Noticia na TV e no rádio tem que ser como a verdade: por inteiro. Quando é apresentada somente uma parte deixa o ouvinte em dúvida. A boa técnica manda que o repórter ouça sempre todas as partes envolvidas numa notÃcia. Nem sempre é assim. Com muita frequência aparece na telinha um repórter contando parte de um fato ocorrido. Um exemplo disso foi registrado recentemente em Curitiba. Uma emissora local apresentou uma matéria em que a repórter revelava que crianças de uma escola pública, que funcionava no salão paroquial da igreja, estavam sem aula.
O padre e o governo estadual não teriam se entendido no reajuste do aluguel. O reverendo, pelo que se soube, esgotou todos os meios para fazer um acerto e por fim fechou a sala. A repórter contou tudo direitinho, pela metade. Mostrou a diretora da escola revelando indignação pelo fato do padre fechar a sala e deixar crianças sem aula. Faltou ouvir o padre e dizer que essas crianças estavam tendo aula graças à boa vontade do padre que cedeu (sob aluguel) parte da igreja para que as crianças tivessem aulas.
Não disseram que o grande responsável por tudo é o governo que não constrói salas de aulas em número condizente com as necessidades de cada comunidade.
No noticiário nacional, por estranha coincidência, sempre que o governo esta envolvido em alguma coisa negativa, esse fato é omitido ou atenuado. É a notÃcia pela metade que faz bem a governantes, polÃticos e concessionários, e muito mal ao povo.
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Acaert NotÃcias
Antunes Severo/Blog
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