O sonho entra em sintonia de desafio. O romantismo de uma vida de artista a desfilar pelos auditórios cai na real e tem que enfrentar questões técnicas, comportamentais, éticas e profissionais. Está em jogo uma carreira a ser construída com trabalho e dedicação. O Menino do Itapevi vai ser radialista profissional. Leia mais…
Arquivo mensal para 01/08
Do cata-vento ao rádio digital 14
Em nosso comentário de 21/01/2008, sobre a sentida ausência do nosso querido amigo Alcides Gonçalves, havíamos anexado dois áudios de uma gravação misteriosa, em antigas fitas de rolo que descobrimos no acervo do companheiro de noitadas inesquecíveis – Paulo Antônio Coimbra Bastos – grande cantor apenas conhecido daqueles mais íntimos, assim evitando o grande público.
Por José Alberto de Souza
De posse de tais fitas, recorri ao técnico Paulo Roberto, da gravadora ACIT, aqui de Porto Alegre, a fim de copiá-las em CD. E qual não foi nossa surpresa ao ouvirmos aquele som impecável provindo da aparelhagem fonográfica. Seria algum programa de rádio reproduzido através de alguma gravação doméstica? Ou alguma cópia de um acetato desconhecido, quem sabe, alguma mensagem do além? Nem mesmo o próprio Paulo Bastos conseguiu explicar-me a origem dessa peça do seu acervo.
Aí então me coloquei em campo para investigar autores, instrumentistas e nomes das músicas ali contidas.
As vozes foram de pronto identificadas sob a chancela de Alcides Gonçalves, com exceção de uma faixa onde se distinguia Lupicínio Rodrigues cantando Minha Cidade, música e letra de sua autoria.
Algumas pessoas chegaram a me apontar Alberto do Canto, o famoso compositor da antológica Rua da Praia, uma das canções símbolo de Porto Alegre.
Em contato telefônico com essa magnífica personalidade, ficamos sabendo estar impossibilitado de receber os amigos, recolhido que estava em sua residência devido a uma moléstia degenerativa.
Então me comprometi a enviar essa gravação pelo correio para que fizesse o reconhecimento.
Posteriormente, tornei a ligar para Alberto do Canto, dizendo que colocaria pessoalmente esse pacote em sua caixa postal por localizar-se a sua moradia próxima da Agência dos Correios, no Menino Deus.
Assim cheguei à sua casa, encontrando o portão da rua aberto, e fui subindo a escadaria de acesso, bati na porta e eis que ele me atende pessoalmente, movimentando-se em sua cadeira de rodas.
Extremamente atencioso, recebeu-me cavalheirescamente, quando lhe entreguei o disco prometido.
Assim, comecei a montar o quebra-cabeça daquela gravação misteriosa que até ele desconhecia:
Faixa 1 – Alto da Bronze (Paulo Coelho/Plauto Azambuja) *;
Faixa 2 – Cidade Baixa (Alberto do Canto**) *;
Faixa 3 – Minha Cidade (Lupicínio Rodrigues**) ***;
Faixa 4 – Incógnita (autor desconhecido) *;
Faixa 5 – Porto dos Casais (Jayme Lubianca**) *;
Faixa 6 – Praça Quinze (Alberto do Canto**) *;
Faixa 7 – Correio do Povo (Alberto do Canto**) *.
Obs.: * interpretações de Alcides Gonçalves; ** letra e música; *** interpretação de Lupicínio Rodrigues.
Faltava, porém, identificar os instrumentistas, de que me vali consultando os veteraníssimos músicos Plauto Cruz (flauta), Darcy Alves (violão), Lúcio do Cavaquinho (já falecido), Valtinho (pandeiro) e o seresteiro Ademar Sílvio.
Plauto Cruz foi o único que se acusou como participante daquela plêiade, inclusive adiantando-me ter sido gravada no Studio Artflex, antigamente localizado no centro da nossa Capital.
Também o pandeirista Azeitona nos confirmou ter integrado esse Regional.
Como ainda temos mais alguma coisa a contar, deixamos a continuação para a próxima semana.
Por hoje ouça estas duas “misteriosas”:
:: FAIXA 1 ALTO DA BRONZE
:: FAIXA 5 PORTO DOS CASAIS
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Futebol e rádio de mãos dadas
A coluna da semana que passou versou sobre os problemas que o rádio esportivo de SC enfrentou nos últimos dias. Está mais do que claro que brasileiro “não vive sem rádio”, e o futebol também.
Por Edemar Annuseck
Quando eu tinha uns 8 anos, já me deliciava com o dial do rádio. Ficava fascinado quando podia “corujar” as emissoras brasileiras pelas ondas médias e curtas acompanhando especialmente programas e transmissões esportivas. No rádio de Blumenau comecei ouvindo futebol com o Jeser Jossi Reinert (falecido em 1972), Vitoriano Cândido da Silva, o Tesoura Junior, Orlando Marlos no Plantão Esportivo da PRC-4 . Vejam como o rádio mexe com a imaginação do ser humano.
Achava que o Tesoura Junior usava boné branco e tinha baixa estatura. Num determinado domingo perto do meio dia observei um movimento na rua que passava na frente da minha casa. Ví Edgar Knaesel então diretor e treinador do Guarani FC de Blumenau orientando uma pessoa junto aos postes de telefonia. Aí conheci Tesoura Junior que à tarde estaria com a equipe da PRC-4 transmitindo jogo do Guarani.
Aí caiu a ficha; Tesoura Junior não era baixinho, não usava boné branco, ao contrário, era um senhor de 1,80 aproximadamente e fumava charutos cubanos. Anos mais tarde já trabalhando pela Rádio Nereu Ramos, tive que suportar as baforadas do grande comentarista nas cabines dos estádios.
Eram só os onze
Ouvia pela Rádio Clube – PRC-4 e depois pela Rádio Nereu Ramos, ZYT-42, a partir de 1958 todos os noticiários. Quando comecei a freqüentar os jogos do Guarani
cujo estádio ficava próximo de minha casa, me identificava com os jogadores, graças ao rádio. Naquela época os times só podiam utilizar 11 jogadores por partida. Não havia reservas e substituições, até que introduziram a Regra 3.
Você sabia de cor e salteado quais os onze de cada time, graças ao rádio. Hoje com a possibilidade de três alterações, com sete reservas no banco, e negociações quase que diárias de jogadores, o torcedor passa batido.
Não fosse o rádio os torcedores assistiriam aos jogos sem poder distinguir quem está em campo. As informações ao longo de uma transmissão servem para se tome conhecimento dos cartões amarelos, substituições, renda, público, explicações de jogadores, técnicos e resultados das outras partidas.
Ver e ouvir
Levar o rádio ou walk-man para o estádio se tornou moda a partir do surgimento do rádio portátil. Hoje quase não se ouve mais os sinais do tempo de jogo e do placar emitidos pelas rádios, porque o torcedor acrescentou o fone para escutar a transmissão. Quem gosta de futebol não dispensa o rádio nos estádios. Como seria o futebol sem os programas e transmissões; os programas que antecedem as Jornadas Esportivas, as entrevistas na chegada dos jogadores, dos torcedores, as escalações das equipes.
As tevês iniciam as transmissões 15 minutos antes do início dos jogos, exceto em decisões.
A televisão paga pelo futebol que exibe porque comercializa as grandes cotas publicitárias. Não dá para comparar a mídia do rádio com a da tevê.
O rádio não tem condições de pagar para utilizar cabines. Impedir a entrada dos profissionais no estádio e gramado é um caso muito sério e que merece a análise da ACESC (Associação de Cronistas Esportivos de SC), ABRACE (Associação Brasileira de Cronistas Esportivos), Associação das Emissoras de Rádio, Sindicato de Jornalistas e Radialistas, Ministério das Comunicações, Abert, Anatel e Associação Brasileira de Imprensa.
Não resolveria
Mesmo os clubes cobrando pela liberação das cabines e acesso dos repórteres aos gramados, o que isto resolveria financeiramente. Nada, absolutamente nada.
As dívidas dos clubes, seus gastos mensais transcendem a qualquer contribuição financeira que o rádio possa dar. O rádio já paga sua cota promovendo, divulgando e provocando as polêmicas entre dirigentes e torcedores.
O futebol precisa ser administrado por pessoas competentes, de preferência por profissionais, afinal é um esporte profissional. Os clubes não deveriam gastar mais do que arrecadam. Será que estou exagerando. Será que os dirigentes pensam dessa forma. Acho que não, porque a maioria dos clubes está endividada até o pescoço.
Manifestações e soluções
Li com atenção os comentários emitidos pelos internautas. O senhor Zé Pereira, que não se identificou pelo nome completo, coloca uma opinião de quem está por fora do que ocorre no rádio e clubes (Caros Ouvintes deveria permitir comentários e opiniões com a identificação do endereço eletrônico dos internautas).
O José Alberto de Souza, nosso maravilhoso “poeta das águas doces” colocou muito bem em sua análise : as tevês estão buscando horários alternativos para mostrar o Campeonato Brasileiro para a Ásia e Oriente Médio. Querem fazer futebol aos domingos pela manhã facilitando a exibição e com isso abrindo novos mercados de faturamento. É aí que os clubes devem apostar, e não quer cobrar das emissoras de rádio. Edélcio Vieira e Paulo Branchi confirmam ter sido feito um acordo pelas rádios e clubes, para acabar com o problema. Mas, o Branchi – grande narrador – ressalta que os “marqueteiros”, intermediários das negociações, estão famintos Brasil afora”. Obrigado também a Altieres Barbiero Junior (filho do grande comunicador do rádio paulista Altieres Barbiero), Elias Torrent de Belo Horizonte pelos comentários e ao Cientista Social e Pesquisador da História Adalberto Day que faz como de hábito sua manifestação carinhosa pelo conterrâneo que conhece só através da internet. Nosso agradecimento a ACAERT (Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão) pela publicação da matéria.
Imparcialidade na informação
Tenho rabiscado sempre sobre fatos reais em Caros Ouvintes. Meu negócio mesmo é o microfone. Mestres do texto são Antunes Severo, Ricardo Medeiros, José Alberto de Souza, ponto.
Sempre pautei pela imparcialidade ao microfone e nos textos. Aqui em casa Margot minha esposa faz questão de me lembrar sempre – você tem uma história muita bonita no rádio, não permita que seja jogada na lama-. Ouvir isso depois de quase 42 de união e 44 anos de profissão, me dá certeza de que esse é o caminho. O jornalismo ensina que antes da notícia ser levada ao público, sejam ouvidas as partes envolvidas.
Espero que a paz volte ao futebol do meu estado, que se respeite o rádio, companheiro de todas as horas, no carro, no escritório, na pescaria, no quarto, no banheiro, nos estádios.
Até a próxima.
Opine.
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Silêncio nos estádios
Uma das qualidades do brasileiro reconhecida pelo mundo inteiro é o talento do seu futebol. A magia que encanta milhares de torcedores tem, em sua fórmula explosiva, vários ingredientes que tornam o espetáculo dos estádios num dos mais belos do planeta.
Por Marise Westphal Hartke
Além dos artistas da bola, é inegável a importância de outros atores que contribuem para manter acesa a chama da paixão pelo futebol. Os profissionais do Rádio, por exemplo, são responsáveis em levar a emoção de uma partida. Alguém pode imaginar um jogo sem o trabalho da crônica esportiva? O que seria dos campeonatos com o silêncio das cabines, sem as opiniões polêmicas, a reportagem exclusiva, as gafes, as vinhetas?
Definitivamente, o futebol nasceu com o Rádio e, mais tarde, passou a incorporar a TV. Grandes cronistas como Nelson Rodrigues (tricolor fanático), Osmar Santos, Armindo Antônio Ranzolin e Fiori Gigliotti são tão famosos quanto os craques do gramado. Gigliotti, por exemplo, era tão querido que recebeu 162 títulos de cidadão honorário.
Em Santa Catarina, cada região tem o seu narrador que empolga e mobiliza o time da cidade. Em jogos no campo adversário, são legítimos representantes das cores regionais, mesmo que isso, às vezes, ultrapasse o limite do racional, mas não da emoção.
O problema é que o campeonato catarinense começa nesta semana e a Associação dos Clubes de Futebol e a Federação Catarinense resolveram obrigar as emissoras de Rádio a cederem espaço comercial em troca de cabines nos estádios. Quem não aceitar a proposta, estará proibido de atuar nas transmissões.
Como representante das emissoras de Rádio e TV, a ACAERT repudiou a medida e não endossará a proposta dos Clubes e da Federação. A entidade lamenta uma atitude que demonstra a visão simplista da importância do trabalho dos profissionais do Rádio, que nunca deixaram de cobrir as notícias do clube da região. Ou querem transformar o campeonato em produto meramente mercantilista ou simplesmente querem calar os estádios de futebol de Santa Catarina.
Marise Westphal Hartke
Presidente da ACAERT
Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão
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Agora não tem desculpa
Aprecate-se, o período é de férias e as oportunidades estão bombando positivamente. São três cursos para quem quer se enfronhar ou já está na lida da comunicação. Onde você quer fazer o seu curso, Rio, Sampa ou Floripa? – É. Mas, e a grana? Camarada, também a grana está homeopaticamente dosada.
Da Redação
A ONG UNIRR – União e Inclusão em Redes de Rádio – abre inscrições para o curso “Comunicador Integral”. O curso, que tem tradição em formar profissionais de sucesso para o rádio em diferentes cidades brasileiras, oferece aulas de locução, técnica vocal, uso do improviso, produção de rádio, reportagens, radioteatro, técnicas de entrevistas, esporte no rádio, simulação de programas e outros temas. O Comunicador Integral conta também com debates sobre inclusão social e cidadania. As aulas são ministradas por profissionais que atuam em emissoras de rádio e TV. Investimento: R$ 40.00 (matrícula, com apostila inclusa) 6 x R$ 130.00 (mensalidade). Informações das 9h às 15h pelo telefone (21) 2532-9942 ou pelo e-mail unirr@unirr.org.br
Escrevendo para o mercado – da expressão à sedução. Este é o curso intensivo de expressão escrita, redação publicitária e webwriting oferecido pela Atelier das Letras de São Paulo. Os facilitadores são Cirley Ribeiro, professora de Redação e Roteiro da Faculdade de Comunicação Social da FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado – São Paulo (A Cirley é Catarina de Blumenau, fez jornalismo na UFSC, é a criadora do Museu do Rádio de SC, é Especialista em Tecnologia Educacional pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e é repórter e redatora da Rádio Cultura AM/FM de São Paulo desde 1988; e Rodolfo Dantas é redator publicitário, webwriter e roteirista, formado em Comunicação Social pela FAAP, São Paulo, e Mestre em Comunicação Mercadológica pela UMESP, São Paulo. Contato: clique aqui
O Curso de apresentação em TV objetiva apresentar técnicas básicas para apresentação em TV em seus diversos estilos: telejornal, estilo MTV, ao vivo, enquadramentos, história do apresentador brasileiro, exemplos de profissionais, exercícios de dicção, improvisação, microfone e câmera, identificação pessoal e estilo, técnicas de entrevista. É ministrado por Andréa Buzato – jornalista e atiz, trabalhou na TV Manchete no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, foi âncora dos telejornais RBS Notícias e Jornal do Almoço na RBS TV, e atualmente trabalha como apresentadora em TV e atriz em filmes e comerciais. O curso com 15 horas de duração começa dia 18 de fevereiro com a seguinte agenda: de 2ª a 5ª feira (18 a 21 de fevereiro) das 19:00 às 22:00h e sábado (23 de fevereiro) das 9:00 às 12:00h.
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Spot em radionovelas
Paralelo ao jingle, o spot também era utilizado como peça de áudio em publicidade para anunciar, por exemplo, nos anos 1960 na Rádio Diário da Manhã de Florianópolis, o Sabonete Lever, Sabonete Palmolive, Talco Palmolive e Creme Dental Colgate.
Por Ricardo Medeiros
Neste tipo de mensagem destaca-se a voz do locutor que « torna sensível o sentido da palavra, que é personalizada pela cor, ritmo, fraseado, emoção, atmosfera e gesto vocal » ( SILVA, Júlia Lúcia de Oliveira Albano da. Rádio : oralidade mediatizada : o spot e os elementos da linguagem radiofônica. São Paulo : Annablume, 1999. P. 54) . Há de se dizer ainda que esta voz será guiada, modulada, em função do público a ser atingido.
O spot muitas vezes pode ser embalado por uma leve trilha musical ao fundo. De um outro modo dito, não há canto que se sobressaia, exceto em alguns casos no início da propaganda ou no meio ou no final dela com a assinatura sobre o produto. Em sua maioria, cada spot tem em média 30 segundos para articular conceitos e idéias sobre o que será oferecido ao público.
De acordo ainda com Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva, o fator que torna interessante a análise do spot como fonte para discussão da linguagem do rádio « reside no fato de que o texto, que é traduzido pela performance do locutor, passa pela escritura, ou seja, a voz torna presente aquilo que fora anteriormente pensado em termos de escrita. Este texto, por sua vez, adquire uma organização e estrutura sintática diferentes daqueles que é elaborado para ser apreciado pela visão, uma vez que tem como alvo um receptor em constante movimento e um canal de comunicação com o aparato da imagem »(P.18).
Para melhor explicar o funcionamento de um spot, tomamos a nível de ilustração a propaganda do Sabonete Palmolive , veiculado na novela Lágrimas de Mãe. Nesta peça percebe-se que logo no início o ouvinte entrava em contato com um pequeno trecho musical referente à mercadoria: « Limpando sua Pele/ Palmolive Embeleza… ». Em seguida havia uma locução feminina que iria discorrer aos amantes de novelas o método embelezador palmolive, com suas vantagens para que mulher ficasse com uma pele mais bonita e atraente : « (…)Especialistas de pele provaram o método embelezador Palmolive em 1.285 mulheres de todas as idades e de todos os tipos de pele/ Em apenas 14 dias, 2 entre 3 dessas mulheres ficaram com a pele mais limpa, mais fresca, aparência mais jovem (…) ». Após a locução feminina, que tomava o maior espaço da mensagem publicitária, o spot do Sabonete Palmolive terminava com uma pequena assinatura cantada : « Pele enveludada/Mais bonita/ Embelezada com Palmolive ».
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Simplesmente Elis
Sou dos poucos brasileiros que chegaram perto da Elis Regina, mas sou dos muitos brasileiros que curtiram sua arte, seu cantar, sua gana, sua garra, sua obstinação perfeccionista. Sou um de todos os que se enterneceram com a doçura do seu canto, com o carinho dos seus gestos, com ternura de sua vida frágil.
Por Antunes Severo
Elis, menina ainda, esteve pelos menos duas vezes em Florianópolis no início da década de 1960. Uma cantando no Lira Tênis Clube e a outra quando de passagem para São Paulo onde ia fazer uma série de apresentações com um grupo de novos do Rio Grande do Sul. Nessa oportunidade, descoberta no hotel, foi convidada a dar uma canja num show beneficente promovido para arrecadar fundos para o recém fundado Sindicato dos Radialistas de Santa Catarina. Ela foi, cantou e emocionou a platéia lotada do Teatro Álvaro de Carvalho.
Embora deslumbrado, acanhado nem cheguei perto da estrela que já brilhava intensamente. Depois chorei com ela nos festivais, vibrei com ela em suas vitórias e novamente chorei sozinho com sua apressada metamorfose.
Elis, no dia 19 de janeiro de 1982 deixou este planeta, retornou ao firmamento onde continua sendo uma das mais brilhantes estrelas. Ela não morreu, “porque as pessoas só morrem quando nós as esquecemos”.
Abaixo transcrevo duas lembranças enviadas pelo José Alberto de Souza, colaborador e incentivador do Caros Ouvintes.
Lembro que, naquele dia, na hora em que ela morreu tive a sensação de que um silêncio pesado caiu sobre Porto Alegre. Estava dirigindo e meu carro estava sem rádio. Só no final da tarde soube o que havia acontecido…
Pelo rádio e pela TV os porto-alegrenses foram chamados para prestar uma homenagem a ela no Auditório Araújo Viana. Imagino que tenha sido organizado pela Prefeitura.
No palco, os músicos mais importantes da cidade. Na platéia, um grande número de fãs. Muitos de nós vestíamos preto porque estávamos de luto.
Foi bom podermos nos juntar. Certamente, quem esteve lá não esqueceu.
Assim como quem alguma vez ouviu Elis, jamais a esquecerá!
Beijo da Maria Lucia
Envio a letra de “Alguma coisa solta no céu”, música composta por Toneco da Costa e Giba Giba, naquele ano.
Sabe quanto eu chorei
naquele dia dezenove de janeiro,
inteiro, qual todos os cantos
chegando ao fim
inteiro, qual todos os cantos
chegando ao fim.
Alguma coisa solta voa no céu
do Brasil, captar…
Cantando no sonho, saudade,
vou me habituar.
O tempo passando, passando…
não me acostumei.
Me conforta
ser feliz
contemporâneo de Elis.
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Por volta de 1950, quando Blumenau completou 100 anos, a PRC-4 Rádio Clube apresentava um programa sertanejo com a dupla Tangará e Macuquinho. Esta informação consta inclusive em uma reportagem da revista “O Vale do Itajaí”, do jornalista Osias Guimarães, publicada naquele ano. Tempos depois a dupla foi desfeita.
Por Carlos Braga Mueller
Antônio Pera, o Tangará, acabou formando então um trio com suas duas filhas, Sílvia e Marina, que batizou de “Tangará e as Irmãs Pera”.
Lá por volta de 1957,1958, era este trio que abria a programação da PRC-4, às 6 da manhã, ficando uma hora no ar. E Tangará fazia também a leitura dos anúncios, ou como diria o Faustão, dos “reclames”, porque era difícil conseguir-se um locutor comercial para aquele horário.
Por essa época havia sido colocada no ar a Rádio Clube de Indaial.
Pois não é que o Tangará encerrava o programa da PRC-4 às sete da matina, pegava o seu velho Ford-A 1928, colocava as filhas dentro e se mandava para Indaial, onde às 8,00 horas da manhã iniciava o seu programa de lá.
Tinha apenas uma hora para chegar na outra rádio, dependendo da boa vontade do forde bigode. Falando hoje, parece fácil vencer 30 quilômetros de estrada. Mas não era fácil não. A estrada era de barro e a antiga ligação Blumenau/Indaial dependia muito de São Pedro.
Tangará também fazia alguns programas na Rádio Clube de Gaspar (todas pertenciam ao Flávio Rosa e Wilson Melro, donos da PRC-4) e às vezes era realizado um baita show noturno no antigo Cine Mock de Gaspar, na Rua Coronel Aristiliano Ramos, com um auditório vibrante e entusiasmado. Naqueles tempos era comum acontecerem nos cinemas os “programas de palco e tela”: além do filme havia sempre uma atração musical.
Mas onde mais se apresentavam os cantores sertanejos do rádio blumenauense naqueles idos de 50 ?
Nos parques de diversões ! Sim, porque todo parquinho tinha o seu pequeno palco, onde pelas 10 da noite aconteciam apresentações artísticas. E o pessoal ficava até mais tarde, aguardando o show para ver ao vivo o artista que só conhecia pela voz no rádio…
E eu, assim como o Edemir de Souza, o Nilton Simas, o Ramiro, e tantos outros, aproveitávamos a carona e iamos junto, para apresentar no palco o Tangará e as Irmãs Pera.
Aonde estará hoje em dia todo este pessoal ?
O Tangará, Antônio Pera, já morreu. Sua filha Silvia, também. Marina casou com o João Brockveld, radialista, e nunca mais os vi. Recentemente conheci o João, filho do Macuquinho, que já faleceu também.
E assim, tudo ficou na saudade de um rádio que cantava…e encantava.
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O radiojornalismo de Santos – 1
A partir desta semana, estarei participando como colaboradora deste site Caros Ouvintes. Pretendo contar fatos e histórias de emissoras de rádio aqui da região sudeste, mais precisamente da cidade de Santos onde moro.
Por Rúbia Vasques
Estou motivada a escrever porque defendi em 2005 minha tese de doutorado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), que fica na cidade de São Bernardo do Campo. Meu objeto de estudo era o jornalismo praticado pelas emissoras de rádio com sede na cidade de Santos, que fica no litoral do Estado de São Paulo.
A banca foi de peso não apenas para a Comunicação Social como também para o radiojornalismo. Minha orientadora foi a Dra. Cicília Krohling Peruzzo a quem sou muito grata pela atenção e paciência e a banca avaliadora foi constituída por Dr. José Marques de Melo, Dra. Sônia Virgínia Moreira, Dra. Graça Caldas e Dr. Antonio Adami.

Já a banca de qualificação teve um toque especial com a participação da professora de radiojornalismo Dra. Gisela Swetlana Ortriwano (falecida em 19 de outubro de 2003), a quem presto minha homenagem e meus agradecimentos pelas orientações e carinho, não apenas ao Rádio (que sempre escreveu com letra maiúscula) mas aos alunos e co-orientandos. A banca foi ainda constituída pela orientadora professora Dra. Cicília Krohling Peruzzo e Dra. Graça Caldas.

Na minha tese tive a grata oportunidade de contar a história das emissoras locais. Por ter trabalhado em algumas delas no período de 1986 a 2000 (Rádio Atlântica, Cultura AM e FM, Enseada, Tribuna FM e Litoral), e até hoje me interessar pelos seus rumos, conheci e vivenciei um pouco desta parte importante do rádio local, suas mudanças, contratações, demissões e venda de algumas emissoras.
Contar e atualizar um pouco desta história é um presente que ofereço a todos os radialistas e jornalistas com os quais tive a oportunidade de trabalhar desde que cheguei à cidade de Santos em 1986. Apesar de ser mineira da cidade de Itajubá fui muito bem acolhida aqui. E por trabalhar em rádio, (onde a sonoridade das palavras é fundamental), precisei cuidar do sotaque sempre cantado dos mineiros e os erres exagerados na pronúncia de palavras.
Mas isso, fica para a nossa próxima conversa.
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Olá caros leitores, voltei de férias e, por favor, me imaginem daí dando aquela gostosa espreguiçada. Tive muito tempo para pôr em prática o mais curioso dos hobbies, ao qual me dedico: a arte de flanar.
Por Marilange Nonnenmacher
Como disse João do Rio: “eu amo a rua”. É nesse burburinho incansável e exagerado onde todos nós podemos nos sentir meio “irmãos, parecidos e iguais”. A rua é um fator de vida das cidades, e, elas possuem suas almas, sua personalidade, sua singularidade, características essas sobre as quais já tocamos em momentos anteriores, quando me referi à Rua Conselheiro Mafra.

Performance apresentada pela Mari na Rua Felipe Schmidt
no centro de Florianópolis em 15/05/2004.
Foto: Marilange Nonnenmacher
As ruas são sulcos abertos dentro da textura da cidade onde nos deparamos, principalmente nas estações quentes, esparramadas em suas beiras, com várias manifestações artísticas. São grupos musicais, exposição de quadros, artesanatos, cantores, atores, violeiros, vendedores falantes e cantantes, performistas, malabaristas, saltimbancos, enfim, todos atuando para o deslumbre de nossas almas, para aqueles que encontram um tempo para admirá-los.
Ontem, me deparei em plena Felipe Schmidt com um Deus Grego, o Atlas, aquele da mitologia grega que foi condenado por Zeus a sustentar as colunas do céu. A performance e o figurino da estátua viva eram primorosos, tanto que resolvi parar e depositar meu quinhão para apreciá-lo demoradamente. Mas, naquele momento, estava sem uma máquina fotográfica para registrar o espetáculo para lhes mostrar. Resolvi então, buscar nos meus arquivos a imagem acima que também havia me chamado à atenção, mas já há alguns anos, em 2004.
Como cheguei ousada das férias, vou citando e parafraseando, e desta vez é Bertolt Brecht: “vocês, artistas que fazem teatro em grandes casas, sob a luz de sóis postiços, ante a platéia em silêncio, observem de vez em quando esse teatro que tem na rua seu palco: cotidiano, multifário, inglório, mas tão vívido e terrestre, feito da vida em comum dos homens – esse teatro que tem na rua o seu palco”.
As ruas nessa época primorosa repleta de atrativos transformam-se num palco para a atuação de artistas vários e de todas as tendências. A arte teatral, por exemplo, enleva platéias inteiras quando num palco. No entanto, a arte do representar independente da indumentária, dos equipamentos modernos e avançados tecnicamente, enfeitados com tecidos luxuosos, ou, simplesmente, desenvolvidos sobre um caixote em meio às praças e ruas também nos enlevam. Em meio à febre da cidade, atualmente os performistas que representam as “estátuas vivas” dos tipos mais variados, têm me despertado a curiosidade.
Quem ainda não parou para espiar uma peça representada ao relento, ou mesmo parou durante alguns minutos para contemplar os atores que representam estátuas sobre caixotes no meio dos calçadões? Então o façam! Geralmente estão adornados, pintados de dourado, bronze ou branco, sei lá, representando um tema ou um personagem. Ficam lá, incansáveis guerreiros durante horas, com o olhar fixo num horizonte abstrato, esperando o acolhimento de uma moeda ou outra no cesto depositado aos seus pés, para pôr sua performance em prática.
Neste ínterim, a curiosidade infantil supera os atropelos humanos e, de repente, uma criança mais interessada que temerosa pára e puxa pela mãe! Essa lhe dá uma moeda para colocar no repositório aos pés da estátua e despertar-lhe os movimentos. Mas a criança receosa da aproximação com aquele ser estranho, todo cinza, enigmático se esquiva. A mãe dá prosseguimento ao ato, pois, afinal, carece continuar seu trajeto. Faz o depósito das moedas no cesto para que a filha vislumbrasse os movimentos da estátua, até então sem nenhuma vivacidade.
Num repente, por meio de movimentos corporais em direção à menina curiosa, a estátua sai do lúdico infantil e agradece, comove a platéia com uma demonstração de gratidão, de paixão, de sonhos… São apenas alguns movimentos…lentos, precisos, mas que podem exprimir sentimentos contundentes, capazes de tocar a inocência infantil e também daqueles adultos mais receptivos. Movimentos que parecem jogar vida em nós seres muitas vezes inertes, intocáveis. Tô empolgada! Por isso, devo continuar num próximo momento a tagarelar mais sobre as ruas ingênuas, sombrias, malandras, delicadas e trágicas de Florianópolis.
Concluindo, é nesse tecido urbano mutável que assume fisionomias distintas rapidamente que devemos estar atentos às belezas efêmeras e fugidias. Como na cena onde a inocência da menina que ainda não está corrompida pela brevidade dos tempos modernos, consegue captar o diferente e o admira e questiona. E salve, salve a rua!
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Do cata-vento ao rádio digital – 13
Perder o curso, a promoção e o reconhecimento do trabalho realizado durante o ano, sem dúvida fora difícil. O doloroso, porém, foi tomar parte da cerimônia de encerramento do ano letivo com toda a Escola formada na praça interna e não ouvir uma única palavra sobre sua participação. Leia mais…
Querem acabar com o futebol no rádio
Acompanhei durante a semana a volta do futebol com o início dos campeonatos estaduais. Pela internet, jornais, tevês e rádios, os noticiários não pararam de ser veiculados mesmo quando a bola esteve parada. E é assim desde que me conheço por gente.
Por Edemar Annuseck
O rádio surgiu para prestar serviço à comunidade e durante décadas serve para unir o país pela informação, e agora chegando ainda mais longe, pela Internet.
Tudo de graça
O futebol tem no rádio seu companheiro mais fiel. Mesmo com o surgimento da televisão, é o rádio que nos traz a informação instantânea de tudo o que ocorre. Os programas diários e as transmissões pelo rádio divulgam os clubes, promovem os atletas, e os espetáculos. E olha que é tudo de graça. Nunca vi uma emissora de rádio cobrar para divulgar o clube e suas atividades. E os atletas ? São paparicados e promovidos gratuitamente; muitos acabam assinando grandes contratos. Hoje os jogadores fazem seu pé de meia em 10, no máximo 15 anos, e garantem o futuro. No rádio acontece o contrário; o profissional é mal remunerado e precisa ficar na ativa até se aposentar; e quando aposentado continua trabalhando para garantir a sustento de sua família. Muitos profissionais do rádio estão desempregados, e os que estão em atividade vendem publicidade, pois não tem salário, e muito menos registro em carteira.
Lembro do que os jogadores profissionais tentaram em 1989 em São Paulo mas, foram imediatamente impedidos em suas intenções por mim, pelo Osmar Santos, por todos os profissionais do microfone, e pelos proprietários das rádios.
Este ano foi instituído pela Associação de Clubes Profissionais de SC a cobrança de Direitos de Transmissão, nos jogos do Campeonato Estadual. Os clubes integrantes da associação estão cobrando pela utilização das cabines, e pela presença dos repórteres no gramado para a cobertura do Estadual. Ameaçaram as rádios de transmitir as partidas se não houver a assinatura de contrato para a inserção de institucionais.
Um absurdo
Essa é uma atitude absurda que nos leva as seguintes deduções :
a) – Estão querendo configurar o Direito de Arena para o Rádio.
b) – As rádios deveriam unir-se não aceitando a imposição dos clubes.
c) – Cobrar para ceder cabines e acesso dos repórteres ao gramado, é um absurdo que deve ser impedido pelas autoridades brasileiras.
d) – Que o Governo Brasileiro, Ministério das Comunicações, Anatel, Abert e instituições da área tomem as medidas cabíveis.
O que acontece
Estão querendo que as rádios divulguem de forma gratuita institucionais dos clubes; a maioria devedora do INSS, a fornecedores, a jogadores, a……….
Porque ? Porque são mal dirigidos; e não é de agora. É como se diz aos quatro ventos : a dívida não é de hoje.
É como a dívida brasileira; vem desde que os portugueses atravessaram o Atlântico e descobriram o país. Ou alguém duvida disso ? Teve clube que mudou de Esporte Clube para Futebol Clube ou até de nome para fugir das dívidas.
Hoje diversos clubes são administrados por empresas e empresários, sem história no mesmo, para ter espaço onde colocar seus jogadores, promover e negociá-los. Não se pensa mais nas instituições, se pensa no dinheiro, passando-se por cima de tudo e de todos. E quando a coisa complica caem fora deixando rombos altissonantes.
Agora querem resolver o problema cobrando das rádios. Se as rádios catarinenses fossem unidas, não assinariam o contrato com os clubes. Mas, já houve quem formalizasse o acordo. A maioria das rádios brasileiras, tem dificuldades para fazer futebol, para prestigiar os clubes. Por isso terceirizam o espaço para que profissionais ou curiosos façam a cobertura do futebol. E aí se sucedem as transmissões desqualificadas e em off-tube.
Culpados
As rádios não são as responsáveis pelo cáos que vivem os clubes de futebol. Eles são os culpados por pagarem salários fora da realidade brasileira. Levantei esse assunto há uns 15 anos; o futebol no Brasil não tem condições de pagar mais do que 30 mil reais mensais por melhor que seja o jogador.
Quem ganha 30 mil reais mensais de salário ? Você que me lê ganha 30 mil reais mensais ? Você tem a mordomia dos jogadores de trabalhar no máximo 4 horas diárias, receber salário, luvas e ainda gratificação em caso de vitória ? Você se hospeda em hotéis cinco estrelas, tem médico a disposição 24 horas ? Se você for milionário até tem !
Jogadores que não completaram o primeiro grau na escola, desfilam a bordo de carrões importados. Todos nós somos culpados por este estado de coisas. O trabalhador brasileiro que ganha uma miséria é o que prestigia seu clube lotando estádios, e nem sempre é correspondido. E vocês acham que os clubes estão preocupados com isso ? Nem tomam conhecimento; em parceria com empresários (uma desgraça que surgiu no futebol), estão preocupados em formar e vender os jogadores.
Entrementes, profissionais de jornalismo, medicina, engenharia, arquitetura, direito, estudam cinco ou seis anos para se formar,estão desempregados ou tem que se sujeitar a qualquer emprego para garantir o sustento da família. O jogador de futebol tem o direito de receber um bom salário, mas, convenhamos o que se paga em nosso futebol está fora da realidade brasileira.
Solução
A solução é simples; os clubes precisam gastar o que arrecadam.
Querer cobrar das emissoras de rádio, que sempre foram parceiras e responsáveis pela divulgação, promoção e projeção de clubes e atletas, é um absurdo.
Opine!
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Poder, admiração e credibilidade
Dizem alguns filósofos que o homem passa a vida lutando para atingir duas importantes conquistas: poder e a admiração. Muitos pagam fortunas para conquistar o reconhecimento de algum mérito e ser admirado por isso, outros querem apenas a fama e a tietagem que vem junto.
Por Jamur Júnior
Políticos, religiosos e deslumbrados de todos os tipos disputam posições e espaços nos veículos de comunicação com objetivo de conquistar eleitores, fiéis e admiradores.
O Rádio tem sido a grande vitrine onde eles se exibem na esperança de ouvir pelo menos um aplauso. O poder do veículo é capaz de projetar um medíocre que acaba se transformando em figura popular.
Mesmo com toda invasão de pára-quedistas. o rádio continua sendo um dos mais importantes e eficientes veículos no arsenal das comunicações.
Resistindo ao imenso entulho de mediocridades que se acumulou no rádio atravancando seu progresso e reduzindo o mercado de trabalho para profissionais, os radialistas estão entre os que têm maior credibilidade junto à população.
Uma pesquisa realizada em Curitiba a pedido do jornal A Gazeta do Povo, aponta os radialistas com 63% de confiança contra, apenas 23% dos políticos e somente 11% dos cartolas do futebol.
No item instituições, o rádio aparece com 59% entre os que confiam, o que representa um número muito significativo. Essa pesquisa mostrou que o povo confia muito mais nos radialistas, jornalistas, bombeiros, igreja católica e forças armadas do que nos políticos, banqueiros, polícia, sindicalistas e pastores, estes últimos com números insignificantes, para não dizer ridículos.
Os radialistas estão de parabéns e o Rádio continua o mesmo, um veículo ágil, eficiente e com índices invejáveis de credibilidade.
Sites relacionados ao rádio em Santa Catarina:
:: www.carosouvintes.org.br
:: www.acaert.com.br
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O bordão é uma marca; todo mundo que trabalha em rádio sabe disto. Por vezes, é uma marca também, redundância à parte, do seu tempo. Alguns cheiram a clichê. Algo velho até. Por vezes, na forma de falar, ganham, no entanto, novas e inusitadas conotações. O arcaico vira moderno. Por Luiz Artur Ferraretto Leia mais…
Um jingle para seduzir
Jingle é definido como uma peça publicitária de curta duração, com variação entre 10 e 60 segundos, tendo em seu conteúdo música instrumental e cantada, além de locução.
Por Ricardo Medeiros
Normalmente ele encerra com a assinatura do produto, ou seja, com o chamado ponto alto da melodia que faz alusão a uma sentença, a uma máxima da oferta com a intenção de servir de guia para o consumidor. A principal função do jingle é facilitar e estimular a retenção da mensagem pelo ouvinte. Desta maneira na concepção de uma trilha sonora dá-se prioridade a uma estrutura melódica simples e com harmonia em tons maiores, que impregnam de otimismo e alegria a mensagem.
Nos tempos das radionovelas da Rádio Diário da Manhã de Florianópolis, nos anos 1960, as empresas multinacionais usavam os jingles como um expediente rotineiro para promover, por exemplo, o Talco Ross, Pílulas de Vida do Doutor Ross, Melhoral, Sabonete Palmolive e Creme Dental Kolynos. A peça do Talco Ross era um exemplo clássico do gênero, um jingle curto, simples e que batia sempre na mesma tecla, conforme este trecho :
« Passa, Passa o Talco Ross
Quero ver passar
Passa, passa o Talco Ross
Para refrescar
Passa, passa o Talco Ross
Quero ver passar
Passa, passa o Talco Ross
Para refrescar (…) »
[ Clique para download em mp3 ]
O povo brasileiro era e é altamente musical, e como tal era conquistado pelo ouvido e pelo coração, mas sobretudo pelo ritmo da trilha sonora, que junto com outros componentes do jingle, deveria agir sobre o ouvinte como uma autêntica cantada. Como nos aponta José Ramos Tinhorão (1999), com esse tipo de reclame « os radiouvintes passavam a incorporar inclusive ao seu vocabulário as frases mais destacadas das mensagens publicitárias, cantando ou assobiando as melodias dos jingles pelas as ruas ou enquano trabalhavam ».
Os jingles, complementa Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva (1999), « passam a fazer parte da paisagem sonora das cidades e marcam o início da luta dos produtos internacionais pela conquista de um emergente mercado urbano brasileiro dirigido para o consumismo ».
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