Memoria fraca

Publicado em: 25/08/2012

Na década de 1960 realizei alguns trabalhos publicitários para as Lojas Bettega de Curitiba. Com uma programação  no rádio e na televisão, o cliente dava algum trabalho. Os comerciais eram trocados em curto espaço de tempo. A TV era a maior preocupação. Com poucos anos de vida o novo veículo era prioridade para alguns anunciantes. Certa ocasião uma jovem muito bonita chegou de São Paulo para fazer demonstrações de uma máquina de lavar roupas, na  loja. O gerente ficou fascinado com a beleza da moça e achou que ela seria uma  grande atração nos seus comerciais de TV.  Fui convocado para produzir e dirigir o comercial.

Como a  bela jovem não tinha nenhuma experiência como garota propaganda, foi preciso fazer um rápido treinamento. Depois de algumas horas de leitura e correção na interpretação do comercial e já com texto final perfeitamente decorado, a moça foi ao estúdio da TV-Paranaense, na rua Emiliano Perneta, para apresentar, ao vivo (tudo era ao vivo na época) o comercial das Lojas Bettega e da máquina de lavar roupas. Texto bem decorado, rosto levemente maquiado, a jovem demonstrava grande preocupação e certo medo com sua estreia na telinha. Tremia um pouco. Quando se postou em frente a câmera, ficou um pouco pálida e esfregava as mãos. Apareceu um brilho na testa. Retoque de maquiagem, posição ao lado da maquina de lavar roupa. Tudo pronto. O câmera da sinal de que já esta no ar. A bela começa declamar o texto. “Lojas Bettega…..Lojas Bettega….Lojas Bettega …E olhando para o lado encerrou dizendo; iiiii, Jamur,esqueci o texto”. Corta…

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