Edward Snowden fez um grande serviço à humanidade

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, as denúncias de Edward Snowden estão completando um ano. Que balanço você faz delas?

ETHEVALDO: Meu balanço é positivo, Milton. Por mais tristes que sejam os fatos, Snowden prestou um grande serviço à humanidade ao colocar na pauta mundial de discussões a questão da privacidade.

MILTON – E em toda essa história de espionagens, qual é revelação mais surpreendente para você?

ETHEVALDO: É a possibilidade de colaboração das grandes corporações, operadoras de telefonia e redes sociais com agências governamentais de espionagem.

MILTON – Existem provas de que havia essa colaboração?

ETHEVALDO: Não, Milton. O que havia eram suspeitas, que se fortalecem muito mais agora. Segundo o jornal New York Times de sábado, dia 7, essas grandes redes sociais talvez não cooperassem abertamente, mas deixavam as portas abertas para que seus arquivos e sistemas fossem invadidos.

MILTON – E quais são as provas da possível colaboração dessas redes sociais com as agências de espionagem?

ETHEVALDO: O que é uma mudança de atitude e de comportamento das maiores corporações da internet – em especial o Google, o Facebook, a Microsoft e as operadoras de telefonia do mundo, como a Verizon, a AT&T e a Vodafone – que decidiram criar barreiras tecnológicas contra a espionagem.

MILTON – Qual será a repercussão dessa notícia, na sua opinião?

ETHEVALDO: A maioria das pessoas que acompanham o problema da espionagem já tinha a impressão de que havia algum tipo de colaboração dessas grandes corporações com a principal agência de espionagem norte-americana, a NSA.

O que levou essas corporações a mudar de comportamento talvez seja a percepção de que esse tipo de cooperação não apenas se tornou prejudicial para sua imagem quanto para seus negócios.

MILTON – Mas quais são as barreiras que essas empresas da internet estão levantando contra a espionagem.

ETHEVALDO: São formas de criptografia que talvez não impeçam totalmente a espionagem, mas, com certeza, tornam muito mais difícil e mais cara a invasão de sites e de conteúdos pessoais. O Google, por exemplo, segundo o NYTIMES, está recomendando aos seus usuários que criptografem seus e-mails e outras comunicações pessoais ou confidenciais.

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