Arquivo mensal para 01/06

Os Sonhadores – Roberto Alves

31/01/06

Em 2007, Roberto Alves – o Menino do Campo do Manejo -, completa 50 anos de atividade profissional. Nesse período ele percorre o longo caminho entre a mesa de som e o profissional multimídia que vem a se tornar.
Por Antunes Severo

Os 50 anos de lida nos vastos e delicados campos da comunicação fazem de Roberto Alves personagem de significado singular, entretanto. Do anonimato à consagração profissional como um dos mais perfeitos e atuantes profissionais da multídia de Santa Catarina e do Brasil, o Menino do Campo do Manejo comeu o pão que o diabo amassou. Mas, o fez com tal competência que o Príncipe das Trevas teve que dar-se por vencido e recolher-se à sua insignificância.
Roberto vence a pobreza, vence as dificuldades da vida familiar, vence as limitações por não ter feito um curso universitário, enfrenta os medos da adolescência e vai à luta. Vai em busca do seu sonho: trabalhar em rádio.


Na reportagem externa Roberto é campeão. TV Cultura, Canal 6.

Desde criança ouve rádio com fascínio. Sabe os nomes dos apresentadores dos programas de auditório, dos cantores e cantoras e dos maestros das orquestras das principais emissoras do Rio e São Paulo. Curioso e atento acompanha o noticiário do Repórter Esso, do Correspondente Renner e da programação das emissoras locais sabe até o trajeto que os radialistas percorrem para ir ao trabalho.
Assim, faz amizade com Onélio Rodolfo de Souza, seu vizinho que é “operador de som” e sonoplasta da Rádio Guarujá. Onélio também mora na rua Uruguai e passa diariamente na frente de sua casa. Roberto dá plantão e sempre puxa conversa com o amigo. Fala dos programas das rádios Nacional, Tupy, Tamoyo e Mayrink Veiga. Comenta a atuação de César de Alencar e Manoel Barcelos nos programas de auditório da noite anterior. Às vezes Onélio diz que está na hora de trabalhar e o pequeno Roberto o acompanha até a porta do prédio da “Mais Popular”, no início da rua João Pinto. Mas, não entra. Não tem permissão.
Numa dessas, o Menino do Campo do Manejo, cria coragem e propõe ao amigo: fala com eles que eu estou disposto a trabalhar pra aprender. Onélio fala com Acy Cabral Teive, diretor artístico da emissora.


Stewart Alves ou Roberto Granger?

Roberto relembra e confirma: foi “num longínquo primeiro de abril de 1957 (que) Onélio Rodolfo de Souza, um vizinho da rua Uruguai me levou para o rádio… Como operador de som, tudo começou”. E, a partir deste momento, como predestinação tudo acontece. Conta Roberto: “Daí foi um passo, até que Lauro Soncini, um dos nomes mais importantes do rádio esportivo da época me dá a primeira chance de empunhar um microfone”.
Treze anos depois de muitas conquistas no rádio, Roberto chega à televisão. Nesse veículo de comunicação passa por praticamente todas as funções que um profissional pode exercer, inclusive com cargos de direção.
Os ventos sopram e o Menino do Campo do Manejo enfrenta mais um grande desafio: aceita a proposta de Pedro Sirotsky e transfere-se para a RBS. Aí parece que o mundo se reinventa e ele volta ao rádio, faz televisão e ingressa no jornal. Na condição de profissional multimídia, rompe as barreiras dos horizontes brasileiros e desfila o seu charme por caminhos nunca antes navegados: cobre copas mundiais, viaja pela Europa, Estados Unidos e Japão. É o mané Beto internacional!
Tudo isso, porém, com a mesma simplicidade que o levou a subir os degraus da rádio Guarujá e ao lado do amigo Onélio a colocar o disco no prato, ligar o interruptor, pegar o braço do pick-up e soltar a agulha, certinho, em cima da primeira ranhura do disco de 78 rotações. Com aquele jeitinho maroto de “Barão Inglês” disfarçado de Stewart Granger em Missão Secreta, aquele filme de 1942.
:: Pedro Sirotsky (WMA)
:: Onélio Rodolfo de Souza (WMA)


{moscomment}

A florista de Chico Freitas

31/01/06

Dela não ficou o nome, só a sua frustrada arte: florista. Dele, o senhor, sabe-se que se chamava Francisco José de Freitas e morava pelos lados do forte de Santa Bárbara.
Por Flávio José Cardozo

Era na metade do século passado. Os jornais (sirvo-me outra vez dos achados do professor Cabral) traziam muitos anúncios de compra, venda e aluguel de escravos. Coisas assim:
“Vende-se uma escrava de nação Angola, maior de 30 anos, sabendo cozinhar e lavar, não sendo perfeita engomadeira; trata do arranjo de uma casa e de crianças; afiança-se não ser viciosa; tratar na Rua da Paz, 23, com Manoel Domingos Tavares”. “Compra-se um preto ou uma preta que entenda de cozinha, que seja por pouco dinheiro”. “Vende-se uma escrava parda, de 23 a 24 anos, muito sadia, excelente cozinheira, própria para uma casa de trato, boa lavadeira, superior engomadeira, muito fiel, carinhosa, calada e de bom gênio”.
É impressionante a variedade de ofertas que os jornais estampavam: além das amas-de-leite, amas-secas, cozinheiras, lavadeiras, arrumadeiras etc., havia os marinheiros, canoeiros, pescadores, baleeiros, roceiros, chacareiros, forneadores, marceneiros, falquejadores, tanoeiros, serradores, pedreiros, funileiros, sapateiros, barbeiros, alfaiates. Do suor e das habilidades de toda essa gente se aproveitavam os senhores, “os indolentes senhores, parasitas do labor servil”, como já bem dissera, em 1803, Langsdorff.
A florista do Freitas me atraiu de um modo especial. Na imagem da escravazinha a transformar papel e escamas de peixe em flores, há uma melancólica sugestão poética. Era uma pequena artista, com a alma na ponta dos dedos, passando os dias na invenção de belezas para enfeitar as freguesas e dar lucro ao Freitas. Mas o negócio não foi bem. Por alguma razão, o Freitas botou um dia nos jornais um aviso pedindo às pessoas “que até esta data têm incumbido a sua escrava de trabalhos de florista”  que os fossem retirar “de seu pode raté o fim deste mês, porque pretende alugá-la a quem quiser utilizar de seu préstimo, podendo quem lhe convier alugá-la tratar com seu senhor na Rua Augusta, próximo a Santa Bárbara”.
Acha Cabral que ninguém teve interesse no aluguel da artista. Infere isso do fato de, algum tempo depois, o Freitas ter voltado aos jornais para anunciar a venda de “uma crioula ainda moça, própria para o serviço de uma casa”. Deve ter sido a florista, crê o historiador.
A anônima florista num dia qualquer de Desterro… O seu mínimo drama não lembra uma florzinha de verdade, escondida, trêmula, efêmera como um sopro?
(Do livro Senhora do meu Desterro, Florianópolis, Lundardelli / Fundação Franklin Cascaes, 1991)


{moscomment}

Braga, o Santuário do Bom Jesus e Webradio

31/01/06

Estou encerrando o primeiro mês da minha pesquisa aqui em Braga, Portugal. Vou prosseguir com meu estágio de doutoramento aqui na Universidade do Minho até o final de abril. Mas, antes de falar de webradio, quero fazer dois comentários sobre Braga.
Por Nair Prata

O primeiro, obviamente, é sobre o clima. Está fazendo muito frio aqui na cidade, aliás, toda a Europa passa por uma onda gelada. Aqui em Braga, a manchete de um jornal impresso do domingo falava “Metade do país debaixo de zero grau: neva em sítios inesperados”. O mais bonito do frio é o espetáculo proporcionado pela elegância de homens e mulheres. Eu sou de Belo Horizonte, região quente, e me espanto com a beleza proporcionada pelo cenário de casacos, sobretudos, cachecóis, botas, chapéus e luvas. É um prazer observar o desfile fashion pelas ruas da cidade! 
O segundo ponto, antes da webradio, é uma atração turística de Braga que eu quero destacar: o Santuário do Bom Jesus do Monte. Li que ele é o segundo santuário português em importância, depois de Fátima. A igreja fica no alto de uma colina e milhares de degraus dão acesso a ela. À medida que subimos os degraus, vamos encontrando capelas que retratam cenas da vida de Jesus, com imagens em tamanho real, feitas por escultores de renome. São 16 capelas, e escadarias que não acabam mais. No alto de tudo, uma linda igreja, que começou a ser construída no século XVIII. Lá em cima há também dois hotéis, restaurante, lanchonete e um mirante que descortina um cenário de doer os olhos. É impossível olhar aquilo tudo sem se lembrar das pessoas queridas que ficaram do outro lado do Atlântico… Para quem ficou desanimado com as escadarias, uma boa notícia: há um elevador movido a água, construído em 1882, (parece um trenzinho) que dá acesso direto ao topo. Custa um euro a viagem, mas uma olhada nas engrenagens do elevador pode desanimar qualquer cristão. Eu subi a pé os milhares de degraus, mas na volta encarei o elevador. Valeu a pena o passeio! Mais informações sobre o santuário em http://www.cm-braga.com.pt/turismo/visitar/visitar.asp?c=9
Vamos lá, então, à webradio. Quero pedir a sua atenção, leitor do Caros Ouvintes, para alguns links interessantes que eu visitei esta semana. Aliás, há alguns dias que tenho visitado todo tipo de site que fala sobre rádio, rádio digital e rádio na Internet.
Este link fala sobre a Visual Radio (http://netfm.blogspot.com/2006/01/convergncia-multimdia-ouvir-o-jornal-e.html), um sistema que permite a sincronização das transmissões de rádio em FM com a apresentação de conteúdos multimídia nos visores dos telefones celulares.
Este aqui (http://osegundochoque.blogia.com) explica porque a Internet vai mudar o rádio como nós conhecemos.
O site http://www.pandora.com apresenta um projeto de rádio para criação de canais personalizados.

Também no http://osegundochoque.blogia.com  há a informação de que é possível ouvir rádio na Internet, mas sem computador. Confira.
Por fim, quero encerrar com um trecho de um livro que eu estou lendo, que é um arraso: Los sistemas informativos en la era digital, de Leopoldo Seijas Candelas. Na página 115, ele escreveu (tradução livre minha): “Por mais polêmicas que sejam as discussões sobre a viabilidade ou não do rádio digital…o segredo, como em qualquer meio de comunicação, está na programação. É ela que determina o êxito ou o fracasso Estamos ante uma empreitada complexa, cujos resultados, por hora, não se podem prever. É certo que não podemos voltar atrás: porque o futuro do rádio é digital. E, gostemos ou não, vai trazer uma série de transformações: a primeira e a mais importante – e  também a mais perigosa – é a mudança da estrutura tradicional do rádio.”
E você, webleitor, concorda que o futuro do rádio é digital?
 


{moscomment}

Ouvinte desrespeitado reclama

31/01/06

A bandeira que desfraldo agora, aqui é a do respeito ao ouvinte, que não quer desligar o rádio. Eu não quero me pôr a serviço dos interesses e das idiossincrasias do falso conceito de liberdade de expressão que radialistas me impingem.
Por Anna Mautner

São poucas as estações de rádio que escuto. Isto não quer dizer que escuto pouco rádio. Confesso que pelo menos uma das rádios da minha predileção vem me irritando muito e muitas vezes, mais do que queria, venho desligando, quando gostaria de continuar escutando.
Sou muito da CBN, para onde vou quando quero encontrar reportagens. Quando a sintonizo, é porque quero encontrar notícias do momento, testemunhos e eventualmente, comentários. Ligar na CBN é, para mim, expandir a percepção. Quando quero estar onde estou e quero também estar onde os fatos estão ocorrendo ou pouco depois, vou para uma estação que me promete este milagre. Para o “muito depois” tenho outras fontes, como jornal e TV. No carro, na rua, quando de passagem, quando envolvida em afazeres outros, tenho muitas vezes vontade de estar concomitante aqui e onde está o repórter. Quero retrato fidedigno e descrição eivada de realismo. A rádio-reportagem atende a um anseio meu, comum a muitos, de ser onipresente. Um jeito de ser um pouco deus, transcender às minhas limitações humanas.
Se a rádio traz muitos comentários que sejam ideológicos, que sejam moralistas, estou sendo roubada no prazer da onipresença. Pensar, concordar ou discordar, me trazem de volta a mim mesma. Lá se foi a deliciosa ilusão de estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo. Muitas vezes tenho vontade de gritar: “Não pensem por mim! Quando eu quiser encerrar a ilusão, eu o faço”. Não me paternalizem! O ouvinte não é criança. Quando for para polemizar – avisem. Eu resolvo se fico ou se vou embora.

Quando ligo numa estação de música – quero música. Não quero escutar a respeito de música. Nada me irrita mais do que palavras pobres, em geral bobas e, por isso, prolixas, ditas pelos comentaristas ou pelos próprios músicos. A minha ex-querida rádio Cultura FM deu uma liberada geral e os músicos, os maestros e os apresentadores falam mais do que o necessário. Os organizadores explicam os repertórios.
Estão falando com quem – comigo ou com seus colegas? O rádio pode ser escola, mas não é obrigatoriamente. Não quero que fiquem me enfiando goela abaixo palavras de mestres destas escolas medíocres. Do outro lado, está o respeito pelo “star system”. Todos nomes ou quantos nomes houver, têm que ser enunciados.  Todo mundo tem direito a ouvir seu nome. Isto é coisa corporativa, só que eu faço parte da corporação dos ouvintes e não dos radialistas. O nome dos contra-regras ou dos técnicos interessa a eles, é coisa de grupo que quer ser conhecido por colegas e futuros empregadores.
Não é possível que os radialistas não percebam que não podem usar as minhas orelhas para resolver sua vida e carreira profissional. Sei que isto acontece nas televisões e nos filmes também, só que na televisão, viro a cabeça e no cinema, me levanto e saio. No rádio – só desligando. Ouvindo a rádio Cultura FM de São Paulo descobri o quanto músico gosta de falar e que, de fato, censura não existe nas rádios, senão eles seriam editados, não pelo conteúdo, mas pela prolixidade inútil. Um programa como “Maestro responde” é claro que só pode ser falado. É este o teor do programa.
A bandeira que desfraldo agora, aqui é a do respeito ao ouvinte, que não quer desligar o rádio. Eu não quero me pôr a serviço dos interesses e das idiossincrasias do falso conceito de liberdade de expressão que radialistas me impingem. Que seja eu a ouvinte respeitada em primeiro lugar. E se o músico quiser ser orador, que vá disputar com oradores, que vá ser professor numa escola de música, que faça conferências. A prolixidade nas estações de música é desrespeito. Não é para assistir aula que ligo o rádio. Quando eu quero aula, eu sei o caminho das pedras. Ou ponho em um programa de “aula”, ou vou para a escola, ou contrato um professor. Diante do rádio, só temos uma conduta possível: ouvir ou não ouvir. O radialista tem que ser consciente disso e dar o que é anunciado.


{moscomment}

Sexta Bienal Internacional do Rádio

31/01/06

Às 09h30min, da segunda-feira, 15 de maio será iniciada a cerimônia de abertura da Sexta Bienal Internacional do Rádio, no CENART – Centro Nacional de las Artes, na cidade do México, D.F.
Da Redação

Com a participação de especialistas, pesquisadores e estudantes, este ano a bienal concentração seu foco nos seguintes temas:
- O rádio e a sociedade do conhecimento
- O papel do rádio no fortalecimento da democracia
- Experiências mundiais de rádios digitais
- Novos processos de produção na radiodifusão digital
- O rádio na América Latina

O tema Rádio na América Latina será motivo de uma revisão e análise em suas mais relevantes experiências por parte de estudiosos como:
- Arturo Merayo, decano da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Murcia, España.
- Benjamín Fernández Bogado, advogado e jornalista paraguaio, diretor do Instituto Prensa y Libertad, Paraguay.
- Orlando Guilhon, Diretor Geral da Rádio Mec, Brasil.
- Adelina Olga Moncalvillo, Diretora Executiva do Serviço Oficial de Radiodifusão da la República da Argentina.
Paralelamente será realizado o Terceiro Encontro Internacional de Produtores, sob o enfoque o radioarte visto por seus criadores, com a participação da jornalista e professora Lílian Zaremba, da Rádio Mec, do Brasil. Lílian participa do grupo que discutirá o tema: a influência da Bienal Internacional de Rádio na difusão e criação do radioarte na América Latina.
:: Mais detalhes


{moscomment}

Rádio Clube de São João Batista – 3

31/01/06

Nos dois capítulos anteriores abordamos o surgimento da Rádio Clube a partir da Rádio Difusora de Tijucas e como Janer Reinert consegue a concessão e depois não tem como montar a emissora. Hoje falamos de sua trajetória política.
Por Ricardo Martins

Na política, a emissora teve um papel importante na cobertura das eleições em Tijucas e em São João Batista. Acompanhou passo a passo uma das eleições mais disputadas de São João Batista, em 1968. Na época, a Arena lançou duas legendas, o mesmo fez o MDB. Pela Arena, Alinor Herculano de Azevedo e Manoel João Reinert, para prefeito e vice, pela sub-legenda 1; Wilian Duarte da Silva para prefeito e Jener José Reinert, vice, na sub-legenda 2. Pelo MDB concorreram Henrique Mázera Filho e Miltom Silva, e Walmor Goedert, Getúlio Clemes . A vitória foi da Arena com a eleição de Alinor Herculano de Azevedo e Manoel Reinert.
No dia 15 de novembro de 1976, a Rádio registrou a vitória do prefeito Wilde Carlos Gomes e do vice Ari Reinert dos Santos, pela Arena, que aqui se consagrava como um partido de representação municipal, como também era o caso da maioria dos municípios da época. As duas vitórias da Arena significaram para a rádio uma representação maior do poder público do município, pois mesmo sendo um a Clube de livre arbítrio e com liberdade de escolha e de manifestar o que realmente o ouvinte gostaria de ouvir, tinha seu diretor e proprietário Jener José Reinert, ligado diretamente a antiga Arena.


Destaque para os pavilhões de venda de calçados, na maioria
localizados à beira da rodovia SC-411.

Vários profissionais que se projetaram na Rádio Clube nestes 38 anos integrando o Vale, acabaram concorrendo a cargos públicos. Foi o caso de Mario Pessoa que em 1972, por insistência do diretor proprietário da rádio Clube, conquistou uma cadeira na câmara municipal de vereadores obtendo a terceira melhor votação, 254 votos. Em 1975 foi eleito presidente da Câmara municipal de vereadores. João Luiz Ramos, eleito vereador em 1977, Antero Alexandre vereador em 1984, Maria Do Carmo Batisti Archer Marcos candidata ao poder legislativo pelo PFL, comunicador Manoel Sagas,o apresentador sertanejo Delgado e Hélio Gomes.
Nesse período, a Clube cumpriu um papel importante, diante da intervenção, na cidade, e depois da comunidade ir contra as atitudes do interventor, o capitão do exército José Antonio Bento, a população se viu sozinha, isolada e prisioneira dentro de sua terra natal, neste momento a Clube marcou presença. Foi quando da recusa do interventor, em encaminhar um paciente para tratamento na Colônia Santana que o repórter e gerente da clube, Mario Pessoa, sem medir as conseqüências, enfrentou o capitão do exercito. “Nunca me esqueço da discussão que tive com o interventor na frente da antiga rodoviária., diz Mário, parei o carro oficial e disse à ele que se a pessoa não fosse transferida, ou cometesse qualquer ato de violência devido seu estado mental, eu o denunciaria pela Rádio Clube. Em menos de 10 minutos o paciente foi transferido”, comenta, com orgulho Mario Pessoa.
A Clube também foi contra o interventor quando este praticou uma medida considerada ilegítima, proibiu as pessoas de pintar os túmulos no cemitério sem o alvará da prefeitura, para mexer no túmulo do familiar, o cidadão teria que pagar uma taxa e esperar pela liberação da autorização do Interventor. A denúncia chegou até a Rádio, através do munícipe Maneca Sacristão, e foi confirmada pelo soldado Valentim e por funcionários da prefeitura que permaneciam de plantão na entrada do cemitério. Na Crônica que fez sobre o assunto, Mario Pessoa conclamou aos cidadãos para não pagarem a taxa e não pintarem os túmulos como sinal de protesto. Resultado; apenas três túmulos foram reformados, “a população seguiu a orientação da Clube, afirma Mario e concluindo diz, foi a partir daquele instante que“o interventor começou a perder suas forças, ele já não possuía mais domínio sobre a população”, finalizou.
Outro momento importante é quando a emissora vai a favor e ao lado dos plantadores de cana. Através de uma manifestação do vigário monsenhor José Locks, contrário ao sistema utilizado pela Usina para pagamento de seus fornecedores, acabou formando-se uma grande movimentação regional, que culminou com a paralisação no corte da cana. O monsenhor José Locks lidera a manifestação e consegue apoio do promotor Fernando Nizo Bainha e do médico Mercides da Rocha Pacheco ( oficial da reserva da aeronáutica ). O repórter Mario Pessoa, que acompanhou a história diz que no final, todos tiveram que deixar São João Batista, por força do regime militar. O movimento dos canavieiros teve êxito. Mudou-se a forma de pagamento aos fornecedores de cana e o sistema imposto pela Usina. Esta conquista pode ser crédito à equipe da Clube e as suas lideranças locais.
Em seu transcurso a emissora participou ativamente da história da cidade. Transmitiu a inauguração da Comarca em 1966, a implantação da Sociedade 19 de Julho, do Lions Clube, Ginásio de Esportes Manoel Sartóri Alves e a construção do Estádio Cristóvão Reinert dos Santos e tantas outras obras do município. Também foi responsável pela transmissão dos 50 anos de sacerdócio de Dom Joaquim Domingues de Oliveira, na igreja matriz de Tijucas. A cobertura teve início as 9 horas da manhã e seguiu às 7 horas da noite.
Na próxima semana: Jener vende a rádio dos seus sonhos


{moscomment}

Outras Praias

31/01/06

Leia as novidades da coluna publicada nos jornais Folha de Guaratuba (Guaratuba – PR) e Nossa Ilha (São Francisco do Sul – SC).
Por Ricardo Carvalho Wegrzynovski

Ivete Sangalo
A organização do Planeta Atlântida já garante a presença de Ivete Sangalo na edição catarinense 2007 do evento. Ela não esteve em Floripa nesse ano devido a show marcado anteriormente em Aracajú. Já na edição gaúcha, Ivete estará presente agora em 2006.
Divulgando
A baiana Ivete Sangalo está com show marcado também para Caiobá, em Matinhos – PR. O que está interessante é a organização, podendo-se dizer que ‘até que enfim’ alguém do litoral paranaense abriu os olhos para Joinville – SC. A apresentação de Ivete está sendo divulgada na cidade pela rádio Floresta Negra – FM. O mesmo está sendo feito sobre a apresentação de Daneila Mercury.
Roberta Mendes
Falando em rádio, a coluna Outras Praias pelos jornais em que é publicada (Folha de Guaratuba, Nossa Ilha e Evolução) agradece a radialista Roberta Mendes, que lê no ar todas as semanas as notas aqui publicadas. Esse tipo de parceria engrandece e valoriza nosso trabalho. Vale lembrar que a radialista já recebeu prêmio como a Melhor Voz Feminina em SC, e trabalhou em rádios como a Menina de Balneário Camboriú e Floresta Negra de Joinville. Atualmente está na rádio Cultura Jovem Pan Sat, em Joinville. Parabéns pela carreira! Valeu Roberta Mendes!
Comparando
O jornalista Cacau Menezes, em seu programa na TVCOM intitulado O Ilhéu, disse que em Vitória – ES as praias são repletas de equipamentos de lazer. Entre eles, rampas de skate, concha acústica, brinquedos para crianças, ginástica, etc. Os equipamentos estão presentes principalmente na beira da baía local. Cacau comparou Vitória com Florianópolis, dizendo que aqui no Sul o que temos é falta desses equipamentos. “Agora para piorar a situação, na ilha catarinense estão construindo uma garagem de ônibus que vai roubar uma parte da visão do mar”, disse indignado.
Sem visão
E Cacau Menezes saiu com outra esses dias, dizendo que parece hilário, mas um novo hotel na avenida Beira-mar Norte, em Floripa tem a parte da frente do prédio literalmente “fechada”, ou seja, sem visão para o mar. O fato mostra a falta de sensibilidade de alguns engenheiros. “Esperamos que os hóspedes ignorem o local, afinal o mar de Floripa é tudo de bom”, disse Cacau Menezes. Assino embaixo.
  
:: Escreva para o Ricardo: wricardo@hotmail.com


{moscomment}

Os Ganzo, o rádio gaúcho e o telefone no sul do Brasil

31/01/06

Viajar estava no sangue do empresário Juan Ganzo Fernandez, que se dividia entre o Uruguai, o Brasil e a Europa. Na Banda Oriental, este espanhol das Ilhas Canárias encontrou a pátria de adoção – adoção política nas fileiras do Partido Nacional, dos líderes blancos da família Saravia, ao lado dos quais esteve lutando nas revoluções de 1897 e 1904. Dos entreveros contra os colorados, trazia o título de coronel, que ostentava com orgulho. Por Luiz Artur Ferraretto Leia mais…

Carnaval da Magia 2006

31/01/06

A cidade de Florianópolis realiza o seu desfile das Escolas de Samba no dia 25 de fevereiro, sábado de carnaval, a partir das 22h30. Por ordem, entram na passarela Nego Quirido, Protegidos da Princesa, Unidos da Coloninha, Copa Lord e Consulado do Samba. Na terça-feira, dia 28, a campeã e vice-campeã retornam ao sambódromo. O Carnaval da Magia 2006 tem a promoção da prefeitura municipal.
Por Ricardo Medeiros

A Protegidos da Princesa, a mais antiga escola de samba de Florianópolis, com 57 anos de existência, vai para avenida com o tema “Colégio Catarinense: 100 anos”, de Élson Manoel Pereira. A instituição de ensino foi oficializada em 30 de agosto de 1905, numa parceria entre  Governador do Estado e a Sociedade Antônio Vieira (SAV), uma companhia jesuíta. Mas suas atividades letivas iniciaram em 15 de março de 1906. No ano de 1970, a freqüência que até então era exclusivamente masculina, passou a ser mista. No ano de 2005, o Colégio Catarinense completou 100 anos funcionando como centro educativo que mantém a educação básica em todos os seus níveis e o ensino médio. A instituição desenvolve paralelamente, como forma de apoio, atividades nas áreas esportiva, social, cultural e religiosa.


Carro Alegórico.

Nascimento da Protegidos
A Escola de Samba foi fundada no dia 18 de outubro de 1948 por um grupo de pessoas que no carnaval fantasiavam-se de índios (Bororós) percorrendo as ruas da antiga Florianópolis. Os componentes do bloco eram, sobretudo, oriundos do Rio de Janeiro. Alguns deles pertenciam à Marinha do Brasil e foram transferidos para Florianópolis ou estavam fazendo cursos na Ilha da Magia.


Mestre Sala e Porta Bandeira.

:: Clique para ouvir
Cante o Samba Enredo da Protegidos da Princesa
Enredo: Colégio Catarinense: 100 anos
Autor do enredo: Élson Manoel Pereira
Autores do samba: Cesinha, Daniel Príncipe, Edinho Love e Jadson Fraga
 
Navegando
No balanço azul do imenso mar
Guiados pelo vento do destino
Os jesuítas na terra boa a semear
Os ensinamentos mais profundos
De um novo mundo para ilha transformar
 
A luz de evolução vem clarear um novo dia
A transformação, é linda nossa ilha
Os sonhos se realizavam
E as mentes mergulhavam, na cultura e no saber
Chácara dos pamplonas viu o sonho acontecer
 
Educar para o novo tempo, nosso ideal
Centenário de ensino, essencial
Colégio catarinense, em preces
A Inácio de Loyola agradece
 
E os heróis, implantavam diversidades mil
Berço da educação, formando cidadãos iluminados
Vai na luz da estrela guia, levando sabedoria
Jóia que a história esculpiu
Sua vida, vida sua gloria, Padre Rohr também contribuiu
 
Assim a boa nova chegou, amor
Um ser de luz veio e anunciou
N’ avenida a mensagem
Não queirais guiar os povos, mas antes companheiros de viagem
 
Canta parabéns arquibancada
Pulsa forte bateria, que o show vai começar
O brilho que ilumina os 100 anos de história
Deixa a protegidos te contar


{moscomment}

O Rádio nasceu para música

31/01/06

É fato sabido pelos que amam o rádio que a música era o conteúdo predominante durante as primeiras transmissões. Depois vinham as palestras e, pasmem, declamações de poesias. Relembro que estamos falando dos anos 20 do século 20.
Por Chico

primeira emissora privada do país, a Rádio Sociedade Rio de Janeiro começou a operar no dia 20 de abril de 1923. E a música – de todos os gêneros, ao longo dos tempos, nunca deixou de ocupar um espaço generoso no rádio, favorecida especialmente pela invenção da transmissão FM no anos sessenta.
Mas qual foi o primeiro gênero musical a ser tocado no rádio? Sim, Caros Ouvintes, a música clássica inaugurou o rádio brasileiro. Porque estamos falando sobre isso neste artigo?
O motivo é que no último dia 27 de janeiro o mundo comemorou o 250º. Aniversário de nascimento de um dos maiores gênios da música: Wolfgang Amadeus Mozart. Mozart forma, ao lado de Bach e Beethoven, o trio genial da música clássica.
E um registro triste: não existe na capital de nosso estado e em nenhuma outra cidade catarinense um programa dedicado exclusivamente à música clássica.
O último foi o inesquecível “Um toque de Clássicos”, concebido, produzido e apresentado como trabalho voluntário para a extinta Rádio Barriga-Verde FM de Florianópolis pela musicista Neyde Coelho com o apoio irrestrito de Herivelto Gelle e que foi ao ar de 1995 a 1997.
Lamentavelmente, nenhuma outra emissora catarinense, de olho apenas no Ibope, se interessou em assumir o programa.
Em homenagem a Mozart, ouçamos 2 minutos de sua música divina.
Escolhemos os acordes do Concerto para Piano e Orquestra 21, em Dó Maior, segundo movimento, andante, executado pela orquestra Academy of St. Martin in the Fields, com o legendário pianista Alfred Brendel.
Esse trecho revela uma das mais conhecidas e apreciadas melodias de Mozart e que, inclusive, foi tema musical de vários filmes.
:: Clique aqui para ouvir (WMA – 1 MB)
:: Partitura: Mozart – Concerto de Piano No. 21 em Dó maior, K. 467, 2 – Andante (PDF)


{moscomment}

Meio Cidadão

25/01/06

Da janela do seu quarto, João vê uma movimentação estranha no apartamento em frente. Logo percebe que o imóvel do vizinho foi arrombado e dois homens empilham TVs, aparelhos eletrodomésticos e roupas. São três horas da tarde. Indignado, João liga para a Polícia.
Por Léo Saballa

Fica satisfeito quando vê os policiais rapidamente em ação, no momento em que a dupla se prepara para fugir carregando o produto do roubo. Devidamente algemados, sem tiro nem correria os dois são levados até à delegacia para o devido inquérito policial e todos os trâmites legais que a situação exige. Em seguida toca o telefone do João e um policial pede que ele vá até à delegacia do bairro para confirmar o que viu. Um procedimento necessário. Afinal, é ele quem está denunciando os gatunos.
Naquele momento, João se considera um verdadeiro cidadão que procede de forma racional, evitando que um crime aconteça e protegendo o patrimônio de um trabalhador, apesar de nem conhecer direito os moradores daquele apartamento. Sabe que a banalização da violência não permite mais estas atitudes politicamente corretas. A maioria das pessoas faz de conta que nada vê. Quanto menos envolvimento, menor é o risco. Mas, João segue a sua consciência. Agora Pega a bicicleta e pedala até o distrito. Um atendente pede que ele aguarde um pouco porque o delegado está ocupado.
Já passam das oito da noite e João está cansado, com sono e nem almoçou. Trabalhou na fábrica até às 13 horas e ainda é obrigado a ficar quase cinco horas sentado num banco de delegacia. Quando reclama, recebe um tratamento de delinqüente.
- Eu já falei que o delegado ta ocupado, rapaz. Se encher o saco de novo, mando te prender – troveja um comissário com cara de sono.
Em seguida, João vê a dupla de larápios passar por ele, na companhia de um advogado e do delegado. Eles riem como se tivessem ouvido uma piada. Na saída, o delegado aperta a mão de cada um e se despede com um: “vão com Deus”. Quando vê João, o delegado resmunga: “vou jantar e depois te atendo”.
Por volta das 23 horas a testemunha finalmente consegue sair da delegacia depois de responder a um verdadeiro interrogatório. Perguntaram se ele era consumidor de drogas e se já esteve preso. João chega em casa, toma banho, escova os dentes, faz a barba e volta para o trabalho, sem dormir, nem comer. Sente-se meio cidadão e meio otário. Um brasileiro completo.


{moscomment}

Éramos artistas

24/01/06

Tínhamos nesta cidade, ali pelo fim dos anos 50, dois importantes eventos na semana. Um era aos domingos, a bem trajada e perfumada sessão das oito no Cine São José. O outro, mais singelo, era nas terças-feiras: a imortal Sessão das Moças do Cine Ritz.
Por Flávio José Cardozo

Curioso, fui outro dia até a Biblioteca Pública folhear uns jornais de 58, 59. Queria saber que filmes estavam na praça naqueles dias. Pois num Domingo passava Juventude transviada, com James Dean, Natalie Wood e Sal Mineo. Um anúncio, superpovoado de adjetivos, advérbios e pontinhos de exclamação, bradava: “Chocante! Real! Expressivamente humano! Verdadeiramente dramático! Impressionantemente violento!”. Noutro Domingo, era Se voltasses para mim, com Libertad Lamarque, Silvia Pinal e Miguel Torruco (“A história de todas as mulheres que lutam para conservar o seu lar”); noutro, No despertar da tormenta (Ä chama de um fósforo inflama a tela com calcinantes cenas de inesquecível força dramática”), com Bette Davis.
 
Mas não era bem para ver filmes que íamos aos domingos no São José. Se o filme fosse bom, melhor; se não fosse, isso não tinha importância, todos desculpavam. Interessava mesmo era viver a magia daquele fecho de ouro da semana. Hoje o Domingo morre melancólico ali pelo cair da tarde, cedo sobrevém uma sensação de cansaço interior, uma vaga mistura de preguiça e receio diante das enescrutáveis invenções da semana nova. A sessão das oito do São José prolongava as doçuras do domingo até mais tarde.  Só depois dela, e de mais uma meia hora de footing na Praça Quinze, é que as beldades e os galãs enfim se recolhiam. Beldades e galãs… Era isso mesmo. A rapaziava punha-se no maior capricho para ir ao São José – na condição de melhor cinema do Estado, ele exigia sempre o uso do paletó, por mais calor que fizesse – e as mulheres transformavam a sessão na sua melhor passarela. Ditosos olhos meus de então que vistes nas filas e na platéia do São José, com alguma timidez, as mulheres certamente mais elegantes, misteriosas e lindas do planeta Terra!
 
Bem mais simples e sem luxo era a Sessão das Moças no Ritz. As garotas vinham de todas as bandas da cidade e pagavam só meia entrada. Por muitas razões um estudante matava as aulas do Colégio Dias Velho, mas nenhum era tão sincera, determinante e digna de perdão como a Sessão das Moças. Os filmes? Ah, sim, havia filmes. Verifiquei nos jornais que passavam coisas como Eu e meu anjo, com James Mason e Lucille Ball; Império da espada, com Cornel Wilde e Jean Wallace; Serenata em Acapulco, com uns tais de Roberto Romana e Martha Roth;  A maldição do faraó, com um certo Mark Dana e uma certa Ziva Shapir.
 
Os filmes… que importavam os filmes se éramos nós os artistas?
(Do livro Senhora do meu Desterro, Florianópolis, Lundardelli / Fundação Franklin Cascaes, 1991)


{moscomment}

4ª Noite Sem Estilo

24/01/06

Homenagem a Lourdes Tancredo com Eduardo, Paulo Back e os componentes do Dasantigas Grego, Juliana, Cigano e Aurélio.
Divulgação

Quando: Quinta-feira, dia 26/01a partir das 20h00
Local: Armazém Vieira
Contatos: 48 3333 86 87
Observação: não é show da Banda Dasantigas.


{moscomment}

Zé Palhoça

24/01/06

Caros Ouvintes, busco uma informação sobre um programa sertanejo o qual ouvia na minha infância, pela PRB2, como era mais conhecida a Rádio Clube Paranaense, em Curitiba. O locutor, cuja alcunha era Zé Palhoça, recitava poesias (não me lembro se eram de sua autoria), que retratavam a realidade singela do sertão e que discorriam sobre temas românticos, tristes, humorísticos.
Por Diva M.Schultz

 Lembro-me de trecho de uma delas: “Num tá dereito, Marocas/ intão ocê é mulher farsa/que muda de par na varsa só porquê eu tô dirscarço/ i os ôtros tão de burzeguim?/ Eu tava na minha toca, prantando umas mandioca/ coiendo uns miô i uns fejão/ i ocê veio um dia feito vaca vadia/ i arrombô a cerca sombria/ que havia no meu coração!”
Peço a quem souber, que me informe quem era o Zé Palhoça e por qual plaga andou.  Gostaria de saber também qual é o final da poesia transcrita acima, que ficou gravada em meu acervo mental (cujo texto parcial recito para meus amigos, mas cujo final faltante deixa aquele gostinho de “quero mais!”) e  se há algum registro sobre outras poesias de Zé Palhoça. Busco essas informações como um resgate do “planger distante de uma viola” a inundar de beleza o entardecer no sertão.
Lembro-me também de Artur de Souza, que apresentava o noticiário da manhã (cujo nome não me lembro mais) e cuja opinião sobre os assuntos apresentados era sempre coerente e respeitados. Agradeceria notícias sobre sua vida, sua carreira, pois essas foram as primeiras informações que minha mente infantil recebeu da mídia às quais, certamente, despertaram as engrenagens do raciocínio e do gosto pela música e do interesse pelos formadores de opiniões de todas as épocas.


{moscomment}

Vem aí o Intercom 2006. Você vai?

24/01/06

Magda Cunha, professora da PUC-RS e coordenadora do Núcleo 06 – Rádio e Mídia Sonora recomenda: “Dê uma olhada no site da Intercom, no link Núcleos de pesquisa e veja as normas regimentais, objetivos e funcionamento.
Da Redação

O XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação tem como tema central “Estado e Comunicação” e vai se realizar pela primeira vez em Brasil, nos dias 6 a 9 de setembro tendo como sede a Universidade de Brasília. Acompanhe os detalhes:
NP 06 – Rádio e Mídia Sonora
Ementa: Compreende os estudos sobre teorias, produção, linguagem, estética, tecnologias, ética e recepção no rádio e outra mídia sonora; história, evolução e desenvolvimento do rádio e mídia sonora; experiências e experimentações em rádio e mídia sonora, fonografia e utilização do som em ambientes audiovisuais e multimídia.
Seções temáticas: Rádio (história, linguagens, experiências, teorias); Som em ambiente audiovisual e multimídia (som no cinema, no vídeo, na Internet); Linguagens, experiências e tecnologias em áudio (áudio-arte, eletro-acústica; fonografia, áudio digital).
Palavras-chave: Rádio; Mídia sonora; Áudio.
Coordenadora: Profa. Dra. Mágda Cunha (PUC-RS).


{moscomment}

 
 
         
© 2010 por Caros Ouvintes. Todos os direitos reservados.