Flávio José Cardozo *
Pois a beleza da palavra é fundamental – e muito quando se fala em nome de rua. E não se trata apenas de sonoridade, mas também de idéia, aquele significado puro e imediato que deve impedir a palavra de se transformar logo num clichê falido, quase sempre pobre de sentido para os usuários, repetido e repetido porque tem de ser repetido, esvaziado de qualquer sugestão afetiva, existencial, romântica, levemente açucarada (que seja) para adoçar esta curta vida. Por isso é que eu iria soltar uma dúzia, duas, até três dúzias ou mais de foguetes se um dia desses, por obra de algum demônio pândego e poeta, a cidade acordasse com suas esmaecidas placas de rua do tempo dos Afonsinhos e tudo o mais se esquecesse. Leia mais…

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