Turismo Virtual

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Milton – Ethevaldo, hoje é sexta-feira, dia de falarmos sobre o futuro. Você prometeu falar sobre o turismo virtual depois de 2030.
Ethevaldo – Vamos lá, Milton. Imagine que já estamos em 2030. É bem provável que o mundo venha a impor uma redução muito mais drástica nas emissões de carbono, para reduzir o aquecimento global. Para milhões de pessoas, o turismo convencional deverá tornar-se, então, uma atividade quase proibitiva, especialmente as viagens intercontinentais de avião. Aliás, o desconforto dos voos internacionais e dos aeroportos é cada dia maior, desagradável e pouco estimulante.

Milton – E como será o turismo virtual que deverá substituir nosso turismo presencial de hoje?
Ethevaldo – Com a internet e as telecomunicações, se você não pode ir a Roma, Roma virá até você, virtualmente, online ou off-line, no seu home theater, com Super High Definition e imagens 3D. E terá ainda os recursos da realidade virtual. Você poderá alugar canais de TV por assinatura e fazer grandes passeios pelo Museu do Louvre, de Paris, ou pela Acrópole de Atenas, ou pela Muralha da China. E tudo com a vantagem de uma descrição de alta qualidade em sua língua, por um guia competente.

Milton – E que outras vantagens terá esse turismo virtual?
Ethevaldo – O turismo virtual de 2030 poderá ser utilizado como recurso complementar para aulas de geografia, de história, de antropologia, da artes visuais ou de jornalismo. Aliás, o jornalismo audiovisual de alto padrão poderá mostrar eventos tão importantes quanto a sucessão do papa, os jogos olímpicos, congressos de medicina, de tecnologia ou de biotecnologia.

Milton – Mas muitas vezes teremos que viajar de avião e enfrentar as correrias de aeroportos como hoje, não?
Ethevaldo – Sim, mas apenas em casos muito especiais de turismo de negócios ou de diplomacia. Talvez os cruzeiros turísticos em grandes navios possam ganhar mais popularidade do que atualmente, Milton. Mas o avião convencional deverá ser utilizado por pouca gente.

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