Não pode se esquecer de que era sábado, aquele dia. Curitiba… Vinte anos… Pra quê…? Não sabia quem foi que lhe ensinou o valor do trabalho e da honestidade, mas, amor, ninguém quis ensinar não! As coisas vão nascendo, vivendo, sumindo e morrendo, sem que a gente perceba. Tinha uma ternura imensa para distribuir e pouca gente queria. Olha: pensando bem e sendo honesto, ninguém quis. Entre insultos e agravos, a vida foi passando sem que pudesse se segurar no estribo sequer, como nos bondes que via quando já estavam morrendo.
Donato Ramos. Uma palavra de despedida, apenas. Florianópolis, 2011
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