Arquivo mensal para 02/08

O golpe da entrevista

24/02/08

Esse fato aconteceu numa cidade do interior de São Paulo. Um dia alguém marca uma entrevista com o Secretário de Obras da Prefeitura. Seria uma entrevista para televisão sobre investimentos nos bairros.
Por Ricardo Medeiros

Esse alguém se intitula jornalista. Na hora da entrevista não traz microfone, não traz câmera. Mas traz uma proposta financeira. O “jornalista” diz que Secretário tem portas abertas no programa dele. Mas que seria interessante que o Secretário contribuísse financeiramente para manutenção do programa.
- Que tal R$ 1.500,00?
- O Secretário não concorda.
- Que tal, então, R$ 600,00?
- Não, coloca o Secretário.
O “jornalista” insiste. Frisa, inclusive, que o Secretário terá direito a um espaço não só na TV, pois os microfones de uma emissora de rádio também estarão á disposição. O Secretário, sorridente, diz que não cobra para dar entrevistas e que igualmente não gostaria de pagar para tal fim.
Passam-se 20 minutos. A situação fica insuportável. O Assessor de Imprensa do Secretário, formado em Jornalismo, tenta argumentar que o seu assessorado não está interessado na proposta. Eis que o dito jornalista da TV, que propositadamente até então havia ignorado a presença do Assessor de Imprensa, dirige-se para este profissional. Olha rápido para ele e é curto e grosso:
- Não estou falando com você. Estou falando com meu amigo.
- Mas que amigo? Aquele feito na hora de fazer uma proposta indecorosa? Parabéns para o Secretário que não cede às investidas do dito jornalista. Nada de negociatas. O “jornalista”  bate a porta. Vai embora. Que em nome da ética não volte nunca mais.
 


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Edemar Annuseck está de blog novo

24/02/08

Colaborador do Caros Ouvintes, Edemar Annuseck acaba de anunciar a criação do seu mais recente canal de comunicação. Além do endereço que aparece um pouco mais abaixo, destacamos uma das matérias que estão na capa do blog. Sucesso companheiro.
Da Redação

Oldemar Kramer, 50 anos de rádio
Este ano Oldemar Kramer vai completar 50 anos de rádio. O professor (como carinhosamente o defini) começou a trabalhar no rádio no dia primeiro de Novembro de 1958 na Rádio Marumby de Curitiba ao lado de Willy Gonser, Curi Saliba e Reinoldo Cunha. De lá para cá passou pela Independência e Rádio Clube Paranaense. É sem dúvida o Plantão Esportivo mas antigo do rádio brasileiro. Só que está parado. Parado por conta do fechamento da equipe de esportes da Clube no ano passado. Tenho falado com o Professor e sinto que está muito triste pela atual situação. O rádio do Paraná precisa ter a volta de Oldemar Kramer. E urgente. Sua ausência no rádio causa uma grande tristeza em todos nós seus ouvintes. O Grande Placar B-2 ninguém conseguiu superar desde que Kramer saiu do ar. A dupla que formava com Carlos Kleina o Brasil inteira acompanhava. Espero que o rádio de Curitiba tenha o retorno de Oldemar Kramer, a quem presto a minha homenagem e reconhecimento pelo que fez a serviço do Plantão Esportivo Brasileiro. O rádio esportivo do Paraná precisa de Oldemar Kramer. Em tempo : Ele continua atualizando seus arquivos diáriamente; é como se estivesse em plena atividade. É só colocá-lo no ar.
Link Relacionado:
:: http://www.edemarannuseck.blogspot.com


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A saudade em pinceladas

24/02/08

Caros leitores, hoje assisti a uma defesa de doutorado cujo tema central circundava uma artista plástica local chamada Valda Costa. A autora, Jacqueline Wildi Lins, recuperou parte do rico acervo e contou um pouco da história dessa artista que circulava pela Floripa das décadas de 70 e 80, mas que se mantém no imaginário da cidade.
Por Marilange Nonnenmacher

Bem, eu fiquei cá pensando: quantos artistas plásticos favorecem a manutenção de uma memória urbana? Posso citar muitos, mas hoje começo pela intensa e colorida obra de Tércio da Gama.


Tércio da Gama. O Mito e a Magia da Ilha, 1998. Acrílico sobre tela, 150×50cm.  Foto: Marilange Nonnenmacher


Tércio Gama. Lagoa da Conceição, 2008. Acrílico sobre tela, 100 x 100 cm.

Antes de escrever-lhes estas linhas, tive que pedir autorização ao artista plástico catarinense Tércio da Gama, egresso do Grupo de Artistas Plásticos de Florianópolis – GAPF – criado em 1958, gostaria de mostrar-lhes como por meio da arte a memória urbana pode ser preservada, segundo mostra o estilo desse artista. 
Assim, apresento duas de suas obras que aprecio pelo grande apelo memorialístico, irradiado num transbordamento de cores numa montagem surrealista. Tércio, nosso artista manezinho, prima pela memória como recurso para mergulhar em suas experiências vividas, a fim de transportá-las para a tela e apresentar sua desilusão e instabilidade diante da frenética mudança no panorama urbano de Florianópolis que ocorreu, principalmente, após a década de 1970, com a construção do Aterro da Baía Sul. São vivências passadas para tela. São experiências pinceladas.
Para isso, ele recorre aos mitos, aos ritos de iniciação e ressurreição, à farra do boi, às rendeiras, às crianças e suas pipas, à Maricota, à Bernúncia, aos folguedos das festas do divino, às bruxas, às estrelas, ao Trapiche Miramar, à Lagoa da Conceição, ao Pão-Por-Deus, que entre outros elementos da mito-magia regional misturam-se convulsivamente na composição de Tércio, que sintetiza, a partir de seu olhar, a perda da pureza infantil e dos mitos e magias da Ilha que protagonizam os autos populares.
A perda da infância e do lúdico está contada em suas telas, e, tais elementos compõem sua seleção temática, como um recurso para demonstrar a dor da perda dos lugares tradicionais e de memória da cidade. Por meio da sua pintura, Tércio possibilita a criação do novo, singular, inesperado e inesgotável. O pintor, em sua essência, prima pela nostalgia e lamenta o esmorecimento das tradições, dos espaços, dos personagens e lugares onde se encenou sua infância e juventude.
Não pretendo no interior desta breve exposição analisar o conteúdo estético formal de sua obra, considerando que não tenho o domínio teórico e prático para tal mas, certamente,  são crianças soltando pipas, noites enluaradas, festejos locais, o Mercado Público, o Complexo Industrial Hoepcke, a Ponte Hercílio Luz, os barcos, a Bernúncia, as sereias, os cortiços, enfim, versões de um passado contado por meio de representações imagéticas do pintor e… que me contagiam.


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Você lembra do Mazzaropi no cinema? Pois saiba que ele fez rádio

24/02/08

Todos nós certamente assistimos um dia um filme do Mazzaropi no cinema, ou, mais recentemente, em vídeo. Nascido em São Paulo, em 1912, ele personificava o “caboclão”,  matuto no andar e no falar, mas de uma esperteza a toda prova.
Carlos Braga Mueller

Na juventude, chegou a fugir de casa para acompanhar um circo. Curiosamente, no teatro, antes de lhe darem o palco, ofereceram-lhe uma brocha para pintar cenários. Mazzaropi contou em uma entrevista à revista Veja, em 1970, que se inspirou em Genésio Arruda para criar o seu tipo. Arruda foi o primeiro caipira do cinema brasileiro, ainda no tempo das cenas mudas.
Antes de ter sua própria companhia teatral, Amácio Mazzaropi precisou suar muito em circos, teatros e clubes, contando piadas para as platéias, que não cansavam de aplaudi-lo.
Tornou-se um nome bastante conhecido e em 1946 foi convidado por Dermival Costa Lima para trabalhar na Rádio Tupi de São Paulo, integrante das Emissoras Associadas.
Assinou contrato e o programa ficou oito anos no ar. Chamava-se Rancho Alegre e nele Mazzaropi contava piadas e cantava canções sertanejas, acompanhado de um sanfoneiro.
Choveram cartas dos fãs. Só na primeira semana foram 2.000 cartas.
Em 1947 as Emissoras Associadas (do jornalista Assis Chateaubriand) promoveram uma excursão a Minas Gerais: a Brigada da Alegria. E Mazzaropi pode sentir o carinho dos mineiros quando se apresentou nas rádios Guarani e Mineira. Estava consagrado nacionalmente! Graças ao rádio.
1950 marcou a inauguração da primeira televisão brasileira, a TV Difusora, Canal 3, de São Paulo, pertencente ao grupo Associadas. E como tudo na TV foi copiado do rádio, Mazzaropi, um dos convidados para o show de estréia, foi lá para fazer tudo o que já fazia no rádio, tornando-se o primeiro humorista da televisão.
E não houve como recusar: deram-lhe um horário todas às quartas, às 21,00 horas. A direção da Tupi lançava assim, também na TV, o programa que já fazia sucesso no rádio: Rancho Alegre, contratando o experiente Cassiano Gabus Mendes para dirigi-lo. Para contracenar com Mazzaropi foram buscar Geni Prado. Anos depois, Geni trabalharia em praticamente todos os filmes de Mazzaropi, interpretando a companheira do Jeca. A Philco, que fabricava rádios e televisores, foi a patrocinadora deste programa pioneiro.
Em 20 de janeiro de 1951 o ator participou também do programa inaugural da TV Tupi do Rio de Janeiro, Canal 6. E aceitou apresentar no Rio outro programa semanal, que ia ao ar às quintas-feiras à noite. Teatro, rádio, televisão… Mazzaropi fazia de tudo um pouco. E por causa da televisão foi descoberto pelo cinema.
A Cia. Cinematográfica Vera Cruz estava se instalando em São Paulo e prometia ser a “Hollywood brasileira”. Em 1952 Mazzaropi atuou em dois filmes da Vera Cruz: “Sai da Frente” e “Nadando em Dinheiro”.
Neste mesmo ano estrelou na televisão a novela sertaneja “O Meu Mundo é Aquele Rancho”, escrita pelo radialista Teixeira Filho. Em 1954 Mazzaropi assustou todo mundo quando saiu das Emissoras Associadas e foi para uma concorrente: a Rádio Nacional de São Paulo, para atuar em um programa que visitava os clubes e onde ele contava piadas, fazia imitações e cantava. O programa foi ao ar até 1955.
Em 1958 vendeu tudo o que tinha e fundou sua própria companhia de cinema: a PAM Filmes. Por essa época, talvez até para arrecadar mais caixa, excursionou pelo sul do Brasil. Em Blumenau apresentou-se no Cine Busch, em show que foi transmitido pela PRC-4 Rádio Clube.
Mazzaropi “estrelou” ao todo 32 filmes, quase todos disponíveis hoje em dia em DVD. Morreu no dia 13 de junho de 1981 e deixou incompleto o filme “Maria Tomba-Homem”, que certamente seria mais um sucesso!
 


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Recordações – 01

24/02/08

Foram tantos anos atuando na radiofonia e ocupando tantos cargos e funções que, obviamente, trabalhei ao lado de um número muito grande de radialistas. Falar da minha carreira é lembrar dessas pessoas das quais, felizmente, muitas se tornaram minhas amigas. Trata-se, portanto, de um prazeroso exercício de agradáveis recordações.
Por Ubiratan Lustosa

Comecei a gostar da radiofonia muito cedo, criança ainda, quando ouvi a Rádio Clube Paranaense num rádio Galena, na casa de meu tio Bépi, no Bacacheri. Fiquei encantado com aquele aparelho rudimentar com o qual se podia ouvir as emissoras de rádio. Jamais esqueci o quanto fiquei impressionado.
Já rapazote, comecei a falar em microfones no serviço de alto-falantes nas festas paroquiais da Igreja do Imaculado Coração de Maria, na Praça Ouvidor Pardinho. Ali dividia com meu irmão Clayton a primazia de anunciar as homenagens que os rapazes faziam às mocinhas, com dedicatórias musicais.
Um dia Álvaro Almeida, presidente da Congregação Mariana, associação religiosa à qual eu pertencia, convidou-me para apresentar o programa “Ondas Marianas” na Rádio Marumby.
Certa vez, estava na Rádio Tobias de Macedo Júnior, um dos concessionários da Emissora, que ouviu minha locução e me recomendou ao Gerente Frederico Plaisant. Logo comecei a atuar como locutor, em fase experimental. Era o final do ano de 1948 e a Rádio Marumby havia completado dois anos de fundação. Só em 1º de Setembro de 1950, no entanto, fui contratado definitivamente.
Nessa época o locutor-chefe era Herrera Filho e atuavam como locutores Nicolau Nader, Waldemar Haquime, Vicente Mickosz e João Lídio Seiler Bettega. Vieram em seguida Regina Célia, Carlos Nogueira, Silvia Loretti, Norberto Castilho, Leo Becker e Souza Miranda.
Para o Departamento de Esportes vieram Machado Neto, Carlos Alberto Moro e Oliveira Barbosa. Mais tarde atuou na Marumby o eficiente narrador esportivo Dácio Leonel de Quadros. Para Operadores a emissora contava com Nélio Ferreira, João Roque Massucci, Amaury Piazzetta e Nerio Ferreira. Faltou citar Moyses Itzcovich, um excelente companheiro do Departamento Comercial, e o grande Osni Bermudes que, quando fui promovido a Gerente em 1955, escolhi para cuidar das finanças da Emissora.
Mais tarde, atuando na TV Paranaense, Osni Bermudes celebrizou-se criando as “traquitanas”, uma engenhosa maneira de deixar atrativos os intervalos entre os programas, comemorando datas e focalizando temas em evidência através de bonecos e objetos em movimento.
Nessa época a Rádio Marumby passou a ser conhecida como A Emissora das Iniciativas.
 


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Rádio digital – 05

24/02/08

No momento em que se transita para a digitalização dos meios de comunicação, a velocidade peculiar ao rádio manifesta-se ainda mais intensa nas decisões políticas e de mercado acerca das escolhas tecnológicas.
Por Antonio Paiva Rodrigues

Neste caso, porém, tal rapidez pode ser prejudicial aos futuros ouvintes, pois a sociedade e a comunidade científica estão sendo praticamente ignoradas. Os empresários do setor adiantam as suas preferências, antecipando-se a qualquer possibilidade de debate público sobre a questão. Para justificar o processo oblíquo de escolha do que será o rádio digital no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu Consulta Pública para avaliar o Iboc, padrão americano escolhido pelos radiodifusores para ser instalado no país.
A tecnologia do Rádio Digital é rica e importante e os sistemas têm suas nuanças positivas e negativas, é preciso estudo apurado e planejamento bem elaborado para que o tiro não saia pela culatra. Se existe algum sistema em teste, temos que medir ou prós e os contras e dirimir as dúvidas para não termos que lamentar depois, nem sempre o mais accessível é o melhor.
Enquanto ainda se definem especificações técnicas e critérios diplomáticos de cooperação entre Brasil e Japão para a instalação da TV digital brasileira, o sistema de digitalização do rádio se encaminha ao que tudo indica, para uma definição bem mais rápida. A agilidade, característica intrínseca do rádio, se transpõe para as decisões políticas sobre o veículo, com resultados discutíveis.
É certo que o governo não definirá padrão de rádio digital. O que mais se lamenta é que ninguém dos movimentos populares participa da discussão da definição de modelo para o rádio digital. Oficialmente nada foi definido, mas começam os testes com o padrão IBoc, padrão este que assegura nenhuma alteração na concentração de mídia no país.
Há padrões mais interessantes como o DRM, que permite o aumento expressivo de emissoras no dial, o que representaria para as rádios comunitárias um avanço porque acabaria teoricamente com o problema de falta de canal. Na verdade, sabe o que vai acontecer? Os testes vão começar no padrão que interessa aos radiodifusores comerciais (IBoc) e depois através dos laudos que serão apresentados sobre os resultados dos testes vão convencer o governo “documentalmente” e firmar esse modelo como definitivo.
 


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Estímulo

24/02/08

Recentemente a mídia internacional deu grande destaque para o assassinato de oito pessoas nos Estados Unidos, vítimas da loucura de um menino. O garoto deixou um bilhete para a família dizendo que “agora vou ser famoso”.
Por Jamur Júnior

O caso em questão coloca em evidência uma seqüência de outros atos malucos registrados com ampla cobertura da imprensa. 
A impressão que se tem é de que a noticia do fato estimula outros desequilibrados a praticar crimes com objetivo de alcançar fama. A mídia nesse caso tem sua parcela de responsabilidade na medida em que exagera na divulgação, com excesso de informações sobre o criminoso, destacando nome do pai, dos amigos da escola, da namorada, o que fazia quando menino, time favorito, tudo como se fosse realmente um grande astro e não somente um criminoso.
Há muito alguns jornais de circulação nacional, decidiram não noticiar casos de suicídio depois de terem constatado através de pesquisa que a noticia estimula pessoas com tendência. Este seria o caso dos Estados Unidos e de muitos outros registrados no Brasil onde jovens desajustados cometem crimes para aparecer entre os seus companheiros, amigos, colegas ou até comparsas quando já estão dando os primeiros passos no crime.
Há muito tempo em Curitiba apareceu um bandido que assaltava e comemorava no dia seguinte lendo a noticia de seu crime praticado no dia anterior. Depois de preso foi entrevistado na televisão e confessou que se sentia realizado quando via sua fotografia nas paginas dos jornais. Chacal, esse o nome pelo qual ficou conhecido, passou longo tempo cometendo seus crimes e curtindo a fama.
Não seria o caso da mídia fazer uma reavaliação sobre noticiário policial que hoje ocupa grandes espaços detalhando crimes e criminosos como se o assalto, o furto, o roubo, o seqüestro fossem as notícias mais importantes do mundo para comunidade?
Quanto perderiam os órgãos de comunicação se decidissem excluir de seus noticiários matérias sobre crimes? Mesmo que fosse muito em termos de audiência ou faturamento, seria pouco se forem considerados os benefícios que isso poderia trazer desestimulando novos criminosos e evitando que os tradicionais que lideram o crime organizado usassem os meios de comunicação para se promover e manter seu estatus de celebridade no mundo do crime.
 


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Do cata-vento ao rádio digital 18

24/02/08

O roteiro dos locais de coleta de opiniões, horários e quantas entrevistas deviam ser feitas em cada ponto eram decisões exclusivas do repórter e do técnico de gravação, Osni Bermudes um dos mais experientes operadores de som da emissora. Leia mais…

A música que vem do Sul 05

24/02/08

Em nosso comentário sobre a Gravação Misteriosa de Alcides Gonçalves, falamos da sua descoberta no acervo de fitas de rolo antigas do amigo Paulo Antônio Coimbra de Bastos que nem mesmo ele soube explicar da sua origem.
Por José Alberto de Souza

Também dissemos que o Paulo era dotado de uma voz privilegiada, apesar de avesso a apresentações públicas, reservando-se no exercício do seu talento apenas para um ou outro grupo selecionado de amigos.
De timbre bastante afinado, faz-se bastante exigente na escolha dos músicos para ser acompanhado, geralmente de consagrados violonistas como Telinho, Jessé Silva, Nito, Darcy Alves e Mário Barros.
Atualmente aposentado, divide o seu tempo residindo nos meses mais quentes na sua casa de veraneio em Tramandaí e o restante do ano cuidando do seu sítio da Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.
A sua data de aniversário já se tornou um evento anual nessa cidade praiana, de vez que atrai um número considerável de pessoas ligadas ao mundo musical, como aconteceu no último dia 15 de fevereiro, a pretexto de apreciarem a sua enrustida vocação artística.
Tal fato resulta do seu excelente relacionamento com instrumentistas e cantores idolatrando-o pelo prestígio e apoio que sempre lhes dispensou desde a época na qual exercia atividades profissionais como gerente de banco.
Assim é que, graças a sua decisiva influência, o violonista Jessé Silva conseguiu realizar, em setembro de 1977, no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Noite de Música Brasileira, contando com o apoio do Comind, instituição bancária a que prestava serviços.
Espetáculo grandioso com a participação dos cantores Alcides Gonçalves e Cléa Ramos, tendo ainda como solistas Jessé Silva (violão), Clio Paulo (cavaquinho), Peri Cunha (bandolim) e Plauto Cruza (flauta) e mais os percussionistas Azeitona, Beto e Miro, além da especial colaboração do conjunto Lenha da Casa, formado por Agnaldo, Arnaldo, Jessé e Plauto, magnificamente conduzidos pela dupla de apresentadores Roque Araújo Vianna e Suzana Silva; marcou aquele tempo em que se valorizava mais o artista local.
Edição independente, o violonista Mário Barros vem de lançar o seu mais recente álbum mesclando composições próprias e de outros autores como Pixinguinha, Ary Barroso, J.Rodrigo, T.Albinoni, A.Barrios e F.Schubert, registrando nas três primeiras faixas o seu domínio na exata composição entre letra e melodia e na perfeita simbiose do seu violão com o vocal apropriado de Paulo Antônio Coimbra Bastos.
O Rio e Eu (Mário Barros)
Ao ver o rio correr bravio
Me perguntei por onde andam
Essas águas mal domadas.
Eu sei que às vezes
São serenas como asas
E às vezes tensas
Como potro em debandada.

Ser como o rio me faz pensar
Num pago novo andar e andar
Sem ter licença nem fronteira,
Poder cruzar terras sem dono
Ou proibidas, vagar solito,
Ser remanso ou corredeira,

Vestir a luz do sol
Em tons de colorado
E murmurar uma cantiga
A luz da lua, abrir os braços
Em abraços caborteiros
Ao afagar o ventre
Da pampa xirua.

Vou com o vento
Sem ter vontade de voltar,
Sem vacilar seguindo
O rumo que ele mande.
Talvez um dia eu seja
Água em branca espuma
Jorrando livre no vazio
De um salto grande.

Link Relacionado:
:: Arquivo de áudio
 


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Do cata-vento ao rádio digital 17

17/02/08

A notícia da morte do presidente Vargas corre o país como a chispa de um raio. Tinha o efeito de uma convulsão que mexia com as emoções de todos, desde o político no Congresso Nacional ao pacato homem do campo que mal sabia o que dizer à mulher e aos filhos. Leia mais…

Band FM/Florianópolis continua líder de audiência

17/02/08

Com mais de 33 mil ouvintes* por minuto a Band FM de Florianópolis continua na liderança das FM’s e com larga distância da 2ª colocada. Além de líder na média geral, a Band FM lidera em todos os segmentos (classe social, faixa etária e zona).
Divulgação

Para Luiz Benite, diretor de rádios da Central Barriga Verde de Comunicação, o resultado das pesquisas reflete o trabalho estratégico realizado pelos profissionais da emissora. “O fato da Band FM de Florianópolis ser uma afiliada modelo para a Rede é muito gratificante, pois é conseqüência de um longo trabalho realizado com muita pesquisa.”
Desde meados de 2007 a Band FM matriz passa por reformulações e vem apresentando novidades em sua grade de programação. Uma das novidades deste ano é a alteração da logomarca. O conhecido “bonequinho” permanece, as cores estão mais suaves, e com novos elementos gráficos.
Diante do sucesso e da aceitação dos ouvintes, a Central Barriga Verde de Comunicação deve apresentar ainda para o primeiro semestre, novidades em suas emissoras de rádio.
* Fonte: IBOPE – EasyMedia 3 – Grande Florianópolis – Nov./2007 a Jan./2008 – Ambos os Sexos – Todos os dias – 06h às 19h.
 


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Esporte de macho

17/02/08

Na década de 1960 o Britânia, de saudosa memória e muitas glórias no futebol paranaense, era o grande fantasma dos chamados grandes do futebol. Com jogadores criados em casa ou oriundos de equipes da periferia, mantinha sempre um time competitivo e revelava craques que faziam a alegria das grandes torcidas. 
Por Jamur Júnior

Jogadores como Kruger e Antero que mais tarde reforçaram o Coritiba, Zé Carlos que ganhou um contrato com o América do Rio de Janeiro e Kiko, um ponta esquerda, rápido, driblador e eficiente, foram alguns dos grandes destaques na historia do simpático clube. O Torneio Início que dava a largada para o campeonato estadual reunia todos os times no Estádio Dorival de Brito em partidas com 30 minutos de duração.
O Britânia era o terror desse torneio. Nos intervalos do campeonato os clubes programavam partidas amistosas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Certa ocasião o time do Kiko foi jogar com o Avaí em Florianópolis. Viajaram de ônibus em estrada de terra, comendo pó durante a maior parte do dia. Algumas paradas para alimentação, esticar as pernas e “tirar água do joelho”.
Ficaram hospedados no Hotel Royal próximo a Praça 15 de Novembro um dos locais mais tradicionais e freqüentados na capital catarinense. Enquanto aguardavam a hora do jogo passearam pelo centro e descansaram a sombra da famosa figueira da velha praça.
Alguns meninos curiosos que passavam pelo local faziam perguntas sobre o time e pediam palpites sobre o possível resultado. Um dos garotos queria saber quem era o ponta-esquerda.   
- Sou eu, disse Kiko.
- Táissss ralado. Tu vais ser marcado por uma “bicha”.
Os garotos continuaram a insistir na historia da bicha, dando risadas como quem prenuncia alguma coisa fora da normalidade num jogo de futebol. Kiko inicialmente ficou preocupado.
- Será que essa bicha vai me atacar com beijos e amassos?
No vestiário antes do jogo alguns companheiros brincavam com o marcador de Kiko.
- Kiko, não vai te apaixonar pela bicha e esquecer a bola.
- Não vale passar a mão na bunda e se enrolar com ele no gramado.
Quando entraram em campo Kiko ficou atento para conhecer o lateral que era esperado com sapatilhas, meia-calça e cílios postiços. Para surpresa de todos entrou um jogador sem nenhum sinal de frescura apesar do calção muito curto e com jeito de ter sido engomado.
Tratando-se de uma bichona as possibilidades de Kiko dar um show de habilidade eram maiores. O jogo teve inicio e a primeira bola que saiu em direção ao Kiko, lançada por Kruger, chegou no endereço acompanhada pelo marcador que deu um bico na canela e uma cotovelada no atacante britânico.
Um pouco assustado com o vigor do lateral bichona, Kiko aguardou uma oportunidade para mostrar que não tinha medo de cara feia, nem “estava ali para levar porrada de fresco”. Outra bola lançada. Recebeu, tocou na frente e saiu com sua conhecida velocidade que deixava marcadores bem distantes. Não chegou a pegar a bola. Levou uma pancada na panturrilha e foi cair fora do gramado.
O jogo terminou com o atacante cheio de marcas na canela, nas costelas e o tornozelo dolorido. Enquanto recebia atendimento do massagista no vestiário, Kiko fez somente um comentário. 
-Imaginem se esse cara não fosse bicha.
 


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Os rouxinóis sempre retornam

17/02/08

Ao entardecer, o sol avermelhado parecia imensa cortina de ribalta pronta a ser descerrada. Os derradeiros fulgores refletiam nas águas da então romântica lagoa, convidando “seu” Natálio a abraçar carinhosamente seu violão e cantar para dois irrequietos meninos sedentos de arte…
Por Agilmar Machado

Assim foram os dias naquela exígua vila, sem outra novidade que não fosse o cotidiano modorrento do tempo, o dia-a-dia rotineiro do trabalho, dos eventuais bailes e festas religiosas – e somente isso – para quebrar a monotonia.
Talvez essa mesma nostalgia, emanada de uma vida travada pelo tempo
que teimava em não andar, era o motivo inspirador de “seu” Natálio:
“criar” seu mundo familiar banhado pelo toque suave das plangentes cordas do violão.
Dois meninos, desses comuns que freqüentam escola pública e deslancham suas energias nas coisas típicas do interior, eram os únicos “habitues” da platéia familiar do velho mestre do pinho… E foi graças à inspiração dos bemóis daquele velho instrumento que a pequena dupla foi enveredando para a arte musical.
As décadas de 1950/1960 encantavam a todos pela música e canções brasileiras, mas tinham sabor especial as que emanavam da inspiração de famosos  compositores latino-americanos de idioma espanhol: o imortal bolero. Eram ídolos imbatíveis nesse gênero, Gregório Barrios, Chucho Martinez Gil e Trio Los Panchos.
Após relativa experiência e já encaminhados à vida pelo “seu” Natálio, eis que esses já então moços arrumaram as modestas malas com o necessário para suas subsistências e resolveram alçar vôo mais ousado!
O mercado artístico de São Paulo fervilhava. A disputa em estúdios de gravação, agentes, compositores, rádios, discotecários e pessoas influentes formavam um torvelinho que, de início, os deixou meio zonzos. São Paulo, a grande São Paulo tão decantada, era – na verdade – uma “praça de guerra”, com muitos “contendores” em busca de um lugar ao sol.
Procuraram uma pensão de preço módico e que pudesse satisfazer suas necessidades básicas para comer e dormir. E acharam uma onde já conheceram gente que cheirava a arte e que eles já admiravam de muito antes: o velho compositor paraguaio Hermínio Jimenez, autor de várias de famosas guarânias, de quem conquistaram a sólida amizade, nesta altura altamente válida para seus propósitos.
E os meninos a quem o “seu” Natálio dera o passaporte para a vida independente não decepcionaram: após vitórias e percalços, admiração, aplausos e tropeços, acabaram impondo a sua arte, o dom sublime com que o Supremo Arquiteto os dotou, formando a dupla que neste 2008 completa exatos 50 anos de atuação.
Mas como terminar uma homenagem a duas tão marcantes personalidades, cantores, artistas de renome, compositores e músicos inspirados, sem dizer quem são e sem ouvi-los?
Tão queridos são, que no dia 31 de maio próximo receberão comovente homenagem na sede daquele que é seu torrão natal, Sombrio.
Queridos leitores, eu vos apresento, com orgulho de ser deles conterrâneo e amigo desde sempre: ADÃO e ANTONINHO VIGNALE!
Nada mais, nada menos que: LOS VIÑALES, cujas obras jamais deixaram de ternamente temperar com muita ALMA, CORAZÓN Y VIDA!
… Eles retornaram às origens. Do “seu” Natálio – hoje na eternidade -, resta a saudade.
 Na sua sapiência, entretanto, olhando o comportamento dos pássaros canoros da orla da velha lagoa, ele intimamente sabia que…OS ROUXINÓIS SEMPRE RETORNAM…
E deve estar sorrindo neste momento, onde quer que esteja…

[ ALMA, CORAZÓN Y VIDA ]

Matéria relacionada
:: A INOLVIDABLE CARREIRA DE LOS VIÑALES
 

 


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Hollywood imortalizou o “Oscar”, mas o rádio ajudou a celebrizá-lo

17/02/08

Nos acostumamos a acompanhar o Oscar todos os anos, principalmente depois que a TV passou a transmitir a cerimônia com toda a pompa do tapete vermelho sendo pisado pelas celebridades. “And the winner is…” E o vencedor é:… !
Por Carlos Braga Mueller

O anúncio causava suspense, tanto quanto agora, enquanto no palco eram revelados os nomes. Em determinado momento o bordão mudou para: “And the Oscar goes to….” E o Oscar vai para:… !
No próximo dia 24 acontece a 80ª edição do OSCAR, a entrega dos prêmios máximos do cinema, instituídos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. A Academia foi organizada em maio de 1927, com apenas 36 membros, tendo sido seu primeiro presidente o ator Douglas Fairbanks Sênior.
No dia 16 de maio de 1929 aconteceu a primeira cerimônia, modesta, tendo por cenário um banquete para 270 participantes, no Hollywood Roosevelt Hotel. Cada um pagou cinco dólares pelo direito de ir ao evento.
Durante 15 anos o “Oscar” foi entregue em banquetes realizados em hotéis: o Roosevelt, o Ambassador e o Baltimore. A 16ª cerimônia aconteceu no famoso Teatro Chinês de Los Angeles, onde astros e estrelas deixam suas mãos no cimento da “calçada da fama”. O ano era 1944 e na Europa desenrolava-se a sangrenta e traumática Segunda Guerra Mundial.
O “Oscar foi uma das poucas manifestações que não pararam de ser realizadas, mesmo com a guerra. Pois em 1944 houve mais um fato histórico no Oscar.
Tudo o que aconteceu no Teatro Chinês foi irradiado por ondas médias e curtas para o mundo inteiro através de uma cadeia radiofônica, a “network radio” norte-americana.
E as ondas curtas atravessaram os oceanos para contar em detalhes, ao vivo, o que estava acontecendo em Hollywood. Os GIs norte americanos,  soldados que lutavam na guerra, reuniram-se em volta dos aparelhos receptores de rádio e no meio da alegria viam-se lágrimas de saudades escorrerem pelas faces sofridas daqueles guerreiros.
A medida em que eram anunciados os vencedores, eles, tão longe da pátria, também batiam palmas.
Durante três anos o Teatro Chinês sediou a festa do OSCAR. Depois, sucessivamente o Shrine Civic Auditorium, o Melrose Avenue Theater e o Pantages Theater em Hollywood abrigaram a cerimônia.
Em 1953, na 25ª entrega dos prêmios, a festa foi televisionada pela NBC, em convênio com a “network radio”, que continuou a transmitir o evento. Em 1966 a televisão começou a mostrar o OSCAR em cores. Hoje em dia, é o programa mais assistido ao redor do mundo.
Sua entrega passou também pelo Santa Mônica Civic Auditorium, pelo Dorothy Chandler Pavilion no Los Angeles County Music Center até que em 2002 o cenário passou a ser o Kodak Theater/Highland Center, em Hollywood.
Viram como o rádio teve papel importante também na divulgação do cinema? Fica o registro, como reconhecimento ao papel que o rádio desempenhou em mais este fato histórico.
 


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Ouvir o que a comunidade tem a dizer

17/02/08

Uma das idéias consolidadas durante o 1° Fórum Nacional de Rádios Públicas, no fim do ano passado, foi a de que o rádio de hoje precisa resgatar suas origens, voltadas ao bem público, estreitando a interatividade com os ouvintes e criando uma relação cúmplice, não só do ponto de vista da própria linguagem radiofônica, mas da construção cidadã.
Por Lidiane Marinho

Isso foi amplamente debatido na mesa de debates com o tema “Radiojornalismo Público: Informação Democrática e Cidadania”.
A jornalista Helenize Brand, da Radiobrás, lembrou da interatividade, considerada a grande novidade do rádio. “Ele nasceu comunitário. E depois foi perdendo essas características.” É necessário, afirma Helenize, que o rádio volte à sua origem. O lema é abrir o microfone para a comunidade que sabe o que dizer. Ela reforçou, ainda, que o rádio público é um bem comum, e, portanto, deve ser de todos e não partidário.
Outra palestrante do evento, Eugenia Fernandes, da Radio France Internacional (RFI), enfatizou a necessidade do pluralismo na cobertura jornalísticas das emissoras. Ela afirmou que a RFI é ligada ao Ministério das Relações Exteriores da França, bancada pelos ouvintes que pagam uma taxa anual que equivale a cerca de R$ 45,00.  Segundo Eugênia, a RFI é a voz dos franceses e não a voz da França.
Já o jornalista Mário de Freitas disse que a Rádio Holandesa Neederland tem em sua proposta a preocupação com a cidadania. Segundo ele, trata-se de uma rádio que já atua em outros países, como no Brasil, desde 1974, e que  possui mais de 400 emissoras parceiras, como a Radiobrás e a Rádio MEC. Eles produzem programas e distribuem gratuitamente para rádios comunitárias. A linha editorial é interagir com a população, indo diretamente até ela, dando-lhes voz, de forma imparcial.
Já o jornalista Andréas Behn explicou que a Agência Pulsar trabalha com uma rede de fontes de dentro das rádios comunitárias. Segundo Andréas, as rádios comunitárias têm enfoque local, pois são voltadas para a comunidade. Ele salientou que falta vontade política em apoiar uma comunicação comunitária. Dessa forma, é crescente o surgimento da comunicação irregular, ou seja, a criação de rádios piratas. Para Andréas, a comunicação comunitária e a comunicação pública são dois lados da comunicação democrática. As duas se complementam. Mas para isso, é necessário capacitação técnica, informação e apoio político.
Site relacionado: http://www.unirr.org.br
 


 

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