O perfume da Lia Rosa…

Esta é dos meus tempos de Rádio Difusora de Itajaí e foi lembrada pela Lia Rosa Leal, professsora de língua portuquesa e revisora profissional, hoje residindo em Florianópolis.

Eu uma guria de 16 anos ia na discoteca da rádio pedir que o Dalton programasse as minhas músicas prediletas. Sabes de onde ele tirou o nome para o programa de rock que ele criou para ir ao ar todos os dias às cinco da tarde?

Foi assim: eu tinha acabado de sair da loja  Balinho (era de calçados, mas não sei como comprei perfume lá…) onde comprara o perfume Five O´clock, da Helena Rubinstein e fui falar com o Dalton para ele colocar em algum programa a música Love’s a many splendored thing com o Ray Connif, que estava no long play It´s Wonderful e era o hit do momento, principalmente das moçoilas apaixonadas como eu, “entreaberto botão/ entrefechada rosa, um pouco de menina/ um pouco de mulher”, no dizer de Machado de Assis.

O Dalton não manjava nada de inglês, e eu estudara três anos no ginásio. Mostrei o vidro de perfume pra ele e disse o nome em inglês e seu significado. Ele disse: “Five o´clock… rima com rock… Na semana seguinte ia ao ar o novo programa…

3 respostas
  1. walter schmidt says:

    Lembro-me muito bem do programa Rock Five O´Clock. Era uma dos meus favoritos. Ia das 17 às 17h30. Lembro-me também do Vesperal Difusora, que começava com o programa Telefone pedindo bis (ou Peça bis pelo telefone).
    Depois do Rock Five O´Clock tinha um programa músicas antigas (Velho Realejo?) do Humberto Mendonça. Tempos inesquecíveis, do maravilhoso rádio eclético. A Difusora de Antunes Severo e equipe era a nossa escola de tudo – de música, de informação, de esportes, de crônicas (Donato Ramos).
    Walter Schmidt – Curitiba.

  2. Lia Rosa Leal says:

    Pois é isso aí mesmo, Antunes! Depois eu viria pra Florípa aos 19, o Dalton também foi pra SP, onde fez brihante carreira na Band, e nunca mais nos vimos. Há pouco tempo, quando quis reencontrá-lo pra ver se ele se lembrava disso, fui informada que ele já partira… Que pena! Há uns 3 anos encontrei o Iran Manfredo Marques Nunes na Barra da Lagoa e comentamos a evolução dos equipamentos. Coitadinho, ele era magrinho e penava com aqueles gravadores pesadões pra fazer as externas… Hoje o pessoal usa um levíssimo celular. Ah, que saudade! Saudade daquele tempo, ou de mim, tão jovenzinha e tão cheia de sonhos e de energia? Isso dá uma tese. Ou, no mínimo, uma crônica!

  3. Antunes Severo says:

    Cara Lia,
    esperamos as duas. A crônica nós publicamos aqui e a tese vai para o nosso arquivo de consulta dirigida que estamos formando. Como és uma perfeccionista, ouso lembrabar: o Iran é o único da família Marques Nunes que não tem o Marques no nome. É só Iran Mafredo Nunes. Bj.

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