Arquivo mensal para 12/05

Assista ao vídeo Rancho do Amor à Vida

14/12/05

Boas Festas! Que continuemos unidos, produtivos e perseverantes na certeza de que consolidamos e vamos seguir expandindo a primeira comunidade on-line de apaixonados por rádio do Brasil.Para comemorar preparamos um vídeo que tem como trilha a alegria do Rancho do Amor à Vida, criação de Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, de 1974. A música foi originalmente produzida para uma mensagem de Natal distribuída em disco compacto aos clientes do Besc.
Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
Hoje e sempre.

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Feliz 2006 (WMV)

14/12/05

Feliz 2006 (SWF)

14/12/05

 


Feliz 2006

Tamanho do arquivo: 4 MB

Humberto Mendonça – Os Sonhadores

6/12/05

Humberto Fernandes Mendonça: nasce em Itajaí, cria-se em Araranguá, onde começa a carreira de radialista e depois atua em emissoras de Tubarão, Itajaí, Criciúma, São Paulo, Joinville e Florianópolis.
Por Antunes Severo 


Humberto, terceiro da esquerda para a direita, em pé, faz cara de sério para impressionar os colegas e os diretores da emissora, em 1951.

“Humberto era um menino alegre, engraçado, gostava muito de contar piadas e sentia um prazer especial em fazer brincadeiras para ‘irritar’ as irmãs mais velhas”. O depoimento é de Mylene Mendonça, a filha que trabalha numa pesquisa para escrever um livro contando a história do pai e do profissional Humberto Fernandes Mendonça.
Aliás, o profissional, como descreve Mylene, nasceu sonhando com o rádio: ele “desde criança demonstrava interesse por locução quando transformava um cabo de vassoura, uma colher ou um socador de feijão em microfone para suas brincadeiras, narrando gols criados em sua imaginação”. Assim, ao concluir a oitava série do primeiro grau, logo no ano seguinte Humberto se aproxima da Rádio Araranguá e conquista a vaga de locutor esportivo, aos 17 anos de idade.
Na opinião do araranguaense e também radialista Agilmar Machado “ele foi um prodígio em sua especialidade, responsável pela introdução das transmissões esportivas na então jovem ZYT-3, Rádio Araranguá”. Dois anos depois, em 1951, como integrante da equipe de esportes da Rádio Tuba, de Tubarão, lembra Agilmar, “já gozava de imensa reputação e mostrava seu privilegiado cabedal de excelente profissional que sempre foi”.


Humberto e Alfredo Silva, que vieram juntos do Sul, posam triunfantes
no pátio do 63º em Florianópolis, em 1953.

Em 1953 vem para Florianópolis para cumprir o serviço militar no 63º BI – Batalhão de Infantaria do Exército. No ano seguinte, concluído o serviço militar obrigatório, volta à vida profissional como locutor esportivo da Rádio Guarujá. Em janeiro de 1955, transfere-se para a recém inaugurada Rádio Diário da Manhã como chefe da equipe esportiva. Nessa emissora Humberto revela-se ao criar, produzir e apresentar o programa Saudades do Passado levado ao ar de segunda a sexta-feira a partir das quatro da tarde quando consegue conciliar a locução suave de um programa romântico com a vibração do narrador de esportes. Nesta fase, Humberto atua também como locutor comercial e radioator ao lado de Zininho, Antunes Severo, Waldir Brazil, Neide Maria, Aldo Silva, Cacilda Nocetti, Alda Jacintho, Gustavo Neves Filho e Alfredo Silva, entre outros.


Pose clássica para distribuir para as fãs. Esta é endereçada a colega Nivalda que mais tarde torna-se duplamente comadre.

Humberto, mesmo com uma intensa atividade profissional sempre foi muito chegado à família. Terceiro de um total de 10 irmãos, o filho do seu Hermes e de dona Anália, casou aos 28 anos com Vera Maria de Oliveira com quem tem quatro filhos: Denise, Francisco Ricardo, Mylene e Suzana. Em 1961, depois de um ano de atuação na Rádio Difusora de Itajaí Humberto retorna a Florianópolis e volta a trabalhar na Rádio Diário da Manhã onde permanece até 1965 quando vai para a Rádio Bandeirantes de São Paulo integrando a equipe do “Scratch do Rádio”, na época a mais famosa do país.


Humberto na sala do coordenador de esportes de olho na escala dos
locutores para a sjornadas de fim de semana.

Por onde passa, Humberto marca presença pelo carinho, dedicação e companheirismo, além de uma performance profissional invejável. Quando de sua saída da Rádio Bandeirantes para comandar a equipe de esportes da Rádio Cultura de Joinville, Fiori Gigliotti seu chefe e amigo faz emocionado depoimento gravado onde a certa altura destaca:

“Humberto é um locutor estupendo, um amigo extraordinário, uma criatura exemplar”. E mais adiante: “Talvez nunca tenhamos tido na Bandeirantes alguém tão exemplar como esse extraordinário moço que se chama Humberto Mendonça”. Na mesma oportunidade, Alexandre Santos outro colega da Bandeirantes declara: “Agora você alcança um de seus objetivos na sua carreira profissional, aquele de voltar triunfante para sua terra natal”.


Confraternização entre as equipes da Bandeirantes de São Paulo e Cultura de Joinville. Ao centro, a começar a esquerda, Ramiro Gregório da Silva, diretor da Rádio Cultura, Fiori Gigliotti, diretor de esportes da Rádio Bandeirantes e Humberto Mendonça.

Em 1973, Humberto retorna ao rádio de Florianópolis e passa a integrar também a assessoria de comunicação social do governo do estado de Santa Catarina, onde permanece até o seu falecimento em cinco de agosto de 1978.
Em 1981, através de um projeto de lei apresentado à Câmara Municipal pelos vereadores Almir Saturnino de Brito e Waldemar da Silva Filho (Caruso), Humberto Mendonça passa a ser nome de rua na Lagoa da Conceição, em Florianópolis.
Fontes consultadas:
Trabalho de pesquisa de Mylene Mendonça, textos de Agilmar Machado publicados no site www.carosouvintes.org.br e depoimentos de Alfredo Silva e Fernando Linhares da Silva.
Os trechos de áudio apresentados a seguir bem como as fotos selecionadas fazem parte do acervo da família Mendonça. O narrador é Umberto Mendonça e os demais participantes das transmissões têm seus nomes mencionados.
Áudio _00: Trecho do jogo Vasco da Gama e Seleção da União Soviética
Áudio _01: Gol de Tostão no jogo entre os selecionados do Brasil e da Colômbia que terminou com o placar de 6 a 1 para o Brasil.
Áudio _02: Gol de Rivelino na mesma competição.
Áudio _03: Gol de Tostão nas eliminatórias para a copa do mundo de 1970 entre Brasil e Venezuela

Áudio_04: Gol de Tostão Brasil x Venezuela
Áudio_05: Gol de Pelé no jogo Brasil x Paraguai pelas eliminatórias da copa do mundo.
Áudio_06: Trecho de depoimento de Fiori Gigliotti em homenagem a Humberto.
Áudio_07: Mais Fiori
Áudio_08: Fiori finaliza homenagem, seguida de trecho de narração de Humberto Mendonça


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Brinca quem pode, quem não pode…

6/12/05

Ivo Serrão Vieira, em 1942, quer ir além do sistema de alto-falantes, conhecido igualmente como A Voz do Poste. Ele quer colocar no ar uma emissora de rádio em Florianópolis.
Por Ricardo Medeiros e Antunes Severo

Para tanto, busca o apoio do governador Nereu Ramos, através do comandante do Aéreo Clube de Santa Catarina e chefe da Casa Militar, capitão Asteróide. O militar era tão amigo de Ivo Serrão Vieira, que o dispensa de ser convocado para a Força Expedicionária Brasileira, que partiria para a Itália durante o conflito mundial.
O capitão Asteróide marca uma audiência entre o empreendedor Ivo Serrão Vieira e o governador- interventor Nereu Ramos. Antes desse encontro, Serrão Vieira conversa com o tio Rogério Vieira para se inspirar com a melhor maneira de abordar a possível fundação de uma emissora de rádio em Florianópolis e contar para isso com o apoio do governador. O tio tenta trazer o sobrinho para a realidade contando um fato que aconteceu com uma agremiação carnavalesca que tentava apoio financeiro de Nereu Ramos: “Só para você ter uma idéia, no carnaval passado, a Sociedade ‘Brinca Quem Pode’ encaminhou ofício ao doutor Nereu solicitando auxílio do Governo do Estado para que pudesse melhor abrilhantar o carnaval de rua. Ele se limitou a despachar ao pé do ofício, o seguinte: “Ao Brinca Quem Pode – quem não pode, não brinca. Nereu Ramos”12.
Mesmo desencorajado pelo tio, Ivo Serrão Vieira vai ao encontro com o governador: “entrei no gabinete do governador com vontade de rasgar a minha fantasia, pois àquela altura, o meu sonho deixara de ser sonho e era, apenas, uma fantasia. Mas agüentei firme e não rasguei. Ele rasgou. Sem querer me olhar, pois despachava uma pilha de processos, limitou-se a dizer: ‘às suas ordens. Pode falar que eu estou ouvindo” 13.
Meio gaguejando, Ivo Serrão Vieira pergunta ao governador sobre a sua opinião de dotar a capital do estado com uma emissora de rádio. Ao ouvir isso, Nereu Ramos larga a caneta, recosta-se na sua cadeira e ergue o olhar em direção a Serrão Vieira: “O meu governo só apoia uma estação de 50 quilowatts. E ademais, se eu tivesse sido ouvido, o senhor não teria instalado essas bocas de jacaré por aí, incomodando as pessoas que andam na rua”.14
Ivo Serrão Vieira agradece ao governador pela audiência e sai da sala de Nereu Ramos jurando que a Guarujá continuaria por mais algum tempo como sistema de alto-falante, mas não eternamente. Ele está decidido: mesmo clandestinamente, vai colocar no ar a primeira estação de rádio comercial de Florianópolis.


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Sou seu amigo radialista

6/12/05

Sou uma voz que faz você rir, chorar, refletir e até se indignar com as histórias do nosso tempo. Em meio ao burburinho da multidão, mesmo assim, você consegue me ouvir.
Por Léo Saballa

Embora aqui do estúdio não veja ninguém, consigo imaginar a sua expressão quando conto as coisas para você. Fico comovido com a atenção que você me dedica, sem deixar os afazeres. Sinto a sua presença se aproximando do aparelho. Ao se afastar, aumenta o volume, por educação, para eu não ficar falando sozinho.
Você percebe que uma emissora de rádio não significa apenas microfones, fios, transmissores e componentes eletrônicos. Uma rádio, por menor que seja, tem alma, tem história, tem vida, tem gente. O rádio é cria da emoção. A emoção é o combustível principal que traz os ouvintes ao coração do comunicador. Posso ouvir a sua respiração, os seus passos, o seu riso e até os seus comentários como se você estivesse assistindo e participando daquilo que descrevo.
Sei que não tenho os recursos da imagem. A minha voz é a minha e às vezes a sua manifestação da verdade. Por isso, preciso me superar e transformar a imaginação em elemento real, verossímil. Para manter a nossa cumplicidade necessito estar 100 por cento ungido de emoção e sinceridade. Você me conhece há muito tempo e sabe que não sou um personagem. Não faço tipo, não uso máscaras, nem disfarço a voz.
Tenho princípios, noções de cidadania e fortaleço valores justos que realmente importam na vida da gente. Em tempos de simetria estética sei o quanto é imprescindível esse nosso contato respeitoso, diário, essa amizade sem rosto, quase familiar, que permite a você me chamar pelo nome ou apelido, sem qualquer formalidade.
Sinto-me privilegiado por ter sido escolhido por você, entre tantos, que falam coisas tão parecidas, mas no fundo com características muito distintas. A nossa amizade foi surgindo aos poucos, sem cerimônia de apresentação.
Aposto que você nem lembra da primeira vez que me ouviu. Provavelmente foi quando nasceu esta afinidade que selou o início da nossa convivência. Não sou apenas uma voz. Sou um locutor de rádio. Sou seu amigo de todos os dias. Sou a parte que sintoniza você. Por isso, sou completo, mesmo sem rosto definido.


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Carlos Nobre, o último grande humorista do Rio Grande do Sul

6/12/05

A partir de um pequeno quadro, que explora o futebol, escrito por Luiz Gualdi para a Rádio Gaúcha, em 1953, um intérprete de músicas românticas em início de carreira vai acabar se transformando no mais importante humorista do Rio Grande do Sul. Por Luiz Artur Ferraretto Leia mais…

Segmentação e Inovação: os Caminhos do Rádio

6/12/05

A segmentação é um fato conhecido na evolução do rádio brasileiro e que começou nos anos 70 com a chegada das FM. Esse fenômeno sofreu aceleração notável nos últimos 10 anos.
Por Chico Socorro

Neste ano, foi agregado ao processo um novo ingrediente: inovação. A Academia Brasileira de Marketing – ABM premiou neste ano 4 cases interessantes de rádios que se destacaram, tema da coluna de hoje.
Antes de tudo, para que se possa avaliar a importância e seriedade da premiação, fornecem os nomes do júri do 19º Prêmio Veículos da ABM:
Francisco Gracioso (ESPM), Lincoln Seragini (Seragini/Farné), Gilmar Pinto Caldeira (ADVB), Pedro Cabral (Click), Armando Ferrentini (Editora Referência) Francisco Alberto Madia de Souza (Madiamundomarketing), Alex Periscinoto (SPGA – Salles, Periscinoto, Guerreiro e Associados), Milton Mira de Assumpção Filho (M. Brooks), João Estevão Cocco (J. Cocco Associados) e João de Simoni Soderini Ferraciú (Grupo De Simoni).
Comecemos pela BAND NEWS FM, a grande vencedora com um modelo de rádio considerado inovador pelo júri da ABM. A essência da inovação consiste na irradiação de jornais completos de 20 minutos sem parar, durante 24 horas. São notícias nacionais e locais, prestação de serviços e a opinião de um time sem comparação, com mais de 40 nomes que são referência em suas respectivas áreas de atuação.
Exemplos: Carlos Nascimento, Ricardo Boechat, Mário Sérgio Conti, Dora Kramer, José Simão. Textos são interpretados pelo mais importante profissional de teatro de sua geração: Paulo Autran.
É claro que é preciso destacar que uma revolução como essa precisa estar apoiada por um grupo de mídia que tenha à frente uma TV aberta – TV Bandeirantes, no caso e parceiros da mídia impressa.
Notícias ao vivo com a Jovem Pan AM 620. A Jovem Pan é um exemplo de constante renovação. Uma Rádio que está permanentemente ligada com os interesses e paixões de seus ouvintes. Num ano em que a crise política se desenrola há mais de 5 meses, a Jovem Pan transmite ao vivo as CPIs. A Jovem Pan, por exemplo, já garantiu sua vaga na Copa de 2006. A Pan está ligada também nas causas sociais, como é o caso da campanha “Jovem Pan pela Vida contra as drogas”. Por isso tudo, mereceu ser premiada.
GUARANI FM 96,5 de Belo Horizonte. uma rádio regional, fora do Eixo São Paulo-Rio de Janeiro. A Guarani, desde a sua criação, há 25 anos, optou pela estratégia da segmentação.
Moldou a sua programação para o público das classes A e B que, além do poder aquisitivo, possuem curso superior, bom gosto e boa cultura musical.
A sua programação é constituída basicamente de música da melhor qualidade, informações atualizadas e agenda de eventos culturais.
Uma característica especial da Guarani é que ela apóia shows e ações culturais voltadas para o seu público-alvo, como, por exemplo, o Wellness Guarani FM.
Está aí um bom exemplo de uma rádio que descobriu seu nicho e permaneceu coerente com a sua estratégia até hoje. Por isso, foi selecionada pelo júri da ABM.
89 FM – A RÁDIO ROCK.
A Rádio Rock, no ar já 20 anos, representa um case de sucesso de rádio dirigida exclusivamente ao público jovem da cidade de São Paulo. Ela é direcionada essencialmente para os jovens das classes A e B de 15 a 29 anos.
A Rádio Rock se especializou na realização de eventos que tenham total afinidade com os seus ouvintes. Ela promoveu com exclusividade , em São Paulo, grandes shows internacionais.
Em suma, a Rádio Rock 89 FM desenvolveu uma estratégia de segmentação vitoriosa que agrada em cheio seu público-alvo e garante retorno aos investimentos publicitários.
Um dos objetivos destes comentários, é o de estimular que rádios catarinenses que estejam fazendo mudanças estratégicas em sua programação inscrevam seus cases na próxima edição do prêmio conferido pela ABM – o mais importante do gênero no País.


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Dramas da maternidade na prisão

6/12/05

“Dramas da Maternidade na Prisão”. Este é o tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) das acadêmicas do curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina Adriane Michela Ferreira e Andréa Cristina Malescheski.
Da redação

Trata-se de uma grande reportagem em rádio sobre a maternidade no Presídio Feminino de Florianópolis, sob a orientação do jornalista e professor Ricardo Medeiros. As alunas, aprovadas no último dia 28 de novembro com nota máxima, abordaram o dia-a-dia das mães detentas e a dor de terem de se separar dos filhos.

Em agosto deste ano, o presídio contava com 114 presas, das quais 90% eram mães. Na ocasião, 11 mulheres estavam grávidas e a casa de detenção possuía três bebês no berçário.
Para a realização da grande reportagem, que tem 18 minutos, as acadêmicas entrevistaram 15 detentas e a filha de uma apenada, condenada por homicídio. Também foram ouvidos a diretora do presídio, Maria Oriuella; a psicóloga da instituição, Eliamara Machado; e o diretor do Departamento de Administração Prisional da Secretaria de Segurança Pública, Carlos Roberto dos Santos.

O sistema carcerário no Brasil enfrenta uma série de dificuldades como a superpopulação, a falta de assistência médica e social e outras irregularidades. Nos dois meses que conviveram com as apenadas, Adriane e Andréa constataram que no presídio feminino da Capital catarinense a situação não é diferente do restante do país. O cárcere, que abriga as 114 presas, deveria receber apenas 80 pessoas. Além disso, algumas gestantes, que pela Lei de Execução Penal têm a garantia de permanecerem num lugar apropriado, vivem em celas comuns, junto das outras presas, por falta de espaço. As apenadas não têm também à disposição um assistente social e o atendimento médico e de enfermagem dependem de voluntários. Por sua vez, a lei prevê todo esse tipo de serviço para as unidades com mais de 100 presos.
Acompanhe em áudio pelo Caros Ouvintes “Dramas da Maternidade na Prisão”, uma grande reportagem em rádio.

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Frente Parlamentar de Radiodifusão

6/12/05

A Frente Parlamentar da Radiodifusão foi instalada oficialmente nesta última quarta-feira (7), no auditório da TV Câmara, em Brasília.
Por Marco Aurélio Gomes

Presidida pelo deputado Ivan Ranzolin (PFL/SC), a Frente, lançada durante a realização do 23º Congresso da Associação Brasileira de Rádio e TV (ABERT), em maio, é integrada por mais de 130 parlamentares e tem por objetivo aproximar o meio rádio com o Congresso Nacional.
Amplo diagnóstico elaborado pela Frente sobre a atual política de concessão dos serviços de radiodifusão, constata a concentração de emissoras em localidades de médio e grande porte e a inadequação das normas sobre emissoras comunitárias. “A Frente defenderá mudanças em concessões de radiodifusão”, anuncia Ranzolin. 
Segundo o deputado, mais de 50% das emissoras comunitárias comercializam propaganda, o que fere a legislação vigente. “O que era para ser uma boa iniciativa para as comunidades acabam se transformando num absurdo desrespeito à Legislação que regulamenta o Setor”, afirmou o Ranieri Moacir Bertoli, presidente da Associação Catarinense de Empresas de Radio e Televisão (ACAERT).
Outro ponto importante na agenda da Frente é a flexibilização do horário de apresentação da Voz do Brasil que, na avaliação de Ivan Ranzolin é resquício dos tempos da ditadura Vargas que, “além de ocupar um horário nobre das emissoras de Rádio, pouco acrescenta na comunicação do governo com a sociedade brasileira”. As Emissoras de Rádio querem ter o direito de transmitir o programa no período das 19 às 24 horas.


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Cinema Novo

6/12/05

Aos amigos interessados em rádio documentário, quero avisar que neste dia 13 de dezembro, meia noite, o meu programa Rádio Escuta, estará veiculando a pesquisa de Maria Isabel Gomes, sobre o Cinema Novo e seu contexto.
Por Lílian Zaremba

Isabel, orientada por nosso colega Osmani Costa, realizou esta monografia para graduação no curso de Comunicação Social da UEL, Londrina, resultando na criação e produção desta série de reportagens transformadas em feature radiofônico.
Para quem pode, sintonize a MEC-FM 98,9 mhz. A outra opção é ouvir o trabalho pelo site: www.radiomec.com.br.
Mais informações em meu blog: lilianzaremba.blog.uol.com.br
 


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Melhor do Choro na Capital

6/12/05

Na época de ouro do rádio um dos gêneros musicais que tinha o seu lugar de destaque nas emissoras de todo o Brasil era o choro. Tico-Tico no Fubá, Carinhoso e Brasileirinho marcaram gerações.
Por Marco Aurélio Gomes

Reviver um pouco desta magia sonora que permaneceu por longo tempo nas ondas hertzianas é uma das propostas do Clube do Choro de Florianópolis que se despede de 2005 em grande estilo. Grupos, músicos e instrumentalistas prometem uma noite inesquecível, com o melhor do choro, no dia 15 de dezembro, às 21h, no Centro Integrado de Cultura (CIC). O show contará com a presença de um time de talentos: Quinteto do Clube, Ginga Mané e convidados.
O choro é sem dúvida o gênero musical mais autêntico da música popular brasileira. Desde a década de 1930, grupos regionais como Mandinho, Célio, Avico, Zequinha entre outros, contribuíram como marco deste gênero na Capital. Nos últimos anos, esforços das gerações dos chorões no fortalecimento de uma cultura local própria resultou na criação de um espaço capaz de abrigar instrumentistas.
Assim foi fundado em março deste ano, o Clube do Choro de Florianópolis, o primeiro do Estado. “Buscamos através do Clube do Choro  valorizar a música instrumental brasileira, em especial o gênero ´choro`. Além disso, procuramos promover um intercâmbio de instrumentistas de todas as gerações e de todo o Estado”, explicou o presidente do Clube, João Pontes. Os ingressos podem ser adquiridos no CIC e no Centro Musical Wagner Segura.


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