O Jornalista do Apagão

Antonio Flores Dias Neto, da Rádio CBN Diário de Florianópolis, participou no mês de maio do “Estação Estácio”, um programa radiofônico de entrevistas  organizado pelos alunos do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.
Por Antonio Morossino
Aluno da 7ª fase de Jornalismo – Estácio de Sá/SC

Neto, 27 anos, é formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) e em Engenharia Agrônoma pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além disso, é pós-graduado na área de Novas Mídias, pela Universidade Regional de Blumenau (Furb).

O Porto-Alegrense, criado no bairro Menino Deus,  teve seu contato com a imprensa aos 17 anos, quando estudava no terceiro ano do colégio Julinho. “Conheci uma menina estudante de jornalismo e na época ela cursava o segundo ano da Fabico (Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Na tentativa de conquistar a moça, consegui um emprego onde ela trabalha, o jornal de bairro ´Oi Menino Deus´. A partir daí desisti da carreira de ser médico e entrei de cabeça na comunicação”, relembra Neto.


Antônio Neto (ao centro) com os apresentadores Adriane Ferreira e Antonio Morossino.

O jornalista conta que durante seus primeiros passos como repórter, logo ao iniciar suas matérias no jornal “Oi Menino Deus”, fez de tudo. “Eu era colunista de comunidade, escrevia  coisas do bairro, como problemas de buracos nas ruas, intrigas entre comerciantes, preço do Iptu, festas comunitárias, entre outras pautas ”.

Antonio Neto relata que então surge a primeira grande oportunidade: uma vaga de radio- escuta na tradicional Rádio Gaúcha. “Ali acredito que tenha começado definitivamente minha carreira”. Aos poucos, Neto passa de radio-escuta para auxiliar de produção da rádio, e, ao terminar a graduação, já ocupa a função de produtor executivo do programa Gaúcha Hoje.

A mudança para Santa Catarina, mais precisamente Florianópolis,  deu-se em função de uma transferência interna da empresa. “Vim cobrir férias no jornal de Santa Catarina como repórter de Geral, daí acabei ficando mesmo”. Repetindo a “sina” que o fez mergulhar no jornalismo, um outro amor platônico em terra catarinense arrastou o jornalista para morar em Florianópolis.

“Com muito esforço e luta consegui uma chance como produtor na Rádio CBN Diário, onde estou exercendo a função de repórter, produtor e também faço o plantão esportivo, desde 2003.”

Nesta emissora de rádio jornalista fez a cobertura do “Apagão”, que deixou Florianópolis um verdadeiro caos, em outubro de 2003. O convidado lembra que foram dias e dias de trabalho ininterruptos, dormindo mal, até mesmo junto aos funcionários da empresa responsável pela distribuição e manutenção da energia elétrica, Celesc. “A equipe toda da CBN se dedicou exaustivamente durante aquele período de escuridão e falta de água na cidade. Foi uma experiência inesquecível como profissional, pois a rádio tornou-se naquele momento um meio de informações extremamente importante para orientar e acalmar a população”.

O jornalista também cobriu, em junho de 2004, a semana de manifestações de estudantes contra  o reajuste das tarifas de passagens no transporte coletivo da capital catarinense.

Ao ser questionado sobre qual conselho poderia dar aos futuros profissionais de jornalismo, Neto ressalta que os alunos devem  estar  prontos para entrar diretamente no mercado de trabalho, cada vez mais acirrado.  Além disso, observa Neto, o recém formado deve igualmente ser versátil, pois é uma  exigência atual  dos veículos de comunicação. Acrescenta também que : “é importante que vocês leiam muito, dominem ao máximo a técnica jornalística para executar um bom trabalho”.


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