Colecionador exibe 122 rádios valvulados funcionando com peças originais

Publicado em: 31/07/2010

Joana Colussi

O fascínio pelo universo de rádios antigos é facilmente percebido a um primeiro olhar. Logo na entrada, receptores a válvula datados do final da década de 20 até 1960 dão uma amostra da coleção que ultrapassa a função de armazenar aparelhos raros.
A dedicação do porto-alegrense Daltro D’Arisbo é honrada na essência: os mais de cem modelos conservam peças originais e funcionam como se tivessem sido fabricados no boom da tecnologia. Expostos em estantes da sala, do quarto e da sacada de seu apartamento, modelos antigos como o americano Atwater Kent, de 1929, são cuidadosamente catalogados e batizados com apelidos peculiares.

No total, a coleção de D’Arisbo tem 122 rádios que ainda funcionam a válvula.

‘Originais e falantes’, frisa, orgulhoso. Essas são duas condições irrevogáveis para os aparelhos antigos entrarem na coleção, lembra ele, diante da minioficina eletrônica montada na sacada, com vista para o bairro Menino Deus.

Filho de um oficial de Comunicações do Exército, Daltro, de 54 anos, cresceu muito próximo de fones, transmissores, receptores e antenas. ‘Sempre me vi em meio a equipamentos eletrônicos a válvulas, até que herdei um rádio que era do meu pai, no final da década de 80’, relata. D’Arisbo se refere ao número 1 da coleção, um Hallicrafters S-38, fabricado nos EUA, em 1948.

Desde então, o colecionador passou a dividir a paixão por rádios com o convívio familiar e a função de auditor-fiscal do Ministério do Trabalho.

‘Isso tudo tem a minha alma’, diz, enquanto mostra os modelos expostos em um quarto que foi montado para guardar as raridades.

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Colaborou: Ivan Dorneles Ribeiro

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