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	<title>Caros Ouvintes &#187; Nauro Rezende Júnior</title>
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		<title>A Futura aposta no futuro</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 20:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nauro Rezende Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Culpar a internet pela baixa na audiência tanto da nova programação quanto da programação consagrada já é quase um chavão entre os executivos de TV e especialistas em mídia no Brasil.Quedas de mais de 20% tem sido uma freqüente nas semanas posteriores à estréia de qualquer programa e a grade tradicional tem perdido audiência ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Culpar a internet pela baixa na audiência tanto da nova programação quanto da programação consagrada já é quase um chavão entre os executivos de TV e especialistas em mídia no Brasil.<span id="more-1138"></span>Quedas de mais de 20% tem sido uma freqüente nas semanas posteriores à estréia de qualquer programa e a grade tradicional tem perdido audiência ano a ano, salvo raras exceções.</p>
<p>Segundo dados do site MiniNova, uma das referência na internet quando se fala em encontrar conteúdo de vídeo, a 3ª temporada de Heroes – série da rede americana NBC que no Brasil é transmitida pelo Universal Chanel &#8211; bateu todos os recordes, ultrapassando 10 milhões de  downloads em apenas 10 dias. Sendo que 92% dos downloads foram originados de fora dos Estados Unidos, em locais onde a terceira temporada da série demoraria semanas ou mesmo meses para ser transmitida pelas emissoras locais.</p>
<p>Colocando de lado, ao menos por um breve momento, as questões éticas e legais sobre o download de programas de TV e enxergarmos além das disputas sobre propriedade intelectual e copyright, veremos que a internet, na verdade, tem o potencial enorme de ampliar audiência de qualquer programa. Veremos também que mais relevante do que a grade é o conteúdo, pois hoje com a ajuda da tecnologia, os telespectadores podem assistir ao que quiserem na hora  que quiserem, e em breve em qualquer lugar, levando às vias de fato o slogan da Microsoft de 1999 para sua linha de sistemas portáteis. Any place, any time, any divice.<br />
O que estes números nos mostram é um panorama que não tem mais volta e que pode ser muito proveitoso para quem estiver apto e disposto a investir na integração cross media. E foi isto mesmo que o canal Futura fez.</p>
<p>No site Futuratec, a emissora não só disponibiliza sua programação como também ensina, de maneira simples e didática, como fazer o download e gravar em um DVD os arquivos da programação, para que possam ser assistidos na TV e não no computador, pois como já foi demonstrado em um estudo realizado pela rede americana CBS, as pessoas gostam mais de assistir seus programas na TV que em seu computador.<br />
Esta mesma pesquisa também demonstrou algo bem interessante, 35% dos pesquisados sentem-se mais atraídos a assistir a um programa na TV depois de encontrá-lo online. E menos da metade assistem somente online.</p>
<p>Só não ve quem não quer. Colocar a programação na rede só potencializa a formação de audiência. Ok, mas e os comerciais? Grande responsável pela receita das emissoras, os comerciais e as agências têm que se adaptar a esta nova realidade. Quem já teve a oportunidade de assistir ao CQC, na rede Bandeirantes, deve ter percebido como é interessante a forma como eles fazem merchandising. A fórmula é bem integrada ao programa e a sua linguagem. Nada de menina bonitinha segurando a caixa de Alisabel enquanto o apresentador narra as benesses do produto.</p>
<p>Investir na integração parece ser a lição que o Futura quer nos ensinar. No último dia 12 de outubro eles fizeram uma transmissão experimental onde as crianças puderam participar da programação via webcam ou enviando desenhos, fotos, histórias e vídeos a partir de diversos pontos na cidade montados pela emissora, ou de casa mesmo. Tudo transmitido ao vivo e por meio do site do programa Cambalhota.</p>
<p>A moral desta história é que quem continuar a reclamar da internet vai continuar a perder audiência, quem estiver de mente aberta, e pronto para a mudança irá colher muito em breve os frutos desta nova forma de pensar televisão, não mais como grade, sinal e ibope, mas como conteúdo, integração e interação entre meios, bons exemplos não faltam, tecnologia barata e disponível também não. O que falta então?</p>
<p>Dicas do blog do Thiago Dória</p>
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		<title>Uma bandeira em favor das rádios comunitárias</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 21:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nauro Rezende Júnior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Terminou ontem, 1º de outubro, o prazo para que as rádios comunitárias francesas enviassem ao Conselho Superior do Audiovisual &#8211; Conseil supérieur de l&#8217;audiovisuel – (CSA) a documentação necessária para solicitar uma licença para operarem como Rádios Digitais Terrestres.

Grande parte das emissoras não o fez devido ao alto custo que o processo de digitalização do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminou ontem, 1º de outubro, o prazo para que as rádios comunitárias francesas enviassem ao Conselho Superior do Audiovisual &#8211; Conseil supérieur de l&#8217;audiovisuel – (CSA) a documentação necessária para solicitar uma licença para operarem como Rádios Digitais Terrestres.</p>
<p><span id="more-826"></span></p>
<p>Grande parte das emissoras não o fez devido ao alto custo que o processo de digitalização do sinal acarreta a suas operações.</p>
<p>Na França existem 600 rádios comunitárias oficiais, dentre as quais 307 são representadas pelo Sindicato Nacional das Rádios Livres &#8211; Syndicat national des radios libres &#8211; (SNRL), que entende que suas afiliadas deveriam sim enviar a documentação de solicitação mesmo que o custo de operar o sinal digital seja alto.</p>
<p>Em Lyon o custo médio para uma rádio comunitária operar o é de € 20 mil por ano, com o sinal digital estima-se que este custo seja o dobro.<br />
Aqui no Brasil, no ano passado, discutiu-se sobre o mesmo problema. As rádios comunitárias não teriam acesso ao benefício da nova tecnologia, pois o custo para a modernização da aparelhagem poderia chegar a R$ 1 milhão, dependendo da estrutura que a emissora possuísse.</p>
<p>Problemas tecnológicos e financeiros à parte, vejo que o problema do Brasil em relação às rádios comunitárias é bem maior que a atualização de processos de transmissão.  Segundo dados da Associação Brasileira das Rádios Comunitárias (Abraço), em 2007 mais de 20 mil pedidos de operação encontravam-se parados, aguardando a outorga do Ministério das Comunicações.</p>
<p>Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 48,6% dos municípios brasileiros existem rádios comunitárias, superando pela primeira vez as emissoras comerciais de FM (34,3%) e as de AM (21,2%), todavia os outros 51,4% dos municípios não contavam com uma emissora sequer.</p>
<p>As rádios comunitárias deveriam ser vistas como o oxigênio cultural das atuais empresas de radiodifusão, em sua maioria, presa a modelos comerciais e paradigmas culturais estratificastes. Para mim, as rádios comunitárias têm um papel fundamental não só nas comunidades que atuam, mas, sobretudo para a revitalização do mercado como um todo. São escolas para locutores, operadores e técnicos, além de palco para novos talentos.</p>
<p>Percebo também que são escolas de como se fazer rádio, onde tem uma rádio comunitária, tem público fiel, tem identificação com o ouvinte, tem vitalidade e diversidade.<br />
Se há uma bandeira que deveria ser levantada no segmento de rádio no Brasil, esta deveria ser a simplificação e a aceleração da outorga das rádios comunitárias. (NRJ)</p>
<p>Fonte: Le Monde / Agência Brasil</p>
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		<title>É hora de desatar as amarras</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 10:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nauro Rezende Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caros Ouvintes]]></category>

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		<description><![CDATA[Acompanho há alguns dias as colocações do Emílio Cerri, no site ComGurus, sobre a divulgação distorcida de dados de audiência por parte de algumas emissoras de rádio de Santa Catarina. Aproveito a discussão iniciada por ele para estender um pouco mais o assunto e tentar vislumbrar o mercado como está.Desde muito cedo sou ouvinte de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanho há alguns dias as colocações do Emílio Cerri, no site ComGurus, sobre a divulgação distorcida de dados de audiência por parte de algumas emissoras de rádio de Santa Catarina. Aproveito a discussão iniciada por ele para estender um pouco mais o assunto e tentar vislumbrar o mercado como está.<span id="more-798"></span>Desde muito cedo sou ouvinte de rádio e, por sorte ou teimosia, nunca me afastei muito do meio. Graças a algumas amizades, já tive até a oportunidade de operar uma estação por algumas horas.  Na tentativa de entender o que me liga a uma emissora de rádio, posso dar 100% de certeza que é a pela programação musical, e por um ou outro programa pontual, mas muito mais pela música. </p>
<p>Profissionalmente, uso o rádio também como parâmetro para conhecer o gosto musical e a cultura média de uma cidade.  Sempre que viajo de carro procuro sintonizar as rádios dos locais onde estou para conhecer um pouco mais do que acontece na região, quais os termos incomuns, qual o ritmo da cidade mesmo.  É incrível como você pode conhecer o ritmo de uma cidade só pelo zapping das emissoras locais.</p>
<p>Esta ligação das rádios com a cultura do local onde são transmitidas para mim é algo fundamental, é o coração de uma emissora. Todavia, tem sido cada vez mais comum encontrar nas rádios certa padronização no ritmo da locução, no estilo do locutor e mesmo no perfil dos programas. É claro que as grandes redes têm sido de certa maneira definidoras de padrões que as emissoras menores tentam seguir, mas com isto corre-se o risco de perder o que lhe é mais valoroso, sua diferenciação e adequação ao público local.</p>
<p>E é fundamentalmente sobre isto que este texto quer tratar. Não acredito que grande parte da audiência de uma rádio mude de sintonia em função do posicionamento no Ibope de uma ou outra estação. O posicionamento importante a se buscar é na mente e no coração dos ouvintes. Levar uma disputa, forjada muitas vezes e que interessa somente ao mercado anunciante, ao nível de campanha de marketing, soa para mim pouco relevante para o público da rádio em geral.</p>
<p>A briga por audiência deve passar pela qualificação dos profissionais, diferenciação de programação, interação com o ouvinte e investimento em novas tecnologias. Se corretamente feitos, audiência é conseqüência disso.</p>
<p>Com o enorme avanço da internet no Brasil, o público ouvinte tem acesso a uma infinidade de rádios do mundo inteiro, ou até mesmo criar sua própria “sintonia” virtual e compartilhá-la com amigos e colegas sem infringir nenhuma lei de direito autoral. A internet deu-nos a liberdade de ouvir boa música, seja de que estilo for, sem maiores custos ou dificuldades técnicas. O argumento de que a internet não é para todos já não se aplica tão bem, pois a classe C já é o maior segmento de nossa população on-line. Hoje, ele só serve para mascarar a falta de compreensão do potencial desta ferramenta para alavancar o negócio das rádios.</p>
<p>Enquanto escrevo este texto escuto, via iTunes, uma rádio da Inglaterra, mas poderia muito bem, no mesmo software, estar escutando uma rádio de qualquer lugar do mundo e dos mais diversos estilos musicais, inclusive uma daqui mesmo se estas oferecessem uma programação com qualidade ou variedade de estilos, pois na rede uma rádio não precisa ficar presa a uma só programação. Por que não oferecer, sob a mesma “bandeira”, programação diferenciada para públicos segmentados?</p>
<p>É preciso que os gestores das rádios expandam seus horizontes e parem de ver o meio como algo preso à estrutura de antenas, transmissores e receptores. Rádio é conteúdo, e hoje, conteúdo não tem fronteira. Se você não oferecer algo interessante e cativante, alguém no mundo o fará.<br />
Claro que a viabilização destas iniciativas sempre depende de anunciantes, mas fazê-la é sim uma vantagem não um porém.  Desvincular-se do modelo tradicional, ampliar a audiência, segmentá-la em nichos, ou mesmo permitir que ela própria desenvolva sua própria programação amplia também, e potencialmente, os espaços comerciais, abrindo oportunidades inclusive para anunciantes não regionais.</p>
<p>Mascarar pesquisas para divulgar na mídia, não só é um ato de desrespeito com o mercado como algo que não passa por um crivo mais rigoroso de profissionais de mídia competentes ou de anunciantes um pouco mais esclarecidos.<br />
Se a justificativa para é fazê-lo e a perda de audiência, e receita, é mais honroso e frutífero há longo prazo, tentar descobrir como falar novamente com estes ouvintes, pois com certeza eles estão em algum lugar.</p>
<p>O mais importante as rádios já tem, que é o conteúdo, a expertise, o vínculo regional e mão-de-obra especializada.  O que lhes falta hoje e desatar as amarras do velho modelo e enxergar a internet como um novo suporte para seu negócio e não como um inimigo a ser enfrentado, ou pior ainda ignorado. (NRJ)</p>
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		<title>Por mais patas e menos galinhas</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 21:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nauro Rezende Júnior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caros Ouvintes]]></category>

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		<description><![CDATA[O papel social dos veículos de comunicação sempre foi algo ao qual tive grande interesse, preocupação e, sobretudo uma visão crítica aguçada. Não sei se por ter me iniciado profissionalmente junto a ideólogos ou em função de minha vivencia familiar, desde cedo entendi que o rádio e a TV devem além de informar e entreter, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O papel social dos veículos de comunicação sempre foi algo ao qual tive grande interesse, preocupação e, sobretudo uma visão crítica aguçada. Não sei se por ter me iniciado profissionalmente junto a ideólogos ou em função de minha vivencia familiar, desde cedo entendi que o rádio e a TV devem além de informar e entreter, orientar, educar e servir a sociedade que os cerca.<span id="more-521"></span></p>
<p>Não defendendo aqui nenhum tipo de visão política ou censura aos meios de comunicação, muito pelo contrário. Defendo abertamente a liberdade de expressão. Tenho certeza, porém  que o formato de concessão pública vem imbuído de responsabilidades sociais, que devem ser cobradas pelo Estado, mas, sobretudo pela sociedade. </p>
<p>Recentemente, em Santa Catarina, as maiores emissoras de TV do estado se engajaram em campanhas de arrecadação de agasalhos para a população carente. Com muito mérito pela iniciativa, todas elas desenvolveram suas ações em paralelo umas das outras, quase como se disputassem o primeiro lugar em volume de arrecadação.</p>
<p>Todas, sem exceção, mobilizaram suas máquinas comerciais e de marketing para valorar sua iniciativa e reforçar suas imagens institucionais. Mais que campanhas sociais, presenciamos aqui, campanhas de marketing.</p>
<p>Tomo a liberdade de citar um amigo que, ao definir a nova postura de sua empresa o fez dessa maneira: “Temos que ser como a galinha e não como a pata”. Curioso sobre o que ele queria dizer com a frase perguntei-lhe o motivo da comparação, e obtive a seguinte resposta. “A pata bota um ovo maior, mais bonito e mais saudável, mas não avisa que o fez, já a galinha canta cada vez que bota um ovo”.</p>
<p>Estamos imersos em uma granja, repleta de galinhas avisando aos quatro cantos que estão fazendo algo em prol da sociedade, como se servir à comunidade não fosse parte da obrigação de uma concessionária pública.</p>
<p>Utópico e idealista que sou, questiono-me. Será que não se arrecadariam mais agasalhos, leite, alimento ou qualquer outra necessidade popular se as emissoras, ao invés de disputarem as doações e a atenção, somassem esforços em uma única campanha?<br />
De outra maneira, a mim, resta a sensação de que audiência e imagem da empresa são mais importantes que os resultados das campanhas.</p>
<p>Ações sociais não devem ser vistas como uma oportunidade de marketing, devem sim ser vistas como uma oportunidade que as empresas têm de retribuir à comunidade. O próprio termo, marketing social, é um termo viciado que incita uma necessidade de lucrar com estas ações.</p>
<p>Para findar esse artigo gostaria de sugerir um aumento do número de patas e a redução do número de galinhas em nosso mercado. Para que, quem sabe um dia passemos a perceber mais consciência e menos marketing social nos veículos de comunicação de Santa Catarina.</p>
<p>______________<br />
Nauro Rezende Jr, 31, é publicitário e Diretor de Criação e Planejamento da ID Comunicação. Vice Presidente de Mercado da Associação Catarinense de Propaganda (ACP) e um apaixonado pela profissão e suas ciências.</p>
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