Em 2007, Roberto Alves – o Menino do Campo do Manejo -, completa 50 anos de atividade profissional. Nesse período ele percorre o longo caminho entre a mesa de som e o profissional multimídia que vem a se tornar.
Por Antunes Severo
Os 50 anos de lida nos vastos e delicados campos da comunicação fazem de Roberto Alves personagem de significado singular, entretanto. Do anonimato à consagração profissional como um dos mais perfeitos e atuantes profissionais da multídia de Santa Catarina e do Brasil, o Menino do Campo do Manejo comeu o pão que o diabo amassou. Mas, o fez com tal competência que o Príncipe das Trevas teve que dar-se por vencido e recolher-se à sua insignificância.
Roberto vence a pobreza, vence as dificuldades da vida familiar, vence as limitações por não ter feito um curso universitário, enfrenta os medos da adolescência e vai à luta. Vai em busca do seu sonho: trabalhar em rádio.

Na reportagem externa Roberto é campeão. TV Cultura, Canal 6.
Desde criança ouve rádio com fascínio. Sabe os nomes dos apresentadores dos programas de auditório, dos cantores e cantoras e dos maestros das orquestras das principais emissoras do Rio e São Paulo. Curioso e atento acompanha o noticiário do Repórter Esso, do Correspondente Renner e da programação das emissoras locais sabe até o trajeto que os radialistas percorrem para ir ao trabalho.
Assim, faz amizade com Onélio Rodolfo de Souza, seu vizinho que é “operador de som” e sonoplasta da Rádio Guarujá. Onélio também mora na rua Uruguai e passa diariamente na frente de sua casa. Roberto dá plantão e sempre puxa conversa com o amigo. Fala dos programas das rádios Nacional, Tupy, Tamoyo e Mayrink Veiga. Comenta a atuação de César de Alencar e Manoel Barcelos nos programas de auditório da noite anterior. Às vezes Onélio diz que está na hora de trabalhar e o pequeno Roberto o acompanha até a porta do prédio da “Mais Popular”, no início da rua João Pinto. Mas, não entra. Não tem permissão.
Numa dessas, o Menino do Campo do Manejo, cria coragem e propõe ao amigo: fala com eles que eu estou disposto a trabalhar pra aprender. Onélio fala com Acy Cabral Teive, diretor artístico da emissora.

Stewart Alves ou Roberto Granger?
Roberto relembra e confirma: foi “num longínquo primeiro de abril de 1957 (que) Onélio Rodolfo de Souza, um vizinho da rua Uruguai me levou para o rádio… Como operador de som, tudo começou”. E, a partir deste momento, como predestinação tudo acontece. Conta Roberto: “Daí foi um passo, até que Lauro Soncini, um dos nomes mais importantes do rádio esportivo da época me dá a primeira chance de empunhar um microfone”.
Treze anos depois de muitas conquistas no rádio, Roberto chega à televisão. Nesse veículo de comunicação passa por praticamente todas as funções que um profissional pode exercer, inclusive com cargos de direção.
Os ventos sopram e o Menino do Campo do Manejo enfrenta mais um grande desafio: aceita a proposta de Pedro Sirotsky e transfere-se para a RBS. Aí parece que o mundo se reinventa e ele volta ao rádio, faz televisão e ingressa no jornal. Na condição de profissional multimídia, rompe as barreiras dos horizontes brasileiros e desfila o seu charme por caminhos nunca antes navegados: cobre copas mundiais, viaja pela Europa, Estados Unidos e Japão. É o mané Beto internacional!
Tudo isso, porém, com a mesma simplicidade que o levou a subir os degraus da rádio Guarujá e ao lado do amigo Onélio a colocar o disco no prato, ligar o interruptor, pegar o braço do pick-up e soltar a agulha, certinho, em cima da primeira ranhura do disco de 78 rotações. Com aquele jeitinho maroto de “Barão Inglês” disfarçado de Stewart Granger em Missão Secreta, aquele filme de 1942.
:: Pedro Sirotsky (WMA)
:: Onélio Rodolfo de Souza (WMA)
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Dela não ficou o nome, só a sua frustrada arte: florista. Dele, o senhor, sabe-se que se chamava Francisco José de Freitas e morava pelos lados do forte de Santa Bárbara.
Estou encerrando o primeiro mês da minha pesquisa aqui em Braga, Portugal. Vou prosseguir com meu estágio de doutoramento aqui na Universidade do Minho até o final de abril. Mas, antes de falar de webradio, quero fazer dois comentários sobre Braga.
A bandeira que desfraldo agora, aqui é a do respeito ao ouvinte, que não quer desligar o rádio. Eu não quero me pôr a serviço dos interesses e das idiossincrasias do falso conceito de liberdade de expressão que radialistas me impingem.
Às 09h30min, da segunda-feira, 15 de maio será iniciada a cerimônia de abertura da Sexta Bienal Internacional do Rádio, no CENART – Centro Nacional de las Artes, na cidade do México, D.F.
Nos dois capítulos anteriores abordamos o surgimento da Rádio Clube a partir da Rádio Difusora de Tijucas e como Janer Reinert consegue a concessão e depois não tem como montar a emissora. Hoje falamos de sua trajetória política.
Leia as novidades da coluna publicada nos jornais Folha de Guaratuba (Guaratuba – PR) e Nossa Ilha (São Francisco do Sul – SC).
Viajar estava no sangue do empresário Juan Ganzo Fernandez, que se dividia entre o Uruguai, o Brasil e a Europa. Na Banda Oriental, este espanhol das Ilhas Canárias encontrou a pátria de adoção – adoção política nas fileiras do Partido Nacional, dos líderes blancos da família Saravia, ao lado dos quais esteve lutando nas revoluções de 1897 e 1904. Dos entreveros contra os colorados, trazia o título de coronel, que ostentava com orgulho. Por Luiz Artur Ferraretto
A cidade de Florianópolis realiza o seu desfile das Escolas de Samba no dia 25 de fevereiro, sábado de carnaval, a partir das 22h30. Por ordem, entram na passarela Nego Quirido, Protegidos da Princesa, Unidos da Coloninha, Copa Lord e Consulado do Samba. Na terça-feira, dia 28, a campeã e vice-campeã retornam ao sambódromo. O Carnaval da Magia 2006 tem a promoção da prefeitura municipal.

É fato sabido pelos que amam o rádio que a música era o conteúdo predominante durante as primeiras transmissões. Depois vinham as palestras e, pasmem, declamações de poesias. Relembro que estamos falando dos anos 20 do século 20.
Da janela do seu quarto, João vê uma movimentação estranha no apartamento em frente. Logo percebe que o imóvel do vizinho foi arrombado e dois homens empilham TVs, aparelhos eletrodomésticos e roupas. São três horas da tarde. Indignado, João liga para a Polícia.
Tínhamos nesta cidade, ali pelo fim dos anos 50, dois importantes eventos na semana. Um era aos domingos, a bem trajada e perfumada sessão das oito no Cine São José. O outro, mais singelo, era nas terças-feiras: a imortal Sessão das Moças do Cine Ritz.
Homenagem a Lourdes Tancredo com Eduardo, Paulo Back e os componentes do Dasantigas Grego, Juliana, Cigano e Aurélio.
Caros Ouvintes, busco uma informação sobre um programa sertanejo o qual ouvia na minha infância, pela PRB2, como era mais conhecida a Rádio Clube Paranaense, em Curitiba. O locutor, cuja alcunha era Zé Palhoça, recitava poesias (não me lembro se eram de sua autoria), que retratavam a realidade singela do sertão e que discorriam sobre temas românticos, tristes, humorísticos.
Magda Cunha, professora da PUC-RS e coordenadora do Núcleo 06 – Rádio e Mídia Sonora recomenda: “Dê uma olhada no site da Intercom, no link Núcleos de pesquisa e veja as normas regimentais, objetivos e funcionamento.