HB 133: Faltavam condições na colônia

Reinhold Gaertner, sobrinho do Dr. Blumenau, era um jovem solidário. Assim como já dissemos que foi a sombra do tio, sofrendo com ele as agruras daquela luta e festejando com ele as poucas alegrias, não lhe faltava caráter para atitudes inusitadas. Assim foi que resolveu abrir mão do salário que percebia e pediu licença para fazer uma viagem e aprender o português. Foram-lhe concedidos três meses pelo tio, que acumulou as tarefas de Reinhold. Já os novos colonos não eram assim, segundo o relato do colonizador. Eles queriam viver bem e, sendo isso impossível, queriam ganhar muito dinheiro em pouco tempo. Mas na colônia faltavam condições para tanto.

 

Enfim um alento. Era a notícia da chegada de outros colonos. Os primeiros chegaram em junho e, até setembro, Dr. Blumenau estava assoberbado de trabalho, traçando caminhos, medindo lotes, etc.. “O estado geral da colônia vai melhorando”, escreve. “Os moços que tinham saído voltaram e compraram terras. Eu tinha serviço demais, porém trabalhei com prazer, apesar de muitos aborrecimentos. Arrendei os meus lotes a dois colonos antigos para, assim, poder eu trabalhar no governo da colônia. Os dois deram prejuízos; nada fizeram no jardim. Calei-me para não estar brigando a cada instante e aluguei outra gente para cuidar do jardim. Também com esta não tive sorte. Despachei todos, finalmente, e fui eu mesmo trabalhar no jardim e no pomar para, assim, salvar as minhas mudas”.

 

A seguir: de obstáculo em obstáculo, desafio a desafio, a colônia segue seu rumo.

 

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