Arquivo mensal para 02/07

ISMAEL FABIÃO: UM OBSTINADO BUSCADOR DE AUDIÊNCIA

26/02/07

Ismael Barcelos Fabião, 49, pelotense de nascimento, chega a Florianópolis em 1983. Traz na bagagem os muitos louros conquistados em 20 anos de atividades como radioator, locutor, produtor e dirigente de emissoras de rádio e televisão. Missão gerenciar o Sistema de Rádio RBS em Santa Catarina. Desafio: inverter a pirâmide de audiência da Rádio Diário da Manhã AM 740, a pouco adquirida pela Rede Brasil Sul de Comunicação.
Por Antunes Severo

Sempre trabalhando em grandes emissoras Fabião somava a experiência de cinco anos obtida em duas das maiores emissoras de rádio do Rio de Janeiro, a Nacional e Mayrink Veiga a uma exitosa passagem pela TV Rio. A essa bagagem acrescentou mais 20 quando retornou a Porto Alegre e trabalhou como diretor de programação da Rádio Gaúcha e posteriormente da TV Difusora. Quando esta foi vendida para a Rede Bandeirantes, Fabião retorna a RBS e passa a dirigir a Rádio Farroupilha. Em seguida implanta e dirige as emissoras de rádio da RBS em Brasília até vir para Florianópolis, em meados de 1983.


Chefe de programaação da Rádio Gaúcha.

Os primeiros resultados
Em setembro Ismael Fabião assume a gerência do Sistema de Rádios RBS SC: Diário da Manhã AM e FM (hoje CBN Diário e Itapema, respectivamente) e as Atlântida FM de Florianópolis, Blumenau e Chapecó. As FMs iam bem, mas a Diário se arrastava entre os últimos lugares e isso era uma amargura para os brios da RBS, uma decepção para os ouvintes dos tempos gloriosos das décadas de 1950, 1960 e início de 1970 e um desafio para o experiente Ismael Fabião.


Superintendente de programação da TV Difusora, canal 9 de Porto Alegre.

Ao assumir a emissora Fabião detectou no quadro de locutores um jovem que se destacava. Walter Filho, comandava um programa de variedades pela manhã que soava forte na audiência quando ele com toda a vibração abria os intervalos com a saudação “Bom dia, dia!” e seguia fazendo brincadeiras, falando que nem metralhadora giratória, contando anedotas e chamando os ouvintes pelo nome.


Festa de aniversário na Rádio Gaúcha.

Fabião melhorou as condições de trabalho, incentivou e aumentou o horário de duração do Bom dia, dia. Pois era isso que o povo queria.
Seis meses depois, no início de 1984 a Diário chega ao segundo lugar. Em nota publicada na imprensa local a RBS informa que “o aumento de audiência foi de 6,8% para 27,9% considerando-se somente os aparelhos ligados”. E que em conseqüência “a emissora colocada em primeiro lugar (estava há dez anos nessa posição) teve diminuída sua diferença para a Diário AM de 47.8% para 12,2%”. No final do ano de 1984 a Diário da Manhã voltava a liderar a audiência de rádio na Capital, deixando o segundo posto para a ex-líder Rádio Santa Catarina, de acordo com pesquisa do IBOPE.


Diretor do Sistema de Rádios da RBS em Brasília.

E o sucesso continua
Consolidada a posição das emissoras de rádio da RBS, em maio de 1988 Ismael Fabião transfere-se para RCE – Rede de Comunicações Eldorado da família Freitas de Criciúma. Na nova organização assume o comando da rede de rádios onde começa balançando o coreto das FMs da região da Capital com a implantação e os níveis de audiência conseguidos com a Rádio Cidade FM 99,3 de São José. Segundo o próprio Fabião, nesse momento eram também líderes de audiências as FMs da RCE em Criciúma, Tubarão e Joinville.


Gerente do Sistema de Rádios da RBS Santa Catarina.

Rede Comunidade: novo projeto, novo desafio
O novo, o inusitado, o desconhecido sempre atraíram o aluno do Colégio Pelotense que começou fazendo pontas em historias radiofonizadas transmitidas pela rádio Cultura de Pelotas, onde depois também foi locutor. No Rio foi disc-jóquei, produtor e apresentador de programas humorísticos no rádio e na TV. Em Porto Alegre foi diretor e superintendente de programação das rádios Gaúcha, Difusora e Farroupilha e das TVs Difusora e Gaúcha. Em Brasília, em dois anos, implantou e dirigiu duas emissoras de rádio. Em Santa Catarina durante oito anos esteve sempre entre os primeiros. Agora, então era a hora de uma nova jornada.


Convenção Nacional da Rede Rádio Cidade.

O desafio da implantação da Rede Comunidade de rádios em todo o estado do Rio Grande do Sul, levou-o de volta a Porto Alegre. Pena que seu corpo cansado, desgastado pelas emoções de uma vida agitada não suportasse mais.


Fim de semana com família em Florianópolis.

Ismael Barcelos Fabião, em plena atividade profissional, foi surpreendido e morreu levado por uma isquemia cerebral dia 14 de fevereiro de 1993, domingo, às 19h30 no Hospital da PUC, em Porto Alegre. Ley, a esposa e Daiana a filha, residem em Florianópolis.


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VENCEDORES DO PRÊMIO DE REPORTAGEM DO CARNAVAL: MOACIR PEREIRA E FERNANDO LINHARES

26/02/07

No ano de 1970, os radialistas Moacir Pereira e Fernando Linhares fazem parte da equipe da Rádio Diário da Manhã de Florianópolis (RDM) para cobertura do carnaval.  O comando geral é do jornalista Adolfo Zigelli que faz um minucioso planejamento da transmissão da festa no intuito de superar a concorrente, a Rádio Guarujá.
Por Ricardo Medeiros

No domingo, dia dos desfiles das escolas de samba e das grandes sociedades, com seus carros alegóricos e de mutação, a cidade parece que vem abaixo. Chove e muito. O Prefeito Acácio Santiago diz através dos microfones da RDM que a programação oficial da cidade está cancelada.
Surge uma pergunta pela calva cabeça de Adolfo Zigelli: como manter uma programação carnavalesca até a meia noite, uma vez que a emissora já havia se comprometido com vários anunciantes?  O coordenador da folia pede criatividade à sua equipe. Para os repórteres Moacir Pereira e Fernando Linhares da Silva cabe a função de cobrir o carnaval de rua, concentrado na Praça XV de Novembro, com os blocos de sujos;  e na Avenida Mauro Ramos, onde naquele ano haveria pela primeira ( e também a última) os desfiles das entidades carnavalescas organizadas. O conselho é direto: – visitem bares, circulem pela Praça XV, falem com gente, criem, virem-se!
A seqüência da história é narrada por Moacir Pereira, que relatou o episódio no livro dele intitulado “Adolfo Zigelli: jornalismo de vanguarda”.
-Assumi a direção do meu fusca 1967, Fernando Linhares ao lado com o velho e pesado gravador de rolos, microfone em punho. Entramos no carro e ligamos o gravador. Descrevíamos tudo o que víamos. Até o espaço vazio era objeto de relatório e comentário. Ouvimos guardas de trânsito encharcados sobre o fraco movimento, entrevistamos foliões perdidos, alguns alcoolizados sob as marquises dos edifícios centrais, colocamos o microfone mais próximo do motor para indicar aumento da velocidade, garantia de que não haveria falhas no distribuidor. Tudo com descrição minuciosa dos repórteres sobre o que viam na cidade: iluminação, estragos na decoração, trânsito liberado, bueiros entupidos etc. Na entrada da Mauro Ramos, Fernando Linhares colocou o microfone para fora do carro, registrando o forte ruído da água espalhada pela passagem. Ato contínuo, fizemos parar uma ambulância que se dirigia ao Hospital de Caridade. No retorno, entramos no Bar do Filinto, ponto de reunião da boemia e dos foliões, bem ao lado da sede da emissora, onde gravamos uma longa conversa com o Rei Momo, encerrando a reportagem.
Na chegada a emissora, os repórteres entregam o material ao chefe, que atentamente escuta o que foi colhido. Sem cortes, tudo o que foi feito por Moacir Pereira e Fernando Linhares vai ao ar. Adolfo Zigelli os parabeniza e os proclama vencedores do prêmio de reportagem do carnaval.


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TEM MEDO, NÃO!

26/02/07

1. Guarda bem este raminho de alecrim que eu plantei cá dentro do seu coração. Faz de conta que é uma rosa ou um alfenim, beija-flor que veio a nós pra dizer: “tem medo, não!” Essas coisas acontecem mesmo assim: vão chegando por chegar, se esquecendo de avisar. E talvez nesse querer se aprochegar tenham medo que não possam escapulir-se da prisão que é meio domiciliar, mas que tem jeito de lar e é cercada de jardins… Pra se resguardar as folhas do alecrim é  melhor deixá-lo assim, meio que entregue a Deus.
Por Elóy Simões

2. Ligou pra mim, não se identificou, me esculhambou: você ta louco?
Nem esperou eu manifestar minha estranheza. Foi logo emendando:
Você vive pregando criatividade, inovação no rádio. É coisa de quem está por fora.
O cara estava mesmo brabo e, feito uma metralhadora vocal, mandou ver:
A gente, no rádio, vive sob pressão. Não pode arriscar a audiência que conquistou com experiências como as que você propõe. Se perdemos a audiência, perdemos o anunciante. Não faturamos e aí, quem paga a conta, você? Pare com isso!
Zangado e malcriado, bateu o telefone na minha cara.
3. Desculpe-me, quem pensa assim, mas ninguém deve ter medo da criatividade. Ela é como alecrim citado na canção da dupla Hermínio Belo de Carvalho e Cristóvão Bastos, que reproduzi no começo deste papo. Como o alecrim, a idéia brota naturalmente, na cabeça e no coração da gente.
Não temos o direito de temê-la. Pelo contrário devemos cultivá-la, prova-la, testa-la. Se for saborosa e passar no teste, semeá-la.
4. É esse destemor – desculpe-me o exagero da palavra – que dará vida nova ao nosso rádio. Que o tornará mais agradável ainda. Até porque se a idéia que nasceu for saudável, gostosa, o ouvinte, afinal de contas o Deus da audiência,  vai adorar. Logo, o anunciante também.
E o dono dela passará para a história do rádio.


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LIÇÕES PRELIMINARES DE DIREITO PORTUÁRIO

26/02/07

O professor Cesar Luiz Pasold, acaba de lançar o seu 12º livro solo, além dos outros cinco dos quais é co-autor. Desta vez o tema vem de uma das várias especialidades do Doutor Cesar: o campo do Direito e neste campo trata do Direito Portuário ao qual se dedica com prioridade atualmente.
Divulgação

Historicamente os Portos sempre foram e continuam sendo poderosos fatores de inserção econômica dos Países na vida internacional. Os Portos ocupam, indiscutivelmente, um papel estratégico nas relações internacionais, principalmente porque o transporte aquaviário costuma ser, especialmente quando comparado aos demais tipos, detentor de uma excelente relação custo / benefício para aqueles que o utilizam. É inegável a influência do Direito Portuário no devido equacionamento das atividades que dizem respeito aos Portos e à sua dinâmica tão essencial ao desenvolvimento social e econômico dos Países e, portanto, do nosso Brasil.

No Livro LIÇÕES PRELIMINARES DE DIREITO PORTUÁRIO, seu Autor, Prof. Dr. Cesar Luiz Pasold esboça algumas lições preliminares à compreensão do Direito Portuário e, fundamentalmente, traz mais um estímulo no sentido de que o Direito Portuário receba, pela relevância que tem, a adequada atenção tanto no ambiente acadêmico quanto na prática do cotidiano econômico e social.
LIÇÕES PRELIMINARES DE DIREITO PORTUÁRIO tem o selo da editora Conceito Editorial, e é distribuído para todo o Brasil pela CLC-Distribuidora de Livros.
Links Relacionados:
E-mail: clc@clc-sc.com.br
Site: http://www.clc-sc.com.br/


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O RÁDIO COMO PROGRAMA

26/02/07

A nossa relação positiva com o rádio somente pode ser de duas espécies: 1a – o rádio como instrumento elétrico/eletrônico que nos permite acessar programas das emissoras; 2a – o rádio, ele próprio, como programa que nos leva aos programas das emissoras. Pessoalmente sempre tive e tenho com o rádio a relação da segunda espécie, ou seja, para mim o rádio, ele próprio, é um programa.
Por Cesar Pasold

No passado, na fase de transição entre a minha infância e a minha juventude (dos nove aos 13 anos), quando ainda vivenciava a felicidade da convivência com o meu Pai Ralf e minha Mãe Erna vivos, tínhamos, ali em nossa casa na Rua Duarte Schutel 45-A, em Florianópolis, um principal programa cotidiano, de segunda a segunda feira.
O nosso grande Programa comum diário era o rádio: sempre, das 6h00 às 7h15, depois entre 12h00 e 13h30, e, finalmente a partir das 18 horas… Muitas vezes até às 22 horas, ligávamos o nosso Philco. Sentávamos os três em torno do rádio: ouvidos ligados, bocas fechadas (comentários só nos breves intervalos comerciais) e as almas felizes.
De manhã cedo, na Rádio Diário da Manhã, de Florianópolis, ondas médias, a gente se preparava para o dia com “A Hora do Despertador” do compadre Dakir Polidoro.
Ao meio dia alternávamos a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ondas curtas – 31 metros, com a Rádio Diário da Manhã. Nesta última, programas como “A Marcha dos Acontecimentos” e “Vanguarda”, pontificando os irmãos Walter e Adolfo Zigelli e o Antunes Severo.  
E, havia sempre uma sucessão de “informação e entretenimento” que incluía o Repórter Esso, na poderosa voz de Heron Domingues, as rádios-séries “O Santo” e “Jerônimo, o Herói do Sertão”, a rádio-novela “Direito de Nascer” (muita lágrima derramada), os rádio-shows (o “Programa Cesar de Alencar” era o nosso preferido) para ouvir Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria, Caubi Peixoto;  e, em noites de Maracanã- o Estádio Mário Filho, os “embates” futebolísticos.
Nestes últimos, a regra do silêncio era suspensa… Permitidos xingamentos aos Juízes (assim eram exclusivamente denominados os árbitros de futebol, então) aos adversários e, o mais triste, aos jogadores de nossos próprios times quando erravam.
Narrações emocionadas e não muito neutras de Jorge Curi (eu sempre suspeitei que ele fosse flamenguista, como o era sem dúvida o Ari Barroso!).Minha Mãe era uma flamenguista fanática, eu era um botafoguense então não sofredor porque o nosso time era muito bom, e, o meu Pai era nosso “saco de pancadas”: torcia pelo São Cristóvão (que sempre era derrotado)! Esta aparente divergência não era fator de desunião… Ao contrário… os entrosávamos – filho e pais-  muito mais, por isto!
O rádio nos prestava, além de tudo, esta estratégica função catalizadora com especial eficiência, eficácia e efetividade. Ademais, o rádio nos faz desenvolver a capacidade de imaginar, e nos permitia, pois, de forma totalmente livre, desenhar mentalmente as faces e  os corpos dos personagens das rádio-séries e das radionovelas e, sobretudo, as jogadas das partidas de futebol.
Assim, durante um bom tempo vivi, com a minha pequena família,  muito  bem informado e muito bem entretido pelo rádio!
Esta semente de constante compromisso e este elo de poderosa conexão com o rádio frutificou em mim de maneira tão forte que, até hoje, o rádio, ele próprio, é um dos meus programas prediletos… Na verdade, o mais predileto!


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SONS EXISTEM

26/02/07

O rádio nestes seus pouco mais de 80 anos, marcou alguns temas que em determinados momentos se tornaram dominantes. De todos esses temas, a crônica tem sido um dos mais constantes.
Da Redação

E das diversas formas de crônica uma delas se sobressai no rádio: o texto jornalístico redigido de forma livre e pessoal, e que tem como temas fatos ou idéias da atualidade, de teor artístico, político, esportivo etc., ou simplesmente relativos à vida cotidiana. Este é o caso das crônicas de Donato Ramos.
Como esta que aqui apresentamos na interpretação de Odemar Costa, uma das vozes personalíssimas que enriquecem e fazem do rádio o instrumento que mais se aproxima do coração.
:: Clique aqui


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AS GAFES – II

26/02/07

Duas de profissionais do rádio de São Paulo. No período do famoso time do Santos de Pelé & Cia., a TV-Record de São Paulo, canal 7 transmitia quase todos os seus jogos, ao vivo.
Por Edemar Annuseck

O Santos jogava no Pacaembu contra o Palmeiras e a Record estava lá. Transmissão de Raul Tabajara, comentários de Álvaro Paes Leme e reportagens de Silvio Luis e Celso Vernizzi. O Celso era o filho mais novo do consagrado Narciso Vernizzi – o Homem do Tempo – falecido há dois anos. Entram em campo os dois times – Santos e Palmeiras – com suas formações clássicas. Passado o microfone ao Celso Vernizzi ele se aproxima de um jogador do Santos e lasca a pergunta : “ e então Coutinho, dá pra derrotar o Palmeiras ? “ O entrevistado olha o repórter de cima a baixo e responde : “ desculpe meu filho, eu sou o Abel, o Coutinho é aquele aquele alí, o número nove”.
A outra ocorreu em 1999 durante a Copa América disputada no Paraguai. Já na época em que muitos “off-tubes” (transmissão de estúdio com imagem da televisão) aconteciam no rádio. Convidado pela direção da Rádio Clube Paranaense para transmitir e comentar alguns jogos, o famoso Fiori Giglioti – falecido em 2006 – integrou-se a equipe. Escalado, e,  logo foi narrar Equador e Colômbia, países que tem suas camisas oficiais da cor amarela. Nesse dia a Colômbia no entanto jogou de camisa azul e o Equador com a amarela. Acreditem, Fiori Giglioti transmitiu o primeiro tempo com os times invertidos,. Ouvindo no meu apto. fui ao estúdio e entreguei  um papel ao professor Oldemar Kramer para que comunicasse ao Fiori. Kramer não sabia o que fazer; afinal estava diante de Fiori Giglioti, seu grande ídolo. Graças a Deus o primeiro tempo terminou empatado em zero a zero. Aí o Kramer entregou o papel explicando, e a correção foi feita. Como dizia o próprio Fiori : “pequenas coisas de um grande rádio”.


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AS GAFES – I

26/02/07

Essa semana vou registrar dois fatos, um dos quais fui autor.
Lá por 65/66 a SER União de Timbó possuía uma time  de alta qualidade, e, vencer em seu estádio era muito difícil. O União aproveita-se do fator como se dizia antigamente – campo e torcida -. Numa determinada partida o União meteu oito a um no adversário, e, eu empunhando o microfone da Rádio Nereu Ramos, transmití.
Por Edemar Annuseck

O goleador da noite foi José Matedi – o Zéca – que depois passou pelo Palmeiras de Blumenau. O Zéca jogava muito. E eu no começo de carreira ainda pegando os trejeitos de transmitir futebol me “ferrei” feio. E só me dei ciência do erro no dia seguinte. A cada gol que o Zéca fazia – acho que fez uns seis -  eu narrava : “ ataca o União para Zécagoooollllll. Eu emendava tudo e ficou do jeito que vocês estão lendo…Zécagol !
A outra que eu quero contar aconteceu em Tubarão. O SC Internacional de Porto Alegre foi jogar contra o Hercílio Luz FC no estádio Aníbal Costa. A cidade se mobilizou para a partida que tinha como sua principal atração o catarinense Gainete – Carlos Gainete Filho – goleiro do time gaúcho. Para a transmissão, o Valmor Silva convocou Nelson Tófano, que estava trabalhando por lá nesse período, emprestado pela Nereu (a Rádio Nereu Ramos era a proprietária da Rádio Tabajara de Tubarão, Estadual de Ibirama e Tupinambá de Dionísio Cerqueira, na época). Nelson Tófano foi ao estádio para trabalhar como o repórter afim de entrevistar os jogadores do Internacional. A dúvida era o goleiro Gainete, que vinha de uma contusão. Estádio lotado, times em campo e eis o Nelson em atividade : Senhores e senhores estamos ao lado do mais famoso jogador de SC, Carlos Gainete Filho, o goleiraço do Internacional. E então Gainete, você joga ou não joga ? E o Gainete… meu amigo, se eu estou em campo é porque eu vou jogar ! No que o Nelson Tofano muito astuto emendou : que não seja por isso, eu também estou em campo, mas, não vou jogar !


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A GRANDE MILONGA

26/02/07

Capitão Adelino, um jovem alto, com pinta de galã da Atlântida, um pouco gago, era conhecido como exímio conquistador na noite carioca. Serviu um tempo no Forte da Urca no Rio de Janeiro, onde freqüentava a vida boêmia da cidade, farta de bailarinas argentinas, que eram na verdade, a grande atração nesses ambientes alegres e divertidos.
Por Jamur Jr.

Os freqüentadores dessas boates, a maioria da elite local, não escondiam sua predileção pelas ” importadas” e costumavam ser extremamente generosos com elas, mesmo que fosse num simples encontro para conversar, tomando “cuba libre” ” Pernauts” e fazendo perguntas indiscretas sobre o “inicio” da carreira” de cada uma. A fama das meninas era tanta que até as brasileiras, mesmo as que tinham a pele bem morena por natureza, se esforçavam para parecer argentinas, falando com um sotaque esquisito misturando um ” portunhol”  estranho com um pouco de chiado carioca pelo meio.  Numa das boates mais famosas de Copacabana , que reunia um elenco de belas moças importadas do país vizinho, capitão Adelino acabou se engraçando como uma delas.
Era uma moça de pele muito clara, como freira de internato, pernas bem torneadas, um olhar vivo e um jeito provocante de falar colocando a ponta da língua entre os dentes muito brancos e bem conservados. Essa ” jóia” portenha era a preferida de uma alta autoridade do governo federal e com forte ligação de parentesco com o presidente. 
O fato de um oficial do Exercito conquistar a mulher amada de um membro importante do governo, quase provocou uma tragédia. O capitão foi desafiado para um duelo e sofreu várias ameaças. Com habilidade evitou o confronto.
 O assunto chegou até o Palácio do Governo, gerando preocupação no gabinete. Foi sugerido que o militar conquistador fosse transferido para algum local remoto, de preferencia uma ilha sem muita chance de retorno.  Alguma coisa parecida com degredo. Pensaram em Fernando de Noronha mas, como não havia transporte para aquela ilha optaram por mandar o jovem oficial para a Ilha do Mel, com  a responsabilidade de comandar a Bateria Independente da Costa que fazia patrulha e observação sobre movimento de navios inimigos na região.
O objetivo era mandar o oficial para longe do Rio de Janeiro e mante-lo ocupado para esquecer da bela bailarina. Adelino recebeu a recomendação em forma de ordem, para não deixar a ilha em nenhum circunstancia. E assim fez. Passava o tempo cuidando de suas obrigações perante o destacamento de soldados, fazendo longos passeios a bordo de um Jeep anfíbio e curtindo uma saudade danada da bela argentina que deu origem ao seu desterro disfarçado.
No Rio de Janeiro a jovem ouvia   os tangos mais tristes de Gardel, LePera, Aníbal Troilo e tantos outros, sofrendo com a ausência do amado e estudando formas  para de alguma maneira voltar para os braços de seu “capitan”. O transporte de passageiros entre Rio de Janeiro e o sul do país, na época era muito precário. Os navios eram raros, em função da Segunda Guerra Mundial que colocava todas as embarcações  em estado de alerta no Atlântico Sul.  Um belo dia, depois de várias tentativas frustradas, ela conseguiu se enfiar num cargueiro com bandeira da Argentina, que tinha como uma de suas paradas o Porto de Paranaguá.
Passou o resto da guerra ao lado de seu amado na Ilha do Mel, desfrutando das delicias e prazeres da paradisíaca ilha.


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CHURRASCARIA RIOSULENSE

26/02/07

E LÁ SE VAI MAIS UM ELO DA CORRENTE
Oh! Que saudades que tenho / Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida, / Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores, / Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras, / Debaixo dos laranjais!
Por certo não vou a tanto até porque meu talento não chega lá. Mas, a dor esta eu sinto como o amargor da fruta má.
Por Antunes Severo

Pois a velha e querida churrascaria Riosulense não mais existe. Foi arrancada do coração do bairro do Estreito. Sem dó. Sem mínima piedade. Como se não tivesse alma, coração e vida como nos versos da canção interpretada por Los Viñales. Como se fosse um traste, um incômodo, um ente maligno e agourento.
Mais ou menos como acontecera antes com a filial instalada sob o manto de Santa Catarina de Alexandria, bem ali, no centrinho da parte ilhoa da cidade, na rua Trajano, entre a Tenente soberba e a elegante Vidal. Foram cinco anos de Ilha e que hoje parecem uma eternidade.
Como eterna será a nossa lembrança das horas incontáveis, das conversas sem fim, dos churrascos sempre ao ponto, das maioneses inigualáveis, das polentas sempre do mesmo tamanho, das batatinhas crocantes, das saladinhas frescas, tudo servido com o melhor sorriso da casa. Sempre, independente dos personagens: fossem os donos ou os garçons. Pois eles são um elenco. Até o churrasqueiro foi sempre o mesmo – mestre Martin, irmão do sócio seu Sílvio, casado com dona Êrica, mãe do Renato, casado com Ivete.
E os garçons? Todos na mesma balada. Tem gente que trabalhou lá toda vida ou lá está começando. Como o Olímpio e o Edmundo, já falecidos ou o Leonardo que se mudou pra Blumenau. Ou então os atuais que somados completam 163 anos de casa: Sagüi (43), Zinho (37), Acácio (35), Nei (25), Pedrinho (17) e Nilton, o caçula (seis anos).
A Riosulense fechou. Foi ao chão, desmontada. Exangue.
A Riosulense não mais existe. Não mais está sob o manto de Nossa Senhora de Fátima, que da colina em que se ergue sua igreja, vigiava e dava bênção a todos que ali paravam para uma refeição farta e sadia ou simplesmente para um trago, uma cerveja, uma conversa, uma expressão de alegria ou de tristeza, dependendo do resultado do futebol.
Mas, uma esperança me resta e conforta: a Riosulense não foi enterrada. Os seus restos inanimados e rígidos, como num ritual sagrado, foram recolhidos com fervoroso respeito. Desde a quarta-feira de cinzas a família Ardigo e seus fiéis escudeiros – os garçons e outros trabalhadores da cozinha estão empenhados no desmonte da velha casa que por muito tempo abrigou os salões de refeição, a churrasqueira, a cozinha e as instalações de apoio.
Todo esse madeirame está sendo cuidadosamente transportado para local próximo, onde dentro em breve ressuscitará como Fênix, não das cinzas porque estas não existem, mas da vontade imbatível daqueles dois caminhoneiros riosulenses que um dia quiseram mudar de vida e mudaram para a felicidade deles e da nossa também. E como a divindade egípcia hão de significar “a perpetuação, a ressurreição e a esperança que nunca têm fim”.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%AAnix
http://www.brasilescola.com/literatura/casimiro-abreu.htm
Matéria publicada no portal Caros Ouvintes:
A Inolvidable carreira de Los Viñales
Antônio e Adão Vignali, nascidos no municio de Sombrio, sul de Santa Catarina, filhos de pai músico começaram cantando e tocando violão nas festas da família e na casa de amigos.
Da redação


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RÁDIO GUAÍBA VAI MANTER DENOMINAÇÃO E CANAL 2…

26/02/07

A Rede Record vai assumir, oficialmente, no dia 20 de março, o controle da TV e das rádios Guaíba AM e FM. A data foi confirmada por três representantes do grupo paulista que visitaram as instalações das emissoras na última quinta-feira. No dia seguinte, 21/03, os vários terceirizados que ocupam espaços no canal 2 participam de uma reunião com a nova direção, quando serão apresentados os parâmetros a serem seguidos pela programação da TV Guaíba, que terá, ao longo do ano, a sua denominação alterada para Record News. Por Luiz Artur Ferraretto Leia mais…

80 ANOS DA RÁDIO GAÚCHA: FLÁVIO ALCARAZ GOMES

26/02/07

Um dos fundadores da Rádio Guaíba, Flávio Alcaraz Gomes vai conduzir na Gaúcha o processo que leva a emissora da Rede Brasil Sul à liderança do segmento de jornalismo no Rio Grande do Sul. Antes de colocar o jornalista à frente deste empreendimento, a RBS vai, no entanto, penar com seus erros e indecisões. Por Luiz Artur Ferraretto Leia mais…

E AGORA? MUDA A HISTÓRIA DO BRASIL OU É MAIS UM GOLPE SENSACIONALISTA?

23/02/07

“Eu estava com ele na cama, quando foi assassinado. Eram quatro homens encapuzados. Eles me tiraram da cama e me jogaram pela janela. Eu me quebrei toda.” 
Segundo a declaração da ex-vedete Virgínia Lane em entrevista à Rádio Globo do Rio de Janeiro (20/02), transmitida durante o carnaval, Getúlio Vargas teria sido vítima de assassinato e não suicídio. Ouça a matéria e comente.
Da Redação


Exposição Vedetes em Revista / Divulgação.

Links Relacionados
» Rádio Globo: Canázio entrevista: Virginia Lane – Entrevista
» Blog Luís Nassif
 


 

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ESTÁ NO AR EM SÃO PAULO A RÁDIO SULAMÉRICA TRÂNSITO FM 92,1 A PRIMEIRA RÁDIO CUSTOMIZADA DO PAÍS

19/02/07

Quem está na publicidade brasileira há muitos anos ou conhece a sua história, sabe que muitos programas de rádio que se tornaram famosos eram criados nas próprias agências de publicidade. Talvez o mais emblemático deles seja o Repórter Esso, que imortalizou a voz de Heron Domingues, considerado o maior locutor de notícias no rádio brasileiro em todos os tempos.
Por Chico Socorro

O programa foi concebido no escritório da McCann- Erickson do Rio de Janeiro e transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro e Tupi de São Paulo durante 18 anos (1944-1962). Idéia parecida ressurge agora com uma outra roupagem.
O Site Caros Ouvintes foi criado, fundamentalmente, com o objetivo de valorizar o rádio, chamar a atenção para as virtudes de um meio de comunicação que já foi o primeiro no ranking do chamado bolo publicitário. E que, com a crescente hegemonia da televisão a partir dos anos setenta do século 20, foi sendo relegado gradualmente ao papel de primo pobre dos meios de comunicação em termos de participação no tal bolo publicitário. Para relembrar as emissoras de rádio, agências de publicidade e anunciantes sobre isso, reproduzimos o gráfico abaixo que mostra essa posição inferior do rádio.
 
Essa digressão foi necessária para podermos entrar no assunto específico desta coluna, ou seja, o que as rádios, as agências de publicidade e os anunciantes podem fazer para usar o meio rádio de maneira nova, diferente, surpreendente, criativa. E, certamente, eficaz.


Fonte:  Projeto Intermeios-2006

Um caminho fértil é resgatar, de forma atualizada, adequada aos nossos dias, formatos que eram sucesso absoluto na chamada Era de Ouro do Rádio – décadas de 40, 50 e parte de 60 do século 20. Estamos falando, é claro, de conteúdos específicos e patrocinadores que atrelaram suas marcas com grande propriedade a esses conteúdos. E o momento atual é extremamente propício para que os atores do processo de comunicação publicitária, em especial as agências de publicidade, apoiadas pelas emissoras de rádio e pelas produtoras de áudio, desenvolvam idéias de programas e de outros conteúdos radiofônicos “taylormade”, que se ajustem como uma luva para o seu Cliente-Anunciante.
Na semana passada, falamos aqui sobre os programas customizados que estão sendo desenvolvidos por duas produtoras de áudio de São Paulo: a PlayRK30 e a Conteúdo Radiofônico.
Não é o caso, e nem se justifica atualmente, que as próprias agências de publicidade se envolvam diretamente na produção de conteúdos por elas concebidos. Antigamente, lá pelos anos 1940 e 1950, grandes agências de publicidade criavam dentro de casa programas de grande sucesso. E uma delas, a Standard Propaganda, hoje Ogilvy, chegou a manter em sua sede, em São Paulo, um estúdio para a produção de programas radiofônicos, jingles e spots.
Para ficarmos num único exemplo de conteúdo customizado, a McCann-Erickson Publicidade criou o antológico Repórter Esso que ia ao ar pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro e era ouvido em todo o País. Com a duração de 5 minutos, o Repórter Esso ia ao ar quatro vezes por dia às 08h00, 12h55, 20h25 e 22h30. Sua característica musical, a fanfarra, é lembrada até hoje pela geração de mais de 50 anos. Vale a pena registrar que o Repórter Esso foi talvez o noticiário radiofônico mais importante do País e que depois migrou para a televisão e passou a ser igualmente o mais importante noticiário da televisão brasileira. Precursor do atual Jornal Nacional da Globo.

Uma novidade surpreendente: Rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM, a primeira rádio inteiramente customizada do Brasil.
Uma idéia concebida na MPM Propaganda de São Paulo pelos profissionais Daniel Chalfon, sócio e diretor de mídia da MPM e Aaron Sutton, sócio e diretor de criação da agência.
Diferente de um programa focado num único gênero radiofônico e patrocinado por um único anunciante, estamos falando de uma rádio que opera 24 horas e é totalmente dedicada à prestação de serviços sobre o trânsito da cidade de São Paulo. Deixemos que Aaron Sutton, um dos idealizadores da Rádio SulAmérica Trânsito fale a  respeito:
“Em vez de pensar no carro, a gente pensou no benefício de quem usa. O mercado de seguros hoje é muito focado em oferecer vantagens para o automóvel, como a distribuição de brindes e acessórios. Vamos trazer um benefício muito maior, oferecendo um canal de serviço para o paulistano na hora que ele quiser, com um rodízio de informações sobre a situação do trânsito em todos os cantos da cidade. Especialmente em São Paulo, o problema não é o carro e sim o estresse do trânsito. Nunca São Paulo precisou tanto de um serviço como esse. Estamos usando a comunicação por conteúdo como um meio e não como um fim. Essa nova tendência, em minha opinião, só tem relevância quando é pertinente e traz uma utilidade pública, ou seja, serve as pessoas com um conteúdo necessário. O conceito da campanha é SulAmérica ajudando você a enfrentar o trânsito de São Paulo”.
Vejam como Daniel Chalfon, o Diretor de Mídia da MPM enfoca a criação da rádio customizada SulAmérica 92,1 FM:
“Os espaços publicitários da Rádio Transito SulAmérica estarão abertos para outros anunciantes, desde que não sejam concorrentes da companhia [SulAmérica Seguros]”.  Chalfon conclui: “o uso de conteúdo é uma tendência que vem ganhando força”.  Segundo ele, o uso de projetos de conteúdo como estratégia de comunicação de uma marca cresce em todo o mundo, porém no Brasil ainda está muito no discurso.
Resumo da ópera, A MPM teve a idéia, seu cliente SulAmérica Seguros comprou na hora e a Rádio Bandeirantes aceitou a missão de tornar a idéia uma realidade em benefício e possível alívio para os  cerca de 15 milhões de  estressados motoristas paulistanos.
E em Santa Catarina?
Lanço aqui uma provocação e, ao mesmo tempo, um desafio: por que não criar uma rádio (rede de abrangência estadual) que funcione exclusivamente no Verão com foco no turismo. Uma rádio no mínimo bilíngüe (português-espanhol) que fale tudo sobre o que o nosso Estado pode oferecer ao turista – praias, obviamente, atrações culturais, rede gastronômica e, por último, também orientação sobre o trânsito. Não existe o Shopping de Verão? Talvez uma rádio que também possa ser acessada pela Internet.
Nome? Rádio Santur…
Antes de sair da coluna, peço a todos que tiveram a paciência de ler esta matéria até aqui que ouçam um trecho de áudio da Rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM  para poder entender a grandeza dessa idéia.
Links Relacionados
:: Rádio SulAmérica
:: Áudio – Demo


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QUANDO O ASSUNTO É CARNAVAL TODOS OS CAMINHOS LEVAM A ROBERTO ALVES

19/02/07

O carnaval de Florianópolis é o prato feito mais apetitoso para os meios de comunicação da Capital. É também uma espécie de termômetro para indicar o grau de familiaridade do repórter com as manhas do vernáculo e a capacidade de improvisação que até bem pouco tempo era um dos indicadores mais críticos da bagagem inventiva do profissional atuante no rádio e na televisão. Roberto Alves que o diga, pois “chega o carro da rainha feéricamente iluminado, caros ouvintes”.
Por Antunes Severo

Como nem no Dicionário Aurélio Século XXI consta a palavrinha feéricamente, tomo a liberdade de lembrar que feérico não tem nada que ver com iluminação e sim com mágico, maravilhoso, deslumbrante. Coisa de fadas, ta?
Mas, porém, deixa pra lá porque hoje é carnaval.
Numa retrospectiva que contou com a assessoria da Preta Severo, do Roberto Alves e do João Batista Rodrigues Júnior – o nosso inefável Zó – sim, aquele doutor “pótétrico” que já integrou a equipe do Jornal do Almoço da RBS TV contando casos e causos da Ilha da Magia, acabamos desenterrando alguns ossos do ofício como diria mestre Acácio.
A Preta começa fazendo uma afirmação que define logo de início a conversa: “o Roberto Alves quando transmite carnaval a gente ‘vê’ o que ele diz”. Já o Zó completa: “é como se você estivesse sentado do lado dele, não tem?”. E eu confirmo: “o pequeno é demais”. É e vai continuar sendo por muitos lustros ainda.
O Roberto é gênio? Também. Tanto que além do talento nato que o notabiliza ele tem a doçura de atribuir o seu sucesso “aos mestres que me antecederam, muitos dos quais com quem trabalhei, inclusive”.
Um pouquinho de história
A Rádio Guarujá por ter sido a primeira emissora da Capital e permanecido sozinha durante 12 anos, habituou-se a fazer o mínimo indispensável do que poderia se chamar de radiojornalismo: resenhas noticiosas intercaladas na programação, jornal falado pela manhã e a noite, programas de variedades e coberturas esportivas. As transmissões externas em geral tinham cunho político ou sócio-político: jantares, homenagens, pronunciamentos de autoridades estaduais e municipais e de representantes de órgãos do governo federal sediados na Capital.
A fora isso, eram as transmissões de festas no Clube Doze de Agosto – o Lira nem pensar, era do pessoal da UDN – a procissão do Senhor dos Passos, desfiles militares e as comemorações de sete de Setembro quando os estudantes se perfilavam ao passar pelo palanque onde se encontravam ao abrigo do sol e da chuva as “autoridades, civis, militares e eclesiásticas”.
Depois de Dib Cherem ter se afastado para seguir carreira política, José Nazareno Coelho comanda a primeira equipe multifunção do rádio local. Lá estavam, dentre outros os titulares Mário Inácio Coelho, Luiz Osnildo Martineli, Jorge Cherem e Mauri Dalgrande Borges, amparados pelas participações especiais de Edgard Bonassis da Silva, Gustavo Neves Filho, Carminatti Júnior e Ciro Marques Nunes.
Em janeiro de 1955, o barco que navegava à vela solta e sem cuidados, sofre o seu primeiro tropeço. Inaugurada com pompa e circunstância a Rádio Diário da Manhã, leva grande parte da equipe de locutores e radioatores do cast da “Mais Popular”. Mas, este é assunto para outra conversa futura.
Roberto ascende ao estrelato de improviso
E o Roberto Alves, você estar perguntando. O Roberto entra em cena bem depois. No início da década de 1960 começa na Rádio Guarujá como operador de áudio e logo assume a função de sonoplasta onde se destaca pelo esmero e criatividade na produção de efeitos sonoros para peças radiofonizadas, esquetes humorísticos e novelas. Faz pontas na locução de cabine, passa a participar da apresentação de programas esportivos, faz pista (reportagem de campo) em jornadas esportivas até que chega ao estrelato como Repórter.
“Eu me lembro até hoje. Foi um sufoco. O José Nazareno era o comandante da transmissão. Eu fui escalado para um dos postos de transmissão das solenidades de Sete de Setembro, ali em frente ao Palácio (Museu Cruz e Sousa). Isso era 1965”. Roberto reconhece: “parece que me saí bem, pois em 1966 eu passei a integrar a equipe que transmitia os três dias – que eram quatro – de carnaval, também direto da Praça XV”.
Dono de uma bela voz que traduz a personalidade humilde e generosa, Roberto Alves brilha pela facilidade de expressão, pela singeleza da linguagem popular marcada por um vocabulário vasto e de boa qualidade gramatical. Roberto mesmo quando lê dados técnicos entremeia a informação com “cacos” de cunho popular que amenizam a descrição. Sua carreira no rádio foi até 1979 quando se transferiu para TV Cultura, canal 6 de Florianópolis onde brilhou como brilha hoje nas telas da RBSTV e da TVCOM.
O Roberto Alves da TV e a espontaneidade do óbvio bem dito estão no ar.
Este pode não ser exatamente o título, mas vai estar na matéria que acabo de agendar para a segunda-feira de carnaval de 2008. Não perca.


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