Arquivo mensal para 07/05

Caros Ouvintes na Mídia

27/07/05

Lançamento do livro Caros Ouvintes
AN Capital, edição de 25/07/05
Coluna Raul Sartori

Click

Rádio
Antunes Severo (D) e Ricardo Medeiros, autores do livro “Caros Ouvintes”, sobre a histório do rádio em Santa Catarina, que será lançado dia 4 de agosto, na Assembléia Legislativa.


Foto Divulgação/Ana Caroline Corrêa

Microfone

O editor Nelson Rolin e os autores do livro “Caros Ouvintes” (Ed. Insular), Antunes Severo e Ricardo Medeiros, que nele contam a história do rádio de Santa Catarina, vão mandar um exemplar, autografado, para um de seus personagens: o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Poucos sabem que o respeitado político gaúcho fez do microfone seu meio de vida nos anos 50 quando estudava na Faculdade de Direito de Florianópolis. Era o que se chamava “locutor de notícias” na Rádio Guarujá. Lia comentários escritos pelo radialista e depois deputado federal e prefeito Dib Cherem.


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Locutor a força 23

27/07/05

Finalmente em Londres!
Eu estava deitado no Dam Square, com o capuz da jaqueta militar tapando a luz do sol que nascia brilhando em Amsterdam. Acabara de chegar de Paris e tentava recuperar o sono perdido. Começou a choviscar.
Aguinaldo José de Souza Filho

Subitamente ouvi uma fina voz feminina: ” Do you speak english?”Aventurei abrir um olho. Foi quando vi o meu ‘ticket’ para Londres. Lisa era uma canadense com ‘rendez vous’ marcado com o marido em Israel. “Buy me a coffee?” “Sure”, respondeu ela armando um sorriso.

Sentamos na mesa junto a janela de um bistrot frente a catedral, vendo a chuva deslisar pelo vidro. O café desceu roliço! Pouco depois Lisa me apresentou o Fantasio e o Paradisio, uma igreja e uma escola que haviam se tornado centros oficiais para compra e consumo de drogas, administrado pelo governo. A forma que o estado encontrou para acabar com a venda ilegal de drogas e adminstrar atendimento médico gratis aos viciados. Os prédios possuiam várias salas, cada uma com um ambiente diferente – música clássica, rock ‘n roll, música de dança, desenhos animados, e outras. Ambiente para todas as viagens! Na porta um homem de Curaçao abriu sua jaqueta militar e mandou eu escolher. Agradeci. Ele me ofereceu um cachimbinho de barro com uma ‘amostra’. Lisa pegou. Entramos, pegamos um chá, sentamos no tapete e fumamos. Foi a maior loucura! O mêdo era tamanho que quase quebrei os dedos da canadense apertando sua mão. Depois de uma noite muito louca num hotel, eu a convenci a ir para Londres comigo. Na fronteira inglesa, desta vez com aparência de hippye e dinheiro que Lisa havia colocado no meu bolso, consegui entrar.

Finalmente! Alugamos um quarto numa pensão perto do centro. Repetimos a dose dos hormonios e fomos dar uma volta na Oxford Street e acabamos no Bush House, onde fica a BBC. Subimos e fomos falar com o diretor do serviço brasileiro. Estavam lá Ivan Lessa, Mariana Zappert, Renato Machado, Jader de Oliveira e muitos outros. Acertei começar dia seguinte fazendo inicialmente vozes. Lisa não pode ficar mais e partiu uma semana depois para encontrar o marido em Tel Aviv. Eu dava aulas de português intensivo de manhã para executivos ingleses no Language Studies Limited, gravava programas de tarde na BBC e das 18 à meia noite era garçon no Stock-Pot,  um restaurante de pasta perto do Strand, quem desce do Picadilly Circus em direção a Trafalgar Square.

Respondera ao Julius Petrick que estaria em Praga dentro de um mês. Estava levantando capital para chegar montado e motorizado. Foi quando conheci Airton Senna, que hospedou-se na casa de um amigo dele, meu colega da BBC, quando foi a Londres em uma de suas primeiras corridas internacionais. Acompanhei de perto o drama existencialista de Ivan Lessa, o correspondente do Pasquinho que me chamava de ‘a voz de ouro da BBC’, que só vinha ao Brasil se seu advogado o recebesse no aeroporto. Tinha medo de desaparecer durante o regime militar! Criei um programa de jazz, que foi bem recebido pelos ouvintes de ondas curtas, e além de narrar vários programas culturais, era uma das vozes do jornal falado que o Ivan Lessa produzia. Um mês se passara e Petrick me esperava. Frustrado por não ter conseguido entrar na RADA, Royal Academy of Dramatic Art, minha atenção agora estava voltada para a FAMU, a famosa e cobiçada universidade de cinema de Praga, onde estudaram luminares como Miles Formam, diretor de obras como One  Flew Over the Cookoo’s Nest, Mozart, The Lightness of Being, e muitas outras.

O frio ainda não havia chegado quando tomei o trem rumo a Köln (Colônia), na Alemanha. Da estação eu telefonava para os anúncios de carros à venda, e eles o traziam até lá. Queria um Mercedes 190SL, mas financeiramente fui obrigado a me satisfazer com um fusquinha 62 conversível. Quase não me deixam passar na fronteira tcheca – o mesmo dilema de Berlim oriental – as fotos não refletiam o visual, agora barbudo e cabelos compridos. Quase duas horas de vai-e-vem e alguns telefonemas deram conta do recado. Eu estava finalmente a caminho da rádio Praga e de uma vida completamente nova e cheia de surpresas – boas e más.  Falamos mais semana que vem.


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As pioneiras: Rádio Videira

27/07/05

O trem de ferro animava com seus longos apitos as manhãs e as tardes de Videira trazendo e levando noticias, trazendo e levando pessoas, deixando e levando cargas que traziam o progresso do município. Aí nasceu a Rádio Videira.
Por Antunes Severo

Como o trem, a Rádio Videira é um veículo que vai fazer a ligação das pessoas no município e na região do Vale do Rio do Peixe. Com algumas diferenças, é bem verdade, mas sempre solícita e fiel aos seus horários de chegar e partir. E com a grande vantagem de que não está limitada ao caminho dos trilhos. Chega em qualquer recanto desde que tenha um radinho de pilha, um “rabo quente”, ou mesmo um daqueles tradicionais valvulados ainda do tempo da guerra.

É a tecnologia chegando para aproximar as pessoas com música, notícia, entretenimento e informação de utilidade pública. A Rádio Videira Ltda segundo pesquisa de Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira, teve sua permissão outorgada pela Portaria nº 397, de 28 de abril de 1948 e publicada no Diário Oficial da União de 8 de maio do mesmo ano. Passou a operar em caráter experimental no dia 30 de setembro de 1949, à rua Pedro Andreazza, com prefixo ZYW-6 e na freqüência de 1570 quilohertz. Teve como seus sócios fundadores Homero Camargo de Oliveira, Werner Emílio Valdemar Stange e Celso Waldemar Kuss.

A Rádio Videira teve um predecessor que ficou famoso na época: o serviço de alto falantes de Fredolino Otto Blauth. Em termos de impacto local o “som da praça” ganha de 10 a zero da rádio que veio depois. Mas, em abrangência não se compara, a rádio devolve o placar!

De acordo com a pesquisa histórica publicada no site da emissora, a iniciativa de Fredolino foi logo apoiada pelos comerciantes Américo Salmório e Ângelo Ponzoni. O sistema de alto-falantes, diz a pesquisa, foi implantado “na residência de Fredolino Otto Blauth, situada no local onde hoje está erguido o Mercado de Tecidos Leon, funcionando com três altos falantes ligados através de fios, situados respectivamente no lado externo da residência Blauth, na praça D. Pedro II e na rua Floriano Peixoto, confluência coma travessa Santa Catarina“. Clemente Cunha, o primeiro locutor, comandava as atrações anunciando músicas, notícias, anúncios de interesse público e pronunciamentos de autoridades e empresários.

Em janeiro de 1948, Homero Camargo de Oliveira, Wermer Emílio Waldemar Stange e Celso Waldemar Kuss compram o serviço de alto-falantes que daria origem à Rádio Videira Ltda.

A ZYW6, com potência de 100Watts, começou funcionando no horário das 10h00 às 13h00hs e das 14h00 às 22h00hs diariamente, transmitindo – entre os principais programas – a Hora Alemã e o Programa de Calouros, ambos realizados aos domingos, no período da manhã. O auditório da Rádio Videira, como registra o site da emissora “se tornava pequeno para receber o público que dominicalmente comparecia prestigiando o Programa de Calouros, animado por Eddie Palmichl, com a colaboração de Damira Antunes de Oliveira, Woschengton da Silva, Luiz Golgaro e Guiomar Caldart e posteriormente Gessi de Oliveira Sinsker“. Fazem parte do elenco pioneiro da Rádio Videira a dupla Circuito e Faísca, integrada por David Castoldi e Diamantino Lopes de Miranda. Higino Lazzari, Dino Marafon e Rubi Skalee compunham o trio de violinos que apresentava música clássica, enquanto o acompanhamento dos calouros era feito por Delneto Leite com seu conjunto “Regional W6”.

No ano de 1950 a Rádio Videira Ltda passa às mãos de outros donos. Agora são sócios- cotistas: Celso Waldemar Kuss, Ricarte Otto Blauth, Américo Salmória, Armelindo Leonardo Dresch, Saul Brandalise, Rene Carlos Frey, Adolpho Brasil Viana, Oswaldo Heusi, César Augusto, Mário Germano Grazziotin, Luiz Golin e Renato Pereira Gomes. Nesse período a emissora viveu momentos de grande popularidade com os programas noticiosos e a produção literária local destacando-se as crônicas e radio novelas, criadas, produzidas e interpretadas por integrantes da comunidade local. Como registra o site da Rádio Videira “a Rádio Videira acompanhava e participava de todos os momentos“ da vida da cidade “sendo história e fazendo história“, pois estava presente também nas camadas mais populares prestigiando iniciativas como o caso dos “Bailes do Caruncho” transmitidos do espaço onde se realizavam.

Outra mudança no quadro diretivo da emissora se dá em 1958. Assumem o comando da empresa os acionistas Osvaldo e Irmã Heusi e passam pelos microfones da ZYW-6 nomes como Manoel Pedro dos Passos, Wilma e Ralf Guido Fantin, Afonso Braz, Ari Antunes dos Santos, Maria Ferreira, Albertino Ferreira, Eva Maria Lins, Nilton Scussiato, Tadeu Comerlato, Evanir Palmichl, Moacir Schüller, Elza Schneider, Liete Baungaertner, Elisa Maria Vacchi, Jairo Lisoski, Cezar Romella, Jorge Romella, Rui Rosseto e Joarez Cadagnoni.

A emissora intensifica a sua participação comunitária dando cobertura e promovendo campanhas como a do asfaltamento da SC-453 trecho Lebon Regis – Fraiburgo – Videira.

Em 24 de outubro de 1966 nova mudança de comando. A Rádio Videira passa a pertencer a Antônio Abelino Luvesa e Wilma Faltin. Maria Ribeiro da Silva Luvesa, assume a coordenação de programação da emissora e estabelece mudanças estruturais na grade de programação que passa tocar músicas por ordem alfabética.

O prefixo da Rádio Videira passa a ser, a partir de 05 de Dezembro de 1973 – ZYH 255.

Em 15 de abril de 1978, retirou-se da sociedade Rádio Videira Ltda, o cotista Antônio Abílio Luvisa, que vende sua participação na sociedade a Edylio Domingos Luvisa. Sugue-se uma série de modificações acionárias até a emissora ficar sob o controle de    Edylio Domingos Luvisa, Maria Ribeiro da Silva Luvisa e Mirtes Sandrin Luvisa.

Em 28 de Dezembro de 1981, nova alteração contratual. Mirtes Sandrin Luvisa, transfere suas quotas para Marli Leonor Nodari Brandalise e Edylio Domingos Luvisa, vende parte de suas quotas a Saul Brandalise Júnior que assume a direção da emissora, tendo como gerente Wilma Faltin. Atualmente a Rádio Videira AM é dirigida por Neliege Pagnussat de Souza que se reporta ao diretor da rede Dionísio Zago.

Fontes consultadas

Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira. História do Rádio em Santa Catarina. Florianópolis: Insular, 1999.

www.radiovideira.com.br

Na próxima semana: lançamento da série Astros e Estrelas do Rádio Catarinense.


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Semana da Imprensa Catarinense destaca temas relevantes do rádio

26/07/05

Neste ano a Semana incluiu eventos que podem mudar o rumo da Associação Catarinense de Imprensa. A começar pela posse da diretoria encabeçada por Moacir Pereira e o programa por ele anunciado priorizando uma atuação estadual com forte destaque para o inter-relacionamento entre as diferentes mídias que compõem o universo da comunicação.
Da Redação

Osmar Teixeira, radialista de boa cepa e jornalista calejado nas redações quando estas eram vigiadas pelos fiscais da censura dos governos militares, termina o mandato de presidente da Associação Catarinense de Imprensa com mais uma vitória. Conseguiu sensibilizar Moacir Pereira a aceitar a incumbência de concorrer à presidência. Moacir desenhou uma proposta de trabalho, convidou colegas para discutir essa proposta e ganhou adesões. A receptividade foi de tal ordem que não houve chapa concorrente.

Eleita a diretoria, foi composta a programação para a Semana da Imprensa Catarinense, que pela primeira vez se realiza oficialmente na data criada pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina. A abertura da Semana será em Chapecó, dia 28/7 incluindo o lançamento do 12º Congresso Catarinense de Radiodifusão. No dia 31/7 será entregue pela primeira vez, do Prêmio Radialista Dakir Polidoro de Imprensa promovido pela Câmara Municipal de Florianópolis.

Dia primeiro de agosto será assinado o Protocolo de Intenções entre ACI e Secretária da Informação do Estado de Santa Catarina, instituindo a “Coleção Imprensa Catarinense” que se inicia com o lançamento do livro Caros Ouvintes – Os 60 anos do Rádio de Florianópolis. Da programação do dia 2/8 constam as palestras “Os Projetos da Radiodifusão” que será proferida por Ranieri Bértoli, Presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão e “As Bandeiras dos Radialistas SC” por José Eli Francisco, Presidente do Sindicato dos Radialistas do Norte e Nordeste de Santa Catarina.


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O rádio como ele é!

26/07/05

Nas andanças pelo mundo virtual (Internet), me simpatizei com um texto. Ele trata do momento que o rádio está passado hoje em dia.
Por Christian Vinícius
Publicado no Jornal Regional (Grande Florianópolis)

A nota é escrita por Gilberto Souza que é advogado e diretor da AB 25+ Pesquisa e Estratégias de Mídia, empresa especializada na área de consultoria para emissoras de rádio e empresas de comunicação.

Leia:

“A programação das emissoras de FM há muito se acomodaram, sedimentando os três segmentos que conhecemos hoje: adulto, popular e jovem. Nos anos 80, tivemos a consolidação do rádio FM, a custo de intensas mudanças em quase todas as emissoras. São tantos os fatos históricos que caberiam num livro. Aliás, esta é uma história que precisa ser contada. Afinal, ao contrário do que dizem os livros, o rádio não terminou o surgimento da TV!”

As emissoras seguem se atualizando, é certo, modificando-se de quando em quando, mas não observamos modificações expressivas desde 1997, ano em que a antiga Opus FM (traço de audiência de São Paulo) deu lugar à atual Nativa (que chegou ao segundo lugar no ranking geral em São Paulo). E não é que talvez seja própria Nativa a modificar, novamente, o cenário do FM?

Se não há mudanças significativas no produto apresentado ao consumidor final, tampouco há na maneira do ouvinte consumi-lo. Explico. Ao contrário da tv, o ouvinte de rádio se comporta de maneira bastante previsível. Alterações nas programações das emissoras demoram meses para que sejam percebidas por seus próprios e por outros ouvintes. Esta linearidade de comportamento se reflete nos resultados das pesquisas do IBOPE para o rádio. Por este motivo, o instituto também não vê a necessidade premente de trocar o recall pelo real time, pois o mercado já está acostumado a esperar alguns meses até que as mudanças sejam transformadas em números de pesquisas.

Portanto, um dos ciclos do rádio é este: as emissoras pouco modificam a essência de seus conteúdos, os ouvintes pouco mudam de estação e a pesquisa do IBOPE para o rádio modifica-se lentamente (porque seria injusto eu dizer que pouco mudou nos últimos 20 anos…). Se este ciclo é vicioso ou virtuoso deixo o julgamento ao leitor.” O texto na íntegra pode ser acessado pelo site www.radioagencia.com.br


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Agência Nacional em Santa Catarina

26/07/05

Na década de 1960 funcionava em Florianópolis a Sucursal da Agência Nacional que era comandada pelo jornalista e escritor Salim Miguel e contava com o operador de rádio Dilmo Sólon da Silveira e o fotógrafo Paulo Dutra.
Por Manoel Timóteo de Oliveira

Em 1964 o regime militar fechou a Sucursal e transferiu o jornalista Salim Miguel para a Central da Agência Nacional no Rio de Janeiro.

Em 1970 a Agência Nacional, vinculada ao Gabinete Civil da Presidência da República desencadeou o processo de descentralização reabrindo sucursais nas Capitais. Em Santa Catarina, no dia 1º de fevereiro daquele ano, na sede da Casa do Jornalista, através de convênio firmado com o Governador Ivo Silveira foi instalada a sucursal no Estado. Na oportunidade o Diretor Geral da Agência Nacional, Jornalista Arnaldo Lacombe e o jornalista Salim Miguel empossaram a equipe catarinense chefiada pelo jornalista Luiz Henrique Tancredo, Eleazar Nascimento, Jorge Cherem, Osvaldo Fernandes Filho, Manoel Timóteo de Oliveira, Mario Fernando Santos Dutra, Dilmo Solom da Silveira e Décio Sabino. Nos primeiros meses a sucursal funcionou no térreo do Palácio Cruz e Sousa junto ao Gabinete de Relações Públicas do Governo do Estado, vinculado ao Secretário da Casa Civil, Dib Cherem.

A partir de 1971 a sucursal começou a funcionar em instalações próprias no Edifício Aplub, com serviço de telecomunicações, telex, rádio ssb/transmissão por freqüência e uma consolete de som que recebia o sinal da Voz do Brasil onde era retransmitida para as emissoras de rádio da Grande Florianópolis. Também eram transmitidos os programas radiofônicos do Projeto Minerva, do Mobral, elaborados pelo Ministério da Educação.

A Agência Nacional sempre funcionou como uma agência noticiosa do Governo, transmitindo para a matriz o noticiário estadual e distribuindo o noticiário nacional para a imprensa do Estado. O jornalista Manoel Timóteo de Oliveira da Acif, durante muitos anos atuou como operador de som da Voz do Brasil em Santa Catarina.

No final de 1970 com a implantação do fax, a sucursal da EBN (sucessora da Agência Nacional) começou a receber a sinopse dos principais jornais do País que era entregue ao Presidente da República no café da manhã e transmitido as principais autoridades do Estado.

No período de 1960 a 1990 chefiaram a sucursal da EBN em Santa Catarina (hoje Radiobrás) Salim Miguel, Luiz Henrique Tancredo, Jorge Cherem, Eleazar Nascimento, Silva Júnior, Manoel Timóteo de Oliveira, Valdir Alves, Escolástica Granjeiro e Oscar Lobo. A sucursal da Radiobrás em Santa Catarina foi extinta no Governo Collor e suas instalações estão até hoje fechadas e sem algum uso (sucateada).


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Viva o celular, abaixo o celular no rádio

25/07/05

Para um jovem repórter de radiojornalismo chega a ser difícil até mesmo pensar em como fazer um boletim ao vivo, da rua, sem o uso do telefone celular. Nunca se teve, na reportagem, tanta liberdade de movimento, permitindo boletins em acidentes de trânsito, catástrofes ou mesmo pegar um jogador na saída de um treino no meio da semana.
Por Luciano Almeida

Tantas benesses no entanto levam à triste conclusão que ao jornalista que trabalha em rádio o melhor é deixar o celular sem uso, tipo chaveirinho pendurado na alça da calça, na hora de entrar no ar.

Isso porque ao facilitar a vida de seu usuário o aparelho tem um pequeno defeito que pode prejudicar a compreensão do enunciado que sai do gogó do entrevistador e dos entrevistados. A clareza técnica é semelhante a um abafamento com a mão de uma pessoa que está falando. A qualidade do som cai com se tropeçasse de uma escada em um degrau, ou mais. E se o entrevistado não mostra desempenho na sua fala, a possibilidade dos ouvintes ou de não entenderem do que se trata ou de mudarem de estação ou, sim, infelizmente, desligar o rádio.

A telefonia celular ainda precisa desenvolver mais qualidade de chegada do sinal. É preferível, enquanto repórter, correr uns metros, poucos muitas vezes, e abraçar o bom e velho camarada de todas as horas, o orelhão. Dali a transmissão garante a manutenção de uma boa qualidade, quase sempre.

Inclusive é possível passar sonoras de gravadores de fita cassete (ainda em voga no radiojornalismo), editando o seu conteúdo ali da esquina. Mesmo com toda facilidade do celular, ele deve ser evitado ao máximo para entrar no ar. No entanto, seja esperto, sempre tenha seu chaveirinho a mão para fazer um contato preliminar com a estação ou com as fontes, acertando a ligação convencional. E claro, se o fato está no seu nariz e o telefone fixo distante, puxe o seu celular e fale alto e forte para ser melhor compreendido.

Luciano Almeida é jornalista. Trabalhou nas rádis CBN e Guarujá em Florianópolis, também deu aulas de radiojornalismo no curso de Comunicação Social do Ielusc/Bom Jesus em Joinville.


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70 Anos de A Voz do Brasil

25/07/05

Sexta-feira, dia 22, a “A VOZ DO BRASIL” completou 70 anos.  A primeira emissora de Santa Catarina, a Rádio Clube de Blumenau, já estava no ar há três anos quando o informativo radiofônico caracterizado pela música “O Guarani” foi criado no Governo Getúlio Vargas em 1935.
Por Manoel Timóteo de Oliveira

Até 1962, o mais antigo programa de radiodifusão era levado ao ar com o nome de “Hora do Brasil”. Nos primeiros 25 anos, apenas atos do Poder Executivo eram divulgados. O perfil editorial sofreu mudança em 1962, quando o Congresso Nacional na segunda meia hora do programa passou a integrar o noticiário.

Ainda em 1962 aconteceu a mudança de nome, passando a denominar-se “Voz do Brasil”.

A partir de 1945 o programa era gerado pela Agência nacional, órgão do Departamento Nacional de Informações, que substituiu o Departamento de Imprensa Nacional.Após a revolução de 31 de março de 1964 a Agência Nacional passou a integrar o Gabinete Civil da Presidência na República.

Em 1979, no Governo João Figueiredo, foi criado o Ministério da Comunicação Social, sendo Ministro Said Farah e a Agência Nacional foi transformada em Empresa Brasileira de Notícias (EBN), ficando responsável pelo noticiário oficial e a geração do Programa Voz do Brasil, que sofreu  algumas inovações na sua linha editorial.

Em 1988, no Governo Fernando Collor, a EBN foi substituída pela Rádiobrás. Atualmente este órgão é responsável pelo noticiário do Governo Federal e a “Voz do Brasil” é regulamentada pelo Código Brasileiro de Telecomunicações.


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Boêmia – o lugar comum

25/07/05

Nas décadas de 40/50 e inícios dos anos 60 poucos eram os radialistas da linha de frente que não tinham alguns vícios. O ônus moral com a  prática destes vícios era superada pelo nome profissional que mantinham na “praça” durante suas atividades díárias, pois as “atividades” noturnas eram simplesmente censuráveis para aquele tempo.
Por Agilmar Machado

Ser radialista com um certo destaque bastava para aliar a noite, a bebida e as mulheres na história de sua vida.

Da zona de meretrício até as conquistas mais especiais e reservadas, não havia quem pudesse jugar um grão de areia na telha de vidro de qualquer colega de rádio. Não era necessário procurar muito: das “damitas” puras, medianamente decentes, até as categorias mais inferiores, como as meretrizes, se encarregavam de caçar os “tigres”.

Da minha parte jamais me preocupei em ser “caçado” e muito menos por ser alvo de paixões (muitas vezes meio desvairadas). Desquitado por muitos anos, simplesmente deixava o barco singrar as águas das conquistas, para ver como ficava no final dsa rota…

Lembro que quanto me “inauguraram” eu tinha somente 14 anos de idade.

Provei, gostei (e aprovei) e jamais deixei esse vício.

Aos quinze anos – como já contei em outros comentários – comecei firme na Rádio Eldorado de Criciúma. Tinha lá minha roda de “pibes” da minha idade e um pouco mais velhos, como eu chegados em novas aventuras noturnas.

Édio, Bonifácio, Necí e mais uma meia dúzia que esperava acabar o dia e rumava para uma casa específica de pintadas musas da noite. O cheiro delas era peculiar e os atrativos também… mas a tabela muito elevada para as nossas posses…

Descobrimos, então, uma saída altamente conveniente: de Araranguá chegara na casa da “Lua” uma mulher de seus 40 anos, já no estaleiro e entregue somente às lides da cozinha e da lavação de roupas da “zona”.

Era a Quininha. Gostava de gurís. Era tudo o que precisávamos na quebradeira em que vivíamos na época. A Quininha organizada a “fila” e se enfiava na sua primária “alcova”. Sorteava o primeiro e o resto era na fila indiana. O único inconveniente era o cabo João, valente militar que não queria saber de menores andando à noite sozinhos… e muito menos na “zona”…

Quando algum apressadinho da fila, de sacanagem, gritava: “Olha o Cabo João !”, quem estava “ocupado” naquele instante perdia de repente toda a “dignidade”, saltava a janela e enfrentava os espinhos de maricá da descida do morro para não cruzar com o respeitável Cabo João…

Os dormentes dos trilhos, único caminho para retornar ao centro da cidade, eram saltados de tres em tres. Os calcanhares iam batendo na bunda.

Caso contrário a aventura não teria repetição…

Como era difícil ser gurí…


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A edição gaúcha do Repórter Esso (1)

25/07/05

No contexto da Segunda Guerra Mundial, o Rio Grande do Sul ganha em 16 de julho de 1942, na PRH-2 – Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, uma edição local do Repórter Esso, espécie de porta-voz da Política de Boa Vizinhança do governo de Franklin Delano Roosevelt ao difundir a perspectiva dos Estados Unidos a respeito do conflito. Por Luiz Artur Ferraretto Leia mais…

AMs dos anos 2000

20/07/05

O quinto capítulo do livro Caros Ouvintes tem por objetivo de trazer ao conhecimento do leitor as principais características das emissoras em amplitude modulada da Grande Florianópolis.
Da Redação

A região comporta um total de 8 estações AMs, sendo que 6 delas estão situadas na capital catarinense e duas em São José. Pertencem ao município de Florianópolis as rádios Santa Catarina (hoje Bandeirantes) , Guarujá, CBN Diário, Difusora Gomes, Cultura e Marumby.  Na cidade vizinha à capital estão localizadas a Rádio Mais e a Rádio Guararema.


Mário Silva, comunicador da rádio Difusora Gomes

Após uma análise da programação de cada emissora, ousamos em distribuir  as rádios em quatro categorias : popular, eclética, informativa e religiosa. Dentro da categoria « popular » estão inseridas a Rádio Mais, Guararema e Difusora Gomes (transmitindo a programação da Rádio Gazeta), que são emissoras que colocam em prática uma grade de programação quase que exclusivamente musical, com um repertório direcionado sobretudo para o sertanejo, música nativista, pagode e samba. Na categoria « eclética » estão alinhadas  as emissoras que mesclam principalmente jornalismo, esporte e música. É o caso da  Rádio Santa Catarina (jornalismo e música) e Guarujá ( esporte e música). A única emissora considerada informativa é a CBN Diário, que se dedica ao jornalismo e esporte, sem abrir espaço para o setor musical.  As estações Cultura-da Igreja católica- e a  Marumby-da igreja evangélica- estão ligadas à categoria de rádio religiosas.


Equipe da CBN Diário: Em pé da esquerda para direita: Carlos Eduardo Lino, Lauro
Búrigo, Renato Igor, Roberto Alves, Luiz Carlos Prates, Vera Maria, Stella Máris,
Renato Semensati, Denise Coelho.  Sentado: Paulo Brito.

O livro Caros Ouvintes, que conta a trajetória do rádio em Florianópolis,  será lançado no dia 4 de agosto na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. A publicação da obra é uma parceria entre a editora Insular e a Associação Catarinense de Imprensa (ACI).


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Show musical no rádio de Blumenau

20/07/05

Um dos primeiros programas de rádio do Estado foi o “Peça sua música”, uma das maiores fontes de renda da Rádio Clube de Blumenau.
Por Clóvis Reis e César Martins

O ouvinte ia até a emissora, pedia uma música, fazia alguma dedicatória e pagava a emissão. O programa teve início na década de 1930, se estendendo até meados dos anos 1970.

Segundo Braga Mueller (2003), o espaço era extremamente lucrativo para a emissora, porque existiam músicas de sucesso para as quais havia de 10 a 15 dedicatórias. O “Peça sua música” ia ao ar das 15h às 22h.

Caixa de pedidos Lever

O programa “Caixa de pedidos Lever” era outra atração da Rádio Clube, às 14h. Segundo Braga Mueller (2003), o programa era produzido em Blumenau, mas todas as orientações relacionadas ao roteiro vinham de uma agência de publicidade com sede em São Paulo.

O “Caixa de pedidos Lever” consistia basicamente em enviar uma embalagem do sabonete Lever (antecessor do sabonete Lux) para a emissora, aproveitando o espaço para pedir uma música e escrever uma dedicatória. O programa ficou no ar de 1955 a 1963, com patrocínio exclusivo das indústrias Lever.

Cortesia musical

O “Cortesia musical” era levado ao ar pela Rádio Nereu Ramos e tinha características  semelhantes ao do “Peça sua música”, da Rádio Clube. O programa estreou junto com a emissora, em 1958, mas o seu tempo de emissão era menor do que ocorria com o concorrente. O “Cortesia musical” ficou no ar até meados da década de 1970.


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Janete Clair e Ivani Ribeiro

20/07/05

No rastro das escritoras de rádio, um nome consagrado foi Janete Stocco Emero, ou simplesmente Janete Clair, como era conhecida. Natural da cidade de Minas Gerais chamada Conquista, ela abandonou sua terra natal para morar em São Paulo.
Por Ricardo Medeiros

Na capital paulista tentou trabalhar como analista de laboratório, mas o destino dela era mesmo o rádio. Em 1944 foi recrutada pela Rádio Difusora e quatro anos mais tarde se transferiu para a Rádio América, atuando como locutora, radioatriz além de ser também redatora. No início de 1951, Janete Clair estava na emissora da « familia brasiliera », a Tamoio, como redatora e radioatriz.


Janete Clair

No mesmo ano se transferiu para a Rádio Clube do Brasil, no Rio de Janeiro, escrevendo naquele prefixo apenas novelas. Nesta estação, entre suas obras, estão Os Deuses também Amam , inspirada na vida de Franz Schubert, e Doutor Ninguém, a respeito do preconceito racial.  Na Rádio Nacional, um dos sucessos de Janete Clair foi Uma Escada para o Céu. Para Janete Clair, escrever folhetins era sinônimo de prazer. « Era uma coisa assim…muito mais simples. Não que não tivéssemos compromisso com a realidade, não é isso. Mas acho que os tempos eram diferentes. E rádio era uma coisa mais humana. Mais perto da gente. Mais perto do povo ».

Ivani Ribeiro, nascida Cleide de Freitas Alves Ferreira, figura também nesta galeria de mulheres. Ela começou como cantora na Rádio na Educadora Paulista. Da PRA-6 ela se transferiu para a Rádio Tupi e mais tarde, junto com o marido, o locutor Dárcio Ferreira, foi trabalhar na Rádio Bandeirantes. Na PRH-9, já no clima dos folhetins, ela ganhou um programa diário de radioteatro chamado Teatro Ivani Ribeiro. Das mais das 350 obras da autora, destacam-se entre elas Uma Voz ao Telefone, Uma Rua Chamada Pecado, A Indesejável e Rádio-Folias 48.


Ivani Ribeiro

No campo feminino ainda, uma secretária virou escritora. É Heloísa Castelar, funcionária da Standard Propaganda, que mantinha a conta da Colgate-Palmolive. O dia a dia de Castelar era de classificar, datilograr e redigir correspondência e servir cafezinho aos diretores e visitantes da agência. Porém, o sonho dela mesmo era canalizar o seu empenho e dedicação para escrever para o radioteatro. O dia de sorte de Heloísa chegou quando Péricles do Amaral estava escalado para fazer um texto dramático para o programa da Elvira Rios na Rádio Cultura de São Paulo e não pôde comparecer. Sem falta de opções, a agência designou a secretária, que há muito esperava esta oportunidade, para cobrir a lacuna. Deste programa para escrever novela foi um caminho natural para Heloísa Castelar.


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Caros Ouvintes na mídia

20/07/05

Diário Catarinense
20/08/2005
Coluna Juliana Wosgraus

Antunes Severo e Ricardo Medeiros autografam juntos o livro Caros Ouvintes (Ed. Insular), contando a história dos 60 anos do rádio em Floripa, no próximo dia 4, na Assembléia Legislativa.


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Reeencontro de velhos amigos

20/07/05

Quem diria! Venho reencontrar o “velho” amigo dos microfones (1987 em diante) na internet. O que é o mundo! Em 1987 internet era coisa
inimaginável e agora ela nos proporciona esse reencontro!
Por Toni Nícolas Bado

Estava eu fuçando na internet e entrando no site Caros Ouvintes fiquei curioso ao ver seu nome. Confesso também que comprei seu livro “A História do Rádio em Santa Catarina”.

Atualmente resido em Brusque (cidade que culturalmente é paupérrima!) sendo proprietário desde 1998 do Jornal Planeta Notícias. Após trabalhar com você aí em Floripa tive também passagens pelas rádios Cultura, Guarujá, Guararema, Gazeta,Santa Catarina (Tubarão-95), Araguaia e Cidade (Brusque), Capital (Curitiba) e Nereu Ramos (Blumenau), especializando-me em jornalismo político, policial e esportivo.

Estou com 34 anos, casado e resido em Brusque. E você, como está?

E-mail: planetanoticias@terra.com.br


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