Lixo espacial

Rádio Cbn | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai? Ethevaldo – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo. Milton – Ethevaldo, quais são as novidades sobre o lixo espacial que gira em torno da Terra? Ethevaldo – A novidade, Milton, é o aumento assustador desse problema. São quase 10 mil satélites mortos, de todos os tipos, e cerca de 40 mil outros objetos de todos os tamanhos, que estão girando em torno do planeta. E como o mundo não toma nenhuma providência, o lixo espacial vai-se tornando um perigo cada dia mais grave e uma ameaça à segurança de missões tripuladas e mesmo da Estação Espacial Internacional.

Milton – Quais são os tipos mais comuns de satélite que compõem esse lixo espacial?

Ethevaldo – Os objetos maiores são satélites militares, como os da série Cosmos, lançados pela antiga União Soviética. E foram mais de 2.500 satélites desse tipo. Outros objetos são pedaços de foguetes, ferramentas utilizadas por astronautas em consertos da antiga Skylab, das estações Mir e da própria Estação Espacial Internacional. Até uma escova de dentes e uma chave de fenda de um astronauta que trabalhou no conserto do telescópio espacial Hubble em 2007 estão girando em torno da Terra e um dia se desintegrarão – se já não se desintegraram – ao entrar na atmosfera, à velocidade de 28 mil km/h.

Milton – Qual é o perigo de que os objetos maiores caiam sobre nossas cabeças um dia?

Ethevaldo – O maior risco é a queda das grandes estruturas, como aconteceu com a primeira estação espacial, a Skylab, que, depois de ter sido usada apenas quatro anos, voltou à Terra prematuramente. Em 1979, a estação foi baixando, baixando, até entrar na atmosfera, destruindo-se parcialmente, e acabou caindo numa fazenda no oeste da Austrália, matando uma pobre vaca que pastava de madrugada.

Milton – E a Estação Espacial Internacional, não pode também cair um dia?

Ethevaldo – Teoricamente, sim. Mas a NASA tem um plano de instalar foguetes nela e levá-la para uma altitude muito maior, num ponto situado a meio caminho entre a Terra e a Lua. A sugestão inclui até a possibilidade de que a ISS seja aproveitada como estação de apoio nas futuras viagens à Lua e ao planeta Marte, previstas para depois de 2030.

Milton – Até amanhã.

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