Amélia passava fome ao meu lado e achava bonito não ter o que comer. Mário Lago, em Amélia
Alceu Sebastião Costa
Fora do papel, qual mulher assumiria tal postura? / Por acaso, pode o amor sadio aferir tal desventura? / Estas perguntas e muitas mais são deveras naturais, / Posto que formuladas pelas patrulhas dos radicais, / Que, postulando mandato de guardiões da Sociedade, / Fazem de um copo d’água cenário da cruel tempestade, / Ignoram a sensibilidade do poeta e seu potencial sagrado, / Enxergam a superfÃcie de Mário, não a profundidade do Lago, / Admitem o definhamento, e até a morte, por fome de amor, / Mas, abominam a simbologia retórica da beleza da fome – sacrÃlego ato de terror – / Fincada na canção como apologia da paixão e lenitivo dessa dor.
O poeta Alceu Sebastião Costa, que reside no Bairro do Cambuci – Capital-SP, escreveu esses versos em Serra Negra – SP em 07 de janeiro de 2003.
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Antunes Severo/Blog
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