QUANDO A GENTE NÃO ESQUECE

1. “Lá vem o seu Noel, comandando o batalhão;
o macaco vem sentado, na corcunda do leão.
O gato faz miau, miau, miau; o cachorro lulu,
au, au, au, au; o carneiro faz Béééééééééééééééééé!
E o galo e o garnizé: qué, qué, ré, qué-ré-qué-qué”.
Por Elóy Simões

2. Meus filhos adoravam, quando eu cantava essa música.  Bastava eu pegar no violão pra me acompanhar em algumas mal cantadas músicas pra eles me cercarem e determinarem: canta o seu Noel.
Minhas netas nasceram, começaram a crescer, eles me dedaram: manda ele cantar o seu Noel.
Cantei a primeira vez, não parei até que elas cresceram. Mas de uma coisa não me esqueço: como é importante quando você se defronta com uma música pertinente!
Ninguém consegue esquecer. Tenho certeza de que se conseguir viver até ser bisavô, terei de cantar a mesma música. Se a voz me permitir, claro.
3. Acho que aí reside o engano de quase todos os publicitários, de jinglistas e de anunciantes em geral. Partem do princípio de que basta ter uma peça capaz de vender agora. Amanhã será outro dia, outro problema, raciocinam. Então, criam e aprovam qualquer coisa que venda.
 
Estão redondamente enganados. Uma peça publicitária deve ser criada, pensada para durar muitos aos. Ou sempre.
Agora mesmo estamos observando um movimento preocupado em restaurar peças publicitárias inesquecíveis publicadas ao longo do tempo. Livros foram e continuam sendo lançados abordando o tema. Sites sonoros, idem.
E não é só.
4. Hoje e cada vez mais estão descobrindo o óbvio: de que ter marca forte é fundamental parta qualquer empresa. E se que o processo de construção da marca é lento – e constante.
Pegue essa informação, que certamente você já tem e cruze com outra: a de que é possível criar peças sonoras de comunicação de marca inesquecíveis. Questão de talento e de tempo.
Com esse cruzamento, você vai concluir: vale a pena o esforço. Compensa ser existente. Com os criativos, estejam eles nas agências ou nas produtoras. Com você.


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