Prevista para o final de fevereiro, a decisão sobre o padrão de rádio digital que será adotado no Brasil foi remarcada para o final de março. Em um encontro com os representantes do setor de radiodifusão, em dezembro passado, o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que a palavra final seria dada em fevereiro. Dessa vez, a escolha não poderá ser remarcada e isso é garantido pelo calendário político, pois o ministro Hélio Costa, assim como outros ministros que pretendem se candidatar nas eleições de outubro, precisa deixar o cargo, no máximo, no início de abril.
O padrão norte-americano In Band on Channel (Iboc) e o sistema europeu Digital Radio Mondiale (DRM) disputam a decisão do governo brasileiro. O rádio digital permite a realização de transmissões em ondas curtas com qualidade de som acima da média. O sistema Iboc está em grande parte dos equipamentos, especialmente receptores. Já o DRM se adéqua as diferentes necessidades do país. Ambos obtiveram bons resultados nas experiências de transmissão em FM, porém o Iboc não atende a transmissão em ondas curtas e tropicais.
A definição do padrão deve fazer com que troca do sistema analógico pelo digital demore 20 anos, mesmo tempo para a implementação da rádio FM no Brasil. O ministro também defendeu a participação da indústria eletrônica no processo para produzir receptores digitais. Nos EUA, com o padrão Iboc, os receptores custam cerca de US$ 100.
Apesar de a escolha do padrão estar próxima, os brasileiros ainda terão de esperar para que o acesso ao rádio digital se popularize. Segundo o próprio Costa, em entrevista concedida em 2009, a definição do padrão deve fazer com que troca do sistema analógico pelo digital demore 20 anos, mesmo tempo para a implementação da rádio FM no Brasil. O ministro também defendeu a participação da indústria eletrônica no processo para produzir receptores digitais. Nos EUA, com o padrão Iboc, os receptores custam cerca de US$ 100.
O ministro atribuiu à Abert a culpa pela indefinição. Segundo ele, a entidade era responsável pelos testes em emissoras de 10 capitais com o padrão norte-americano Iboc (In Band on Channel) durante dois anos e quando apresentou o relatório favorável, o trabalho foi reprovado pela Universidade Mackenzie, que reúne os maiores especialistas de rádio digital do país.
Os equipamentos para iniciar os testes do modelo europeu devem chegar logo ao Brasil e serão acompanhados pela Anatel. Costa afirmou que o padrão norte-americano, que não transmite em OM, também não resolveu os problemas das “sobras” nas transmissões em grandes cidades. Outro problema é a questão sobre o pagamento de royalties à empresa detentora do sistema.
O ministro apresentou as vantagens do sistema digital em rádios como o som puro, multiplicação de canais onde existe dificuldade de espectro e convergência. Segundo ele, o novo sistema dará uma nova vida ao rádio, que utiliza praticamente os mesmos recursos há 80 anos.


Gente,
há muito tempo desisti do Rádio Digital.
Ele já nasceu morto.
Vera Lúcia