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Moacir Pereira, 50 anos de jornalismo

4/06/13

Moacir Pereira completa, neste ano, cinco décadas de jornalismo e 67 anos de vida como uma das figuras mais reverenciadas na comunicação catarinense. Atua há 15 anos no Grupo RBS, onde atualmente é colunista no jornal Diário Catarinense, além de participar na programação da RBS TV, TVCOM e CBN Diário como comentarista e manter um blog de notícias e análises.

É especializado em assuntos políticos, sociais e econômicos, membro da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Recebeu o Prêmio Nacional de Comunicação Luiz Beltrão, conferido pela Intercom.

Escreveu mais de 30 obras, entre elas Imprensa e Poder, A comunicação em Santa Catarina, O Golpe das Letras, Comunicação e liberdade e A Democratização da Comunicação.

Fundou e coordenou o primeiro curso de jornalismo em Santa Catarina (na UFSC), é ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina e da Associação Catarinense de Imprensa. Também foi correspondente, em Santa Catarina, da extinta revista Manchete e do Jornal de Brasília. Atuou como conselheiro da Federação Nacional dos Jornalistas e é cidadão honorário de vários municípios.

O 6º Encontro da Imprensa de Santa Catarina em Chapecó está sendo organizado pela Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e MB Comunicação Empresarial/Organizacional com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó.

O presidente Ademir Arnon e o diretor regional Marcos Antonio Bedin confirmam apoio institucional da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT), da Associação dos Jornais do Interior do Estado de SC (ADJORI), da Associação dos Jornais Diário de SC (ADI), do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado de Santa Catarina (SINDEJOR), do Sindicato das Agências de Propaganda de SC (SINAPRO/SC), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de SC e da Panela da Imprensa de Chapecó. [Com informações de Marcos Bedin]

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Blog Estopim estréia repórter Ping-Pong

19/02/13

Ilustração Iça2012

O título está meio capenga, mas o tema é mesmo controverso. Talvez controverso seja demais. Digamos que o tema possa ser incomum, incidental. É que o repórter Ping-Pong não é um repórter. O Repórter Ping-Pong atualmente são oito. É, oito pessoas, todas da mesma equipe, todas integradas no mesmo projeto, mas sempre atuando um de cada vez e com o cuidado de não ser identificado. Se fossem lobos poderia se dizer que se trata de uma alcatéia. Mas, como são humanos eles fingem ser indivíduos, embora ajam sempre solidários em suas ações experimentais. Numa ação relâmpago e com a mais absoluta exclusividade o site Caros Ouvintes revela a identidade de um dos oito repórteres Ping-Pong: o acadêmico de jornalismo e futuro escritor Nícolas David que você pode ouvir se pressionar o ícone do podcast com o prompet do mouse.

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Uma repórter colunista *

19/02/13

Tchê, a gaúcha Viviane Bevilacqua, jornalista há 28 anos conversou comigo e falou sobre sua carreira nesta inefável profissão. Na entrevista, tive que dividir a mulher em cinco partes: a foca, a repórter, a professora, a digital e a colunista. Viviane é uma aula de reportagem gratuita e agradável. Não é aqueles professores que emperram um bom diálogo. Além de falar da sua atividade no jornalismo, ela mandou recado para os mais novos e sem hesitar aponta: jornalista não tem que mudar o mundo. Bah, cortou minhas asas.

Ping: Fale da sua formação, onde cursou a faculdade de jornalismo, em que cidade? Que tempos eram esses?

Viviane: Fiz Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, de 1980 a 1984, na Unisinos, em São Leopoldo, RS. Depois, duas especializações, uma teórica, em Ciências da Comunicação, e uma teórica/prática, em Jornalismo Aplicado, um curso de um ano de duração e 360 horas/aula que era patrocinado pelo Grupo RBS anualmente. Um projeto muito legal. Todos os anos eram selecionados 30 jornalistas, do grupo ou não. Era um processo classificatório difícil e superconcorrido, mas quem passava ganhava um ano de estudos com os melhores professores do Brasil e do exterior, tudo de graça. Eu fiz o curso em 1996, e em janeiro de 1997 fui convidada para me mudar pra Floripa e ingressar no Diário Catarinense. Leia mais…

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Dia do Repórter

16/02/13

Em 16 de fevereiro é comemorado o dia do repórter, profissional caçador de notícias, que nos informa a cada dia todos os fatos ocorridos no mundo.

Jussara de Barros

As reportagens são veiculadas nos jornais, revistas, rádio, TV e internet

Ser repórter é colher informações verdadeiras e prepará-las para a divulgação, que pode ser feita através da televisão, dos jornais impressos ou de revistas, pelo rádio e, atualmente, pela internet. Mas preparar uma notícia não é coisa fácil. Exige conhecimentos e técnicas específicas da área jornalística, além de envolver a pesquisa e a confecção da notícia. O primeiro modelo de reportagem surgiu com a invenção da tipografia, em meados de 1440, criada por Johan Gutemberg, onde o sistema de impressão era feito com tipos de metal e com as letras em alto relevo. Após o período da revolução industrial, as técnicas de impressão ganharam mais rapidez e qualidade, aumentando as publicações. Os noticiários em rádio chegaram ao Brasil através de Edgard Roquette-Pinto, considerado “o pai do rádio”, onde o mesmo previu que o objeto se tornaria um transmissor da cultura popular. Em 1922 foi realizada a primeira transmissão, expondo o discurso do presidente Epitácio Pessoa sobre os cem anos da Independência. Leia mais…

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J.B. Telles: o caminho do microfone passa pelo gramado do Tupy

15/10/12

Ricardo Medeiros

José Bonifácio Telles nasceu em Rio do Sul (SC), em 5 de junho de 1945. A com- pra de uma ‘radiola’ SEMP para ouvir os jogos da Copa do Mundo de 58 faz o menino de 13 anos tomar gosto pela narração esportiva. Falando numa lata ou qualquer coisa que ampliasse a voz, transmite de forma imaginária jogos no campo do Catarinense da Barra, no município de Rio do Sul, sua terra natal. Entrar na Mirador, não era coisa fácil, relembra J.B Telles. Incentivado por um parente, esquece um pouco do microfone para tentar a sorte jogando futebol no Tupy, de Gaspar. Parece que o destino está traçado. Para fazer parte da equipe, qual o emprego oferecido? Uma vaga de locutor na Rádio Clube da cidade. Mas era preciso fazer um teste, que ocorre enquanto a rádio transmitia a Voz do Brasil. Terminada a rede nacional, vê-se com a luz vermelha acesa “No Ar”, lendo ao vivo o seu primeiro comercial. É 14 de julho de 1961. Euforia geral. Até que poucos meses depois uma briga do administrador da rádio com um político da região, provoca um incêndio no transmissor da emissora. Leia mais…

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Morre aos 50 anos Américo Vargas

5/10/12

O radialista Américo Vargas, morreu no início da tarde desta quinta-feira, 04/10, no Hospital de Caridade, em Florianópolis. Com quase 30 anos de profissão e referência na divulgação do esporte amador, o comentarista não resistiu a problemas cardíacos. Américo que atuou em várias emissoras da Capital no momento atuava na reportagem da Rádio Record AM e como colunista do jornal Notícias do Dia. No início da semana teve duas paradas cardíacas e desde então estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele estava prestes a completar 50 anos, neste mês outubro. Em 2011, Américo foi reconhecido pelo apoio prestado ao esporte amador na região da Grande Florianópolis. O comunicador recebeu prêmios pela Elase Futsal, Futebol Amador Norte da Ilha, Liga de Futebol do Vale do Rio Tijucas e Associação de Futsal de São José. No dia 20 de junho, em evento das premiações da Copa RIC Interligas, Américo Vargas foi homenageado pelos 25 anos dedicados à crônica esportiva de Santa Catarina. Atualmente no Grupo RIC Record, Américo já tinha atuado em vários veículos de comunicação, entre eles rádios CBN Diário, Guarujá e SBT. Américo deixa a mulher e a filha de 26 anos. (Com informações de Ana Carolina Vilela/ND)

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O menino que traficava livros

1/10/12

Aristides Nepomuceno é um jornalista atento aos acontecimentos da sua cidade. Repórter há 23 anos, trabalha no jornal de maior circulação da cidade, onde escreve a coluna Gente. Há dois dias, ouviu boatos de que um menino traficava livros na região. Aristides queria uma matéria e conversou com as pessoas que já tinham visto o garoto. “Ele não tem pai nem mãe. Não trabalha, vive com esses livros em baixo do braço e sempre está com obras diferentes. Dizem que rouba das livrarias para vender a preços mais baixos na estação rodoviária. É um marginalzinho. Seu Antonio da banca o pegou roubando uma vez também. Depois a polícia veio, deram uma coça nele, mas não adiantou”. Leia mais…

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Tim Lopes 10 anos depois, a pauta esquecida

13/06/12

João Batista de Abreu *

Tim Lopes

O repórter Tim Lopes gostava de correr atrás do incomum. Ultrapassar obstáculos assumidamente difíceis lhe dava imenso prazer profissional, como a qualquer bom repórter. Certa vez, em início de carreira, fez-se passar por operário das obras do metrô do Rio de Janeiro para mostrar as péssimas condições de trabalho nos canteiros das empreiteiras. Em outra ocasião, inscreveu-se num curso de formação de vigilantes para relatar a preparação precária desses profissionais que carregam uma arma e têm a missão de proteger o patrimônio alheio. Foi descoberto e “convidado” a se retirar. Mulato, nascido no Rio Grande do Sul, criado na Mangueira, jeito de rubro-negro mas vascaíno de coração, Tim era a antítese do repórter que se supõe com alto nível de instrução e formado em bons colégios da classe média urbana. Começou como office-boy nas empresas Bloch e cavou uma chance até mudar de mesa com direito a máquina de escrever. Mais tarde, cursou Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso. Conquistou um diploma. Leia mais…

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Repórter ou prestidigitador?

10/06/12

Uma piada muito antiga exagera sobre a forte gesticulação dos italianos durante uma conversa. Dizem que dois italianos caíram de um navio e continuaram conversando e movimentando mãos e braços dentro da água. Quando perceberam estavam chegando numa praia, sãos e salvos, graças ao hábito de balançar braços e movimentar as mãos freneticamente durante um bate-papo. Exageros à parte, alguns repórteres da televisão fazem coisa parecida.  Muitos deles , querendo parecer mais com atores do que jornalistas, movimentam  mãos exageradamente, como os italianos da piada. E como se isso não bastasse, usam expressões faciais, também de forma exagerada (como se fossem atores), para acompanhar a movimentação dos membros superiores. Leia mais…

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Assim está o rádio esportivo

7/04/12

O rádio esportivo brasileiro mudou muito nos últimos anos a ponto de perder a cada dia mais seu público ouvinte. Na década de oitenta era comum assistir os jogos que a televisão mostrava ao vivo com o som de transmissão das rádios. Hoje como o off-tube tomou conta das transmissões esportivas pela falta de recursos publicitários e de visão dos que dirigem as emissoras a audiência desabou. E existem outros motivos além do off-tube: faltam narradores de qualidade. O que existe são locutores que já não descrevem os lances de uma partida de futebol com os detalhes que o rádio sempre exigiu. Leia mais…

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Notícia pela metade

2/03/12

Noticia na TV e no rádio tem que ser como a verdade: por inteiro. Quando é apresentada somente uma parte deixa o ouvinte em dúvida. A boa técnica manda que o repórter ouça sempre todas as partes envolvidas numa notícia. Nem sempre é assim. Com muita frequência aparece na telinha um repórter contando parte de um fato ocorrido. Um exemplo disso foi registrado recentemente em Curitiba. Uma emissora local apresentou uma matéria em que a repórter revelava que crianças de uma escola pública, que funcionava no salão paroquial da igreja, estavam sem aula. Leia mais…

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Por conta, profundamente lamentável

12/02/12

“O governo suspendeu a licitação “por conta” de uma denúncia… O atacante Reinaldinho fica fora do próximo jogo  “por conta” de uma dor no joelho… Esse “por conta” que entra na maioria das frases de repórteres é um sinal de extrema pobreza no vocabulário. Quem fica “por conta” é o telespectador. Não é possível que nos departamentos de jornalismo não tenha ninguém para alertar o repórter sobre o uso insistente do “por conta”. A impressão que eles passam ao público é de que o vocabulário é tão pequeno que não encontram nada que substitua o “por conta”. Leia mais…

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Repórter, para o entrevistado: quais são os sintomas da diarréia?

2/02/12

Não precisa ter afiado espirito crítico para constatar uma realidade negativa na atividade jornalística em nossas emissoras de televisão. Destaque-se nesse setor os repórteres que demonstram grande dificuldade para tratar dos assuntos em pauta. Falta de informação, pouca ou nenhuma leitura diária e aprofundamento nos temas propostos para  o noticiário do dia, marcam o cotidiano de jovens com algum potencial e pouca ou nenhuma orientação. Recentemente um repórter de Curitiba fez uma matéria nas praias do Paraná sobre a invasão de águas-vivas que estariam queimando peles macias de veranistas descuidados. Leia mais…

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O repórter torcedor

29/11/11

Irreverente. João Ari Dutra atuou no rádio nos tempos dos programas de auditório e das grandes jornadas esportivas

Paulo Clóvis Schmidtz

Os tempos andam exaltados no futebol, com as torcidas de Figueirense e Avaí vivendo momentos diametralmente opostos no campeonato brasileiro. Isso se reflete na imprensa, nos programas de rádio, nos comentários da tevê, nas ruas e nos botecos, com posturas e depoimentos apaixonados. Nada disso, no entanto, se compara aos anos em que João Ari Dutra fazia, simultaneamente, os papéis de repórter de campo da Guarujá e de torcedor alvinegro. “A bola é nossa!”, gritava, ao microfone, num lance de lateral, para a ira do narrador Lauro Soncini, de declarada simpatia pelo Leão.

Ele pedia escanteios, impedimentos e admoestações ao adversário, recebendo em troca a vaia da massa rival. “Ainda hoje, mais de 20 anos depois, os avaianos querem o meu couro”, admite o radialista. Leia mais…

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Acadêmicas Beatrice e Flávia descobrem a Molecada do Caieira

24/10/11

AcadeMidia | Programa radiofônico

Aqui está o produto de uma alegre e divertida visita ao mundo das crianças em um bairro periférico da Grande Florianópolis com uma particularidade especial: a matéria foi realizada pela própria criançada. A Molecada do Caieira é um projeto experimental de rádio do oitavo semestre do Curso de Comunicação Social/Habilitação em Jornalismo, período matutino do Campus Pedra Branca da Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina. O projeto foi produzido pelas acadêmicas Beatrice Gonçalves e Flávia Goulart, do semestre letivo 2006/1, sob a orientação das professoras Helena Iracy Serkis Santos Neto e Rosane Albuquerque Porto. Gravação, Francielle Pegoraro. Edição, Sérgio Murilo em 27/04/2006.

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Osman de Oliveira entrevista Luiz Jatobá

12/10/11

Entre as muitas revelações de novos talentos que surgiram na Rádio Marumby, estava Osman de Oliveira. Começou em 1950 e foi um dos primeiros comentaristas de política. Acompanhava as sessões na Assembleia Legislativa do Paraná, gravava os discursos dos parlamentares e apresentava com seus comentários. Trouxe para o rádio uma boa experiência adquirida no jornal Diário da Tarde. Como repórter se destacou não só pelo registro dos fatos, mas também, como comentarista do cotidiano. Leia mais…

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Com 50 anos de rádio, Walter Souza quer parar apenas em 2020

14/09/11

Paulo Clóvis Schmitz

Reprodução

Ele está com 71 anos e passou mais de meio século falando ao microfone, mas tem a disposição de um jovem e estabeleceu como meta completar 60 anos de rádio e TV, pendurando as chuteiras em 2020, já octogenário. Esse é Walter Souza, repórter que viveu os tempos áureos da radiodifusão em Florianópolis, passando pelas rádios Jurerê, A Verdade, Anita Garibaldi, Guarujá e Diário da Manhã, atual CBN Diário. Ficou 15 anos na RBS TV, onde cobriu a Novembrada, episódio que envolveu o ex-presidente João Batista Figueiredo num bate-boca com populares no Centro da Capital, e as grandes enchentes de 1983 e 1984 no Vale do Itajaí. Marcou época como repórter de campo no futebol, ao lado do narrador JB Telles e do comentarista Newton César Viégas. Leia mais…

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Mario Quintana, o anjo Malaquias e Flávio Alcaraz Gomes

9/04/11

Por uma dessas circunstâncias inexplicáveis a matéria desta semana reúne as vozes de Flávio Alcaraz Gomes e de Mário Quintana. Flávio relembra a morte de Quintana.  Mário declama o poema Anjo Malaquias que virou espetáculo teatral contando em documentário poético sua vida e obra e que diz: “O Ogre rilhava os dentes e lambia os beiços grossos, com esse exagerado ar de ferocidade que os monstros gostam de aparentar, por esporte. Diante dele, sobre a mesa posta, o Inocentinho balava, imbele. Chamava-se Malaquias – tão pequenino e rechonchudo, pelado, a barriguinha pra baixo, na tocante posição de certos retratos da primeira infância…” (Podcast acervo Ivan Dorneles Rodrigues)

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Adeus, guerrilheiro da objetividade!

6/04/11

Denis Luciano*

Era um fim de tarde qualquer de 2004. Ele tinha um olhar forte, grave, sem ser tenso. Diante dele, era eu o aprendiz, curioso e com um certo medo daquela figura mítica. Das suas palavras bem pronunciadas, saía o recado. “Quanto menor a pergunta, melhor a resposta.” Assim, Flávio Alcaraz Gomes me repassava a principal, e resumida orientação, para, por dois dias, apresentar seu programa Flávio Alcaraz Gomes Repórter na Rádio Guaíba. Mínima interinidade, mas que recheou um ainda jovem currículo com páginas de inesquecível experiência. Pois o Flávio, no auge da sabedoria dos seus 83 anos, partiu. Uma das bandeiras do radiojornalismo brasileiro foi arriada, deixou de tremular nos campos de guerra, onde ele tanto gostou de estar. Leia mais…

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Flávio Alcaraz Gomes: morre o homem, vive o repórter

5/04/11

Já se disse que as pessoas não morrem, são esquecidas. E são esquecidas quando suas obras são poucas ou pouco valiosas para a humanidade. Pode parecer cruel numa hora de grande dor se falar em valor de lembranças, mas essas, as lembranças são o que de construtivo deixamos no caminho. E quando falamos de um profissional é preciso que seu legado tenha representatividade que o distinga dos mais notáveis dos seus colegas. Assim se distinguiu Flávio Alcaraz Gomes. Muitas vezes pagou caro por isso, mas honrou até o último momento a profissão que adotou, e por isso nos fez ainda mais valorosos. Flávio, nós radialistas e jornalistas que nos regozijamos com o teu trabalho, choraremos a tua falta, mas te louvaremos enquanto aqui permanecermos.

No podcast, um dos arquivos da série As Vozes do Século XX (acervo Ivan Dorneles Rodrigues).

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