Super Difusora AM de Rio do Sul chega aos 49 anos

Registrada com o nome de Emissora Rural nasceu em 14 de janeiro 1965, a atual Super Difusora AM Rio do Sul que entrou no ar em 1967 apresentando-se como alternativa na disputa pela audiência local.

rio-do-sul-foto-prefeituraA origem da emissora tem estreita relação com a Igreja Católica. Montada com recursos internacionais da Adveniat, Cáritas e Misereor, a Emissora Rural de Rio do Sul teve em sua implantação dos padres salesianos, fundadores do Colégio Dom Bosco. Juntos estavam também o Bispo de Joinville e outros sacerdotes que se cotizaram desde o início para a formação do capital da empresa.

Embora contando com recursos externos e tecnologia de última geração, a emissora os estúdios foram montados no salao paroquial, no fundo da Igreja.

Inicialmente dirigida pelo então vigário Daniel Felder, logo em seguida foi gerenciada por Rudiberto Stahnke até chegar às mãos do jovem radialista Edison Andrade que se transferira da equipe de jornalismo de Osny Gonçalves para a nova emissora.

Edson trouxe para a Difusora os experientes profissionais Mário Binder, Sidney Soares, Donato Ramos e Ruy Gaertner, recrutados na equipe da Rádio Mirador, sua principal concorrente.

Respondendo pela direção da Emissora, mas sem grande experiência, Edison enfrentou fortes confrontos entre os interesses da Igreja e de alguns profissionais comprometidos com partidos políticos em pleno vigor da Ditadura Militar implantada em 1964.

Outro aspecto que dificultava o dia a dia da administração da rádio estava na quantidade de sócios que passaram a fazer pressão para participar dos eventuais resultados operacionais da empresa.

A situação se agravou a tal ponto que houve intervenção do Papa nomeando um bispo “contrário aos interesses dos donos da rádio, os salesianos.”

“Com a chegada de Dom Tito Buss, a já Rádio Difusora Alto Vale Ltda, sofreu um duro golpe com a divisão do terreno entre a catedral e o Colégio Dom Bosco. Nessa divisão territorial, com a criação do muro, dividiram-se também os rumos da rádio, com o início da venda de seu capital para o radialista Edison de Andrade”.

“Inicialmente foram comprados 2%, depois sucessivamente foram ficando maiores os percentuais desse cotista que por volta de 1970 veio a adquirir o controle, comprando ao Bispo Dom Tito Buss, que se retirou da empresa.

A composição acionária de então permanece até hoje com Marise Ohf de Andrade e Edison de Andrade, detendo o capital; a primeira com 2% das cotas e o segundo com 98% das mesmas. O quadro não se alterou até hoje mas há necessidade de investimentos e aumento do capital visando aperfeiçoar a qualidade e demandar os projetos voltados para o futuro”.

A história da rádio se confunde com a da família de Edison de Andrade. Hoje na empresa trabalham os seus diretores e mais um dos filhos, Humberto Ohf de Andrade, formado também na mesma Faculdade dos pais, que na condição de colaborador acumula as funções de Gerente Operacional das rádios Super Difusora AM e Amanda FM”. (Com informações do site da emissora e do livro Memória da Rádio Difusão Catarinense, lançado pela Acaert em 2009).

Publicada originalmente em 14/01/2014 

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *