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	<title>Caros Ouvintes &#187; Fotos</title>
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		<title>O rural no radioteatro de Florianópolis</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 00:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Michel Goulart da Silva
Lendo alguns roteiros de radioteatro disponíveis no acervo da Casa da Memória, em Florianópolis, escritos entre 1955 e 1967, percebe-se que neles se manifestam tanto o otimismo da modernização daqueles anos no Brasil como o ideário dualista que via no país um antagonismo entre o “moderno” e o “atrasado”. Nessas décadas, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Michel Goulart da Silva</p>
<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/radioteatrorural3.jpg"></a><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/radioteatrorural31.jpg"></a><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/radioteatrorural3.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-full wp-image-18467" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/radioteatrorural3.jpg" alt="" width="122" height="164" /></a>Lendo alguns roteiros de radioteatro disponíveis no acervo da Casa da Memória, em Florianópolis, escritos entre 1955 e 1967, percebe-se que neles se manifestam tanto o otimismo da modernização daqueles anos no Brasil como o ideário dualista que via no país um antagonismo entre o “moderno” e o “atrasado”. Nessas décadas, as transformações promovidas pela modernização se expressaram e foram apropriadas de formas diversas pelas diferentes parcelas da população. O rádio, além de difundir informações e notícias para um maior número de pessoas, também dava vazão a representações culturais produzidas pelas elites locais e nacionais. Parte 1 (<a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/radioteatrorural11.pdf">PDF</a>). Parte 2 (<a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/radioteatrorural2.pdf">PDF</a>).<a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/radioteatrorural3.jpg"></a></p>
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		<title>Nazira Mansur: voz e vida de estrela</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 18:47:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A cantora lírica Nazira Mansur completa 91 anos de idade no dia 18/7. Nascida em Florianópolis, revelou-se nos palcos da cidade e em apresentações memoráveis na recém inaugurada Rádio Guarujá, a primeira emissora da Capital catarinense. Reconhecida pelo poder público, foi a primeira cantora lírica do estado a ganhar bolsa de estudos no Rio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/nazira2.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-full wp-image-17780" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/nazira2.jpg" alt="" width="200" height="282" /></a>A cantora lírica Nazira Mansur completa 91 anos de idade no dia 18/7. Nascida em Florianópolis, revelou-se nos palcos da cidade e em apresentações memoráveis na recém inaugurada Rádio Guarujá, a primeira emissora da Capital catarinense. Reconhecida pelo poder público, foi a primeira cantora lírica do estado a ganhar bolsa de estudos no Rio de Janeiro. Em matéria de página da repórter Mariana Ortiga do caderno Plural de Noticias do Dia, Nazira relembra o começo da carreira: “Foi sem querer. Passei a me apresentar em teatros, fui Verônica da tradicional procissão do Senhor Jesus dos Passos, até que, encantado com a minha voz, o então governador Nereu Ramos deu uma bolsa para eu estudar no Rio de Janeiro”.  Como cantora lírica profissional Nazira fez carreira também no exterior, como relata na matéria do ND: “Cantei pela Europa, pela América, mas, nas férias, voltava para Florianópolis. Sempre fui presa às raízes, fazendo questão de dizer que era de Santa Catarina.</p>
<p>Fonte: Mariana Ortiga, repórter do caderno Plural do Notícias do Dia<br />
Foto: Edu Cavalcanti/ND</p>
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		<title>Irene de Souza Boemer – 2</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 17:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gloria Alejandra Guarnizo Luna*
Marlene de Fáveri*
Chegar à casa de Irene e Mário foi, para nós, surpreendente. A varanda da casa com cadeiras estofadas era um convite a apreciar o jardim com plantas, flores e frutas que revela, de alguma forma, o carinho e cuidado do casal. Uma jabuticabeira, constantemente podada por Mário, assim como frutas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gloria Alejandra Guarnizo Luna*<br />
Marlene de Fáveri*</p>
<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/irene.2001.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-full wp-image-17757" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/irene.2001.jpg" alt="" width="205" height="160" /></a>Chegar à casa de Irene e Mário foi, para nós, surpreendente. A varanda da casa com cadeiras estofadas era um convite a apreciar o jardim com plantas, flores e frutas que revela, de alguma forma, o carinho e cuidado do casal. Uma jabuticabeira, constantemente podada por Mário, assim como frutas colocadas entre as plantas e bebedouros pendurados, atraía pássaros de vários tipos, cores e melodias que davam vidas e movimento à entrada da casa – este era um dos locais preferidos de Irene, e era na varanda que a maioria das vezes ela nos esperou.<span id="more-17756"></span></p>
<p>É nessa varanda que vemos Irene rodeada de flores e presentes no dia de seu aniversário em 2001.</p>
<p>Na sala de Irene, sofás enfeitados com almofadas e panos bordados por ela, uma cômoda, tapetes, cortinas, e, no canto, numa mesinha com uma máquina de escrever – uma Hermes Baby, de fabricação nacional que, segundo Mátrio, foi o único instrumento de trabalho que Irene teve para preparar os seus programas. Ali, datilografando suas pautas sem nunca usar computador, pois Irene era do seu tempo, acostumada com suas coisas, como ela dizia, “tem o meu jeito”. Era sua vida, seu lugar de criação, e a imaginávamos ali, sentada, catando letras nas teclas; sim, tinha o seu jeito.</p>
<p>Nessa sala de visitas, havia quadros por toda a parte, um deles com Irene na Ilha Porchat. Naquela estante, poucos livros e uma infinidade de bibelôs, enfeites, porta-retratos, destacando-se a fotografia de Irene com a cachorrinha Nini. E, a cada gaveta que abríamos, saiam fotografias misturadas a documentos, cartões, recortes de papéis, envelopes, cartas, mais fotografias, tudo guardado fazia muito tempo, misturados a alguns guardados de urgência. Foram várias as tardes que passamos na casa de Irene, quando o Mário ia lembrando de outro “esconderijo, e vinha com outro pacote e dizendo – “achei mais este aqui” – a cada um que abríamos, surpresas, curiosidades.</p>
<p>O quarto de costura era um laboratório de coisas – a máquina de costura Singer fabricada há aproximadamente 90 anos, uma relíquia, ainda montada com linha na agulha, os muitos apetrechos montados em caixinhas de tudo, com muitos retalhos, roupas a coser e reformar, onde havia também duas estantes, caixas, livros, uma cristaleira apinhada de bibelôs, um guarda-roupa cheio de casacos e roupas. Sobre ele uma coleção de chapéus, e muitos papéis e livros em todos os lugares. Era como ver Irene ali, costurando e falando com o seu riso largo; ali encontramos muitos tesouros da memória, coisas do cotidiano familiar, do privado.</p>
<p>No quarto de Irene havia um belo que chamou nossa atenção, depois as coisas pessoais de Irene, as roupas nos cabides como ela havia deixado, os vestidos de festa, longos, outras tantas peças, e os óculos, colares, lenços, relógios, anéis, jóias, tudo colocado lado a lado, fazendo fileirinhas – era seu jeito de guardar -, peças de enxoval de casamento, no alto do guarda-roupa, ainda não usadas – como era comum guardar peças a vida inteira. Tudo muito simples, móveis antigos, e havia roupas penduradas em cabideiros improvisados noutro quarto, já que eram tantas as coisas, que não havia mais espaços.</p>
<p>Em cada lugar, caixas e mais caixas de papéis, um deslumbramento para duas historiadoras curiosas. E a cozinha, cuidadosamente decorada com enfeites, toalhinhas, bibelôs, quadros de panos e bordados com frases, as louças de muito tempo de uso, as toalhas, tudo com a arrumação de Irene e Mário, confortável e acolhedor.</p>
<p>*Autoras do livro Irene de Souza Boemer – Dama do Rádio, Cronista da Cidade. Itajaí: Editora Mariadocais, 2008.</p>
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		<title>Paulo Brito estreia com biografia de Roberto Alves</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 22:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antunes Severo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roberto Alves é o personagem principal de um enredo que se passa na Ilha de Santa Catarina, mas com repercussão nacional, pois Roberto é uma das mais conhecidas personalidades da comunicação em Santa Catarina. Roberto agora é livro e pelas mãos de um colega de trabalho e companheiro de infância com quem compartilhou muitos sonhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/entrevista12.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-full wp-image-17746" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/entrevista12.jpg" alt="" width="150" height="148" /></a>Roberto Alves é o personagem principal de um enredo que se passa na Ilha de Santa Catarina, mas com repercussão nacional, pois Roberto é uma das mais conhecidas personalidades da comunicação em Santa Catarina. Roberto agora é livro e pelas mãos de um colega de trabalho e companheiro de infância com quem compartilhou muitos sonhos e esperanças. Urdido com a maestria e o talento de um artista que ama e sabe expressar as belezas e os encantos de um cantinho de pura magia, Dás um banho: Roberto Alves – O rádio, o futebol e a cidade é uma espécie de ponto de encontro para quem viveu e vive em Florianópolis nos últimos 60 anos.<span id="more-17745"></span><br />
No contato com o Brito sobre o lançamento do livro fomos trocando idéias e sugestões. Um pouco disso está na entrevista em áudio, mas há outros aspectos dos quais ele falou em resposta às nossas perguntas que também merecem ser conhecidos.</p>
<p>Gostaria que me dissesses quais foram as fontes de pesquisa/método utilizado para escrever a biografia?</p>
<p>Pessoas próximas ao Roberto, que cresceram com ele na Rua Uruguai e na Itajaí, companheiros de trabalho, livros relacionados na bibliografia anexa no final do livro, entrevista com Roberto Alves, convivência de 35 anos, vivemos a infância e adolescência juntos. A decisão de escrever o livro partiu dele em querer publicar o TCC da Geórgia Borim: Roberto Alves, o homem do gol, que a Geórgia apresentou como trabalho final em 1999 no Curso de Jornalismo da UFSC. Segui o mesmo caminho de Gay Talesse quando escreve um perfil de Frank Sinatra sem ter conversado com ele, apenas com pessoas em seu entorno.</p>
<p>Quem foram os principais entrevistados (se amigos ou familiares do biografado, etc.)?<br />
As pessoas que colaboraram estão incluídas nas crônicas ou capítulos do trabalho, esse livro não é exercício de uma única pessoa, mas de uma equipe a qual agradeço individualmente nas citações como fontes e como referência. Os nomes estão no livro. Há também dois vídeos &#8211; um deles está no You Tube, basta pesquisar no nome de Roberto Alves e o outro é do programa da invasão do soldado Sílvio Roberto ao programa Terceiro Tempo, gravado pelo irmão do Roberto, Elói Alves que eu salvei ao levar uma cópia para o Curso de Jornalismo em 1986.</p>
<p>Como a narrativa foi construída no aspecto temporal?<br />
Eu tento iniciar com uma narrativa de dois amigos que estavam em Los Angeles na Califórnia &#8211; USA quando a invasão foi veiculada em uma emissora de TV local ou nacional, a partir dai retorno a 1910 para descrever a primeira partida de futebol realizada em Florianópolis, seguindo-se uma descrição da cidade. Comento o porquê dos nomes Iava e Avahí e do nascimento do Roberto em 1941 até o retorno dele da Copa da África. Aproveitei para descrever a história do futebol nestes últimos 60 anos e a história do rádio, da TV e dos jornais e dou um passeio por alguns aspectos da cidade.</p>
<p>Que tal destacar um pequeno trecho de uma das crônicas que compõem o livro?<br />
Entre tantas crônicas acho que num trecho que descrevo como surgiu o Uruguai FC &#8211; em moda ha pouco tempo, percebe-se como Roberto, no início da adolescência já conseguia revelar a força do seu caráter criativo e o poder de sedução e de liderança que o caracterizam. Desfrute:</p>
<p>(&#8230;) Newton Poeta descreve como foi morar naquela rua e conheceu Roberto Alves:</p>
<p>- Eu nasci na Rua Uruguai, mas fui morar numa chácara, localizada na esquina da Rua Fernando Machado com a Avenida Hercílio Luz, que era do meu avô – Manoel Vieira de Melo –,  dono das Lojas Oscar Lima, a mais antiga da cidade. Só voltei para a Rua Uruguai em 1954. Foi quando fiz amizade com o Beto&#8230;</p>
<p>- Que saudades! – suspira.</p>
<p>Poeta, conta que o pai, Nilo Melo, dono de uma mercearia, vendia bebidas importadas. Certa vez, numa reunião nos fundos da sua casa, na despensa, onde havia uma mesa grande com várias cadeiras, Roberto Alves fez a proposta para organizar um time de futebol. Os cúmplices: Tito, Tarquínio, Válber, Galego Silva e o Felipe Felício, hoje médico de “rabeta”. Foi assim:<br />
- Mal começou a reunião e o Beto se vira para mim e&#8230;<br />
- Poeta, por que tu não pedes um litro de Martini para o teu pai? A gente coloca numa rifa e com o dinheiro compramos o uniforme do time: calções, meias e camisas.<br />
O seu Nilo concordou com os meninos e assim nasceu o Uruguai Futebol Clube&#8230;</p>
<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Paulo-Brito.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-full wp-image-17747" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Paulo-Brito.jpg" alt="" width="133" height="157" /></a>Paulo Brito, nasceu em Florianópolis em 1943, é graduado pela PUC RS em jornalismo, desde 1972 e desde então exerceu esse ofício em jornais, rádios e televisão em POA, SAO e FLN. Foi professor no IEE – Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, em 1979 transferiu-se para a UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, onde permaneceu até 1998. Atualmente é newsman na CBN Diário, emissora de rádio do Grupo RBS em Florianópolis, onde participa do programa: Debate Diário. Este livro é sua primeira experiência como escritor.</p>
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			<itunes:subtitle>Roberto Alves é o personagem principal de um enredo que se passa na Ilha de Santa Catarina, mas com repercussão nacional, pois Roberto é uma das mais conhecidas personalidades da comunicação em Santa Catarina.</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>(http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/entrevista12.jpg)Roberto Alves é o personagem principal de um enredo que se passa na Ilha de Santa Catarina, mas com repercussão nacional, pois Roberto é uma das mais conhecidas personalidades da comunicação em Santa Catarina. Roberto agora é livro e pelas mãos de um colega de trabalho e companheiro de infância com quem compartilhou muitos sonhos e esperanças. Urdido com a maestria e o talento de um artista que ama e sabe expressar as belezas e os encantos de um cantinho de pura magia, Dás um banho: Roberto Alves – O rádio, o futebol e a cidade é uma espécie de ponto de encontro para quem viveu e vive em Florianópolis nos últimos 60 anos.
No contato com o Brito sobre o lançamento do livro fomos trocando idéias e sugestões. Um pouco disso está na entrevista em áudio, mas há outros aspectos dos quais ele falou em resposta às nossas perguntas que também merecem ser conhecidos.

Gostaria que me dissesses quais foram as fontes de pesquisa/método utilizado para escrever a biografia?

Pessoas próximas ao Roberto, que cresceram com ele na Rua Uruguai e na Itajaí, companheiros de trabalho, livros relacionados na bibliografia anexa no final do livro, entrevista com Roberto Alves, convivência de 35 anos, vivemos a infância e adolescência juntos. A decisão de escrever o livro partiu dele em querer publicar o TCC da Geórgia Borim: Roberto Alves, o homem do gol, que a Geórgia apresentou como trabalho final em 1999 no Curso de Jornalismo da UFSC. Segui o mesmo caminho de Gay Talesse quando escreve um perfil de Frank Sinatra sem ter conversado com ele, apenas com pessoas em seu entorno.

Quem foram os principais entrevistados (se amigos ou familiares do biografado, etc.)?
As pessoas que colaboraram estão incluídas nas crônicas ou capítulos do trabalho, esse livro não é exercício de uma única pessoa, mas de uma equipe a qual agradeço individualmente nas citações como fontes e como referência. Os nomes estão no livro. Há também dois vídeos - um deles está no You Tube, basta pesquisar no nome de Roberto Alves e o outro é do programa da invasão do soldado Sílvio Roberto ao programa Terceiro Tempo, gravado pelo irmão do Roberto, Elói Alves que eu salvei ao levar uma cópia para o Curso de Jornalismo em 1986.

Como a narrativa foi construída no aspecto temporal?
Eu tento iniciar com uma narrativa de dois amigos que estavam em Los Angeles na Califórnia - USA quando a invasão foi veiculada em uma emissora de TV local ou nacional, a partir dai retorno a 1910 para descrever a primeira partida de futebol realizada em Florianópolis, seguindo-se uma descrição da cidade. Comento o porquê dos nomes Iava e Avahí e do nascimento do Roberto em 1941 até o retorno dele da Copa da África. Aproveitei para descrever a história do futebol nestes últimos 60 anos e a história do rádio, da TV e dos jornais e dou um passeio por alguns aspectos da cidade.

Que tal destacar um pequeno trecho de uma das crônicas que compõem o livro?
Entre tantas crônicas acho que num trecho que descrevo como surgiu o Uruguai FC - em moda ha pouco tempo, percebe-se como Roberto, no início da adolescência já conseguia revelar a força do seu caráter criativo e o poder de sedução e de liderança que o caracterizam. Desfrute:

(...) Newton Poeta descreve como foi morar naquela rua e conheceu Roberto Alves:

- Eu nasci na Rua Uruguai, mas fui morar numa chácara, localizada na esquina da Rua Fernando Machado com a Avenida Hercílio Luz, que era do meu avô – Manoel Vieira de Melo –,  dono das Lojas Oscar Lima, a mais antiga da cidade. Só voltei para a Rua Uruguai em 1954. Foi quando fiz amizade com o Beto...

- Que saudades! – suspira.

Poeta, conta que o pai, Nilo Melo, dono de uma mercearia, vendia bebidas importadas. Certa vez, numa reunião nos fundos da sua casa, na despensa, onde havia uma mesa grande com várias cadeiras, Roberto Alves fez a proposta para organizar um time de futebol. Os cúmplices: Tito, Tarquínio,</itunes:summary>
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		<title>Roberto Alves: o rádio, o futebol e a cidade – 2</title>
		<link>http://www.carosouvintes.org.br/blog/?p=17666</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 13:34:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Altair Fernandes*
Sabe: falar a respeito do Roberto, Bob ou Roberto Alves, não é fácil. Nos idos anos 1970 eu, nascido em Imbituba, SC, em casa não tínhamos TV. Apaixonado por futebol fui à casa do meu colega Beto Candemil (seu nome também é Roberto, coincidências a parte), assistir ao clássico Avaí e Figueirense e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Altair Fernandes*</p>
<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/roberto21.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-full wp-image-17667" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/roberto21.jpg" alt="" width="144" height="164" /></a>Sabe: falar a respeito do Roberto, Bob ou Roberto Alves, não é fácil. Nos idos anos 1970 eu, nascido em Imbituba, SC, em casa não tínhamos TV. Apaixonado por futebol fui à casa do meu colega Beto Candemil (seu nome também é Roberto, coincidências a parte), assistir ao clássico Avaí e Figueirense e o comentarista daquele jogo era nada mais&#8230; Quem? Quem? Quem?&#8230; Roberto Alves, o grande Roberto Alves!  Pois bem, assisti ao jogo ouvindo a narração e comentários dele; dele, Roberto Alves. Uma voz fascinante, cativante, emocionante. Tinha 10 anos e fiquei fascinado por Roberto Alves.<span id="more-17666"></span></p>
<p>Acabou o jogo com o empate magro de 1 x 1 e fui pra casa pensando naquela transmissão. Então, disse pra mim que um dia gostaria de conhecer o Roberto Alves. Fiquei com aquilo no meu coração.</p>
<p>Bem, um dia minha mãe Nilse Carvalho Fernandes, me convidou pra ir até Florianópolis pra comprar cadernos lá no MEC (lembram-se que ficava ali atrás da Telesc?). Fomos a Florianópolis e chegando lá fiquei olhando desde a ponte Hercílio Luz pro Corro da Cruz; não tirava os olhos das antenas que ficavam no alto do morro. Da ponte até a antiga rodoviária que ficava ali onde a as avenidas Hercílio Luz e Mauro Ramos juntam lá estava eu de olho vidrado no morro, agora tão pertinho de mim.</p>
<p>Minha mãe ficou intrigada, pois eu só olhava lá pra cima do morro e mesmo ralhando comigo eu não descolava o olho do morro e daquelas antenas que agora me pareciam enormes.</p>
<p>De tanto olhar, andando já em direção ao MEC, tropecei e cai, machuquei a boca e ainda recebi bronca da minha mãe que me mandava olhar para frente e prestar atenção onde pisava.</p>
<p>- Vê se olhas pra frente, rapaz! Só olhas pra cima e pro morro da cruz!<br />
Eu disse com lágrimas nos olhos e com amor no coração:</p>
<p>- Mãe, eu só queria ir lá em cima nos estúdios da TV Cultura pra conhecer o moço da transmissão de jogos, o famoso seu Roberto, a senhora me leva lá?</p>
<p>- É impossível meu filho, não conhecemos ele e não fica bem ir lá incomodá-lo, ele deve ser muito ocupado.</p>
<p>Bem, os anos passaram. Em 1979 vim pra Florianópolis estudar na Escola Técnica Federal de SC. Chegando aqui a primeira coisa que fiz foi ir ao Morro da Cruz pra ver se conseguia falar com ele. Não consegui. Não deixavam entrar pra falar com ninguém, só com autorização.</p>
<p>Então deixei as coisas assim na saudade do meu coração. E até hoje vejo ele na TV, ouço nos rádios por transmissão e na Copa do Mundo acompanho seus comentários fabulosos, que ainda me enchem de carinho, como naqueles idos tempos dos anos 1970/1980 tão saudosos pra mim.</p>
<p>Que pena não ter conseguido falar com ele. Acho que agora meu coração não aguentaria a emoção em vê-lo de perto, pois as coisas boas dão saudades, e ele o grande Roberto Alves, faz parte da minha saudade dos belos tempos e belos dias.</p>
<p>Obrigado meu caro Roberto Alves por tudo que me proporcionastes de emoção na área de esporte principalmente. Roberto, tu talvez não percebas o quanto és importante pra tantas pessoas que desconheces fora do vídeo e da rádio. Sempre fostes um dos meus ídolos. Um beijo no teu coração e que Jesus te ilumine sempre. Do teu fã, Altair que tanto te estima.<br />
<a href="http://">* altair58@uol.com.br</a></p>
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		<title>Agilmar Machado recebe título de Cidadão Lagunense</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 19:41:22 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/agilmar3.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-full wp-image-16812" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/agilmar3.jpg" alt="" width="122" height="122" /></a>O radialista, jornalista e escritor Agilmar Machado, um dos colunistas pioneiros do Caros Ouvintes, recebe no dia 24/5 o título de Cidadão Lagunense que lhe fora conferido em 2009 pela Câmara Municipal da cidade de Laguna. A cerimônia marcada para as 18h30 será realizada na sede da Câmara quando também serão agraciadas com o mesmo título as seguintes pessoas: Mauro Mariani, Gilberto dos Passos Aguiar, Roberto de Oliveira “Roberto Dinamite” e senhoras Elizabete Mason Machado, Ivete Marli Appel da Silveira, Maria Estelita Barreto.  Agilmar, aos 20 anos, em 1954 foi contratado pela Rádio Difusora de Laguna como locutor noticiarista e em 1955 assumiu a direção geral da emissora onde permaneceu até 1959. Atualmente voltou a residir na gloriosa Vila de &#8220;Santo Antônio dos Anjos de Laguna&#8221;, como foi concebida em 1684.</p>
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		<title>Zininho: o poeta empreendedor</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 20:22:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antunes Severo</dc:creator>
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Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho, autor do Rancho do Amor à Ilha, o hino da cidade-capital do estado de Santa Catarina, se vivo estivesse, estaria completando 81 anos neste dia oito de maio. A data, entretanto, além de todo o carinho que temos pelo poeta, é também oportuna para que se fale do cidadão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">
<div id="attachment_16672" class="wp-caption aligncenter" style="width: 494px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Estúdio-CAB-73.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-16672 " src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Estúdio-CAB-73.jpg" alt="" width="484" height="227" /></a><p class="wp-caption-text">Getúlio Prates, Elon Garcia, Zininho, Mauro Amorim, Antunes Severo</p></div>
<p>Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho, autor do Rancho do Amor à Ilha, o hino da cidade-capital do estado de Santa Catarina, se vivo estivesse, estaria completando 81 anos neste dia oito de maio. A data, entretanto, além de todo o carinho que temos pelo poeta, é também oportuna para que se fale do cidadão e de seus empreendimentos na vida comercial. Do poeta, letrista, compositor e cantor temos registros ainda esparsos, é verdade, mas ainda assim  um pouco mais do pouco que se sabe do Zininho empreendedor.<span id="more-16671"></span></p>
<p style="text-align: left">Pobre, de família humilde, o seresteiro precisava complementar os pequenos ganhos de artista com atividades menos charmosas, porém, mais rentáveis. Incorporou responsabilidades de um homem de negócios: foi taxista, dono de loja de discos, proprietário de serviço de alto falantes, produtor autônomo de serviços de áudio e dono de estúdio de gravação de comerciais para rádio e televisão.</p>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_16673" class="wp-caption alignleft" style="width: 282px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Estúdio.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-16673" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Estúdio.jpg" alt="" width="272" height="170" /></a><p class="wp-caption-text">Ailor, locutor-chefe e Zininho, o empresário</p></div>
<p>Dessas atividades, o primeiro empreendimento na área de comunicação foi a Empresa de Propaganda Tabajara – um serviço de alto-falantes que funcionou numa das salas do primeiro andar da casa nº 1.651 da Rua Coronel Pedro Demoro, no bairro Canto que fica entre o Estreito e o Balneário na região continental da cidade de Florianópolis. Ali se localizavam a recepção, a biblioteca e o estúdio de onde o som era distribuído para os alto-falantes, espécie de cornetas gigantes com mais de meio metro de diâmetro afixadas nos postes das ruas adjacentes.</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Tabajavol.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-16674 alignright" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Tabajavol.jpg" alt="Amilton, discotecário, Ailor, gerente e Zininho, o empreendedor" width="250" height="156" /></a>A Capital catarinense que até o final de 1954 contava com apenas uma emissora, a Rádio Guarujá, entrou em 1955 com as duas primeiras concorrentes: rádios Anita Garibaldi e Diário da Manhã. O serviço de alto-falantes embalado pelo agito provocado pelas novas estações transmissoras, ia na onda caprichando na programação musical a base dos maiores cantores brasileiros da época: Francisco Alves, Dalva de Oliveira, Silvio Caldas, as irmãs Linda e Dircinha Batista, Orlando Silva, Emilinha Borba, Carlos Galhardo, Marlene, Vicente Celestino, Ângela Maria e mais uma centena de jovens valores que todos os anos eram revelados pelos programas de auditório das emissoras do Rio, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.</p>
<div id="attachment_16675" class="wp-caption alignleft" style="width: 251px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/sede.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-16675 " src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/sede.jpg" alt="" width="241" height="149" /></a><p class="wp-caption-text">Estúdio na Rua Cel. Pedro de Moro, entre as ruas Antonieta e Aracy</p></div>
<p>O plano comercial de Zininho havia sido elaborado com cuidado, a partir da localização. O bairro Canto é de há muito o centro comercial rodeado de bairros com forte componente social, particularmente o Balneário e o Estreito. Nessa região estão localizados o Seis de Janeiro – principal clube social da parte continental da cidade – a Igreja matriz na Praça Nossa Senhora de Fátima e na mesma rua do serviço de alto-falantes o Cris Hotel, o mais antigo do pedaço, o Cine Glória de saudosa memória e, a uma quadra, A Soberana – uma enorme loja de produtos alimentícios que iam desde as famosas balas Rocôco, aos mais requintados tipos de bolos, além de embutidos, pães de todos os tipos, vinhos das melhores procedências e bacalhau norueguês com selinho Viking e tudo o mais. Era, respeitadas as devidas proporções, um centro de atração assemelhado aos shoppings da atualidade.</p>
<div id="attachment_16677" class="wp-caption alignright" style="width: 242px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/taxista1.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-16677" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/taxista1.jpg" alt="" width="232" height="132" /></a><p class="wp-caption-text">Zininho desfila pelas ruas do bairro no flamante Ford 1950</p></div>
<p>Com o sucesso da Rádio Diário da Manhã Zininho, outros músicos e cantores, locutores e todo o departamento de radioteatro da Rádio Guarujá transferiram-se para a nova emissora, que, inclusive pagava melhores salários e cachês para o seu elenco. Se isso foi bom para o artista Zininho, foi mau para o serviço de alto-falantes. Absorvido pelos compromissos de cantor, produtor, compositor e radioator o poeta desinteressou-se pelo negócio. Fechou a empresa, montou um estúdio em casa onde gravava em disco de acetato a publicidade que rodava nos intervalos comerciais das emissoras da Capital.</p>
<p>E assim continuou até os anos de 1960 quando começou o declínio do rádio que se rendia, por incompetência (ou desídia) empresarial dos concessionários dos canais de radiodifusão, ao apelo da televisão, que mesmo sem cores e muito pouca imaginação fascinava os primeiros telespectadores.</p>
<div id="attachment_16678" class="wp-caption alignright" style="width: 239px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/crishotel.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-16678" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/crishotel.jpg" alt="" width="229" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Inaugurado na década de 1950 como Cris hoje é o Medeiros e fica em frente ao prédio do estúdio</p></div>
<p>Vendo ruir parte do sonho por muito tempo acalentado de fazer o que gostava no rádio, Zininho procurou mercados maiores. No início da década de 1970 transferiu-se para Curitiba onde instalou a CAB – Cláudio Alvim Barbosa Comunicação, uma empresa que logo se destacou na praça pela qualidade e requinte de seu trabalho de pós-edição, produção e gravação de vinhetas e comerciais – spots e jingles – para o rádio e televisão do Paraná.</p>
<p>Acompanhando as transformações do mercado e os avanços tecnológicos que requeriam cada vez maiores investimentos, o poeta falou mais alto e ele volta para o seu torrão amado.<br />
Continuou gravando, mas já sem o ímpeto dos tempos passados. Dedicou-se ao cuidado do acervo que por tantos anos formara e que hoje está a disposição na Casa da Memória de Florianópolis. Contratado pela Câmara de Vereadores como especialista em áudio pode dar maior atenção ao imenso legado que por seu carinho e grandeza hoje representa muito para a cultura musical e para a comunicação de Santa Catarina.</p>
<p>Colaborou Dirney Vieira.<br />
Dirney, que à época se apresentava nos programas de auditório da Rádio Diário da Manhã iniciando sua carreira de cantora, posteriormente veio a casar com o jogar de futebol Zilton Altino Vieira primo de dona Ivette, mulher de Zininho. Também pode acompanhar de perto a vida da Empresa de Propaganda Tabajara, pois o Salão de Beleza de dona Mariquinha, sua mãe ficava no mesmo prédio e no mesmo andar do estúdio.</p>
<p>Trechos de áudio do acervo do maestro José Ribeiro (Zezinho) e RBS/SC</p>
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Cláudio Alvim Barbosa, o poeta Zininho, autor do Rancho do Amor à Ilha, o hino da cidade-capital do estado de Santa Catarina, se vivo estivesse, estaria completando 81 anos neste dia oito de maio. A data, entretanto, além de todo o carinho que ...</itunes:summary>
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		<title>Jean, do AM, vai para o rádio online e sonha com emissora própria</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 00:01:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Jean Schütz graduou-se em jornalismo, mas o seu sonho era ser radialista. Começou em 2003 produzindo e apresentando o programa Domingo Especial na Rádio Difusora AM 1060 de Florianópolis. Em 2009 inicia a atuar numa emissora online, hoje já são três as que transmitem o seu programa e agora ele sonha com uma emissora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/jean-schutz.jpg" rel="lightbox"><img class="size-thumbnail wp-image-16028 alignleft" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/jean-schutz-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O Jean Schütz graduou-se em jornalismo, mas o seu sonho era ser radialista. Começou em 2003 produzindo e apresentando o programa Domingo Especial na Rádio Difusora AM 1060 de Florianópolis. Em 2009 inicia a atuar numa emissora online, hoje já são três as que transmitem o seu programa e agora ele sonha com uma emissora FM só sua. Seu primeiro programa, o Domingo Especial é uma atração que se situa na área do jornalismo entremeado com variedades populares e culturais. <span id="more-16026"></span></p>
<p>O programa que atualmente está sendo apresentado na Rádio Mais Alegria AM 1470 e neste domingo, quatro de abril, vai ser comemorativo aos sete anos de atividade ininterrupta. Domingo Especial é uma produção independente inclusive na comercialização que é realizada pessoalmente pelo produtor e apresentador Jean Schütz. Acompanhe a entrevista que mesmo com a precariedade do áudio permite você conhecer um profissional que pode servir de exemplo para todos nós.</p>
<p>O jornalista Jean Schütz, 27 anos, comemora no domingo, dia 4 de abril, sete anos de atividades a frente da produção, comercialização e apresentação do programa Domingo Especial. Ele é veiculado na Rádio Mais Alegria (AM 1470), de Florianópolis, das 13h30min às 15h.</p>
<p>&#8220;O que diferencia o Domingo Especial da maioria dos programas de rádio é que ele tem muitos quadros&#8221;, afirma Jean. Os ouvintes que ligarem o rádio para ouvir o programa irão saber das informações do esporte, resultado das loterias, previsão do tempo, notícias que foram destaque em todo o Brasil, além de muita música e de uma comunicação descontraída.</p>
<p>A maioria dos ouvintes do programa nem desconfia de que Jean é cego. &#8220;A cegueira não é nenhuma dificuldade para mim na produção e apresentação do programa, já que o roteiro é todo feito em Braille por mim&#8221;, conta o apresentador.</p>
<p>&#8220;Sou o responsável pela produção, apresentação e comercialização do programa, já que o horário é comprado junto à Rádio&#8221;, explica Jean. O próximo objetivo do jornalista e radialista é conseguir mais patrocinadores, para que o programa não saia do ar.</p>
<p>Além da frequência AM 1470, o Domingo Especial pode ser ouvido, ao vivo, no site www.radiomaisalegria.com</p>
<p>Contatos: Jean Schütz: (48) 8401-8191</p>
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		<itunes:subtitle>O Jean Schütz graduou-se em jornalismo, mas o seu sonho era ser radialista. Começou em 2003 produzindo e apresentando o programa Domingo Especial na Rádio Difusora AM 1060 de Florianópolis. Em 2009 inicia a atuar numa emissora online,</itunes:subtitle>
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O programa que atualmente está sendo apresentado na Rádio Mais Alegria AM 1470 e neste domingo, quatro de abril, vai ser comemorativo aos sete anos de atividade ininterrupta. Domingo Especial é uma produção independente inclusive na comercialização que é realizada pessoalmente pelo produtor e apresentador Jean Schütz. Acompanhe a entrevista que mesmo com a precariedade do áudio permite você conhecer um profissional que pode servir de exemplo para todos nós.

O jornalista Jean Schütz, 27 anos, comemora no domingo, dia 4 de abril, sete anos de atividades a frente da produção, comercialização e apresentação do programa Domingo Especial. Ele é veiculado na Rádio Mais Alegria (AM 1470), de Florianópolis, das 13h30min às 15h.

&quot;O que diferencia o Domingo Especial da maioria dos programas de rádio é que ele tem muitos quadros&quot;, afirma Jean. Os ouvintes que ligarem o rádio para ouvir o programa irão saber das informações do esporte, resultado das loterias, previsão do tempo, notícias que foram destaque em todo o Brasil, além de muita música e de uma comunicação descontraída.

A maioria dos ouvintes do programa nem desconfia de que Jean é cego. &quot;A cegueira não é nenhuma dificuldade para mim na produção e apresentação do programa, já que o roteiro é todo feito em Braille por mim&quot;, conta o apresentador.

&quot;Sou o responsável pela produção, apresentação e comercialização do programa, já que o horário é comprado junto à Rádio&quot;, explica Jean. O próximo objetivo do jornalista e radialista é conseguir mais patrocinadores, para que o programa não saia do ar.

Além da frequência AM 1470, o Domingo Especial pode ser ouvido, ao vivo, no site www.radiomaisalegria.com

Contatos: Jean Schütz: (48) 8401-8191</itunes:summary>
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		<title>Alexander Graham Bell, o telefone e Dom Pedro II</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 00:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O radioamador Ivan Dorneles Rodrigues, pesquisador e escritor gaúcho em entrevista a Mauro Sérgio fala de Alexander Graham Bell considerado historicamente o inventor do telefone e de suas ligações com o Imperador do Brasil. Ivan lembra também de Juan Ganzo Fernandes pioneiro da telefonia nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Deve-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16006" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Graham_Bell.jpg" rel="lightbox"><img class="size-thumbnail wp-image-16006" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Graham_Bell-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Wikipédia</p></div>
<p>O radioamador Ivan Dorneles Rodrigues, pesquisador e escritor gaúcho em entrevista a Mauro Sérgio fala de Alexander Graham Bell considerado historicamente o inventor do telefone e de suas ligações com o Imperador do Brasil. Ivan lembra também de Juan Ganzo Fernandes pioneiro da telefonia nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Deve-se também a Juan Ganzo Fernandes a liderança na instalação do telefone automático nos dois estados quando passa o funcionar nesse tipo de serviço o rádio. A primeira cidade em Santa Catarina a ter telefone automático (sem a interveniência da telefonista) foi Blumenau.</p>
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O radioamador Ivan Dorneles Rodrigues, pesquisador e escritor gaúcho em entrevista a Mauro Sérgio fala de Alexander Graham Bell considerado historicamente o inventor do telefone e de suas ligações com o Imperador do Brasil. Ivan lembra também de Juan Ganzo Fernandes pioneiro da telefonia nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Deve-se também a Juan Ganzo Fernandes a liderança na instalação do telefone automático nos dois estados quando passa o funcionar nesse tipo de serviço o rádio. A primeira cidade em Santa Catarina a ter telefone automático (sem a interveniência da telefonista) foi Blumenau.</itunes:summary>
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		<title>Deu Figueira no primeiro clássico</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 00:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A peleja que quase parou a cidade em 1924, não foi transmitida pelo rádio, até porque o rádio naquela época era luxo exclusivo dos cariocas. O resto do país se contentava com a sonoridade das ondas do mar. A narração de Edson Luiz da Silva, mesmo em texto, tem toda aquela ginga marota dos grandes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Figueirense_.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-16003" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Figueirense_-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A peleja que quase parou a cidade em 1924, não foi transmitida pelo rádio, até porque o rádio naquela época era luxo exclusivo dos cariocas. O resto do país se contentava com a sonoridade das ondas do mar. A narração de Edson Luiz da Silva, mesmo em texto, tem toda aquela ginga marota dos grandes narradores esportivos do rádio. O “Velho Bruxo” como se autodenomina o Edson, acrescenta à descrição do clássico uma gostosa crônica com molho e tempero bem da Ilha e ao sabor de azes da apena como Raul Caldas Filho, Aldírio Simões e Sérgio da Costa Ramos, por exemplo. Com a palavra Edson Luiz, também conhecido como o Velho Bruxo, um dos fiéis colaboradores do Caros Ouvintes desde os seus primeiros momentos.<span id="more-16002"></span></p>
<p>O primeiro clássico entre Avaí e Figueirense ocorreu em 13 de abril de 1924, no estádio Adolpho Konder, em Florianópolis, conhecido na época como &#8220;Campo da Liga&#8221;. Sabe-se que o jogo era um amistoso e terminou com vitória do Figueirense por 4 a 3, depois de estar perdendo por 3 a 0.</p>
<p>O Figueirense entrou em campo com Boos; Amorim e Asteróide; Delgídio, Enéas e Jaime; Campos, Juza, Maneca, Raimundo e Victor. A maioria dos atletas aparece na foto ao lado, tirada oito meses antes. O time azurra não teve a escalação divulgada, justificadamente. Apenas os heróis figueirenses mereceram ter seus nomes estampados nos jornais da época.<br />
O jogo foi assistido por cerca de 1.950 torcedores, uma enormidade para o tamanho da população da cidade na época (pouco mais de 41 mil moradores), dando a dimensão do acontecimento.</p>
<p>Não se sabe quem marcou os gols da partida, apenas o quarto do Figueirense, anotado por Maneca, talvez o primeiro herói alvinegro.</p>
<p>São essas as informações públicas que tenho, mas fico imaginando como tudo aconteceu, qual o clima do primeiro clássico, em que circunstâncias ocorreu.</p>
<p>As torcidas na época eram regionalizadas e a do Figueirense se concentrava no Bairro da Figueira, na parte oeste do Centro, onde hoje ficam a Rua Padre Roma, Mercado Público, etc. (foto ao lado), enquanto os avaianos ocupavam a parte leste, onde hoje fica o Bairro Agronômica e adjacências.</p>
<p>Fico imaginando a primeira inticada, talvez no sábado da véspera do clássico: Dona Maria do Bileca (Bileca era o apelido do marido), que residia no bairro da Figueira e obviamente torcia pelo Figueira, vai até o Mercado Público pela manhã fazer umas comprinhas, como uma réstia de cebola, 400g de banha de porco, uma dúzia de bananas, 01 quilo de cocoroca&#8230; Não havia muito mais o que comprar. Não havia a enorme variedade de um supermercado atual.</p>
<p>Lá pelas tantas, Dona Maria encontra um conhecido avaiano, um tal de Zé das Pombas, que vinha lá das bandas da atual Agronômica todos os sábados ao Mercado faturar uns trocados com a venda de pombas do mato (pomba da pivida, como eram conhecidas), as quais eram expostas degoladas, num balaio. &#8220;Já comprou a sacola para encher de gols Dona Maria? Cuidado, a seleção azurra tá jogando muito, vai ser de goleada, é melhor se prevenir&#8221;, provoca o Zé. &#8220;Tás é tolo o estepô. Teu time não é de nada&#8221;, retruca Dona Maria. E quanto sai a pomba, perguntou; &#8220;um milhão&#8221;, informa o pombeiro (como eram conhecidos os vendedores de pombas); &#8220;Mofas com as pombas na balaia&#8221;, retruca D. Maria.</p>
<p>E chega o esperado dia do jogo, um domingo lindo, com sol brilhando. Homens e mulheres colocam os melhores ternos e vestidos e se deslocam em peso ao Campo da Liga para assistir a partida, a maioria a pé.</p>
<p>Era também um ótimo local para uma azaração, pois as gatinhas da época estavam lá. As mais cobiçadas pesavam acima de 80 quilos e possuíam pernas mais grossas do que a cintura da Gisele Büdchen, as quais mostravam orgulhosamente até um palmo acima do tornozelo.</p>
<p>Não havia essa de separação de torcidas, pois na época até os avaianos eram civilizados. Apenas cada torcida se concentrava mais num determinado lado campo por opção, mas circulavam normalmente em qualquer lugar e podiam tirar uma onda no meio da torcida adversária, sem qualquer problema.</p>
<p>A torcida figueirense era notadamente mais popular, mais povão e também mais numerosa. Não possuía entre seus quadros altas autoridades, ricos comerciantes, como a torcida rival.</p>
<p>O jogo começa e o Avahy (era assim que se escrevia como nome de filho de pobre na atualidade, cheio de h, y&#8230;) vai logo fazendo 2 a 0 no primeiro tempo. Depois do intervalo marca mais um: 3 a 0. Os avahyanos já davam como certa a vitória, só não sabiam de quanto seria a goleada. A gozação tomou conta do estádio. Um gritava &#8220;olha o sacolão&#8221;, o outro &#8220;tô que tô rindo à toa&#8221;. Zé das Pombas aparece para &#8220;intizicar&#8221; D. Maria: &#8220;Eu não falei? Não quis trazer a sacola? KKKK&#8230; Vai ser de &#8217;seix&#8217;&#8221;, provocou. &#8220;Mofas com a pomba na balaia&#8221;, responde D. Maria, usando pela primeira vez a famosa frase em sentido figurado. &#8220;Ainda vamos virar&#8221;, profetizou.</p>
<p>Parecia realmente perdido, mas os figueirenses não pensaram assim e passaram a empurrar o time com todas as forças de seus pulmões, fazendo um barulho ensurdecedor, jamais visto antes por aquelas bandas. E o time começou a reagir fazendo o primeiro: 1 a 3.</p>
<p>Aí os guerreiros avahyanos sentiram o golpe. Era muita responsabilidade, afinal consistia no primeiro jogo da história daquele que seria o maior clássico do estado de Santa Catarina pela eternidade. Bateu uma fraqueza nas pernas, o suor frio, a palidez da pele, a bola, malvada, passou a dar nas suas canelas. Ou seja, tudo aquilo que mais tarde passaria a ser conhecido como amarelar.</p>
<p>Diante desse quadro, a virada era inevitável e ela veio, com um gol atrás do outro. O último já no apagar das luzes, anotado por Maneca, o herói do jogo, que foi carregado pela torcida no gramado após o apito final.</p>
<p>O jogo termina e a torcida figuO primeiro clássico entre Avaí e Figueirense ocorreu em 13 de abril de 1924, no estádio Adolpho Konder, em Florianópolis, conhecido na época como &#8220;Campo da Liga&#8221;. Sabe-se que o jogo era um amistoso e terminou com vitória do Figueirense por 4 a 3, depois de estar perdendo por 3 a 0.<br />
O Figueirense entrou em campo com Boos; Amorim e Asteróide; Delgídio, Enéas e Jaime; Campos, Juza, Maneca, Raimundo e Victor. A maioria dos atletas aparece na foto ao lado, tirada oito meses antes. O time azurra não teve a escalação divulgada, justificadamente. Apenas os heróis figueirenses mereceram ter seus nomes estampados nos jornais da época.</p>
<p>O jogo foi assistido por cerca de 1.950 torcedores, uma enormidade para o tamanho da população da cidade na época (pouco mais de 41 mil moradores), dando a dimensão do acontecimento.</p>
<p>Não se sabe quem marcou os gols da partida, apenas o quarto do Figueirense, anotado por Maneca, talvez o primeiro herói alvinegro.</p>
<p>São essas as informações públicas que tenho, mas fico imaginando como tudo aconteceu, qual o clima do primeiro clássico, em que circunstâncias ocorreu.</p>
<p>As torcidas na época eram regionalizadas e a do Figueirense se concentrava no Bairro da Figueira, na parte oeste do Centro, onde hoje ficam a Rua Padre Roma, Mercado Público, etc. (foto ao lado), enquanto os avaianos ocupavam a parte leste, onde hoje fica o Bairro Agronômica e adjacências.</p>
<p>Fico imaginando a primeira inticada, talvez no sábado da véspera do clássico: Dona Maria do Bileca (Bileca era o apelido do marido), que residia no bairro da Figueira e obviamente torcia pelo Figueira, vai até o Mercado Público pela manhã fazer umas comprinhas, como uma réstia de cebola, 400g de banha de porco, uma dúzia de banana, 01 quilo de cocoroca&#8230;Não havia muito mais o que comprar. Não havia a enorme variedade de um supermercado atual.</p>
<p>Lá pelas tantas, Dona Maria encontra um conhecido avaiano, um tal de Zé das Pombas, que vinha lá das bandas da atual Agronômica todos os sábados ao Mercado faturar uns trocados com a venda de pombas do mato (pomba da pivida, como eram conhecidas), as quais eram expostas degoladas, num balaio. &#8220;Já comprou a sacola para encher de gols Dona Maria? Cuidado, a seleção azurra tá jogando muito, vai ser de goleada, é melhor se prevenir&#8221;, provoca o Zé. &#8220;Tás é tolo o estepô. Teu time não é de nada&#8221;, retruca Dona Maria. E quanto sai a pomba, perguntou; &#8220;um milhão&#8221;, informa o pombeiro (como eram conhecidos os vendedores de pombas); &#8220;Mofas com as pombas na balaia&#8221;, retruca D. Maria.</p>
<p>E chega o esperado dia do jogo, um domingo lindo, com sol brilhando. Homens e mulheres colocam os melhores ternos e vestidos e se deslocam em peso ao Campo da Liga para assistir a partida, a maioria a pé.</p>
<p>Era também um ótimo local para uma azaração, pois as gatinhas da época estavam lá. As mais cobiçadas pesavam acima de 80 quilos e possuíam pernas mais grossas do que a cintura da Gisele Büdchen, as quais mostravam orgulhosamente até um palmo acima do tornozelo.</p>
<p>Não havia essa de separação de torcidas, pois na época até os avaianos eram civilizados. Apenas cada torcida se concentrava mais num determinado lado campo por opção, mas circulavam normalmente em qualquer lugar e podiam tirar uma onda no meio da torcida adversária, sem qualquer problema.<br />
A torcida figueirense era notadamente mais popular, mais povão e também mais numerosa. Não possuía entre seus quadros altas autoridades, ricos comerciantes, como a torcida rival.</p>
<p>O jogo começa e o Avahy (era assim que se escrevia, como nome de filho de pobre na atualidade, cheio de h, y&#8230;) vai logo fazendo 2 a 0 no primeiro tempo. Depois do intervalo marca mais um: 3 a 0. Os avahyanos já davam como certa a vitória, só não sabiam de quanto seria a goleada. A gozação tomou conta do estádio. Um gritava &#8220;olha o sacolão&#8221;, o outro &#8220;tô que tô rindo à toa&#8221;. Zé das Pombas aparece para &#8220;intizicar&#8221; D. Maria: &#8220;Eu não falei? Não quis trazer a sacola? KKKK&#8230; Vai ser de &#8217;seix&#8217;&#8221;, provocou. &#8220;Mofas com a pomba na balaia&#8221;, responde D. Maria, usando pela primeira vez a famosa frase em sentido figurado. &#8220;Ainda vamos virar&#8221;, profetizou.</p>
<p>Parecia realmente perdido, mas os figueirenses não pensaram assim e passaram a empurrar o time com todas as forças de seus pulmões, fazendo um barulho ensurdecedor, jamais visto antes por aquelas bandas. E o time começou a reagir fazendo o primeiro: 1 a 3.</p>
<p>Aí os guerreiros avahyanos sentiram o golpe. Era muita responsabilidade, afinal consistia no primeiro jogo da história daquele que seria o maior clássico do estado de Santa Catarina pela eternidade. Bateu uma fraqueza nas pernas, o suor frio, a palidez da pele, a bola, malvada, passou a dar nas suas canelas. Ou seja, tudo aquilo que mais tarde passaria a ser conhecido como amarelar.</p>
<p>Diante desse quadro, a virada era inevitável e ela veio, com um gol atrás do outro. O último já no apagar das luzes, anotado por Maneca, o herói do jogo, que foi carregado pela torcida no gramado após o apito final.</p>
<p>O jogo termina e a torcida figueirense sai do campo feliz, a maioria dos torcedores exaustos e quase sem voz, e marcha festejando rumo ao seu reduto, o Bairro da Figueira, enquanto os avahyanos ainda ficam mais um pouco para reclamar de pênaltis não marcados, impedimentos marcados, do Presidente da Liga, dos buracos no gramado&#8230;</p>
<p>Bom, não sei se foi exatamente assim, mas posso afirmar que não foi muito diferente. Alguém duvida?</p>
<p>Édson Luiz da Silva (Velho Bruxo),  http://www.velhobruxo.tns.ufsc.br/<br />
Colaborou Joaquim Corrêa</p>
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		<title>Rádio, uma paixão duradoura &#8211; 3</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 00:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A idéia de subir a Londrina surgiu devido a problema familiar, mas surgiu no caminho uma representada para percorrer o Estado de São Paulo e passei a trabalhar nas cidades de Bauru, Lins, Marília, Botucatu, Jaú, Barra Bonita, Ribeirão Preto, Catanduvas, São José do Rio Preto e tive a felicidade de encontrar em Jaú, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15918" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/aldotibagi.jpg" rel="lightbox"><img class="size-thumbnail wp-image-15918" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/aldotibagi-150x144.jpg" alt="" width="150" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Aldo com  o prefeito de Tibagi, Jsé Tibagi de Mello</p></div>
<p>A idéia de subir a Londrina surgiu devido a problema familiar, mas surgiu no caminho uma representada para percorrer o Estado de São Paulo e passei a trabalhar nas cidades de Bauru, Lins, Marília, Botucatu, Jaú, Barra Bonita, Ribeirão Preto, Catanduvas, São José do Rio Preto e tive a felicidade de encontrar em Jaú, na Rádio Jauense, o amigo Fiori Giglioti que se encontrava em campanha eleitoral para Deputado Estadual por São Paulo. Por conhecer a região ele me convidou e eu aceitei trabalhar para ele nas cidades onde passava onde eu passava.<span id="more-15917"></span></p>
<p>Fiori, nascido em Barra Bonita, pertinho de Jaú em 27 de Setembro de 1928 e falecido em 08 de Junho de 2006 sendo sepultado no Cemitério do Morumbi. Grande perda, um dos mais importantes narradores esportivos da história do Rádio. Era muito querido nas cidades de Jaú, Barra Bonita e Lins onde iniciou carreira em 1947 na Lins Rádio Clube. Além do Fiori Giglioti mantive contactos na Rádio Bandeirantes com Darci Reis, com o Nei Costa, Hélio Ribeiro, Enio Rodrigues e quando em São Paulo aproveitava e mantinha contactos com Ferreira Martins, com Titio Pádua Reis isso na Rádio Tupi, alto do Sumaré, e na extinta Rádio 9 de Julho com o Salomão Jr.</p>
<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/aldo.clubedochoro2.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15921" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/aldo.clubedochoro2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Consegui chegar a Londrina no ano de 1990, instalei-me em Hotel simples já que alguns meses após adquiri apartamento num condomínio residencial e parti em busca de trabalho. Iniciei na Rádio Norte com programa noturno aos sábados das 21 às 24 horas com o título de Lembranças que não se apagam e consegui horário na TV Independência, Rede Manchete um programa semanal de título Clube do Choro já que na cidade havia um conjunto musical Clube do Choro e era integrado pelo Pedro Moreto (clarineta), Ditinho (ritmo), Alberto (cavaco), Robertão (violão 6 cordas) e Cabeção (violão tenor e bandolim).</p>
<p>O programa era apresentado as sextas-feiras às 23 horas e recebia cantores locais e da região e também duplas sertanejas. As cidades que tinham comemoração pelos seus aniversários o programa dava cobertura, fazíamos as gravações com autoridades, desfiles, bailes e eram apresentadas no programa e como exemplo lembro-me das cidades de Telêmaco Borba, 1° de Maio, Assaí, Apucarana, Rosário do Ivaí, Rolândia, foram algumas cidades cobertas pelo programa.</p>
<p>Em Londrina permaneci mais ou menos por dois anos, quando voltei a Ponta Grossa para permanecer junto a minha saudosa mãe com problemas de saúde. Em Ponta Grossa lancei na TV Cidade, hoje TVM, o programa Clube do Choro. Posteriormente lancei o Aldo Mikaelli Show numa Emissora de TV a cabo e retornei ao Rádio através da Rádio Central do Paraná.</p>
<p>No meio de tanta atividade, colegas de profissão me interpelavam para que eu escrevesse a História do Rádio e no início me sentia sem coragem para escrever um livro, nunca fui escritor e nem sou, mas a idéia começou a tomar vulto e acabei criando coragem e me pus a colher dados, telefonar, escrever cartas, mandar telegramas, fazer viagens e visitas aos cemitérios e os companheiros Rogério Serman e Altair Ramalho cobrando o tal livro, alegando que somente o Aldo Mikaelli teria material suficiente para tal empreitada, já que realmente eu guardava muito material sobre o Rádio e também a minha passagem por diversos prefixos me dava essa condição. Não menciono nesta minha história a participação nas Rádios Castro da cidade que lhe empresta o nome, da Rádio Ipiranga de Palmeira, da Rádio Lagoa Dourada FM de Ponta Grossa e da Rádio Antena Sul FM de Castro.</p>
<p>Outro problema seria a impressão dos 500 exemplares, aí surge a figura de um amigo, radialista e deputado estadual Jocelito Canto que me emprestou toda cobertura para que o livro fosse impresso na Gráfica Oficial do Estado, algo novo para mim e muitas viagens a Capital Curitiba, viajando com o próprio deputado Jocelito Canto e da Assembléia eu era levado a Gráfica, esse fato eu realmente devo a esse amigo. O livro foi bem aceito e está praticamente com todos os exemplares comercializados, mas aí surgiu novo fato: amigos insistindo para um novo livro com muitas fotos e a idéia foi comprada e me pus a trabalhar no segundo livro que foi lançado dia II de dezembro de 2008 na Churrascaria Expedicionário e o titulo “Transformação de uma Cidade”, no qual estão inseridos cinco capítulos – Comunicação, Educação e Cultura, Esportes, Transportes e Vultos da Nossa História – com homenagens a cerca de 50 pessoas que contribuíram e contribuem com a Educação, com a Medicina, com a Odontologia. Também esse livro foi bem aceito e impresso na Gráfica Planeta de Ponta Grossa.</p>
<p>Essa obra abriu um caminho Pra que eu escrevesse um terceiro e último livro. Assim me pus a trabalhar no livro Fatos, Fotos e Vultos da Nossa História e após um ano de trabalho o lançamento se deu na Churrascaria Expedicionário no dia I2 de dezembro de 2009 com cerca de 80 pessoas homenageadas no capítulo Vultos da Nossa História. Todos meus três trabalhos estão reconhecidos e as pessoas homenageadas eternizadas sendo que a Biblioteca Municipal de Ponta Grossa acolheu todas as três obras. Estou aposentado, mas aos 70 anos ainda faço parte da Comunicação, dessa paixão que é o Rádio, com o meu programa Alma Brasileira, aos domingos das oito às 10 horas com o melhor da música brasileira dos anos 30 aos anos 60. Visite <a href="http://www.radiocentraldoparana.com.br/">www.radiocentraldoparana.com.br</a> e ao finalizar minha modesta narrativa devo agradecimentos aos amigos do site Caros Ouvintes pela oportunidade.</p>
<p>Contatos pelo aldomikaellipg@hotmail.com                                                   e pelos fones 42-3028-1940 e 8808-7197.</p>
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		<title>Gustavo Mota deixa a Rádio Guaíba</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 23:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Artur Ferraretto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
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		<description><![CDATA[Principal repórter político do rádio do Rio Grande do Sul ao longo de três décadas, o jornalista Gustavo Mota está deixando neste março de 2010 a Rádio Guaíba, emissora onde trabalhava há 31 anos. Lá, Gustavo era um dos poucos que estava desde os tempos de Breno Caldas, o empresário que assolado por dívidas vendou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_15915" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/gustmota031.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-15915" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/gustmota031-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Vozes do Rádio. Famecos</p></div>Principal repórter político do rádio do Rio Grande do Sul ao longo de três décadas, o jornalista Gustavo Mota está deixando neste março de 2010 a Rádio Guaíba, emissora onde trabalhava há 31 anos. Lá, Gustavo era um dos poucos que estava desde os tempos de Breno Caldas, o empresário que assolado por dívidas vendou um dos maiores conglomerados de comunicação do Sul do país, em 1986, para Renato Ribeiro, até então ligado à produção agrícola. A saída de Gustavo deixa ainda mais dúvidas sobre o futuro da Guaíba, atualmente controlada pelo Grupo Record, que, há meses, optou, sem muito sucesso, por uma programação entre o jornalismo e o popular em uma rádio conhecida até então por uma forma tão própria de atuação, o Estilo Guaíba, presente por anos na música, no noticiário e na cobertura esportiva. De fato, com sede em São Paulo e ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, a Record, de sucesso crescente em televisão, não disse a que veio em rádio no Rio Grande do Sul. <span id="more-15913"></span></p>
<p>A saída de Gustavo é mais uma perda, aparentemente não compreendida no troca-troca constante de dirigentes da emissora ao longo destes últimos anos. Soma-se à perda de Flávio Alcaraz Gomes e, ao mais recente, péssimo aproveitamento dado a Fernando Veronezi, histórico programador musical da Guaíba FM que sequer foi ouvido a respeito da alteração na linha musical da emissora.</p>
<p>Para quem conhece e para quem não conhece o trabalho de Gustavo Mota, o que dizer, então, deste repórter que, seja na Assembleia Legislativa ou no Palácio Piratini, seus ambientes mais habituais, transitava com igual desenvoltura? O que dizer do repórter que não apenas ia atrás da notícia, mas – pela confiança de secretários de governo, deputados, vereadores, dirigentes partidários&#8230; – recebia, com muita freqüência, o fato em primeira mão? Conheci o Gustavo quando eu, como foca, um dos tantos estudantes que vão ingressando na profissão, tentava aprender alguma coisa sobre reportagem.</p>
<p>Era um momento de indecisão nas empresas sob controle da família Caldas Júnior. A estação de TV passava por uma espécie de arrendamento para terceiros. A em ondas médias, por decisão judicial, estava sob controle dos funcionários após meses de salários atrasados. Gustavo dividia-se entre a rádio e a TV. No canal 2, saí com ele para que me passasse as manhas da reportagem. Naquela tarde lá de 1986, aprendi uma lição das que aula nenhuma de universidade tinha chegado perto de ensinar. Entrevistei não sei quem sob o olhar do Gustavo e do velho Chico, figura simpaticíssima e cinegrafista dos que tinham iniciado com a primeira estação de TV do Rio Grande do Sul, a Piratini. Respirei aliviado após a série de perguntas, feitas com o cuidado de não gaguejar. O Gustavo, meio rindo, me disse:</p>
<p>- Tá muito bom&#8230;</p>
<p>E frente a um meio sorriso meu, tascou:</p>
<p>-  &#8230; mas, na próxima, presta mais atenção nas respostas do que nas perguntas. Ah, e fica tranqüilo, daqui a uns dois, três anos, fazendo isto todo dia, vais te dar conta que, enfim, começaste a entender de verdade o que o entrevistado está dizendo.</p>
<p>Dois, três anos depois, já na Rádio Gaúcha, me dei conta um dia da verdade inabalável desta lição. Há anos, repito a história a cada semestre para meus alunos quando o assunto é reportagem e entrevista. Nos tempos da Gaúcha, vez ou outra, eu acabava escalado para a Assembleia Legislativa e era fogo competir com o Gustavo.</p>
<p>Lembrei de tudo isto ao ler a mensagem postada por ele em seu blog:</p>
<p>“Hoje ao redigir de próprio punho minha demissão, encerrei uma historia de 31 anos na Rádio e TV Guaíba. Dói na alma. E como&#8230; E a gente chora muito. Foi o que fiz  subindo a ladeira para chegar na Assembleia e ao lembrar que comecei aqui quando o meu filho mais velho tinha acabado de nascer e estou encerrando a história bonita, que acho que construí na casa, com o nascimento da minha netinha, que está com três meses de idade. O tempo não pára. Encerro um ciclo e começo outro. Tenho muito ainda a contribuir no jornalismo gaúcho. Hoje tenho mais experiência e, modéstia à parte, reconhecimento profissional e público para continuar a fazer o que eu gosto com muito mais qualidade: o jornalismo que fez da ‘velha Guaíba’ a melhor rádio deste estado e do país. O jornalismo que aprendi a fazer aqui e que, tenho certeza, há espaço pra ele no Rio Grande. É em busca deste sonho que eu vou. Do jornalismo de informação e formador de opinião. Do jornalismo que respeita a história, a vontade, o gosto e as coisas do povo gaúcho. O jornalismo  do respeito a  diferença, aberto a todas as cores e ideologias. O jornalismo do debate e da polêmica para a construção de uma sociedade melhor. Pra quem fica, já estou com saudades e desejo sorte e muita luta. Tenham certeza que foram 31 anos de muito profissionalismo e acima de tudo muita paixão, dedicação e entrega&#8230; NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO. CRIAR É PRECISO. TORNAR A VIDA GRANDE É PRECISO. Qualquer dia destes nos encontramos no meu BLOG gustavomota.com.br e em outras ondas de rádio&#8230;”</p>
<p>Pois é, limito-me a observar, então, que só quem não entende mesmo de rádio, não compreende o papel histórico da Rádio Guaíba e seu potencial para disputar a liderança no segmento de jornalismo é que não sentirá, lá pelos 720 kHz do dial, falta do Gustavo e daquela paradinha, característica sua antes de dar o próprio nome nas assinaturas de suas reportagens. E aí, vai ter de migrar para os 640 kHz da Band AM, nova casa do jornalista desde o dia seguinte à sua demissão.</p>
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		<title>Morre Mário Huttl, cala-se mais um pioneiro</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 12:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Eli Francisco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a morte do radialista Mário Huttl, o rádio joinvilense perde mais uma referência do rádio romântico – onde se trabalhava mais por prazer do que para ganhar dinheiro, como acontecia com os jogadores de futebol da época.  Da geração dos anos de 1950 para cá não me recordo de algum profissional que tenha enriquecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15787" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/mario-huttl1.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-15787" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/mario-huttl1-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Huttl, cidadão honorário de Joinville</p></div>
<p>Com a morte do radialista Mário Huttl, o rádio joinvilense perde mais uma referência do rádio romântico – onde se trabalhava mais por prazer do que para ganhar dinheiro, como acontecia com os jogadores de futebol da época.  Da geração dos anos de 1950 para cá não me recordo de algum profissional que tenha enriquecido a não ser aqueles que ingressaram na política. Mário Huttl, ou compadre Mário, como gostava e ser chamado, era uma dessas pessoas simples e, foi, através dessa simplicidade que alcançou o gosto popular com seu linguajar coloquial, meio caboclo e engraçado. <span id="more-15786"></span></p>
<p>Teve como professor o seu melhor amigo, o Manduca, que já está no andar de cima fora do combinado como diria o radialista, compositor e apresentador de TV, Rolando Boldrin. Ambos faleceram no Hospital Bethesda, de Pirabeiraba.</p>
<p>O “compadre Mário” encerra um ciclo daqueles que entraram na Rádio Difusora e lá trabalharam por mais de cinqüenta anos. Antes dele foi o discotecário Romeu Gonçalves, que curiosamente em sua carteira de trabalho – CTPS &#8211; tinha só um registro, o da Rádio Difusora e uma só função &#8211; discotecário.</p>
<p>Mário ganhou fama na década de 50 com o seu programa “Musical Porcelana”. Foi o primeiro programa radiofônico popular de Joinville voltado para o público germânico. Tinha o domínio do idioma, pois aprendeu com seus pais e isso facilitou bastante.  O interessante é que o programa era dirigido pelo próprio patrocinador o Sr. Eugênio Wenger – proprietário da Casa Porcelana – uma tradicional casa de comércio de funcionou durante décadas na Rua Nove de Março.</p>
<p>Toda a sua carreira profissional está no livro lançado recentemente pela professora de jornalismo, Izani Mustafá, de título Alô! Alô Joinville! Está no ar a Rádio Difusora de Joinville, na página 112. É só adquirir, pois já está nas livrarias da cidade. Deixa os filhos, Marcelo Juliana e Andréia. Seu último programa de rádio foi o de título “Casa de Palha” que chegou a se chamar de “Show dos Bairros”.</p>
<p>Em oito de novembro de 2006 obteve o reconhecimento outorgado pela Câmara de Vereadores de Joinville, ao receber o título de Cidadão Benemérito, proposto pelo vereador José Cardozo. Naquele dia, ele não fez discurso, apensas mostrou seu jeito de ser , agradeceu , contou piadas e fez todos os presentes sorrirem pra valer.</p>
<p>Concluía seus programas dizendo: “Sorria, Deus gosta de você!”.<br />
Lá no céu, Charles Weber, deve estar dizendo: “Pois, agora!&#8221;</p>
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		<title>Aqui “jaz” um Coreto</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 19:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilange Nonnenmacher</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15522" class="wp-caption aligncenter" style="width: 526px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Coreto-Pr-XV.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-15522" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Coreto-Pr-XV.jpg" alt="" width="516" height="153" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Paulo Roberto Witoslawski</p></div>
<p>Caros leitores, sinto-me enlutada! Coberta por um véu negro a velar por mais um bem histórico à beira de um abafado sepultamento. Humm&#8230; Pode parecer uma representação excessivamente metafórica e abusada, no entanto é o que sinto ao deparar-me com lugares repletos de histórias, no entanto vazios e descolados do cotidiano da cidade, como o belo Coreto Maestro Hélio Teixeira da Rosa, localizado no coração de Florianópolis, na Praça XV de Novembro.<span id="more-15520"></span><br />
Um espaço que poderia abrigar eventos musicais, performances teatrais, conferências, entre outras atividades culturais em Florianópolis, fenece no centro histórico de uma cidade que se pretende turística. Ao invés de acolher empreendimentos que expressam a dinâmica cultural, (música, teatro, literatura, poesia, história, entre outros), ele está lá, “esquecido e generoso”, servindo de abrigo para moradores de rua, seus cachorros fiéis, cobertores, aguardentes&#8230; E como cenário para algumas práticas ilícitas.</p>
<div id="attachment_15524" class="wp-caption alignleft" style="width: 226px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/coreto2.jpg" rel="lightbox"><img class="size-medium wp-image-15524  " src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/coreto2-300x200.jpg" alt="" width="216" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Foto Paulo Roberto Witoslawski </p></div>
<p>O Coreto da Praça XV de Novembro foi inaugurado em 20 de março de 1947, com transmissão da Rádio Guarujá e tinha, entre as principais atrações, a presença do maestro francês Fernand Jauteux, a banda da Polícia Militar e do 14ª Batalhão de Infantaria. Em 17 de maio de 2000, por meio da lei 5668, o Coreto recebeu a denominação de “Maestro Hélio Teixeira da Rosa” (1930-2000) em homenagem ao maestro, estudioso da música e da cultura local que acumulou, ao longo de sua carreira, volumes preciosos sobre a história da música, biografias e partituras que foram doados pela família, em 2001, ao Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC).</p>
<p>Penso que o dinâmico e criativo maestro (músico, compositor, radioator, comediante, escritor&#8230;) apreciaria que seu nome estivesse ligado à prática efetiva do conhecimento, da apropriação e da valorização do patrimônio cultural da cidade; que o Coreto estivesse contribuindo para isso, abrigando uma variedade de manifestações consagradas à compreensão, disseminação e valorização da herança cultural.</p>
<p>Incomoda-me, sobremaneira, o sub-uso e não-aproveitamento do antigo mobiliário urbano de Florianópolis. Trata-se da ‘poda’, do ‘abatimento’, de impor – por falta de políticas culturais &#8211; uma ‘finitude emancipada’ para muitos espaços urbanos que contêm empilhadas histórias sobre a constituição de Florianópolis. Estou cá dividindo uma reflexão sobre uma sociedade que não acolhe o tradicional em sua rotina, sobre aqueles lugares de experiências culturais que não são absorvidos pelo agitado cotidiano contemporâneo. Inanimados, assombram em vez de avivar! Tornam-se ‘fantasmas de concreto’ que não participam da identidade local. BUHHHHHH!!!</p>
<p><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Esperando-Rita-no-salao.jpg" rel="lightbox"><img class="alignleft size-medium wp-image-15525" src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/Esperando-Rita-no-salao-269x300.jpg" alt="" width="131" height="146" /></a>Marilange Nonnenmacher é cronista e revisora de periódicos e trabalhos científicos. Dedica-se ao estudo e pesquisa do patrimônio histórico e cultural: memória, cidade, artes, teatro e ressiginificações urbanas. Graduada em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina &#8211; UDESC (1999); é Mestre e Doutora em História pela Universidade Federal de Santa Catarina &#8211; UFSC (2002/2007). Atuou como professora colaboradora da Udesc (2005-2009). Professora do Curso de Pós-Graduação em História Social (2009).</p>
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		<title>Valores catarinenses: Gilberto Martinho</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 18:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agilmar Machado</dc:creator>
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Quando Gilberto Martinho deixou sua bucólica Cangicas (hoje distrito de Hercílio Luz, Araranguá &#8211; (SC) para galgar os degraus da fama na TV Tupi (depois Rede Globo), era apenas mais um a tentar a sorte e apostar em seu talento no Rio de Janeiro.
Foi o mais autêntico “coronelaço” nos papéis centrais das novelas e dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">
<div id="attachment_15513" class="wp-caption aligncenter" style="width: 253px"><a href="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/am_cabocla_gilberto.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-15513 " src="http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/am_cabocla_gilberto.jpg" alt="" width="243" height="155" /></a><p class="wp-caption-text">Gilberto Martinho e Fátima Freire na novela Cabocla. Foto site F. Freire</p></div>
<p>Quando Gilberto Martinho deixou sua bucólica Cangicas (hoje distrito de Hercílio Luz, Araranguá &#8211; (SC) para galgar os degraus da fama na TV Tupi (depois Rede Globo), era apenas mais um a tentar a sorte e apostar em seu talento no Rio de Janeiro.<span id="more-15512"></span></p>
<p>Foi o mais autêntico “coronelaço” nos papéis centrais das novelas e dos palcos brasileiros, depois sucedido por Lima Duarte e, hoje, por Osmar Prado. Gilberto Martinho lutou contra um câncer que o acabou vencendo recentemente. Assim como Gilberto, o sul de Santa Catarina foi um manancial de valores artísticos que precisam ser devidamente registrados para a história (hoje tão frágil de informações corretas e dados precisos). Vide transcrição ao final deste texto sobre Gilberto Martinho.</p>
<p>O que muitos não sabem é que o conceituado apresentador, Celso Freitas, também nasceu em Criciúma, SC, para orgulho de todos os catarinenses.</p>
<p>Dos reais pesquisadores e historiadores conscientes, poucos restam ainda ativos e capazes de resgatar, com lisura e clareza necessárias, os fatos passados.</p>
<p>Infelizmente, “cada um faz sua própria história”, enfatizando seus próprios “méritos”, relegando ao esquecimento e à omissão aquilo que todos desejariam conhecer do passado mais longínquo. Com esse intróito sobre o que penso, creio necessário e urgente que haja uma conscientização junto aos que nos sucederão nas narrativas de fatos passados; cremos ser extremamente necessário um resgate fiel da história, sem egoísmos, sem “pavonismos” abomináveis que somente deturpam e gravam versões errôneas e incompletas, tidas como fiéis pelos menos avisados.</p>
<p>Digo tudo isso para iniciar uma série de trabalhos relacionados ao meio artístico catarinense, em cujo mérito estará a realidade dos fatos passados, num resgate sem sofismas ou omissões.</p>
<p>Um dia, reportando-me á seção “Obituário” de um diário editado no Estado de Santa Catarina, tomei conhecimento, com imensa tristeza, da morte de um dos mais aplaudidos músicos sulinos: Abílio Vasconcelos. Ele guardava, com extremo orgulho, um precioso acervo dos velhos tempos em que, com seu bandolim ou cavaquinho (pois era exímio em ambos), compunha o Regional R-6 da Rádio Eldorado de Criciúma dos finais dos anos 40 e inícios dos anos 50. (Se esqueceram do próprio Jacó do Bandolim, o que se poderia esperar nessa altura?)</p>
<p>Mostrou-me uma foto histórica desse memorável conjunto, onde perfilavam: Santos Flores (arranjador e violonista), ele (Abílio) no bandolim, Aristides Madeira (segundo violão), Zequinha (bateria), Santiago (pandeiro e agea), Edu Réus (até hoje com o seu conjunto “Os Araganos” atuando em rádios e palcos do Rio Grande do Sul, no acordeom) e nada menos que Altair Castelan, histórico nome artístico que atuou por longo período na Rádio Diário da Manhã, de Florianópolis, no piano e acordeom, algumas vezes substituído por seu tio Albino, na Eldorado de então. Puro talento! Pois a triste nota relacionada à morte de Abílio Vasconcelos (77) registrou somente o derradeiro período de sua participação artística, então já no alvorecer da década dos anos 70, em outra rádio de Criciúma.</p>
<p>Infelizmente, e mais uma vez, não foi procurada a informação completa e independente, que tem nome, residência e telefone: Mário Beloli, a quem reverenciamos como acurado e zeloso pesquisador e historiador.<br />
Atualmente, além dele, não conheço outro nome credenciado para rememorar, com seriedade e precisão necessárias, qualquer fase anterior aos anos 50 da história da cidade de Criciúma, com imprescindível fidelidade. É lamentável, realmente&#8230;</p>
<p>Transcrevemos: “Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</p>
<p>GILBERTO MARTINHO</p>
<p>Data de nascimento 14 de Janeiro de 1927<br />
Local de nascimento Araranguá, SC<br />
Data de falecimento 19 de Agosto de 2001 (74 anos)<br />
Local de falecimento Barra de São João, RJ</p>
<p>Jovem ainda muda-se para o Rio de Janeiro, onde inicia os estudos de arte dramática, no Teatro do Estudante. A convite de Henriette Morineau integra o grupo Os Artistas Unidos. Em 1951 tem sua primeira oportunidade no cinema no filme Maria da Praia, sendo apontado como a revelação do ano, ganhando o prêmio da ABCC. Passa a ser bastante requisitado para outros trabalhos no cinema, chegando a fazer muitos outros filmes como Fuzileiro do Amor (1956) e Adorável Trapalhão (1967).</p>
<p>Paralelamente atua também com destaque na televisão, principalmente no papel de Falcão Negro, super-herói brasileiro de muito sucesso na década de 50, ao lado de Haydeé Miranda. Em 1970, ganha notoriedade nacional ao interpretar o Coronel Pedro Barros na telenovela Irmãos Coragem. No teatro, brilha nas companhias de Bibi Ferreira, Marlene, Luís Delfino e a equipe de Guto Graça Mello.</p>
<p>Participou de inúmeras telenovelas da Rede Globo, entre elas Selva de Pedra, Gabriela, Cabocla, Escrava Isaura e a minissérie O Tempo e o Vento. Foi sepultado na região dos Lagos no Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Filmografia</p>
<p>• 1951 &#8211; Maria da Praia<br />
• 1954 &#8211; Rua sem Sol<br />
• 1954 &#8211; Alvorada de Glória (inacabado)<br />
• 1954 &#8211; O Rei do Movimento<br />
• 1954 &#8211; Conchita und der Ingenieur<br />
• 1955 &#8211; Paixão nas Selvas<br />
• 1955 &#8211; Mãos Sangrentas<br />
• 1955 &#8211; O Grande Pintor<br />
• 1955 &#8211; Colégio de Brotos<br />
• 1955 &#8211; O Diamante<br />
• 1956 &#8211; O Feijão é nosso<br />
• 1956 &#8211; Fuzileiro do Amor<br />
• 1957 &#8211; O Negócio foi assim<br />
• 1957 &#8211; Tudo é Música<br />
• 1958 &#8211; Contrabando<br />
• 1967 &#8211; Adorável Trapalhão<br />
• 1976 &#8211; O Pistoleiro</p>
<p>Televisão</p>
<p>• 1957 &#8211; O Falcão Negro &#8211; Falcão Negro (TV Tupi)<br />
• 1967 &#8211; Anastácia, a Mulher sem Destino (TV Globo)<br />
• 1968 &#8211; Sangue e Areia<br />
• 1969 &#8211; A Grande Mentira &#8211; Jorge Antonio de Albuquerque e Medeiros (TV Globo)<br />
• 1969 &#8211; Rosa Rebelde (TV Globo)<br />
• 1969-1970 &#8211; Véu de Noiva &#8211; Felício (TV Globo)<br />
• 1970-1971 &#8211; Irmãos Coragem &#8211; Cel. Pedro Barros (TV Globo)<br />
• 1971-1972 &#8211; O Homem que Deve Morrer &#8211; Mestre Jonas (TV Globo)<br />
• 1972 &#8211; Selva de Pedra &#8211; Aristides Vilhena (TV Globo)<br />
• 1972 &#8211; Somos Todos do Jardim de Infância &#8211; Caso Especial (TV Globo)<br />
• 1972-1973 &#8211; Uma Rosa com Amor &#8211; Carlos (TV Globo)<br />
• 1973 &#8211; Medeia &#8211; Caso Especial (TV Globo)<br />
• 1973-1974 &#8211; Carinhoso &#8211; Felipe (TV Globo)<br />
• 1974 &#8211; Fogo Sobre Terra &#8211; José Martins (TV Globo)<br />
• 1974 &#8211; O Crime do Zé Bigorna &#8211; Caso Especial &#8211; Delegado João (TV Globo)<br />
• 1975 &#8211; Gabriela &#8211; Cel. Melk Tavares (TV Globo)<br />
• 1975 &#8211; Pecado Capital &#8211; Raimundo (TV Globo)<br />
• 1977 &#8211; Escrava Isaura &#8211; Comendador Almeida (TV Globo)<br />
• 1977 &#8211; Sinhazinha Flô &#8211; Pêpe, o cigano (TV Globo)<br />
• 1978 &#8211; Maria, Maria &#8211; Antônio Roxo (TV Globo)<br />
• 1979 &#8211; Memórias de Amor &#8211; Mauro Pompéia (TV Globo)<br />
• 1979 &#8211; Cabocla &#8211; Cel. Justino (TV Globo)<br />
• 1980 &#8211; Chega Mais &#8211; Sr. Barata (TV Globo)<br />
• 1981 &#8211; Baila Comigo &#8211; Antenor Gomide (TV Globo)<br />
• 1982 &#8211; O Homem Proibido &#8211; Jocemar (TV Globo)<br />
• 1983 &#8211; Voltei pra Você &#8211; Januário (TV Globo)<br />
• 1984 &#8211; Vereda Tropical &#8211; Barbosa (TV Globo)<br />
• 1985 &#8211; O Tempo e o Vento (minissérie) &#8211; Cel. Ricardo Amaral (TV Globo)<br />
• 1986 &#8211; Roda de Fogo &#8211; Gílson Góes (TV Globo)<br />
• 1994 &#8211; Você Decide &#8211; Episódio: Carga Pesada (TV Globo)<br />
• 1995 &#8211; Você Decide &#8211; Episódio: A Greve (TV Globo)<br />
• 1996 &#8211; Você Decide &#8211; Episódio: Francisco&#8221;.</p>
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