Arquivo mensal para 08/04

Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina

26/08/04

Jornal do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina abre espaço para o rádio em Florianópolis com entrevista de Antunes Severo.

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Polidoro Júnior

26/08/04

Polidoro Júnior faz festa na profissão
Completou em julho 25 anos de jornalismo esportivo e conta como foi sua estréia no rádio, por onde andou e onde está.

Polidoro Júnior estreou em rádio na Diário da Manhã, hoje CBN Diário,  na década de 1970 incentivado pelo pai, Dakir Polidoro, produtor e apresentador do famoso programa “A Hora do Despertador”.

Com 14 anos de idade, Polidoro Júnior apresentava um quadro esportivo dentro do programa. O início da carreira foi em junho de 1979 como substituto do irmão, Polidoro Sobrinho, que mais tarde optou por não dar continuidade à carreira de radialista.

“Ficava ouvindo os resultados dos jogos e da loteria esportiva até duas horas da madrugada, captando as informações das emissoras de rádio do Rio de Janeiro, a Globo e a Tupi. Por volta das cinco horas da manhã já estava de pé e acompanhava o pai até a rádio onde repassava todos os resultados dos jogos em primeira mão para os ouvintes em toda a Grande Florianópolis e boa parte do mundo, já que a rádio era muito potente por conta das suas ondas curtas”, conta Polidoro Júnior.

O primeiro contrato assinado em sua carteira profissional foi na própria Diário da Manhã, nem novembro de 1981, onde apresentava a “Parada dos Esportes”, ao lado de Fernando Linhares da Silva.

Em janeiro de 1983 transferiu-se para a RBS passando a atuar como repórter esportivo na equipe comandada por Aldírio Simões e Luiz Carlos Prates.

Oito meses depois foi para a TV Cultura como repórter do programa Bola em Jogo, apresentado por Roberto Alves.

Ao longo da carreira que chega aos 25 anos, Polidoro Júnior trabalhou cinco vezes na rádio Guarujá, duas na rádio Guararema e participou da equipe que  inaugurou a rádio CBN em fevereiro de 1996. Recentemente integrou a equipe de esportes da rádio Santa Catarina AM/Jovem Pan Sat. Em rádio foi setorista do Avai por 18 anos e do Figueirense por 7 anos, tornando-se conhecido como “o repórter de todas as torcidas”.

Estreou no SBT /TV O Estado em outubro de 1992, quando apresentava um programa esportivo em rede estadual. Na TV a cabo de São José, permaneceu por dois anos apresentando o programa “Só Esportes Debate” às segundas feiras, além do programa “Top Esporte” das 18h30min às 19 horas, de segunda a sexta-feira.

Durante dois anos apresentou na TV Cultura, o Show de Bola com Fernando Linhares da Silva. Recentemente foi contratado pela Rede Record como integrante da equipe esportiva da emissora participando do Record em Alerta apresentado por Hélio Costa, onde comenta as notícias do esporte em geral, bem como no Informe Santa Catarina com o comando da jornalista Rute Enriconi.

Enquanto isso…

26/08/04

A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão lançou o PRÊMIO ACAERT DE RÁDIO E TV. Serão premiados agências de propaganda, profissionais do rádio e televisão de Santa Catarina além de estudantes de jornalismo. A íntegra do regulamento e as fichas de inscrição podem ser encontradas no site da entidade: www.acaert.com.br

Furo de reportagem em dois tempos. Segundo tempo.

26/08/04

Quando o secretário Pelágio Parigot de Souza, que estava entretido lendo uns documentos, ouviu o seu nome e identificou o Dr. Barreto, ficou transtornado e começou a fazer gestos pedindo que o “repórter” parasse com aquilo.

- Calmamente Barreto concluiu a ligação informando: “Por enquanto é isso, vamos conseguir mais detalhes e voltaremos com novas informações”.

Parigot vai à loucura:

- Mas, o que é isso doutor Barreto? De onde o senhor tirou essa informação?
Ao que Barreto respondeu sem perder a calma e já saindo para se dirigir ao seu consultório que ficava um pouco a cima na rua Arcipreste Paiva:
- Não se preocupa não doutor. Daqui há uns dois minutos eu ligo de novo e desminto a notícia. Isso é só para dar uma esquentada na audiência.

Década de 50 (ainda para os nostálgicos e iniciados)

26/08/04

Você lembra o que rolava na cidade? O que o beautiful people falava e como falava? Então prepare seu coração.
Por Raul Caldas Filho.

Luz na cidade. Bar e restaurante Rosa. Irineu. Frechando. Ju Ramos. Transcorreu ontem. Confeitaria Chiquinho. Não faça assim, D. Judite, use Super Flit. Gibi mensal. Poema bar. Concurso de seios. Outros concursos. Fuxico. Baião. Canja americana. Madame Zuleika. Quer me dar o prazer? Soirée Blanche. Óculos tartaruga. A banda do Figueiró. maria Mole. Quinze anos. Love is many splendored thing. Feito para dançar. Adolfo Marinho. Não te micha. A Gruta de Fátima. Marrequinha. Aniversariou ontem. Rádio Diário da Manhã. Chiquito Mascarenhas. Empório Rosa. Tim-Tim por Thim-Thim. Edifício do Montepio. Rádio Anita. Mentirosa mulher que tanto amei. Osvaldo Robim. J. J. Barreto. Cine São José. Toca da Onça. Acontecimentos Sociais. Zury Machado. A verdade.

Hotel Magestic, na esquina da Trajano com a Conselheiro Mafra. 1951.

Governo ladrão. O maior Governo de todos os tempos. O que dizem e eu não afirmo. Manoel de Menezes. Sua majestade a dança. Volney Colaço de Oliveira. Viaje pela TAC. Tomar uma baga. Festinha americana. Caruso. Cinema do Doze. Um tango à meia-noite. Aldo Gonzaga. Ponto Chic. Cinemascope. Boite Plaza. Baton Eglantine. Carta Anônima. Cabelo aparado. Dijáhoji. Sofri, passei fome, mas nunca roubei. Carnaval do Fogo. Aviso aos Navegantes. Atlântida. Óculos de gatinho. Bar do Quido. Tenente Viegas. Caravana do Ar. Pão de forma. Sapato de cobra. Nego Pantera. Roda de Pneu. Praia da Capitania. Tolentino do Senhor dos Passos. Guerra da Coréia. Cabelo escovinha. Hemorragia (um bar). Frieiras e eczemas? Pomada Minâncora. Aves vous. Carnaval! Lança Perfume. Tens pente aí, Sansão? Bola de meia. Pituca. Os Demônios do Ritmo. Comício de Getúlio. Confusão generalizada. O carro da carne verde. Retalhos da vida. Bar da noite. Paulo Porrada. Hopalong Cassidy. Vestiu a roupa da cabra. Os três Mosqueteiros. As três mosqueteiras. Rabo de cavalo. Duas polegadas a mais. Marta Rocha. Sinfonia de Paris. Ballet da D. Albertina. Confeitaria Belo Horizonte. Radinho de pilha. Monsenhor Frederico Hobold. Iapetc. Neide Maria. Cantando na Chuva. Sessão das duas do Ritz. Sessão das 3/45 do São José. Mona Lisa. Assim também não! Casa Moellmann. Da vantagem de ser jovem no Estreito. Tás com a mala. Narciso Lima. Seqüências A Modelar. Café Otto. Qual é o Parangolé? Waltrudes, o nauta veneziano, ou a filha do suposto traidor. Idelfonso Juvenal. Bar do Pitoco. Depois do Vendaval. Professor Anibal. Circular contra. Lira (motorista). Vais acabar Pavilhão. Quininha. Ou babete. Bambolê. Leonardo da farmácia. Rancho da Ilha. Palmério da Fontoura. O céu é o limite. Antunes Severo. Retreta. Dr. Radar capta e comenta tudo. Lázaro Bartolomeu. Sorvete do Poli. Missa só para homens. Egas Godinho. Kolynos. D. Maria Madalena Moura Ferro. Quo Vadis? Flirt. Afina o sangue e dá brilho aos cabelos. Gumex. Perobo. Tenente Bandeira. Toneleiros. Um tiro no pé e outro no coração. Morre Getúlio. Café Filho assume. Café Filho é deposto. Nereu no Catete. Estado de sítio. Convair. Jorge Lacerda. Frente Democrática. Francisco Gallotti. Aliança Social Trabalhista. A Marcha dos Acontecimentos. Os irmãos Zigelli. Blue Jeans. Marlon Brando. Topete. Rock Around the Clock. Juventude Transviada. James Dean. O Direito de Nascer. Tafetá de pura-seda. Bar Elite. Trotes. Orquestra de Castelan. Rosto colado. Mirandinha. Orquídeas ao luar. Palácio da Agronômica. Aquela guria tá charlando comigo. Está lá fora um inspetor. Americano Bar do Querência. Nylon. Retalhos da vida. Crônicas de Ilmar Carvalho lidas por Ciro Marques Nunes. Armazém. Dunas Hotel. Fiuza Lima. Bambu. Baile do Pierrot. Beatriz Luz. Timbuca. Soçaite. Blue Gardenia. Sabino’s Bar. Atos Jacinto. O peru tá queimando. Assembléia em chamas. A bailarina dança. Já deste um beijo nela? Princesinha da ilha, tu és uma maravilha. Sereia do Bom Abrigo, teu maiô é um perigo. Pode ser ou tá difícil? Marilyn. A Sapataria Prodigiosoa. Elisabete Gallotti. Strogonoff. Paulinho Bornhausen. Tem bububu no bobobó. Salto de carretel Bacond. Encontro dos brotinhos. Iara Pedrosa. “Senador” Alcides Ferreira. Tens cartaz com ele? Claudinho. Pó de giz. Aí vem a marinha. O Preço da Ilusão. Convair cai em Curitiba. Bar do Pitoco. Rabo de Galo. Festinha de quinze anos. Feito para dançar. Picolé Peixoto. Cocota. Réveillon no Querência. Bossa Nova. João Gilberto. JK. É proibido suicidar-se na primavera. Pausa para meditação. Chega de saudade.

Do livro “Delirante Desterro”, Lunardelli/UFSC, 1980. A crônica originalmente foi publicada em O Estado, de 12 de agosto de 1973. Raul Caldas Filho, jornalista e escritor.

Clipping – AN Capital 21-08-04

21/08/04

Jornal AN Capital de 21 de agosto de 2004
Seção Orelhão

Semana do Rádio
A convite da Casa do Jornalista, o projeto Caros Ouvintes vai montar a programação da Semana do Rádio, entre 20 e 24 de Setembro, em Florianópolis. Estão previstas homenagens a profissionais, palestras em cursos de comunicação nas universidades e o lançamento de um programa de estudos sobre o rejuvenescimento do rádio. Apoio da Associação Catarinense das Empresas de Rádio e Televisão (Acaert) e sindicatos de radialistas profissionais de Santa Catarina.

As mudanças e transformações na mídia de Florianópolis

19/08/04

As mudanças e transformações na mídia de Florianópolis no final da década de 60 e início dos anos 70.
Por Paulo Brito1972 – Há quatro anos eu vivia em Porto Alegre onde estudava jornalismo na Faculdade dos Meios de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica. O jornalismo que se exercia em Florianópolis, quando deixei a cidade, era politicamente engajado na Rádio Diário da Manhã ligada à família Bornhausen que comandava a UDN, União Democrática Nacional, no jornal A Gazeta, enquanto o PSD, Partido Social Democrático, liderado pela família Ramos, tinha seus veículos: a Rádio Guarujá e o jornal O Estado.

De um lado Jaime de Arruda Ramos e do outro Rubens de Arruda Ramos. Os irmãos defendiam os interesses de UDN e PSD em suas colunas diárias nos jornais A Gazeta e O Estado. Ainda circulavam os jornais Diário da Manhã e Diário da Tarde. Ouvia-se mais a Guarujá e a Diário, mas havia a rádio do Padre Quinto – a rádio Jornal A verdade, ligada a Igreja Católica que funcionava em Barreiros e que outrora pertencera a Manoel de Menezes. JJ Barreto, médico oftalmologista ligado ao partido PSP – Partido Social Progressista, trouxe de Curitiba -  Souza Júnior e Jamur Júnior para com um grupo de jovens de Florianópolis mondar a Rádio Anita Garibaldi e a cidade ganhou uma alternativa de entretenimento que não estava ligada ao ranço político da UDN e do PSD.

Era um tempo em que o rádio no Brasil perdia seus profissionais e contas publicitárias para as emissoras de televisão que se estabeleciam como rede nacional: Tupy, ligada ao grupo Associados e a Globo, ligada ao jornal O Globo, eram os novos meios de entretimento das noites brasileiras. A televisão começava a funcionar as seis da tarde, deixando o período da manhã e da tarde para as emissoras de rádios.

Agora sem patrocinadores e sem profissionais o rádio vivia de programas musicais destinado especificamente as mulheres, mas mantendo o gênero jornalismo esportivo em atividade, porque a TV não tinha os instrumentos, a tecnologia e mobilidade de hoje. O rádio por sua vez vivia uma nova era com os receptores transistorizados que permitiam o ouvinte levar seus rádios para onde desejasse. Do radião na sala de visitas, onde a família se reunia para ouvir noticias, novelas e programas de variedades, passara a ser um veículo individual. 
 
Neste contexto passados 20 anos de implantada a primeira estação de televisão no Brasil, Florianópolis assistira as tentativas para que a capital de Santa Catarina tivesse seu canal de televisão. A primeira de forma ilegal, sem concessão e que funcionou no primeiro andar da antiga Confeitaria Chiquinho, reduto da velha Desterro que ainda sobrevivia apesar da decadência. A TV desapareceu com as dificuldades políticas inerentes e por um acidente provocado pelo Vento Sul, personagem da vida e da imaginação do povo. O vento Sul derrubou a antena que fora instalada no terraço do Hotel Lux, localizado em frente ao prédio da confeitaria. Por obra do destino ninguém se feriu ou foi atingido pelo que restou da antena. Silvestre abrira o capital e diante da tragédia e das dificuldades políticas refugiou-se em Tubarão, retornando anos mais tarde a Florianópolis como empreiteiro da TELESC.

Foi neste quadro que deixei a cidade em busca de conhecimento e de uma profissão, depois de ter sido reprovado no vestibular para medicina e de uma experiência como técnico em subestação da CELESC – Companhia de Eletricidade de Santa Catarina que encampava as empresas privadas e municipais, no mesmo instante em que a Sotelca – a Usina Termoeléctrica de Capivari ampliava o fornecimento de transmissão de energia para todo o Estado.

No retorno no início da década de 70 a cidade e o Estado viviam um momento de prosperidade com a instalação da TELESC – Telefônica Catarinense que nos moldes da CELESC ampliava seus negócios em todos os municípios e que contribuía para o desenvolvimento do sistema de telefonia. Pude voltar num ônibus rodando sobre asfalto pela BR 101. Depois de 20 anos a BR 101 estava pronta. Fora inaugurada e permitia mais rapidez para os automóveis, ônibus ou caminhões circularem de Curitiba a Porto Alegre, passando por Florianópolis numa via moderna e asfaltada. Era época em que a Universidade Federal de Santa Catarina se instalava no Campus da Trindade, onde ao lado construía-se a sede da Eletrosul – uma estatal de produção de energia elétrica que iria provocar a maior migração de pessoas de Tubarão, Porto Alegre, Rio e Brasília para Florianópolis. Nesta mesma época a TELESC e a CELESC construíam suas sedes administrativa no bairro do Itacorobi, ocupado por loteamentos mudando o panorama da cidade que vivera até então em torno da praça XV de Novembro. A cidade mudava, se transformava e crescia aumentando as necessidades das pessoas que chegavam para viver e morar na Ilha, com mentalidade e cultura diferentes do povo de hábitos provincianos que aqui vivia.

As viagens para outros centros deixavam de ser por navio. A CIA de Navegação Hoepcke  e o grupo entrava em decadência. Agora as pessoas viajavam de ônibus e avião. Não era mais preciso ir as Universidades de Curitiba e de Porto Alegre graduar-se. A cidade ganhava uma Universidade moderna com professores oriundos do Rio Grande do Sul  e do Paraná, que juntaram-se com os que aqui trabalhavam dando uma nova visão na formação intelectual aos jovens da cidade e do estado que vinham em busca de conhecimento, de um ofício e de uma profissão.

A cidade deixava aos poucos o hábitos que ainda marcavam a cultura local desde o início do século passado, ligada ao poder que emanava do Rio de Janeiro, capital federal e que desde o Império influenciava na vida local. Hábitos como passar as férias de inverno no Rio e receber parentes no verão acabara. Nas praias do Norte e do Sul da Ilha apenas os descendentes de alemães cultivavam a cultura do turismo. O veraneio era realizado nas praias da Baia Sul e Norte da Ilha e do Continente, que começavam a se deteriorar por causa da poluição.

Blumenau fora pioneira na instalação da primeira emissora de rádio em Santa Catarina, a Rádio Cultura lá pelos anos de 1930. Agora em  2/9/1969 a família Melro e Caetano reunidas criavam e instalavam em Blumenau a primeira emissora de televisão a TV Coligadas, que retransmitia a programa da Rede Globo, no ano seguinte em 31/5/1970 um grupo liderado por Darci Lopes fundava a TV Cultura e adquiria a rádio Anita Garibaldi que passar a ser chamada de Rádio Cultura. A programa em Florianópolis, ainda em preto e branco era da TV Tupy, pertencente ao Grupo dos Diários Associados liderados ainda por Assis Chautobriant (?).

As rádios viviam os últimos dias da programação liderada pelos disc jockey e os mais famosos eram Walter Souza, Fenelon Damiani e João Ari Dutra. Os programas de auditório, novelas, humorísticos e musicais há muito haviam deixados de existir. Os anunciantes agora investiam na TV. Os disc jockeys eram os novos artistas e neste novo mundo a cidade ainda era informada pelo Rádio e em especial pelo programa Vanguarda capitaneado por Adolfo Ziguelli que com José Valério  fazia a cidade parar entre meio dia e vinte até uma hora.

Era um tempo em que as pessoas almoçavam em casa, o comércio fechava as portas ao meio dia e não havia tantos restaurantes como agora. Vários personagens criados pelo programa a imagem e semelhança de personagens da vida cotidiana da cidade ganham vida nas vozes de Ziguelli e José Valério. Ao som de trombetas o povo parava para ouvir o Informe Confidencial ou os editoriais escritos e interpretados por Ziguelli.

Os jornais. Bem os jornais da cidade: A Gazeta, Estado e Diário da Tarde ainda eram compostos em linotipos e impressos em impressoras planas como nas velhas gráficas do século passado. Apesar da fundação do Jornal de Santa Catarina do grupo Coligadas estar funcionando desde o dia primeiro de setembro de 1971, ele ainda não conseguira ganhar prestígio e credibilidade. Apesar de um subterfúgio do editor Nestor Fedrizi de colocar na capa Santa Catarina, 1 de setembro de 1971, e não Blumenau. O jornal ainda era visto como um jornal do interior. Moderno, mas sem alcançar o sucesso na capital.

Um ano depois, em dezembro de 1972, quando voltava para a cidade graduado em jornalismo o Jornal O Estado se modernizava, rodava em rotativas e era impresso em off set. Um grupo de jornalistas oriundos de Porto Alegre, alguns com passagem pelo Jornal de Santa Catarina se juntaram aos antigos redatores, editores e colaboradores do velho O Estado, que na falta de uma escola de jornalismo recrutou estudantes de Direito na UFSC para treiná-los e transformá-los em jornalistas alguns deles como Aloísio Amorim e Orlando Tambosi, mesmo depois de graduados em Direito permaneceram jornalistas.

O noticiário da Rádio informava o povo que ainda esperava o avião da três da tarde chegar para adquirirem os jornais O Globo, vendido com estardalhaço por um personagem folclórico da ilha,  o Jornal do Brasil, Correio do Povo de Porto Alegre e o Estadão de São Paulo. Estes jornalões circulavam na elite empresarial, cultural e política da cidade moldando a opinião pública. O Estado e o Jornal de Santa Catarina informavam sobre os fatos regionais apesar de terem editorias nacionais, mas não competiam com os grandes jornais. A Gazeta servia como “classificados” para quem deseja comprar ou alugar algum imóvel. O Diário da Tarde fechara suas portas. A Gazeta ainda conseguia opinar sobre política, esportes e mantinha uma Coluna Social editada e produzida por Celso Pamplona, figura alegre e divertida da cidade que nas manhãs de cada dia enchia uma sacola de papelão com exemplares de A Gazeta e entregava a cada pessoas citada ou que anunciava na coluna.

As emissoras de rádios Guarujá, Cultura, A Verdade e Santa Catarina produziam noticiários nos horários tradicionais do Repórter Esso calcado no velho processo da “gilete press” e na rádio escuta das emissoras de rádio de São Paulo, Rio e Porto Alegre.  Local só relesses oficiais e mais tarde produzidos pela DICESC – uma estatal criada no governo de Jorge Bornhaunsen, presidida por Flávio Coelho que fora Diretor Comercial do Grupo Coligadas e Jornal de Santa Catarina, assessorado por Antônio Soares que fizera carreira no jornal A Nação de Blumenau.

A audiência era cativa no Vanguarda, que serviu de moldes para o que foi o programa da TV Catarinense, hoje canal 12 da RBS, em Florianópolis. Além dos personagens criados e vividos nas vozes de Ziguelli e José Valério, o programa tinha a colaboração de Moacir Pereira como repórter, Xeixas Neto como bruxo e Augusto Casér como Homem do Tempo.

Como jornalista recebi um convite para integrar o novo grupo de o Estado, mas como nas férias de verão de 1971 havia colaborado com a Sucursal do Jornal de Santa Catarina em Florianópolis, tinha me comprometido em escutar a oferta do JSC antes do Estado. Mário Medaglia que trocara Blumenau por Florianópolis me convidou, mas minha palavra estava empenhada com Aírton Kanitz, chefe da sucursal do JSC na capital.

Entre as ofertas decidi pelo Jornal de Santa Catarina. Ali JB Scalco era o fotógrafo, Acácio repórter, Aírton Kanitz editor e Virson Olderbaun repórter e redator. As cinco horas o carro que trazia os jornais para serem distribuídos nas bancas da capital e serem despachados para o Sul voltava para Blumenau e levava os textos e as fotos da produção diária.

O que acontecesse depois das cinco seguia por telefone. Havia uma espera a cada vez que pedíamos uma ligação para Blumenau. A redação e a oficina do jornal funcionava numa velha fábrica de chapéus que falira  instalada na rua São Paulo, quase em frente a escola do SENAI. Uma hora depois o repórter responsável pela matéria depois da cinco ditava para uma datilógrafa que com uma máquina de escrever manual e o fones no ouvido transcrevia as informação que depois chegava a mesa do editor.

O aparelho de radiofoto e o telex apareceram muito depois. Neste contexto Adolfo Ziguelli que editava o Vanguarda na Rádio Diário da Manhã escrevia uma coluna diário de política, apresentava um programa de TV, em Blumenau para onde ia todas as sextas-feiras e em parceria com Aírton Kanitz escrevia dia alternados uma crônica sobre esporte.

Era uma época em que os jornais e as rádios davam mais atenção dos clubes de futebol do Rio de Janeiro do que os clubes locais. Mudei. Com Scalco comecei a colocar notícias e fotos de jogadores dos times locais, descrevendo os jogos e escolhendo personagens que aos poucos ganhavam vida em Tubarão, Blumenau, Itajai, Joinville: Major Ortiga, Zezé, João Salum, Caco, Luiz Everton, Chico Samara, Marcos Cavalo, Lauro Búrigo, Ibere Rosa, Jorge Ferreira, Dacica, Moacir, Pelezinho, Adairton, Moenda, Zeno, Romerito e tantos outros jogadores de futebol da década de 70 passaram a se verem no jornal.

A cada dois dias na semana Ziguelli e Kanitz transferiam a responsabilidade de escrever a coluna Nossa Jogada e assim de uma dia para o outro passei a ser titular, sob a desculpa de um e do outro que não tinham tempo. “Escreve ai!”. Poucos meses depois Ziguelli e o Coronel Simões, a eminência parda da Rádio Diário da Manhã me convidaram para participar do programa Vanguarda que ainda sobrevivia e iria sobreviver até a saída de Ziguelli para compor o governo de Antônio Carlos Konder Reis e de José Valério subir o morro da Cruz para atender um convite da TV Catarinense.

Era um minuto no Vanguarda. O Cel. Simões queria me pagar por um minuto, mesmo que eu tenha dito que trabalhava o dia todo para ter um minuto de informação. “Mas tu só falas um minuto”, argumentou. Diante da minha negativa Ziguelli e Kanitz me convidaram para um churrasco no Cristal Lanches Bar de propriedade de Dorival da Silva Lino, avô do Carlos Eduardo Lino, onde Ziguelli, suas fontes e Kanitz se reuniam. Com o argumento de que o rádio era popular, de que me transformaria num personagem popular, que isso me seria útil e coisa e tal acabei concordando.

Voltei ao rádio uma experiência que vivera me Porto Alegre na Rádio Farroupilha com um grupo de alunos da FAMECOS, convidados por Ênio Melo que junto com velhos profissionais da rádio colocaram a programa esportiva de volta a velha emissora líder no Rio Grande do Sul no ar por três meses, quando acabou a aventura em virtude da decadência que vivia o Grupo Diários Associados.

Permaneci na Diário da Manhã e no Vanguarda até o retorno de Fernandes Mendonça velho narrador da emissora e que voltava depois de anos atuando na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Desempregado e precisando trabalhar Ziguelli me convenceu e me demitiu. Dali fui para a Jornal A Verdade trabalhar com o grupo liderado por Miguel Livramento, Newton César Viegas, Murilo José Lino, Carlos Alberto Campos e Brigído Silva que produziam, apresentava, transmitiam e editavam esportes na rádio Jornal A Verdade. 

Quando o Figueirense Futebol Clube participou pela primeira vez de um campeonato nacional, Roberto Alves que comandava o esporte na TV Cultura me convidou para comentar as transmissões de futebol, experiência que não teve vida longa. Na época me transferira do JSC para O Estado. Enquanto profissional do JSC participei de alguns programas e de transmissões esportivas da TV Coligadas.

Ainda passei pela Diário da Manhã, Cultura e Guararema como comentarista esportivo, mesmo estando ligada a Sucursal da Cia. Jornalística Caldas Júnior que editava em Porto Alegre os jornais Folha da Tarde, Folha da Manhã, Correio do Povo que circulavam em Santa Catarina com predominância no Oeste. A empresa ainda era proprietária da Rádio Guaiba, emissora líder no Rio Grande do Sul. Na rádio participei dos programas Agora, Linha Aberta e Plantão Esportivo. Amir Domingues, Antônio Augusto e Adroaldo Streck tendo na produção e direção Antônio Britto e Cleiton Celistre.

Deixei o rádio e o jornal para ingressar na Universidade Federal de Santa Catarina em dezembro de 1978, como membro fundador e responsável pela implantação do primeiro Curso de Jornalismo  no Estado. Durante vinte anos fui professor, coordenador e chefe de departamento, tendo inclusive colaborando com as emissoras de rádio e de televisão sem compromisso, mas com a finalidade de abrir mercado para os alunos do Curso.

Ao me aposentar da UFSC em 1998 aceitei um convite para trabalhar na criação do programa Debate Diário na rádio CBN-Diário, a antiga Diário da Manhã que ingressara a convite de Adolfo Ziguelli em 1972. Desde então estou na RBS participando como comentarista esportivos de diversos programas na rádio, TVCOM e RBSTV.

Florianópolis, 22 de julho de 2004
Paulo Brito
Filho de Otávio Pereira Brito
e de Maria José da Cunha Brito
Natural de Florianópolis, nascido em 06 de junho de 1934
A família é oriunda das aldeias – na época – Vargem Pequena e Canasvieiras. Meus familiares eram descendentes de pequenos comerciantes, pescadores e agricultores do Norte da Ilha. Virei jornalista pela amizade com Paulo Dutra e Nilson Cardoso que trabalhavam no Palácio do Governo e por convite de João Goularte para ir a Porto Alegre fazer vestibular na PUC que depois os irmãos maristas do Abrigo de Menores cederiam uma bolsa de estudos. Até hoje espero a Bolsa e João morreu sem ter ido a Porto Alegre comigo.

Rádio multimídia?

19/08/04

Isso mesmo. A produção do site e a divulgação de uma newsletter semanal foram apenas os primeiros passos para transformar o projeto Caros Ouvintes em um banco de dados sobre a história do rádio catarinense. No final do ano será lançado um livro com o resultado das pesquisas e está programado para 2005 o início de um portal na internet.
Por Adriane Pereira
Revista da ACP de julho de 2004.

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Capital dá adeus a Cherem

18/08/04

Ex-prefeito e ex-presidente do TCE foi enterrado ontem em Florianópolis
Diario Catarinense, 17/08/04
Pg 14, Coluna Política

Foi enterrado no final da tarde de ontem, no
Cemitério Jardim da Paz, na Capital, o ex-presidente do Tribunal de Contas do
Estado (TCE), Dib Cherem. Por duas vezes Cherem ocupou o cargo de prefeito de
Florianópolis (1959 e 1975). Ele morreu na noite de domingo, aos 75 anos, vítima
de um infarto.

A prefeita da Capital, Angela Amin, decretou luto oficial
por três dias. Natural de Tijucas, Cherem notabilizou-se como competente orador.
Formou-se em 1952 em Direito pela antiga Faculdade de Santa Catarina, onde foi
vice-presidente do diretório acadêmico. Outra paixão era o jornalismo, onde
desempenhou as funções de locutor, redator e diretor de rádio. Também foi
colaborador de jornais de circulação estadual.

Além de prefeito da
Capital, foi vereador, presidente da Câmara, suplente de deputado estadual e
secretário de Estado. Militou no PSD e depois na Arena. Exerceu o mandato de
deputado federal de 1971 a 1978, onde ocupou a função de líder do governo
Ernesto Geisel na Câmara.

Conselheiro de todas as horas



Colega de Cherem no Congresso Nacional, o
ex-governador Antônio Carlos Konder Reis, lembra que chegou a nomeá-lo prefeito
de Florianópolis em 1975. Com a saída de Cherem da prefeitura assumiu, também
por indicação, Esperidião Amin que, em 1979, já governador do Estado o nomeou
conselheiro do Tribunal de Contas. Foi o seu último cargo público ao qual se
aposentou em 1999.

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Despedida: a vida pública de Dib Cherem foi lembrada por amigos
e parentes. Foto(s): Koldeway A. C./DC

- Ele foi uma grande figura humana, que
representou o espírito florianopolitano – destacou Amin.

Mesmo
aposentado, Cherem era presença constante nas reuniões políticas da Capital. E
com o TCE colaborava com freqüência.

- Era um conselheiro de todas as
horas. Mesmo aposentado, Dib Cherem sempre esteve presente com a sua opinião e o
seu conselho – disse o presidente do TCE, conselheiro Salomão Ribas Júnior.

Alfredo da Silva

12/08/04

Radialista com mais de 15 anos de trabalho na Rádio Diário da Manhã, Alfredo recorda-se de sua trajetória profissional e relembra histórias inesquecíveis.
Por Gisele MachadoNatural de Anitápolis (SC), Alfredo da Silva iniciou sua carreira de radialista em 1952 na Rádio Tuba de Tubarão. Em 1953, veio para Florianópolis para servir ao exército, onde ficou por dois anos. Em 1955, com o início das operações da rádio Diário da Manhã, começou a trabalhar na emissora. Como o quadro de funcionários na capital estava completo, Alfredo foi para Lages assumir a emissora da serra catarinense. Em 1957, voltou para Florianópolis onde permaneceu, por mais de 15 anos na, tão poderosa, Diário da Manhã. Exerceu todos os tipos de funções, tais como locução comercial, radioator de novelas, narrador de futebol, apresentador de programa de auditório entre outras. Trabalhou por um ano (1969-1970) na rádio Guarujá.

Gisele Machado, repórter do Caros Ouvintes e Alfredo Silva, no Clube dos 100

Alfredo recorda-se, com muito carinho e saudades, de uma época de rádio que é muito diferente de hoje em função da tecnologia. Tem várias histórias que marcaram sua carreira como radialista, mas tem uma ficou “marcada” em sua memória. “Existia um time esportivo na capital, o Metropól de Criciúma. Esse time ia jogar com o Grêmio em Porto Alegre e eu como diretor de esportes da RDM, anunciei a transmissão uma semana inteira desse jogo. Depois não conseguimos patrocinadores, aí levamos toda aparelhagem para o campo da liga, o comentarista e resolvi fazer uma dublagem, fazendo de conta que estava em Porto Alegre. Liguei o rádio na emissora da rádio Farroupilha para ouvir o jogo, e o que o locutor falava eu retransmitia. Primeiro tempo, o Metropól de Criciúma terminou em um a zero. No segundo tempo, a onda curta da Farroupilha, foi desaparecendo, desaparecendo, desaparecendo e em instantes eu não ouvia mais nada. Eu só controlei a partida pelo relógio e terminei o jogo, sem saber do resultado final verdadeiro, com o Metropol de Criciúma em um a zero contra o Grêmio. No outro dia de manhã, na praça XV, quiseram me linchar porque o Grêmio havia ganhado de dois a um” relembra Alfredo.

Atualmente Alfredo da Silva é presidente do Clube dos 100, clube esse que reúne varias estrelas do rádio, das décadas de 60 e 70, entre outros associados.

MarketAll é um dos parceiros do CAROS OUVINTES

12/08/04

Participando desde o início do projeto, a MarketAll criou e gerencia o site do Caros Ouvintes. Conheça mais esse parceiro do projeto.
Por Gisele Machado

Representada por Alexandre Cerri, a MarketAll é parceira do projeto Caros Ouvintes desde a sua criação. A MarketAll gerencia o site e participa da gestão do conteúdo do portal e do boletim eletrônico desde quando tudo ainda era uma idéia de dois entusiastas do rádio.

“Discutimos conceitos, criamos e colocamos o site no ar, com uma proposta inovadora de comunidade online, com objetivo de criar experiências positivas para os usuários”, diz Alexandre.

O Caros Ouvintes está usando os sistemas PortAll e LetterAll. O PortAll funciona na retaguarda do site, automatizando a edição e gestão do conteúdo, com recursos como o timmer, que gerencia a publicação e saída das matérias e o MediaTrac, recurso de multimídia usado na seção Audioteca. O LetterAll faz a gestão dos quase 1.500 assinantes, personalização e envio da newsletter.

“Além de parceiros de qualidade, temos uma excelente equipe trabalhando na criação e publicação do conteúdo, com ferramentas inovadoras. Os resultados estão aparecendo nos acessos ao site, repercussão das edições dos boletins e os comentários que temos recebido” reforça Alexandre.

A MarketAll está há 6 anos no mercado, trabalhando no planejamento, construção e gestão de produtos e serviços para interação e relacionamento entre organizações e seus públicos.

Link Relacionado

>> www.marketall.com.br

Matéria 07/08

12/08/04

No ano passado, o rádio catarinense completou sessenta anos de atividades. Para marcar o fato, e principalmente para resgatar esses sessenta anos de história, o radialista Antunes Severo e o jornalista Ricardo Medeiros decidiram realizar uma ampla pesquisa, que está sendo divulgada pelo site Caros Ouvintes.Entrevistas, spots de áudio, o perfil de alguns radialistas e fotos podem ser encontrados no site, que também vem servido para obter contato com pessoas que interessadas no projeto ou que possuem informações sobre a história das rádios catarinenses.

Para divulgar o trabalho, o “Caros Ouvintes” conta também com uma newsletter digital, que pode ser solicitada através do e-mail carosouvintes@carosouvintes.com.br. “Esta comunicação semanal é vital para manter o contato com as pessoas que gostam ou têm alguma ligação com o rádio ou com alguém que esteve ligado ao rádio”, diz Severo.

Além do site, os pesquisadores estão preparando um livro, que está previsto para ser lançado em setembro deste ano.

Nota publicada no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina http://www.sjsc.org.br

17/04 – História do Rádio

9/08/04

Pesquisa sobre 60 anos do rádio em Florianópolis será transformada em livro

O futuro livro “Caros Ouvintes: os 60 anos do rádio em Florianópolis” nasce da pesquisa dos radialistas Antônio Severo e Ricardo Medeiros, que hoje apresentam uma prévia do trabalho no Grupo de Trabalho (GT) de História da Mídia Sonora. O lançamento do livro está previsto para o dia 21 de setembro deste ano.Em Florianópolis, o rádio começou a funcionar nos anos 40, a época de ouro do rádio, através do Sistema de Alto-Falantes Central de Florianópolis, que no mesmo ano deu origem à Rádio Guarujá, ainda em atividade. A capital foi a quarta cidade de Santa Catarina a ter uma emissora de rádio, depois de Blumenau, Joinville e Itajaí.

Neste período as emissoras serviam como veículo de propaganda para as lideranças políticas e econômicas, mas ao longo dos anos, profissionais foram se apropriando da administração e conteúdo desses veículos, e adequando-os aos interesses comerciais e do público.

Programa de auditório irá marcar lançamento

A pesquisa para a elaboração do livro começou em agosto do ano passado e, segundo Severo, será concluída até julho deste ano. A idéia de fazer o livro originou outros projetos. Para o lançamento está sendo organizado um programa de auditório que deve ser apresentado no Centro Integrado de Cultura, no dia 21 de setembro. Será uma espécie de encenação com atores que desenvolvem uma série de produções de rádio, como radionovelas, teatros e noticiários, perante o público. Nos dias que se seguem ao lançamento do livro, será realizada a semana Roquete Pinto, uma série de palestras, debates e mostras sobre a história e o papel do rádio.

O projeto de elaboração do livro “Caros Ouvintes: os 60 anos do rádio em Florianópolis” começou com uma idéia do jornalista Ricardo Medeiros, que pesquisa o rádio desde 1998 e já publicou alguns trabalhos sobre o assunto. Quando Augusto Severo recebeu o convite de Medeiros para escrever o livro, estava preparando um projeto de doutorado sobre a credibilidade do radiojornalismo em Florianópolis. A prioridade ficou com o livro, pois, para Severo, esse trabalho terá uma maior repercussão pública.

O desenvolvimento do trabalho de pesquisa dos radialistas Antunes Severo e Ricardo Medeiros pode ser acompanhado pelo site www.carosouvintes.com.

Ana Lúcia Pessotto/Assessoria de Imprensa

Fonte: site do Curso de Jornalismo da UFSC

 
 
         
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