Repercute a morte de Aldírio Simões.

Caro Severo, fiquei chocado com a morte do Aldírio Simões. Tive a oportunidade de conviver alguns anos. Para alguns, um direitão que tinha horror de gaúchos e do PT. Mas para mim era um bon vivant, alguém preocupado com a cultura manezinha e um bom profissional. Que ele esteja lá em cima em um bom lugar ao lado do seu amigo Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho. Um beijo amigo. E viva a vida. Ricardo.
Ricardo, meu caro irmão.

Compartilho com você essa imagem do Aldírio. Um dia, em 1994, o Aldírio promoveu um show em homenagem ao Zininho – que na verdade, era uma forma de levantar fundos para arrecadar “uma graninha” para o poeta que via minguar suas receitas. Convidado pelo Aldírio apresentei o show com grande alegria. Quando, em 2000, você, a Dieve e a Cláudia escreveram ZININHO – uma canção para Florianópolis, convidado a me manifestar, relembrei esse show com estas palavras:

“A promoção do amigo/irmão, Mané Rei, Aldírio Simões, reúne no palco quase uma centena de músicos, cantores, compositores, maestros e na platéia uma casa cheia de corações/irmãos, admiradores, parceiros de hoje, de ontem, de sempre. Todos ligados no anunciado show Jamais algum Poeta Teve Tanto pra Cantar, matéria prima para a gravação do primeiro CD da obra do compositor Cláudio Alvim Barbosa. E no script esta lá: Antunes Severo posiciona-se no palco – ao microfone”. E então começa o espetáculo. Que está registrado em seu livro, na página 100. Onde faltam apenas, as lágrimas (que não são de tristeza) que estou derramando agora.

O Mané Rei, nosso irmão, cumpriu uma parte de sua missão. Ele volta e, com certeza, vai dar a volta por cima. Beijo do seu mano Antunes Severo

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