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E chegou a hora do nosso Papo Livre para eu conatr causos pra vocês. Em nossa Curitiba dos velhos tempos a gente fazia as compras para a manutenção da família nos chamados armazéns de secos e molhados que havia em todos os bairros. Grande parte dos produtos era apresentada a granel e era pesada na hora da venda no varejo, sob a vista dos fregueses, nas antigas balanças com dois pratos: num prato o negociante colocava a mercadoria pedida e no outro alguns pesos de ferro cujos valores neles estavam cunhados.
O equilíbrio dos pratos das balanças mostrava o peso do que se comprava. Feijão, arroz, milho, açúcar, tudo isso era apresentado em grandes sacos dos quais se retiravam partes para a venda. Manteiga e banha eram expostas em latas grandes. O charque era oferecido em mantas. Os armazéns vendiam também fumo em corda para cigarros que eram preparados em casa com palha macia e selecionada.
Ah, quantos palheiros filei do meu Tio Bépi que os preparava com paciência e muito capricho. Eu lembro que a gente fazia as compras e o dono do armazém ia marcando tudo num caderno. O pagamento era mensal.
O pioneiro curitibano que instalou o primeiro supermercado foi o senhor José Luiz Demeterco. Ao retornar de uma viagem ao exterior, Seu Zéca, um homem de extraordinário valor, desfez seu antigo Armazém Demeterco (na Praça Tiradentes) e o transformou naquele que foi o primeiro e, por muitos anos, mais popular supermercado do Paraná: o Mercadorama. Eu lembro até hoje de uma propaganda por mim criada em meus tempos de publicitário que dizia:
Tem, tem, tem, preço baixo e qualidade,
você faz economia de verdade.
O preço baixo justifica a fama,
compre barato no Mercadorama.
Este nosso Papo Livre transmitido pela Rádio Educativa AM 630 aos domingos, das sete às oito da manhã, é reproduzido no site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo.
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Acaert Notícias
Antunes Severo/Blog
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