ in the rain” sem a trilha de Nacio Herb Brown e Arthur Freed. O mesmo vale para as cenas de ação em “O exterminador do futuro 2”, valorizadas com a canção You could be mine, da banda Guns N’Roses. Leia mais…

Compartilhar

Aplacar a tempestade

22/04/13

Paiva Netto

Diante das mais variadas situações, em que a dor e o sofrimento chegam, muitas vezes sem avisar, é imprescindível o gesto solidário das criaturas em prestar socorro material ao seu próximo. E, ao lado desse apoio imediato, é preciso alimentar a força da esperança e da Fé Realizante, que movem o ser humano a se manter sob a proteção do Pai Celestial e o estimulam a arregaçar as mangas e concretizar suas mais justas súplicas.

Nos desafios da existência, recordemos sempre a palavra de conforto e ânimo renovado de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, constante do Seu Evangelho segundo Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25. A seguir, o texto da Boa Nova unificado por Wantuil de Freitas:

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos; e eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: ‘Salva-nos, Senhor Jesus, nós  vamos morrer!’.  E Jesus lhes respondeu: ‘Por que temeis, homens de pequena fé?’. Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: ‘Afinal, quem é Este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?’”. Leia mais…

Compartilhar

Confraria ADVB/SC homenageia sócio fundador da entidade

21/04/13

A ADVB/SC, através dos conselhos deliberativo e fiscal, dos seus ex-presidentes, da diretoria executiva e dos associados, cumprimentam o fundador da Entidade pela passagem dos seus 80 anos e agradecem pela dedicação e pioneirismo marcantes. Florianópolis, 18 de abril de 2013. Juarez Beltrão, presidente executivo ADVB/SC.

A homenagem foi na sexta-feira, 18/4, num encontro de empresários catarinenses integrantes da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina realizado no salão de eventos da Tractebel Energia, em Florianópolis, SC. Texto completo e fotos no blog do livro Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi.

Compartilhar

A voz como instrumento de trabalho

20/04/13

A voz de veludo do ilhéu Fenelon Damiani invade os lares catarinenses, a cerca de quarenta anos. Primeiro a paixão pelo rádio, fazendo sua estreia aos 18 anos, depois a televisão, colecionando troféus como um dos mais perfeitos apresentadores da telinha. Avesso à boemia e badalações noturnas, com gosta a maioria dos televisivos, este introvertido e correto comunicador prefere a paz e harmonia dos lugares simples para viver em família. Leia mais…

Compartilhar

Na era do rádio – 1

20/04/13

Ilha de Meu Som | A paixão pelo rádio

Márcio Santos

Quase oito horas da noite! Estamos no final da década de 1950, ainda eufóricos com a conquista da nossa primeira Copa do Mundo na Suécia, e o timaço do Paula Ramos de Valério Mattos pode até vir a ser campeão estadual.

Passar pela Ponte Hercílio Luz, única travessia Ilha-Continente com suas pistas de madeira escorregadias são um perigo quase ignorado nos dias chuvosos e noites de muito sereno, assim como impossível é passear pelo Miramar e adjacências nos dias de vento sul, quando as ondas chueiam no muro de colunas e invadem as ruas que margeiam o mar revolto da baía que, nessa época, ainda lambia o Centro da Capital. Leia mais…

Compartilhar

Uma sede para o Museu Catarinense da Comunicação

18/04/13

 

Primeiro passo: governador Luiz Henrique assina concessão de uso do imóvel por 20 anos, (foto:James Tavares/ Secom)

SEGUNDO PASSO

Associação Catarinense de Imprensa/Casa do Jornalista está convidando para o lançamento pelo governador Raimundo Colombo do Edital de licitação das obras de restauração, reforma e ampliação do futuro Museu Catarinense de Comunicação.  O ato público está marcado para 14 horas do dia 23/4 na sede da ACI, à Rua Victor Meirelles, no centro da cidade de Florianópolis.

A memória dos meios de comunicação de Santa Catarina está mais próxima de sua preservação definitiva e compartilhamento com a comunidade. O Museu da Comunicação de Santa Catarina que será a nova sede da Associação Catarinense de Imprensa, também abrigará entidades como o Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia e outras que venham surgir com o objetivo de preservar e difundir a memória e a história da televisão e da mídia impressa do Estado.

O prédio que será reformado está no bairro Agronômica, em Florianópolis, próximo do hospital Infantil Joana de Gusmão, e originalmente foi o Abrigo de Menores. Construído na década de 1950, tem sua fachada tombada como patrimônio histórico, pela referência arquitetônica da época.

“A criação do Museu da Comunicação é mais do que um sonho dos profissionais e da nossa entidade. Trata-se de um importante instrumento de preservação da história de nosso Estado”, disse Ademir Arnon, presidente da ACI/Casa do Jornalista. Com um perfil interativo e com amplo acervo, o Museu prevê a realização de eventos – exposições temporárias de arte, lançamentos de livros, cursos, palestras e seminários – além de biblioteca e hemeroteca, arquivos de áudio e imagens. “A parceria com o Governo do Estado e a Fundação Catarinense de Cultura é essencial para viabilizar uma conquista de toda a comunidade”, observa Arnon.

Compartilhar

Ave Maria no Morro *

17/04/13

“E o morro inteiro, no fim do dia, reza uma prece, Ave Maria”; era assim que o Trio de Ouro cantava esse verdadeiro hino de amor ao morro carioca. Era um tempo em que no morro nasciam grandes artistas e talentos musicais que deixaram suas marcas na historia da música popular brasileira. Cartola, Heitor dos Prazeres, Nélson Cavaquinho e tantos outros inspirados compositores, poetas populares que cantavam as alegrias e tristezas do morro, da vida. O samba que segundo Vinícius de Moraes, nasceu na Bahia, cresceu e se tornou um adulto  famoso nos morros do Rio de Janeiro.

O Tempo do saudoso samba de morro foi o tempo em que o talento dos compositores e cantores brasileiros dominou a programação musical das emissoras de rádio. Leia mais…

Compartilhar

Seja amigo e sua voz

16/04/13

Ilustração/Internet

Foi lançada na segunda-feira, 15/4, em Brasília a 15ª Campanha Nacional da Voz, com o lema “Em todos os ciclos da vida, seja amigo da voz”. Até sexta-feira,19/4, várias atividades de orientação de cuidados e prevenção de doenças vocais serão oferecidas gratuitamente em diversos pontos do Brasil. A campanha faz parte das comemorações ao Dia Mundial da Voz, criado em 1999.

Segundo a coordenadora do Departamento de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Maria Lúcia Dragone, “a campanha está no 15º ano e hoje tem uma abrangência muito grande, pois é cada vez mais divulgada para a população. Muitas pessoas têm seu primeiro contato sobre a saúde da voz pela campanha e saem de lá conhecendo mais sobre o assunto”.

Para a pediatra Rosângela Silvestre, o contato com o cigarro prejudica a normalidade da voz. “O cigarro influencia na oxigenação dos tecidos e causa câncer por degeneração celular local, ou seja, ele prejudica a voz, pois o indivíduo fumante não fala normal, com a voz clara e limpa”.

Rosângela disse que cerca de 80% de todos os cânceres têm cura se diagnosticados precocemente. “Nós estamos aqui fazendo uma orientação para prevenção e fazendo diagnóstico precoce. O uso do cigarro é um fator de risco que nós devemos evitar”.

Para a otorrinolaringologista, Mirela Alves Dias, responsável pela realização da videolaringoscopia no local, o objetivo da campanha é informar as pessoas que tem distúrbio de voz ou alguma queixa, como a rouquidão, falhas na voz ou cansaço para falar. “Queremos chamar a atenção para que as pessoas tenham um cuidado e façam uma avaliação anual da corda vocal. É uma forma de prevenir a doença, antes que ela aconteça”.

O secretário parlamentar, João Bosco, fez o exame. Para ele, a campanha é muito mais do que uma simples iniciativa: é um cuidado com a saúde. “Fiz um procedimento para verificar o andamento das minhas cordas vocais. O resultado foi normal. É um exame importantíssimo para evitar a rouquidão. Quanto mais informações, melhor para a saúde, melhor para qualidade de vida”.

Edição: Denise Griesinger | Agência Brasil

Compartilhar

Ilha de meu som

16/04/13

Culica e eu coordenando o 2º Fucaca

Simplicidade nunca é demais. Modéstia é bom, mas se em demasia é depreciativa. Agora, quando você consegue juntar simplicidade com modéstia para falar de uma terra e uma gente muito simples, bastante modesta, mas também muito criativa, ordeira e pacífica, aí a conversa fica imperdível e a alegria se espalha por todos os cantos da sala, sai bailando entre as flores do jardim e se transforma em néctar de bons augúrios para uma cidade. Assim é o texto do livro projetado e ainda não concluído de Márcio Santos.

Márcio é músico profissional e compositor e mora no Campeche, o bairro do Sul da Ilha de Santa Catarina que se tornou conhecido internacionalmente, primeiro com a chegada dos colonizadores e depois com a presença do piloto e escritor francês Antoine de Saint-Exupery.

Baía Sul: trapiche Miramar

“Sempre me preocupei com a memória musical de nossa cidade, ameaçada de se perder pela ineficiência de órgãos públicos apáticos e pelo desinteresse dos responsáveis por manter viva nossa história neste setor”, diz Márcio e completa: “Assim, mesmo não sendo escritor ou jornalista investigativo, apenas munido de minha memória, a de amigos envolvidos e de alguns documentos guardados há anos em minhas gavetas, resolvi relatar os fatos que acompanhei no decorrer de minha carreira musical”.

Márcio Santos traça um panorama dos anos 1960 a 1990 onde resume sua participação nos movimentos musicais locais, com maior relevância à música composta em Floripa e também mostra um apanhado geral de como se desenvolveram as bandas da Ilha nos últimos 50 anos.Você, leitor poderá acompanhar a narrativa de Márcio, em capítulos que serão publicados todas as terças-feiras a partir da próxima semana, aqui no Caros Ouvintes. Acompanhar, comentar e colaborar com suas próprias memórias sobre a música e a cultura da Ilha de Santa Catarina.

Compartilhar

Transparência, judiciário e imprensa

15/04/13

 

IV Simpósio Judiciário e Imprensa. Chapecó, SC. Foto: Divulgação

“Vamos nos manter alertas para que não haja mais nenhuma mordaça”, disse o Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, durante o IV Simpósio Judiciário e Imprensa, promovido pela Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) e a Associação Catarinense de Imprensa (ACI), realizado em Chapecó, SC.

Compareceram cerca de 700 inscritos entre magistrados, jornalistas dos veículos de comunicação e assessorias, acadêmicos de jornalismo e direito, promotores de justiça e servidores do Poder Judiciário.

Na abertura os presidentes das duas associações promotoras, Sérgio Luiz Junkes e Ademir Arnon, enfatizaram que a relação entre judiciário e imprensa deve viver um novo momento, com uma visão mais madura e responsável diante das demandas sociais.

O vice-presidente do Grupo RBS, Eduardo Magnus Smith, durante palestra de abertura falou dos avanços e desafios do papel da imprensa e do Poder Judiciário no Século XXI. Leia mais…

Compartilhar
 
 
         
© 2010 por Caros Ouvintes. Todos os direitos reservados.