Uma palavra de despedida: apenas, o início

Publicado em: 31/03/2013

INÍCIO DE TUDO…?
Ainda não se sabe.
Tarde quente de Cascavel.
A família toda em está em casa.
Aliás, pelo que sabia ninguém tinha saído.
Parece, até, que aguardava algum fato novo, alguma coisa nova, enfim, qualquer coisa que pairava no ar.
A tarde já estava velha naquele dia de muito sol.
Ora pra lá, ora pra cá, como boi sonso esperando a janta.
Na rua, poucos carros passavam; no entanto deu pra notar um carro estranho que passou umas três vezes por ali.
Pessoas estranhas olhavam a residência.
Seriam ladrões… Oficial de justiça… Parentes… Sabe- se lá…! O certo é que passavam e tornavam a passar. Um deles desce do carro e dirige-se ao portão.
Vai ao seu encontro.
Onde será que já viu esse rapaz…? Que é familiar, isto não lhe resta a menor dúvida.
Alguma coisa mexeu dentro dele.
Alguma coisa mexe com o seu íntimo, revirando, buscando aquela expressão de jovem conhecido, alguém cuja aparência não era nova, mas perdida no tempo e no espaço.
– Boa tarde…
Sua voz tremeu ou foi impressão…?
– Boa tarde, responde um tanto quanto ressabiado.

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