Arquivo mensal para 10/07

Causos do Rádio Esportivo – 2

29/10/07

Transmitir jogos no estádio da SRE União em Timbó, também era muito difícil, na década de 60. Só existiam duas linhas para transmissão de jogos; uma física – que era a boa – e a alta, de péssima qualidade. Mas, nós transmitíamos futebol naquela época de qualquer jeito.
Por Edemar Annuseck

E lá mesmo no estádio do União que ficava colado a uma Escola (a arquibancada coberta foi erguida junto a uma das salas de aula), fomos transmitir um jogo de muita importância entre SRE União e GE Olímpico, numa noite de quarta-feira. Fizemos mais uma do – arco da velha -. Na verdade eu ficava “matutando” para não ser passado para trás pelas outras rádios. Nos dias que antecederam ao jogo, peguei o seo Braulino Mello – o homem do cupim -, e com a Kombi de freqüência modulada da Rádio Nereu Ramos fomos até Timbó. No caminho fiquei observando os postes por onde passavam as linhas telefônicas até a cidade de Timbó. Descobri que a primeira linha entre Timbó e Indaial ficava numa residência, que tinha um enorme gramado à frente, plantações e animais nos fundos. Era um sítio de bom porte. A residência ficava a uns 80 metros da estrada que ligava as duas cidades. Era a única chance que tínhamos para transmitir.
Conversamos com o proprietário e garantimos o pagamento da ligação telefônica (intermunicipal). Ele concordou por conhecer o trabalho que a Rádio Nereu Ramos fazia, e, pela seriedade de quem a dirigia.
Um dia antes da partida fizemos o teste, instalando o receptor (de grande porte) retirado da Central Técnica da rádio e levado até o local.
Repetimos toda a operação no dia da partida. Tudo instalado, com o retorno no estádio pelo am 820  (era a freqüência da Nereu na época) realizamos a transmissão. O som foi jogado do equipamento de freqüência modulada instalado na Kombi da emissora para a residência de Indaial, e lá injetado pelo telefone até os estúdios da Nereu.
Na manhã seguinte as emissoras co-irmãs queriam saber como tínhamos transmitido o jogo. Esse  foi o assunto do dia nas rodas que se formavam à frente do Café Pingüim na rua XV de Novembro. E a turma da “corneta” (que era enorme) indagava os companheiros das outras emissoras : Ué, vocês não falaram aos quatro ventos que a Nereu não transmitiria o jogo ?
Transmissão por celular
Na minha rápida passagem pela Rádio Nereu Ramos – 1992-1994 – realizei a primeira transmissão esportiva via celular.
Nem telefone celular eu tinha na época; consegui através da TELESC a cessão de um aparelho por empréstimo – em troca de publicidade – para a transmissão de uma prova pedestre (maratona). Foi uma experiência gratificante. A prova teve saída e chegada defronte o estádio do GE Olímpico na Alameda Rio Branco, percorrendo as principais ruas da cidade na distância de 9 km.
A bordo do meu veículo particular, porta traseira aberta até o limite, rádio portátil preso ao cinto, com o celular transmiti a maratona.
Havia uma linha instalada defronte o GE Olímpico onde um repórter dava suporte para a largada e chegada dos maratonistas.
A última hora surgiu um problema que quase impediu a transmissão. De posse da lista dos participantes notei a ausência de numeração dos mesmos. E agora o que fazer ? Como era grande a quantidade, a maioria dos corredores era totalmente desconhecida, pelo menos para mim. E a prova teve sua largada e termino sem que fosse fixada qualquer numeração nas camisas. Graças a DEUS apareceu um professor de Educação Física logo na Alameda Rio Branco, ouvindo a transmissão. Sua participação foi fundamental; veio para a unidade móvel e me deixava ciente dos nomes dos maratonistas do pelotão de frente. Na chegada dos competidores lá estava Evelásio Vieira, o Lázinho para cumprimentar a todos os envolvidos nesta cobertura.
E vem mais por aí
E tenho muito mais pra contar pra vocês. É só acessarem nosso site, cada vez mais elogiado e visitado.
Aproveito para enviar um grande abraço a Antunes Severo, Ricardo Medeiros e Alexandre Cerri (desculpem se esqueci alguém do comando), pelo trabalho fantástico que fazem em benefício da nossa tão sofrida classe. Outro dia alguém enviou uma mensagem pedindo que não se escreva só do passado; eu procuro escrever sobre fatos que verdadeiramente aconteceram.
Não se pode escrever sobre fatos que ainda não aconteceram. E acho que o site está abrindo espaço para quem realmente tem algo pra contar.
Nos States
Quero mandar um grande e saudoso abraço ao jornalista João Bosco Tureta (trabalhamos juntos na Jovem Pan), que nos descobriu ao acessar o seu computador no último domingo em Fort Lauderdale, Estados Unidos.
Bosco  agradeceu por tê-lo mencionado na matéria os Anos Dourados do Rádio Esportivo. João Bosco também informa que juntamente com o grande Orlando Duarte, o eclético, lançará no final do ano o livro – 1910, nasce uma paixão, SC Corinthians Paulista -. João Bosco foi comentarista da extinta PSN na Flórida, passou pela Cartoon onde seu filho Cacá é manager, e pelo esporte da FOX. Aqui no Brasil trabalhou na Jovem Pan, Bandeirantres, foi repórter de A Gazeta Esportiva, e assessor de imprensa do SC Corinthians Paulista.
Deixe seus comentários!

 


{moscomment}

Alô, alô 178

29/10/07

Estamos fechando este mês de outubro, o primeiro dos nossos cinco anos de Caros Ouvintes, com números bastante animadores. Até o final da semana passada já havíamos ultrapassado o número de visitantes únicos do mês de setembro que, por sua vez fora superior a janeiro deste ano em 91,19%.
Leia mais…

Do cata-vento ao rádio digital – 04

29/10/07

O convívio com a turminha da praça era algo mágico, no mínimo um mundo novo. O menino, agora garoto adolescente, se sentia fascinado e ao mesmo tempo confuso – alegre e ao mesmo tempo inquieto – com os pensamentos que passavam pela sua cabeça. Alguma coisa está para acontecer, imaginava. Leia mais…

Rádio Capital AM 1060

29/10/07

Que tal uma emissora 24 horas no ar, tocando sucessos nacionais, apresentando os acontecimentos jornalísticos do momento e com unidade móvel falando direto dos bairros? Sonho ou realidade?
Por Antunes Severo

Essa é a nova proposta do radialista e empresário da comunicação Daniel Espírito Santo para os sintonizadores dos 1060 quilohertz de rádio AM na região da Capital catarinense, a partir da próxima quinta-feira, primeiro de novembro de 2007.
Daniel é um experiente profissional que atua no rádio desde a década de 1960 quando começou como locutor na Rádio Anita Garibaldi. Depois de passar por outras emissoras da Capital, montou uma produtora e se dedicou a compra de horários chegando a arrendar a própria emissora. Assim permaneceu à frente da Rádio Jornal A Verdade AM 1470 por muitos anos atuando com o nome fantasia de Rádio Gazeta, hoje Rádio Mais Alegria.

A partir de 2004 Daniel assume a Rádio Difusora AM 1060 usando a identificação de Gazeta Difusora e assim permanece até a próxima quarta-feira 31/10/2007, quando essas designações desaparecem e em seu lugar surge a marca Rádio Capital AM 1060.
Nesta etapa Daniel Espírito Santo aposta numa nova opção: um departamento comercial profissionalizado sob o comando de Paulo Ramos, nome com mais de 10 anos de atuação no mercado local em rádio e televisão.
Para dar suporte ao novo projeto uma nova sede acaba de ser instalada no número 3.440 da Rua Dib Cherem, em Capoeiras, onde dois estúdios estão sendo concluídos.
Com relação a estratégia de programação é manter a “prata da casa” injetando mais atrações e partir para a disputada da cobiçada liderança na faixa de homens e mulheres na faixa entre 25 e 70 anos, pertencentes às classes B e C que formam o maior contingente de ouvintes de rádio.
Segundo Paulo Ramos isso será conseguido com “Mais músicas do que as concorrentes (13 músicas por hora); Notícias na Hora, marcando presença nos acontecimentos e eventos da região de atuação da emissora; informações do estado, paíz e do mundo e entrevistas breves de 15 em 15 minutos”.

A Rádio Capital AM 1060 diz cobrir os 23 municípios integrantes da Grande Florianópolis, onde vivem mais de 900 mil pessoas, “com uma programação com perfil popular, com muita música, ouvinte no ar e notícias de interesse da comunidade”.
O site da emissora www.radioamcapital.com ainda não está no ar.
 


{moscomment}

Rádio Legal abre espaço para trabalhos acadêmicos

29/10/07

A Rádio Legal, emissora criada e administrada por cegos catarinenses, abre espaço para a publicação de trabalhos acadêmicos na área de jornalismo. Leia aqui como proceder.Os interessados em divulgar a sua produção devem enviar o material para o e-mail jeansc@saci.org.br
       
Os trabalhos selecionados irão ao ar no programa Rádio e História apresentado todos os meses pelo jornalista Jean Schütz nas primeiras semanas de cada mês.
A Rádio Legal está no ar desde agosto de 2007. É uma emissora virtual com aproximadamente uma hora de programação semanal produzida pelo jornalista e radialista Jean Schütz, o músico Reinaldo Tunes, o bacharel em Direito Wilian Aparecido da Silva e o estudante Jairo da Silva. Eles são alunos e associados da ACIC – Associação Catarinense para Integração do Cego e contam com o apoio do Instituto Caros Ouvintes.
O trabalho é voluntário e se realiza na casa dos quatro membros da equipe, onde os programas são editados e gravados.
As gravações são realizadas utilizando o software Sound Forge. A programação musical é voltada para MPB – música popular brasileira e a jornalística apresenta notícias relacionadas às pessoas com deficiência visual e demais matérias que possam ser do interesse desse segmento.
       
Clique aqui www.radiolegal.org e ouça a Rádio Legal.
 


{moscomment}

Bom dia, menino de oitenta!

29/10/07

Estimado Amigo Glênio: Não é todo dia que se alcança tão bela efeméride: ochenta pirulos llenos de felicidad! Cara, é muito bom saber que existes e vais existir por muito tempo: isso faz a gente feliz.
Por Agilmar Machado

Que bela prova sempre deste de que idade não tem nada a ver com velhice… Idade é toda a realização de uma vida, é rememorar com terna saudade o passado, é rever tudo sem olhar para trás, é contar os milhares de Amigos e nunca chegar a uma cifra final, é viver o hoje e planejar o amanhã, é TER O AMOR DE UM LAR…

Velhos são os que não tiveram a clarividência de entender a vida pelo prisma da luz, das cores, das belezas do cotidiano; é analisar os contrastes, preferindo sempre o lado negativo das coisas.
Mesmo que daqui a muitos anos um dia deixares de estar por aqui, saibas que somente ficarás maior, pois passarás a um plano superior, a eternidade. Isso porque jamais deixarás de ter a glória dos iluminados, daqueles que na visita casual por aqui deixaram raízes e uma história a ser lavrada no livro das divindades maiores.
Querido Amigo: acho que o que estou te dizendo agora muitos milhares de ouvintes teus, de admiradores que tens por esses infindáveis pampas e por este país imenso gostariam de dizer a ti.
É muito gratificante te abraçar neste 24 de outubro (eta, esse 24 é que não condiz muito…), quando teu sorriso se torna ainda mais jovem e promissor.

(Agora ponha vinho na taça, un tango con Salgán sem esquecer que a patota daqui está todinha batendo palmas e cantando “Parabéns para você”… Tu és muito especial, cara!).
Tem mais Glênio no Blog do José Alberto de Souza. Clique aqui: http://poetadasaguasdoces.blogspot.com/2007/10/24-de-outubro-de-1927.html
Ouça Glênio Reis pela Rádio Gaúcha apresentando Sem Fronteiras, aos sábados, a partir das 21 horas. As músicas que fizeram história, os intérpretes que marcaram época. Entrevistas e lançamentos.
 


{moscomment}

Mercedes Sosa, Mariana Avena & Raíces de América

29/10/07

Belo trabalho iniciou um dia Mercedes Sosa, legendária intérprete das músicas nativas da América do Sul. Pois ela não só continua ativa como também visita, em São Paulo, a grande artista argentina, ex-integrante do grupo “Raíces de América”, Mariana Avena (essa nossa velha amiga).
Por Agilmar Machado

Bondosamente Mariana nos manda agora um clipe de uma das apresentações conjuntas. A qualidade visual não é muito boa (feita por um amador da platéia), mas vale as pena saber que Mercedes Sosa, juntamente com sua pupila Mariana Avena, estão seguindo na preservação da música raiz das Américas.
Foi assim que Mariana começou, seguindo os passos e a orientação sábia de seu saudoso tio e exímio guitarrista, Osvaldo Avena, “pai” do Conjunto Raíces de América.
Nosso caloroso abraço a Mercedes, a Mariana e nosso preito de gratidão “in memoriam” a Osvaldo Avena.
Link para o vídeo:
http://www.youtube.com/user/renzocrignis
 


{moscomment}

Capoeira na Catedral

29/10/07

Ao flanar pelo centro da cidade, num andar ocioso, não pude deixar de sentir que os sons do berimbau, do pandeiro, do atabaque e das palmas embalam com mais ênfase as manhãs de sábado em Florianópolis. Acompanhar a agilidade e as belas performances dos capoeiristas que se reúnem na escadaria da Catedral e sob a Figueira da Praça XV está se tornando um prazeroso costume.
Por Marilange Nonnenmacher

A música contagia nossas almas… ! Elas se retorcem dentro dos corpos cansados e enferrujados, corpos que ainda cobiçam aquela disposição para executar tais coreografias.
Aqueles movimentos camuflados de dança malandra, na verdade se originaram de um sistema de luta e autodefesa desenvolvido pelos africanos trazidos para o Brasil. Eu soube que um dos primeiros registros sobre a arte da capoeira na imprensa de Florianópolis deu-se no jornal “Galera da Ilha”, publicada em 1983. Trata-se de uma entrevista com Lourival Fernando Alves Leite, o mestre Pop, um precursor da prática da capoeira em Florianópolis.
O mestre Pop começou a ensinar o jogo na antiga FUCABEM a partir de 1977, sendo que, em 1979, ele fundou a Associação Berimbau de Ouro. Atualmente, pelo que percebo, as rodas se formam nos espaços públicos, propiciando à população uma interatividade maior com os símbolos culturais que forjam nossa miscigenada sociedade. 
No vão dos degraus da escadaria da Catedral de Nossa Senhora do Desterro, a roda vai se formando numa mistura de capoeiristas e apreciadores curiosos que, às vezes, se amontoam pela falta de espaço. O apertar da roda, pelo excesso de espectadores num vão reduzido, faz o mestre, solenemente, segurar a cantiga e recolher o berimbau enfatizando: “vamos respeitar a roda!” Todos compreendem e, imediatamente se afastam, oferecendo um espaço maior para os capoeiristas.   
Mesmo sem dominar ou conhecer os movimentos ritmados dessa arte-luta-jogo-dança ancestral africana, muitos paravam para apreciar os movimentos e o entusiasmo dos capoeiristas enlevados pelo som mágico do berimbau, um instrumento musical de percussão e que serve para marcar o ritmo e comandar a roda. Tamanho é seu mérito que, inclusive, ele é sempre reverenciado no inicio dos jogos.
Eu penso que a prática da capoeira num vácuo entre as escadarias da Catedral é um signo dos hibridismos culturais da sociedade contemporânea, pois “simultaneamente, ao processo de transformação dos espaços compartilham-se as tradições” já disse Canclíni em 1998. Todas as cidades possuem suas fronteiras simbólicas para serem superadas e também, signos, como o vestuário e os ornamentos que, no cotidiano, servem para identificação tanto dos lugares, quanto das pessoas.
Outros já são interiorizados, incorporam-se e se manifestam no jeito de falar, nos trejeitos, nas posturas, nos comportamentos, enfim, em práticas destinadas a diferenciar e ilustrar a posição social de quem os carrega.
Então, o próprio corpo constitui um canal de identificação e as fronteiras simbólicas que ordenam o espaço social também se inscrevem nele, enquanto “território individual” que carrega seus sinais de classificação, como cor, etnia, gênero, crença e profissão. Pensando nisso, o fato de juntar uma dança-luta de origem africana num território cristão pode significar o desprendimento dos preconceitos e estereótipos forjados historicamente.
É como se o som do sino se misturasse ao do berimbau e dos atabaques, formando uma única cantiga. A dança antes herética, de origem africana, executada agora nas calçadas da Catedral Metropolitana caminham, simbolicamente, em direção ao rompimento dessas fronteiras, socialmente e culturalmente, erguidas durante centenas de anos. Regozijai-vos.
 


{moscomment}

Quem matou Paulo Autran?

29/10/07

Paulo Santana, fumante inveterado, em sua coluna da Zero Hora de 19/10/2007, comenta sobre a causa do falecimento do ator Paulo Autran, 85 anos, em decorrência de câncer e enfisema pulmonar.
Por José Alberto de Souza

Esse grande artista de nossos palcos ainda chegou a acender o derradeiro cigarrinho antes de falecer e deixou um apelo aos jovens, alertando sobre os danos desse vício que veio a lhe custar a própria vida.
O colunista ainda faz as suas estimativas sobre o efeito cumulativo do tabaco durante o período de vida de Autran – quase uma tonelada (novecentos e poucos quilos) de erva queimada, 72 km de canudos enfileirados (distância de Porto Alegre a Taquara) e por ai vai em suas considerações.
Isto que o nosso saudoso Paulinho apenas fumava duas carteiras por dia, que me parece representar a média nacional nos dias de hoje. Vejam só: duas carteiras são 40 cigarros que, acredito sejam consumidos em 16 horas diárias, resultando em 2,5 unidades/hora ou um cigarro a cada 24 minutos.
Agora, o que não chegou a ser interpretado nesse último recado à mocidade, é que atualmente existe uma demanda crescente para o fumo e o álcool, afora aquelas drogas clandestinas, entre os adolescentes, os quais começam a se viciar em tenra idade.
Depois, quando se vêem forçados pela necessidade, já não conseguem dar um basta em tais abusos.
Lembro-me dos meus tempos de moleque, quando a gente entrava em qualquer bar e comprava o cigarro avulso para fumar escondido com a turma.
Ainda bem que não cheguei a cair no vício e logo deixei de entregar os meus trocados para esses comerciantes que não tinham o mínimo escrúpulo de vender o produto maldito para menores de idade.
Assim, faz sentido a mensagem que o nosso querido Paulo Autran transmitiu para os moços.
Fonte:
http://poetadasaguasdoces.blogspot.com/
 


{moscomment}

Placar no Pacaembu

29/10/07

Era ali, entre as rádios Gazeta, “a Emissora de Eliite” e a Eldorado. Era a Rádio Bandeirantes, PRH-9, “a mais popular emissaora paulista. As transmissões de futebol das décacas de 50, 60 e 70 eram divididas entre o Pedro Luiz, da Pan-Americana; o Geraldo José de Almeida, da Record; o Wilson Brasil, da Nacional de São Paulo; e o Edson Leite , da Bandeirantes.
João Chamadoira

O Edson Leite (1926-1983), no início só fazia narração de futebol, magrinho um bigodinho excêntrico, depois extraído,  quando executivo da TV Excélcior e3 de outras emissoras, era o locutor chefe. Voz grave, marcante, diferenciada, tinha os seus bordões:
“Atira para o arco e Gooool! Placar no Pacaembu: dois a zero, o Corinthians vence.”
Inesquecível a narração do quarto gol do Brasil contra a Suécia, em 1958. Pelé, depois de um chapéu maravilhoso no defensor sueco, escolheu o canto… e ouvimos:
“Gol de copa de mundo de Pelé!” frase essa eternizada até nas gravações em vídeo sobre o gol.”
A narração não era muito veloz. Não  tão rápida como o saudoso Pedro Luiz, da Pan -Americana ou como o José Silvério da Bandeirantes de agora. Mas acompanhava bem o jogo.
Era um dos lídres de audiência nas transmissões esportivas. Um dos homens que a gente achava que nunca ira morrer.
Como executivo, foi o introdutor das novelas na extinta TV Excélcior e deu nova feição na administrações das emissoras de TV.
Hoje ainda admirando esses locutores que parecem metralhadoras no ato de narrar o futebol pelo rádio, penso no Nilson César da Jovem Pan, recordo-me do Osmar Santos, do Milton Peruzzi, da Gazeta, e até da gaitinha do Ari Barroso.
Mas, neste instante, minha memória só tem espaço para o Édson Leite. E vêm as frases:
“Placar no Morumbi: três a zero, o Corinthians ganha… Saudoso grande Corinthians. Saiudoso Édson Leite.”
O tempo e espaço curtos. A saudade muito grande.
 


{moscomment}

Previsão do tempo à moda da casa

29/10/07

Durante muito tempo a Rádio Curitibana funcionou numa casa muito velha, na Praça Osório, centro de Curitiba. As instalações eram muito precárias. A cabine de locução que ficava no nível da rua tinha uma janela para o pátio interno.
Por Jamur Júnior

Funcionava sem isolamento acústico adequado permitindo que alguns barulhos externos fossem ouvidos durante a programação. O próprio locutor em atividade, muitas vezes era perturbado com os ruídos que vinham de fora.
O locutor Azor Silva, certa ocasião, apresentava um programa no período da manhã e tinha entre suas obrigações a de informar aos ouvintes sobre as condições do tempo. Isso era feito sem nenhuma orientação de qualquer serviço especializado, mesmo porque naquele tempo estes eram raros. Azor, na falta de informações vindas de técnicos, simplesmente olhava pela janela e transmitia o que estava vendo.
- O tempo em Curitiba continua nublado, sujeito a chuvas fracas.
Transmitida à informação sobre o tempo, continuava com sua programação musical, no que era um grande mestre. Numa manhã ensolarada, seu colega Mauricio Fruet, um grande gozador, resolveu aprontar uma de suas brincadeiras bem humoradas.
Pegou um regador cheio de água, subiu acima da janela do estúdio e ficou esperando a hora da previsão do tempo. Quando Azor Silva anunciou a previsão, Mauricio derramou a água pela janela. O locutor, como sempre fazia, disse o que viu.
- Chove muito forte na capital paranaense.
 


{moscomment}

Glênio surpreendido com festa no aniversário de 80 anos

29/10/07

Dia 24/10/2007, os amigos de Glênio Reis reuniram-se no Restaurante Vitrine Gaúcha, do DC Navegantes, para oferecer um jantar e festa surpresa, homenageando-o pela passagem dos 80 anos de idade completados nesta data.
Por José Alberto de Souza

Presentes sua esposa Dª. Anésia, as filhas Ellen e Rosy e mais a neta Carolina, além de outras pessoas de sua relação, o evento chegou a contar perto de 60 adesões.
Alimentado o corpo, partiu-se para suprir a alma, iniciando-se as apresentações da noite com uma rodada de choro e samba pelo regional composto por Plauto Cruz (flauta), Darcy Alves (violão), Luiz Fonseca (cavaco), Soleno Almeida (pandeiro) e Marcelo Machado (surdo).
Conduzido pelo mestre de cerimônias, Guilherme Braga, sucedeu-se um desfile de canarinhos, entre os quais Agomar Martins, Ana Maria Bolzoni, Antonyo Rycardo e Celso Campos, além dos veteranos cantores do rádio Edgar Pozzer, Maria Helena Andrade, Roberto Gianoni, Ruth Regina e o próprio apresentador.
Também foram chamados ao palco o folclorista Paixão Cortes e o declamador Valdir Justi, que após deram lugar para Moisés Machado (violão e voz), Francisco Pedroso (cavaco) e Marcelo Machado (percussão) fazerem sua performance sambista.
Ato contínuo foi a vez do produtor de discos Ayrton dos Anjos, o Patinete, colocar em campo a sua turma de gaudérios, Chana, Erlon Péricles, Cristiano Quevedo e Pisrisca Grieco, com cantos e declamações dos pagos.
Coube ao afamado cantor nativista Dante Ramon Ledesma encerrar a noitada com o seu mini-show.
Registre-se também a presença dos instrumentistas Ari Maia e Marco Farias, das cantoras Ana Paula e Helena, e de vários familiares e acompanhantes dos convidados e mais os comendadores Rutinha e Guilherme, Rosa e Boccanera, Rosana e Ayrton, Gislaine e José Alberto, responsáveis pela organização da festa.
Alex Hohenbergger, diretor artístico da USA Discos, foi inspirador dessas homenagens quando chamou-nos a atenção de que essa data não poderia passar em brancas nuvens.
Ao final, o jubilado Glênio Reis declarou-nos que, nem de leve, imaginava ser surpreendido com essa festa e mais ainda a dupla satisfação de ouvir depoimentos dos artistas presentes, reconhecendo a importância que representou para suas carreiras.
Tem mais Glênio Reis na correspondência do José Alberto na seção Alô, alô. Clique aqui.
 


{moscomment}

Prorrogadas inscrições para o TOP de Marketing ADVB

21/10/07

Foi prorrogado para o dia 30 de outubro o prazo final para as inscrições do prêmio TOP de Marketing ADVB/SC 2007, que destacará os melhores cases do mercado de Santa Catarina. O TOP, considerado o prêmio mais importante na área de marketing, chega em sua 21ª edição.
Divulgação

Este ano, a ADVB/SC inovou e promoverá também o Fórum Internacional de Lideranças e Negócios: Uma seleção dos melhores líderes do mercado. A proposta é agregar à  tradicional cerimônia de entrega do TOP DE MARKETING, um encontro com personalidades do mundo econômico, oferecendo aos líderes empresarias e ao meio acadêmico, a nova visão de gestão global de negócios. Já estão confirmadas as participações dos consultores Max Gehringer e Kip Garland e do empresário Francisco Amaury Olsen.
As palestras do Fórum Internacional serão realizadas das 8 horas às 17 horas, no dia 04 de dezembro, no CentroSul, em Florianópolis. Por sua vez, a cerimônia de premiação do TOP DE MARKETING será promovida no mesmo local, a partir das 19 horas. As inscrições para o TOP DE MARKETING podem ser feitas no site www.advbsc.com.br. Os vencedores serão conhecidos no dia 09 de novembro.

Do cata-vento ao rádio digital – 03

21/10/07

Os dias passam, as novidades viram rotina e o tempo vai colocando as coisas nos seus lugares. A ansiedade dos primeiros acontecimentos cede lugar a uma inevitável acomodação. Leia mais…

Alô, alô com amor e carinho

21/10/07

Gente passando, gente chegando, gente partindo. Assim gira a roda do mundo e aqui não é diferente. Hoje tem busca da Nayara, tem poesia do Predeba, tem presença do Arthur da Távola, tem a chegada do Carlos Braga Mueller e tem os sonhos do Elias Cintra de Morais. E você quando vai escrever?
Da Redação

Link Relacionado
:: Clique aqui

 
 
         
© 2010 por Caros Ouvintes. Todos os direitos reservados.