Música | Ilha de Meu Som | Os amplificadores
Márcio Santos
Amplificadores eram da mesma marca, primeiro o Tremendão e depois o Thunder Sound, aparecendo depois os da Palmer, numa competição acirrada. Muitos compravam só o cabeçote de construíam suas próprias caixas de som.
Todos tinham “cabeçotes” cujas válvulas pifavam constantemente, provavelmente por serem colocados sobre caixas de som, que vibravam e provocavam rompimento do filamento. As bandas mais prevenidas tinham sempre válvulas de reserva, muitas vezes trocadas durante a apresentação.
Na Giannini, o Duovox 100B substituiu o Thunder Sound, normalmente usado para contrabaixo e teclados e o Duovox 100 G substituiu o Tremendão para guitarras e vozes, apesar de nem sempre serem usados desta maneira.
Num quarteto padrão, via-se no palco um amplificador para baixo, um para guitarras e outro para vozes, que usava um reverber de molas (parecia um reco-reco) sobre o cabeçote que, quando caia no chão, mais parecia o estouro de uma bomba. Mais tarde, foi substituído por um de fita, que nada mais era do que um gravador de três ou quatro cabeças, com a fita magnética passando por eles, cuja defasagem provocava uma repetição do som, simulando eco, por isso chamado de câmara de eco.
Alguns usavam o gravador Akay 4.000DS para obter um efeito parecido; outros usavam pedais de efeitos para guitarra, como o Delay e o reverber, mas isso já na década de 70 em diante.
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