Foi no tempo em que o rádio reinava sem a concorrência da TV

O povo escolhia seus ídolos pela voz. Mas, não era somente a voz que determinava isso.

O ídolo, ou melhor a figura pública que servia como exemplo para a população, tinha méritos pela sua excelente qualificação como profissional e uma conduta exemplar, como cidadão.

Eles surgiam no rádio, nos esportes, no teatro, na política, isso mesmo, até na política surgiam ídolos. Não eram muitos mas, davam bons exemplos de trabalho, honestidade, lealdade e compromisso com a população.Os exemplos dos profissionais do microfone contaminavam todos os setores da sociedade.

Os radialistas que estavam diariamente nos residencias, com seus programas, suas vozes bem empostadas, sua locução profissional bem feita, conquistavam o ouvinte com mais facilidade.

Veio a televisão e tudo começou a mudar. O rádio perdeu força, a televisão subiu no conceito da população e os ídolos identificados pela voz, ganharam imagem, no início meio cinzenta, mas forte o suficiente para viver na gloria das paixões populares.

Com o tempo, os políticos foram tomando os espaços no rádio e depois na televisão. Esses, nem sempre pautando suas atividades por um comportamento correto. Ganharam espaços nos veiculo e dai até as casas legislativas, foi um pulo.

O próximo passo foi conquistar o poder de mandar em tudo; prefeito, governador, presidente. O rádio e a televisão foram fundamentais para levar muitos medíocres aos mais altos cargos do país.

Os tempos modernos mostraram que, hoje, não é preciso talento para chegar aos mais altos cargos; basta dinheiro, bons marqueteiros, publicitários criativos e jornalistas que são capazes de transformar um homem medíocre em ídolo das massas.

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