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QUANDO A GENTE NÃO ESQUECE

29/01/07

1. “Lá vem o seu Noel, comandando o batalhão;
o macaco vem sentado, na corcunda do leão.
O gato faz miau, miau, miau; o cachorro lulu,
au, au, au, au; o carneiro faz Béééééééééééééééééé!
E o galo e o garnizé: qué, qué, ré, qué-ré-qué-qué”.
Por Elóy Simões

2. Meus filhos adoravam, quando eu cantava essa música.  Bastava eu pegar no violão pra me acompanhar em algumas mal cantadas músicas pra eles me cercarem e determinarem: canta o seu Noel.
Minhas netas nasceram, começaram a crescer, eles me dedaram: manda ele cantar o seu Noel.
Cantei a primeira vez, não parei até que elas cresceram. Mas de uma coisa não me esqueço: como é importante quando você se defronta com uma música pertinente!
Ninguém consegue esquecer. Tenho certeza de que se conseguir viver até ser bisavô, terei de cantar a mesma música. Se a voz me permitir, claro.
3. Acho que aí reside o engano de quase todos os publicitários, de jinglistas e de anunciantes em geral. Partem do princípio de que basta ter uma peça capaz de vender agora. Amanhã será outro dia, outro problema, raciocinam. Então, criam e aprovam qualquer coisa que venda.
 
Estão redondamente enganados. Uma peça publicitária deve ser criada, pensada para durar muitos aos. Ou sempre.
Agora mesmo estamos observando um movimento preocupado em restaurar peças publicitárias inesquecíveis publicadas ao longo do tempo. Livros foram e continuam sendo lançados abordando o tema. Sites sonoros, idem.
E não é só.
4. Hoje e cada vez mais estão descobrindo o óbvio: de que ter marca forte é fundamental parta qualquer empresa. E se que o processo de construção da marca é lento – e constante.
Pegue essa informação, que certamente você já tem e cruze com outra: a de que é possível criar peças sonoras de comunicação de marca inesquecíveis. Questão de talento e de tempo.
Com esse cruzamento, você vai concluir: vale a pena o esforço. Compensa ser existente. Com os criativos, estejam eles nas agências ou nas produtoras. Com você.


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HISTÓRIA DO LANÇAMENTO DO SABONETE LIFEBUOY NO BRASIL

15/01/07

Os termômetros mostraram temperaturas tão elevadas ultimamente que o calor passou a ser tema de conversa. O calor me inspirou a resgatar este artigo sobre o lançamento do sabonete Lifebuoy e que provocou comentários curiosos. Reproduzimos o artigo agregando os comentários dos internautas.
Por Chico Socorro

Nos anos trinta do século 20, o apelo negativo em publicidade era muito  polêmico. Poucos publicitários ousavam propor um  apelo publicitário negativo. Lifeebuoy quebrou essa regra.
Aconteceu com o sabonete o Lifebuoy em sua fase inicial de lançamento: a publicidade, cuja mídia básica era o rádio, abordava diretamente o odor causado pelo suor nas pessoas que não usavam Lifebuoy. Uma sigla que foi popularizada pela publicidade do Lifebuoy: CC (Cheiro de Corpo).
Aqui temos um exemplo de ousadia do anunciante, Irmãos Lever, em especial do seu presidente no Brasil, George Mc Cabe que decidiu correr o risco de uma campanha publicitária enfocando um fato real que é o suor e sua conseqüência desagradável que é o odor, o tal CC.

A frase-tema da campanha era esta: este é o tal que não usa Lifebuoy.
Emílio Cerri em e-mail registrado neste portal relembrou que esse enfoque negativo do Lifebuoy levaria o produto, muitos anos depois, ao ostracismo. Contudo, não podemos deixar de registrar que o sucesso de Lifebuoy no Brasil foi considerado um case dentro do multinacional Unilever: dois anos após o seu lançamento, passou a ser o terceiro sabonete mais vendido no país e continuou a crescer em vendas.
O sucesso de Lifebuoy obrigou o principal com corrente, Gessy, a lançar um sabonete com o mesmo odor (“cheiro de desinfetante”) chamado Salus e que não chegou a ameaçar o pioneiro.
Naquele período, começava a se firmar um formato de comercial de rádio que faria sucesso em nosso País durante décadas e que sobreviveu até hoje: o jingle. Vejamos como Rodolfo Lima Martensen, o gaúcho publicitário que amava o rádio, conta a história  da popularização do Sabonete Lifebuoy:
“Chegou o momento em que atingimos o ponto de saturação daquele apelo negativo e sentimos que deveríamos inverter a campanha. De um enfoque negativo passaríamos a uma apresentação positiva do mesmo problema. Essa mudança foi entregue exclusivamente ao rádio, onde foram empregadas somas vultosas na irradiação de um jingle que eu escrevi e Paulo Barbosa musicou.
A interpretação que assegurou extraordinário sucesso desse jingle foi a do então cantor de emboladas, mestre de várias artes, hoje consagrado pintor e meu querido amigo: Manezinho Araújo. O jingle tinha a virtude de passar toda a mensagem de vendas de uma forma suave, da primeira a ultima nota:
Quando chega o verão
e aperta o calor,
transpira-se tanto
que é mesmo um horror.
Para então se manter
o asseio corporal,
é preciso se usar
um sabonete batatal.
É mesmo o tal, não tem rival,
é um heról:
Lifebuoy, Lifebuoy!

O Jingle foi para o ar na primavera {de 1937]. Quando chegou o verão, o jingle já era cantado nas ruas, em todo o Brasil, numa monumental repercussão gratuita da propaganda radiofônica e tornou-se marchinha carnavalesca”.
 


A cor em laranja me faz lembrar os tempos em que usava o sabonete Lifebuoy. Aroma muito agradável e pena que saiu do mercado junto igual a tantos outros como Vale Quanto Pesa, Eucalol, Gessy. Gostaria de saber se em algum lugar, mesmo fora do Brasil, ainda se encontra o Lifebuoy pois acho que ele era importado e de repente pararam de importar.
Marcus Tayah
 
 


Adoro relembrar esses tempos de minha infância e juventude.
Lifebuoy acompanhou bom templo de minha vida.
Excelente matéria. Um abraço.
Maria José Lindgren Alves
 


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APROVEITE!

8/01/07

“Como pode, o peixe vivo,
viver fora, da água fria;
como pode o peixe vivo,
viver fora, da água fria;
como poderei viver,
como poderei viver,
sem a sua, sem a sua,
sem a sua companhia. (bis)
Por Elóy Simões

Os pastores desta aldeia,
já me fazem zombaria, (bis)
por me ver aqui sozinho (bis)
sem a sua, sem a sua,
sem a sua companhia”. (bis)
1. Lembro-me como se fosse hoje. Eu vivia em S. Paulo, trabalhando na Norton Publicidade, quando recebi a notícia: a Bandeirantes estava decidida a fechar a rádio da minha terra, que naquela época já tinha trocado de nome, de Rádio Urânio para Rádio Bandeirantes de Cachoeira Paulista. A cidade era pequena e pobre, a praça era fraca, a emissora só dava prejuízo.
Passei a mão no carro, fui ao Morumbi, onde fica a sede da Emissora paulista. Consegui ser recebido, fiz uma proposta: que me entregassem a direção da rádio por um tempo, e eu a recuperaria. Em troca, eles não a fechariam. Nesse meio tempo, treinaria alguém para o lugar. Não queria ganhar nada. Apenas fazer com que ela continuasse viva. A cidade precisava dela. 
Como sempre acontece quando tomo iniciativas como essa, chamaram-me de louco sonhador. Mas, embora ironizando a proposta, atenderam ao pedido.
Tirei férias, fui pra Cachoeira Paulista, virei a rádio no avesso,
equilibrei as finanças, voltei pra S.Paulo, passei a viajar pra lá todo fim
de semana. No segundo mês já dava lucro. Criei, entre outros,
um programa para a noite. Tinha um clima próprio para as pessoas que
gostavam de ouvir rádio àquela hora. Chamei o locutor, expliquei como
ele deveria ser tratado. Cheguei a treiná-lo.
Na noite da sexta-feira seguinte, indo de S. Paulo para minha cidade,
ainda na Via Dutra, sintonizei a rádio. Tomei um susto. O locutor
tratava o programa como outro qualquer. Uma tragédia.
Cheguei na cidade, fui direto à Emissora, botei o cara na rua. Por
burrice, falta de talento ou desídia mesmo, jogou fora a chance que o
destino lhe deu.
2. Como já escrevi aqui, adoro corujar rádio quando viajo – porque adoro esse meio e porque gosto de saber se alguma coisa nova está acontecendo por aí.
Confesso que tenho me decepcionado. É sempre o mesmo tipo de locução, o mesmo padrão de voz, a mesma forma mecânica de tratar o ouvinte, nenhuma preocupação de inovar.
3. Ouço isso e me pergunto: Deus deu a essa pessoa a fantástica oportunidade de trabalhar em um meio cujos recursos são ilimitados. Porque ela não aproveita?
É como a história do Peixe Vivo, contada nessa antiga música brasileira que reproduzi no início da nossa conversa. Está cheio de autor, produtor, animador, comunicador por aí, vivendo à custa do rádio, mas fora do ambiente dele, dessa maravilhosa água que eles maltratam.
Certamente por isso, muitos vivem à deriva. Vítimas da zombaria dos pastores da aldeia com a qual julgam se comunicar.
      
Vão acabar vivendo assim sozinhos.


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DOIS JINGLES DE NATAL INESQUECÍVEIS

20/12/06

Há verdadeiros tesouros no acervo de jingles publicitários do passado. Certos jingles possuem o poder de marcar de forma indelével as nossas lembranças e acabam moldando a nossa memória afetiva. Perduram no imaginário coletivo com uma força extraordinária. Nestes dias pré-natalinos, vale a pena  ouvir novamente o jingle da Varig e o do Banco Nacional.
Por Chico Socorro

Estrela brasileira no céu azul: VARIG
Jingle criado em 1960 pelo paulistano Caetano Zamma, um dos integrantes do grupo paulista de Bossa Nova, ao lado de Johnny Alf, Agostinho dos Santos e Maysa. Ele compôs cerca de 150 músicas.
Mas, o jingle de Natal de 1960 da Varig, apesar de seu caráter publicitário, é a sua canção mais conhecida, gravada originalmente por Clélia Simone. A vitalidade desse jingle pode ser comprovada pelo fato de o mesmo foi regravado, com Jorge Benjor nos vocais,  e ressurgiu no Natal de 2005.
Letra original:
Estrela das Américas no céu azul
Iluminando de Norte a Sul
Mensagem de amor e paz
Nasceu Jesus, chegou o Natal
Papai Noel voando a jato pelo céu
Trazendo um Natal de felicidade
E um Ano Novo cheio de prosperidade
Assinatura: Varig, Varig, Varig

:: Clique aqui e ouça o jingle da VARIG

A letra foi mais tarde modificada: o verso “estrela das Américas” foi mudado para “estrela brasileira”.
Institucional de Natal do ex-Banco Nacional
Essa canção natalina, levada ao ar no Natal de 1975, é considerada uma das três mensagens de natal brasileiras mais famosas de todos os tempos.
Criação imortal de do compositor Edson Borges de Aguiar, o “Passarinho”, a pedido de uma agência de publicidade  que ajudou o Nacional a se transformar, em seu tempo, num dos 5 maiores bancos privados do País: a JMM Publicidade, do Rio de Janeiro.
A canção de Natal do Nacional integrou-se à cultura brasileira e faz parte do nosso cancioneiro popular. Mesmo após a extinção do Banco Nacional, as crianças de hoje já ouviram esse jingle em algum lugar e sabem canta seus versos.
 
O jingle ganhou o Prêmio Colunistas de  Melhor Mensagem de Natal de 1975.

Detalhe: o catarinense Emilio Cerri Neto fazia parte da equipe da JMM naquela época, cuja Criação era comandada pelo hoje ícone publicitário Lula Vieira.
Vejamos a letra por inteiro:
Quero ver
Você não chorar,
Não olhar pra trás,
Nem se arrepender
Do que faz.

Quero ver
O amor vencer,
Mas se a dor nascer,
Você resistir
E sorrir.

Se você
Pode ser assim,
Eu vou crer
Que o Natal existe,
Que ninguém é triste,
Que no mundo
Há sempre Amor.

Bom Natal!
Um Feliz Natal!
Muita flor e paz
Pra você…

:: Clique aqui e ouça o jingle do Banco Nacional


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ONDE ESTÃO AS MELODIAS?

4/12/06

Está cada vez mais disseminada a prática de uso de play-backs  tanto no rádio como na Televisão. E também nos spots e jingles publicitários. Hoje, com a devida permissão do autor, reproduzimos praticamente  a coluna do Zelão, competente produtor de áudio de São Paulo,  publicada no Caderno de Propaganda e Marketing do dia 27 de novembro.
Chico Socorro

“Onde estão as melodias?
Você liga a TV ou o rádio e ouve somente play-backs.
Explico: quase não existe mais uma trilha que tenha uma definição melódica, é só a base. A música então fica sem nenhuma identidade, sem nenhuma personalidade, é só um fundo branco infinito, sem cor, entendem?
Virou mania colocarem um polvo para tocar bateria. O baterista tem só duas mãos e dois pés, porém, nas gravações atuais parece que tem oito de cada membro.Fica aquela coisa esquisita de se ouvir. Três bumbos, quatro chimbaus, oito pratos, cinco caixas e o escambau, não dá não minha gente. Como quase tudo hoje é feito por teclados, deveria haver um pouco mais de respeito com cada instrumento colocado numa gravação. Deve-se respeitar também a tessitura de cada instrumento tocado.
É um tal de violino virar uma viola ou cello, é um tal de trombone virar trompete e tantos outros absurdos que a gente ouve por aí. Eu sei que na ânsia de buscar novos sons para suas trilhas, os trilheiros tem recorrido a esses absurdos musicais. Que tal fazer a coisa de modo mais honesto hein?
Já que quase não se tem usado mais músicos em gravação, que pelo menos se respeite o som que os instrumentos musicais possuem de verdade.
Junto a isso tudo, o pedido encarecido para que as músicas tenham uma linha melódica, algo que fique nos nossos ouvidos, e não só um play back insosso e sem vida.
Gostaria de pedir aos RTVs das agências que procurassem ouvir mais e mais as grandes trilhas compostas por compositores de filmes.
Vocês iriam acrescentar muito ao seu currículo auricular.
Ao prestarem atenção as trilhas sonoras, vocês verão a magia da musica fazendo o filme fluir em todas as suas nuances. Nem todos tem o cuidado de ao ver um filme, prestar atenção na trilha sonora dos mesmos. Então façam o seguinte: tirem o som, e depois preste atenção a cada detalhe musical em cada cena. Vocês irão acrescentar e muito ao porque de uma trilha sonora é tão importante no filme. Alias, nós que mexemos com som, sabemos que uma trilha sonora é cinqüenta por cento do filme.
Sei que todas as afiliadas a Aprosom possuem maestros com talento e criatividade para se fazer uma boa trilha para um comercial. Então vamos deixar os meninos trabalharem com mais músicos. Tenho absoluta certeza que o produto final ficará bem melhor com a utilização deles, que são maravilhosos e capazes.
Nada é comparado ao solo de uma flauta, de um sax, de um trombone, etc, etc.
Uma trilha gravada com uma melodia solada por qualquer instrumento ficará muito mais bonita, com alma.
Não quero, e nem sou louco de pedir para pararem com os teclados. Infelizmente eu sou obrigado a reconhecer que os orçamentos não dariam hoje para se colocar uma orquestra num estúdio de gravação, porém unzinho que seja dá, não é mesmo?”.
É óbvio que endossamos a manifestação do Zelão.


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PARA SERVIR DE INSPIRAÇÃO

30/10/06

1. “Hoje é um novo dia
De um novo tempo que começou.
Nesses novos dias
As alegrias são de todos é só querer.
Todos nossos sonhos serão verdades
O futuro já começou.
Hoje a festa é sua
Hoje a festa é nossa
É de quem quiser
De quem vier.”
(mensagem da Rede Globo, veiculada desde os anos 80)
Por Eloy Simões

2. “Quero ver você não chorar
Não olhar pra trás
Nem se arrepender do que faz
Quero ver o amor vencer
Mas se a dor nascer
Você resistir e sorrir
Se você pode ser assim
Tão enorme assim eu vou crer
Que o natal existe
Que ninguém é triste
Que no mundo há sempre amor
Bom natal, um feliz natal
Muito amor e paz pra você
Pra você…”
         
(mensagem veiculada durante vários anos, com enorme sucesso, pelo Banco Nacioal)
3. “Estrela brasileira no céu azul
Iluminando, de norte a sul,
Mensagem de amor e paz,
Nasceu Jesus, chegou o natal,
Papai Noel voando a jato pelo céu,
Trazendo um natal de felicidade,
E um ano novo cheio de prosperidade,
Varig, Varig, Varig!”
4. Agora que estamos chegando em dezembro, um monte de anunciantes, agências, criativos e  produtoras de fonogramas prepara campanhas de fim de ano. Reproduzo aqui algumas peças memoráveis veiculadas nessa época, em anos anteriores, na esperança de que sirvam de inspiração. E de que pelo menos neste 2006 não tenhamos de suportar a gritaria que povo o rádio, patrocinada pelos que procuram vender de qualquer jeito.


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LULA PARA ALÉM DE SEU TEMPO

23/10/06

Não faz muito tempo, escrevi sobre a falta que estava me fazendo “jingles” e “slogans” de campanha. Quase como se fosse atendendo ao meu pedido, chegou o segundo turno e com ele, qual não é a minha surpresa, estamos diante de uma avalanche de rimas ricas, musiquinhas bem fáceis de aprender, como deve ser um bom jingle. Eu não diria, para não ser atrevida, que ouviram minha sugestão. Seria muita pretensão. Mas que se corrigiram e marcaram nossa memória com excelentes chamadas, não há nenhuma dúvida.
Por Anna Verônica Mautner

Lembro-me até hoje de jingles de 50 anos atrás. Uma letra fácil e uma música bem cadenciada atravessam épocas, perpetuam nomes.
Yedo – Yedo
Yedo não tem medo.
Carne, leite e pão
Açúcar sem cartão.

Quem lembra de Yedo? Ninguém, mas todo mundo que era vivo em 1946 lembra do lema do candidato do então Partido Comunista. Ele não ganhou, sumiu, mas nos faz lembrar dos tempos do racionamento de comida durante a guerra.
Presidente Getúlio
Ademar senador
E Lucas Garcês
Para governador
E PTB e PSP
Com Lucas Garcês
Iremos vencer.
(1950)

Velhos tempos de gente que nem existe mais, mas cujos nomes ainda ressoam na mente de quem votou em 1950.
Para mim, é uma distração lembrar de slogans e jingles não só de políticos mas também de produtos. Que fim terão levado as “Pastilhas do dr. Ross” que faziam bem ao fígado de todos nós? E os “Lençóis Parahyba” que nos levavam para a cama? E o trenzinho camarada  dos biscoitos “Du Chein”? Somem os produtos e ficam gravadas na nossa memória melodias e rimas que trazem de volta tempos passados. Pode parecer piada, pode até parecer ironia, mas não é. Vejo vantagem colateral às eleições e ao mercado na criação de sons que nos levam a tempos passados, odores desaparecidos, nomes esquecidos. É uma responsabilidade dos homens que criam os “reclames” – ou peças publicitárias, como se diz modernamente – manter o passado presente no futuro. E aí o rádio entra com tudo. Com as novas peças da propaganda do Lula, ele vai ficar para bem além de seu tempo no poder. Lula na voz do povo, esta cadência vai ficar. Parabenizo o criador.


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E SE QUISESSEM MUDAR?

23/10/06

1. “Hoje existe tanta gente que quer nos modificar
Não quer ver nossos cabelos assanhados com jeito
Nem quer ver a nossa calça desbotada, o que é que há
Se o amigo está nessa, ouça bem, não tá com nada
Por Elóy Simões

Só tem amor quem tem amor pra dar
Quem tudo quer no mundo sozinho acabará
Só tem amor quem tem amor pra dar
Só o sabor de Pepsi lhe mostra o que é amar
Só tem amor quem tem amor pra dar
Nós escolhemos Pepsi e ninguém nos vai mudar.”
2. Vamos fazer um exercício de imaginação. Vamos supor, eu e você, que um maluco do governo decida, de uma hora pra outra, determinar que as peças de propaganda a serem veiculadas no rádio tenham um mínimo de qualidade. Que tome como modelo, por exemplo, a música cuja letra reproduzi aqui, de autoria de Sá, Rodrix & Guarabyra, que tanto sucesso fez na década de 70.
Absurdo? Olha o que está acontecendo na cidade de S. Paulo, onde o prefeito Kassab, com uma penada, varreu da cidade quase tudo o que se relaciona com a mídia externa.
3. Quem, entre nós dois e os demais, poderia imaginar que isso fosse acontecer? Pois é, aconteceu. Aconteceu porque nós – empresários, executivos, profissionais de marketing e de comunicação e fornecedores – abusamos. veiculamos, ou permitimos que fosse veiculado, tudo quanto era porcaria. O resultado taí.
4. Sinceramente, não acredito que a medida adotada pelo prefeito permaneça como está. Um ponto de equilíbrio será encontrado, porque o bom senso prevalecerá. Mas ficou o susto.
5. E o rádio?
O rádio, você há de concordar, tem o mesmo problema da mídia exterior, de baixa qualidade publicitária. Bota-se qualquer coisa no ar. É raro ouvirmos uma peça que valha a pena.
6. É evidente que faço, aqui, apenas uma provocação, cujo objetivo é fazer com que cada um de nós se esforce um pouco mais para criar peças publicitárias radiofônicas que dêem prazer de ouvir.
Para o bem do ouvinte, do anunciante e – caramba – nosso também.


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ESSA É PRA TOCAR NO RÁDIO. JINGLE DA VARIG CRIADA PELO MESTRE MESSINA EXALTA SC

11/09/06

A Varig foi, talvez, o anunciante que melhor soube explorar as virtudes do Rádio através de jingles inesquecíveis.
E o grande artesão dessas verdadeiras  obras primas foi o compositor emérito Arquimedes Messina.
Por Chico Socorro

Hoje homenageamos  um dos profissionais que amam o rádio de paixão: Décio Clemente, que mantém na Rádio Jovem Pan coluna permanente  sobre jingles antológicos. E que vai nos contar a história de um jingle criado pelo Messina que tem como foco  Santa Catarina.
Conheça o jingle que exalta Santa Catarina de uma maneira simpática, cuja história é comentada por Décio Clemente na Rádio Jovem Pan:

[  CLIQUE AQUI ]

 


 

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Morrendo triste na praia

22/08/06

O PEG (Programa Eleitoral Gratuito) começou amplamente comentado pela mídia e por todo mundo. Referências ao PT desapareceram, o vermelho sumiu, a estrela se foi, o nome Alckmin foi vetado, a barba do Enéas a quimioterapia levou. Parece um mundo novo onde nada mudou – apenas omissões e censuras. Dizer que a gente tem que chamar o candidato do PSDB de Geraldo porque Alckmin é difícil de dizer, é uma bobagem. Há muitos anos, não votamos em Juscelino Kubitschek? Eta nomezinho difícil! Ele venceu apesar disso.
Por Anna Verônica Mautner

Acho Geraldo genérico demais; Lula sem PT, um soco na barriga; PT descolorido, uma bobagem; estrela minimizada um suicídio que pode redundar em vitória final. Tudo pode acontecer quando tudo “tanto faz”. Foi decretado o fim da vontade popular. Já vai longe o tempo, nem falo das “Diretas Já”, mas sim do Juscelino, do Jânio, sem esquecer o Getúlio e seu herdeiro Jango. Também não há mais esquerda ou direita.
Mas não é isso que interessa a nós, ouvintes de rádio. A quarenta dias da eleição, eu ainda não decorei um jingle sequer. Estou até pensando, hoje, 18 de agosto, se tem jingle ao todo. Será que proibiram jingles? Tem uma música no começo do programa, mas não é música de entoar.
Marketeiros, marketeiros, jingle é bom. Quando pega ninguém apaga.
E as palavras de ordem? Até hoje me lembro do “Para frente, para o alto”, “Lula lá, Lula lá”, etc. O que é que aconteceu? Além da falta natural de entusiasmo, temos agora marketeiros envergonhados? Partidos se escondendo?
Foi decretada a falência geral. Falir é sempre uma vergonha. Até o dia 18 de agosto, data em que escrevo estas mal traçadas linhas, não vejo eco, não vejo saudação, perscruto o mundo à procura de esperança. Em verdade vos digo, caro leitor, que o Presidente será eleito presidente por força de uma imovível inércia.
Não. Não. Não. Eleição sem jingle e palavra de ordem não existe não. Eu sinto muito ter que assinar que em torno de mim vejo o voto dos desesperançados, que nem ao menos ostentam a panela vazia, símbolo de tantas eleições. Nem descamisados existem mais, nem cinqüenta em cinco.
Agonizamos na falta de fé. Agonia da falta de esperança. Já nem peço bons candidatos. Satisfaço-me com bons marketeiros. Qual a diferença entre a Hora do Brasil e o PEG? Na Hora do Brasil tem, pelo menos, Carlos Gomes anunciando o início.
Podemos dizer que eliminar os elementos das técnicas da publicidade talvez signifique eleição civilizada, politizada. Ao invés de jingle, palavra de ordem funcionando como mantra, estaríamos tendo eleitores pensantes que estariam a avaliar os programas, as propostas dos candidatos.
Será?!
Desejo, mas não creio.


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O que é um bom jingle?

16/08/06

1. “Varre, varre,
Vassourinha,
Varre, varre,
a bandalheira
o povo,
já está cansado,
de viver,
desta maneira…”
Por Elóy Simões

2. Jingle, quando é bom, faz o cidadão cantar, comprar a idéia ou a mercadoria. E é inesquecível. Os anos passam e ele não sai da nossa cabeça.
O problema é identificar o bom jingle.
Tenho aqui comigo uma idéia. Um roteiro que me guia quando tenho de analisar um.
Vamos ver se você concorda.
3. Em primeiro lugar, o jingle tem de ser fiel ao conceito da empresa, do produto ou serviço, da campanha. Como todo bom conceito, ele precisa fazer o público-alvo – consumidor ou cidadão – visualizar. Tem de usar o poder do som,  de gerar imagem na cabeça de quem o ouve.
Veja, por exemplo, o jingle cujo pedaço citei no início destas mal traçadas.  Ele faz lembrar a vassoura, símbolo que o então candidato Jânio Quadros carregou desde o início da sua carreira militar.
4. Em segundo lugar, tem de ser simples. Nada de palavras difíceis – a menos que elas sejam utilizadas para ressaltar o humor. Nem de música sofisticada. Quanto mais simples, na letra e na música, mais assimilável. As antigas marchinhas de carnaval, que faziam o povo cantar nos salões e nas ruas,  são um bom guia. Quem se envolve na criação e na análise de um jingle devia ouvi-las. Intensamente.
5. Em terceiro lugar, deve-se caprichar no que se vai dizer. Jamais limitar o texto em uma mera repetição do brief. O autor precisa ser criativo, na hora de escrever a letra. E o responsável pela aprovação da peça, sensível.
6. É a minha receita. Se os ingredientes agradarem você, misture-os a vontade. E sirva-se a gosto.


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Varre, Varre Vassourinha: 45 anos depois, o tema da corrupção…

14/08/06

Na campanha eleitoral que o levaria à presidência da República pelo breve período de sete meses em 1961, Jânio da Silva Quadros utilizou o jingle Varre, Varre,  Vassourinha, símbolo da campanha de Jânio contra a corrupção nacional, que ele pretendia varrer durante seu mandato. Venceu as eleições com 48% dos votos apurados, batendo o candidato do PSD, general Henrique Teixeira Lott (32%)  e Adhemar de Barros (20%). Aqui você vai conhecer o pioneiro do Marketing Político em nosso País: João Moacir de Medeiros. Leia mais…

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Rádio brasileiro faz bonito no Festival de Cannes 2006

25/07/06

Realizado em junho, o 53º. Festival Internacional de Publicidade de Cannes, o Oscar da Publicidade Mundial, o Brasil inscreveu 68 peças de rádio. Este foi o segundo ano em que o meio Rádio foi incluído em Cannes. No final, o Brasil trouxe na bagagem 6 Leões – 2 de prata e 4 de bronze contra apenas 2 de bronze em 2005.É o rádio ocupando o seu espaço legítimo como meio publicitário de valor. 
 Chico Socorro

Já escrevemos várias vezes neste site que o Rádio possui um potencial significativo de crescimento de participação no chamado bolo publicitário (total de investimentos feitos na mídia tradicional) que precisa acontecer. Esse crescimento depende, obviamente, de toda achamada cadeia de atores que decide a inclusãomais freqüente do Rádio nos Planos de Mídia: o anunciante, a própria área comercial das rádios e, principalmente, os profissionais que atuam nas agências de publicidade: os mídias e os criativos. Por último, mas não menos importante é o papel das produtoras de áudio pois a qualidade dos materiais demídia, produzidos por profissionais é vital e estimula toda a referida cadeia de interlocutores.
Mas hoje, queremos falar dos profissionais de criação das agências, aqueles que não só “brifam”as produtoras mas que são verdadeiros parceiros no processo de criação e produção dos comerciais de rádio. Como manter essa gente estimulada? Bem, uma das maneiras é fazer com que o seu trabalho seja reconhecido e avaliado em premiações relevantes. E Cannes, uma conquista recente,é, inegavelmente, o palco maior, onde o bom trabalho na área de Publicidade feito em nosso País pode ser comparado com o que se fazde melhor em todo o mundo. E, no Rádio, gente,temos chances reais de fazer bonito. Porquê?

Ouçamos primeiro a opinião do belga Guilhaume Van der Stighelen, presidente do júri do Radio Lions 2006: “Cada país tem características próprias, mas observei o Brasil com um talento extra para tratar o humor como algo simples, palatável e com muita alegria.O humor dá um caráter internacional à mídia [Radio], mesmo que a compreensão não seja fácil. O que isso quer dizer? Que apenas a língua é barreira, explicou ele”. Eu acrescentaria um outro fator, importante, que favorece o rádio: o custo relativamente baixo das produções.
Mário D´Andrea, Diretor Geral e de Criação da JWT em Curitiba deu este depoimento exclusivo para os nossos Caros Ouvintes, respondendo à perguntase foi muito difícil atuar como jurado brasileiro no Radio Lions de Cannes.
Para começar, não sei dizer o que foi mais difícil.
Entender o que 15 jurados de 15 países diferentes estavam pensando.
Ou entender porque o time do Brasil parecia onze zumbis vestidos de amarelo. Ser jurado do festival de Cannes é uma experiência impressionante, exaustiva, angustiante. Enfim, uma delícia.
Foram 5 dias, ouvindo quase 1.200 spots [e jingles] de 74 países.
No final, acho que o Brasil foi bem. Foram 15 finalistas e 6 Leões (deixando claro que o número de inscrições brasileiras foibaixo para o tamanho do nosso mercado de rádio).
Acho que o rádio é uma mídia que tem a cara do Brasil. Popular, divertido, democrático e íntimo de todos os lares brasileiros. Aliás, muito íntimo: que outro veículo você pode consumir nu, tomando banho?
Algumas de nossas peças em Cannes conseguiram mostrar como o brasileiro tem prazer em viver – mesmo quando o jogo não está a nosso favor. O Brasil poderia ter ido melhor? Claro que sim.
Então, é só mandar mais materiais que levamos mais Leões? Claro que não, cabeção.
Ficou claro para mim, ouvindo tantos spots [e jingles] que o rádio, antes de mais nada, é a realização. Não adianta apenas ter uma boa idéia.
Tem que procurar a melhor forma de contar a idéia, a melhor forma de interpretá-la.
A boa peça de rádio não é aquela que simplesmente atinge a mente do ouvinte; é aquela que “senta no balcão do bar pra tomar umas” com a alma dele.
Quanto mais a gente procurar este tipo de conversa através do rádio, mais chances teremos em Cannes. Quem sabe, ano que vem não comemoramos mais vitórias.
Estou falando em Cannes. Porque a Copa…”“.
 
Fichas técnicas das peças premiadas da JWT Curitiba
1 PRATA
(campanha com 3 spots)
 
Título: Born to be wild
 Cliente: 91 Rádio Rock
Peça: Rádio
Produto: Institucional
Diretor de criação: Mario D’Andrea e Fabio Miraglia
Criação: Alexandre Popoviski, Mario D’Andrea e Rodrigo Duarte
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira e Pedro Franco
Aprovação do cliente: Aldo Malucelli / Carlos Gomes / Rubens Nascimento Jr.
 
Título: It’s only rock’n’roll

Cliente: 91 Rádio Rock
Peça: Rádio
Produto: Institucional
Diretor de criação: Mario D’Andrea e Fabio Miraglia
Criação: Alexandre Popoviski, Mario D’Andrea e Rodrigo Duarte
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira e Pedro Franco
Aprovação do cliente: Aldo Malucelli / Carlos Gomes / Rubens Nascimento Jr.
 
Título: We will rock you

Cliente: 91 Rádio Rock
Peça: Rádio
Produto: Institucional
Diretor de criação: Mario D’Andrea e Fabio Miraglia
Criação: Alexandre Popoviski, Mario D’Andrea e Rodrigo Duarte
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira e Pedro Franco
Aprovação do cliente: Aldo Malucelli / Carlos Gomes / Rubens Nascimento Jr.
2 BRONZE
Título: Vinho

Cliente: HSBC
Diretor de criação: Mário D’Andrea / Fabio Miraglia
Criação: Claudia Freire / Fabio Miraglia
Som: Lua Nova
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira / Pedro Franco / Danielle Bellio
Aprovação do cliente: Glen Valente
 
Título: Old DJ

Cliente: HSBC
Diretor de criação: Mário D’Andrea / Fabio Miraglia
Criação: Claudia Freire / Fabio Miraglia
Som: Jamute Áudio
RTVC: Larissa Storch
Atendimento: Jacqueline Vieira / Pedro Franco / Danielle Bellio
Aprovação do cliente: Glen Valente
Vamos ouvir as peças premiadas da Thompson de Curitiba?


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Ao Mestre Archimedes Messina, o jinglista da Varig. Com Carinho.

11/07/06

Quem viveu os anos 60 e 70 certamente ouviu jingles que se tornaram  antológicos e que faziam  do rádio uma mídia  vibrante. Hoje vamos falar de um compositor emérito de jingles da Varig. Como todos devem estar acompanhando, A Varig, um raro ícone empresarial brasileiro, está sangrando e, neste  presente momento não se sabe se vai desaparecer ou não.
 Por Chico Socorro

Está na Folha de São Paulo de hoje, dia 8 de julho: “Nova proposta para a compra da Varig não pode ir a leilão”.
 
Pois é, a Varig, uma empresa que conquistou em nosso País uma imagem que envolve sentimentos de brasilidade, cordialidade, confiabilidade, excelência no atendimento e outros quesitos, e que se transformou após quase 80 anos de vida num verdadeiro ícone em nosso País tem estado diariamente na mídia. Ameaçada de ter o mesmo destino de outras empresas aéreas brasileiras como: Panair, Vasp e Transbrasil.

Entretanto, ao ouvir alguns dos jingles que marcaram a  história da Publicidade da Varig, é impossível não se comover com o destino da empresa.
Mas, ao lado de lamentar a crise da Varig e um possível desfecho trágico, a falência, desejamos hoje  homenagear o compositor de jingles (e de spots) ARCHIMEDES MESSINA. Assim mesmo, tudo em maiúsculas! Messina está vivo, vivíssimo, a bordo de seus 73 anos de idade, vivendo em São Paulo.
Dizem que Messina nunca viajou por outra companhia que não a Varig. Em declarações recentes à mídia, Messina declarou que calcula ter composto para a Varig cerca de 100 obras, entre jingles e spots.
Naqueles bons tempos da Varig, anos 60,  toda vez que a empresa abria uma nova linha internacional, chamava o Messina para criar um jingle temático. Só por aí, dá para perceber a importância do Rádio naquela época.

Em 1967, a Varig começou a voar para Portugal e o Messina imortalizou essa rota com o famoso jingle Seu Cabral. Que, como os mais velhos lembram, até virou marchinha de Carnaval.
Mas hoje, queremos contar um pouco da história do jingle que fala sobre a rota da Varig para o Japão pois, a nosso ver, ao lado da assinatura musical VARIG, VARIG, VARIG (criação genial atribuída ao conjunto musical Titulares do Ritmo) e da  inesquecível e sempre atual canção natalina Estrela  Brasileira no céu azul, o jingle Urashima Taro é uma verdadeira obra prima de composição.  Antológico. Poesia pura!
Prestem atenção na letra:
Urashima Taro, o pobre pescador
Salvou uma tartaruga
E ela como prêmio
Ao Brasil levou
Pelo reino encantado
Ele se apaixonou
E por aqui ficou

Passaram muitos anos
De repente a saudade chegou
E uma arca misteriosa
De presente ele ganhou
Ao abri-la quanta alegria
Vibrou seu coração
Encontrou uma passagem da Varig
E voou feliz para o Japão

Esse jingle memorável e que também virou marchinha de carnaval foi criado pelo Messina em 1968.  Já casado, ele viajou  naquela ocasião sem a esposa para o Japão e de lá  trouxe na bagagem o jingle Urashima Taro, inspirado numa lenda japonesa.
Em 2003, a Varig ainda sem crise, queria comemorar os 35 anos da linha para o Japão e pediu ao Messina autorização para usar novamente o jingle. Desta vez, o pagamento foi feito através de duas passagens. Finalmente ele poderia, 35 anos depois de sua primeira viagem, realizar o sonho de levar a esposa para Japão. Mas, por motivos particulares, a viagem não aconteceu e o Messina e a esposa estavam se preparando recentemente para a viagem quando a Varig deixou de voar para o Japão.
Mas, o carinho de Messina para com a Varig está acima de tudo. Em matéria publicada no dia 30 de abril de 2006 na  Folha de São Paulo, fonte principal deste artigo, Messina,  reagiu assim à provocação do jornalista sobre o fato de que a sua viagem com  a esposa possa ter ido para o espaço e o que ele pretendia fazer a respeito: “Agora vamos esperar. Mas você vai colocar isso na reportagem? Não sei… Não quero que pareça uma reclamação, nada disso… [A Varig] é meu xodó. Acho que de todos os brasileiros“.

 


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O melhor da Publicidade mundial de Rádio no Festival de Cannes

29/05/06

Junho é o mês do Festival Internacional de Publicidade de Cannes (18 a 24). Cannes tem para os publicitários de todo o mundo a mesma importância que o Oscar para  os fãs do cinema. O Brasil será representado, no Júri da categoria Rádio Lions do Festival Cannes 2006 pelo premiado publicitário brasileiro Mário D’Andréa, Diretor de Criação da JWT de Curitiba – um apaixonado pelo Rádio.
Por Chico Socorro

Este será o segundo ano em que o Rádio participa do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, que já está na sua 53ª Edição. Dá pra perceber a quanto tempo o rádio ficou marginalizado em Cannes.
No ano passado, o Brasil foi representado em Cannes pelo renomado publicitário Lula Vieira, ele próprio um apaixonado pelo rádio desde a juventude. Lula Vieira possui um acervo com milhares de jingles de rádio. Vale a pena ouvir o programa Jingles Inesquecíveis na CBN (www.radiocbn.com.br), no qual ele que toca jingles famosos e faz comentários sobre os mesmos.


O Brasil deverá ter 2 Bronzes em Radio: um para campanha da AlmapBBDO e MCR para Rádio Bandeirantes e outro para spot da Master e In Sonoris para Ministério da Saúde.

Sobre a sua participação no Júri no ano passado, Lula Vieira, ao retornar ao Brasil, informou que os julgamentos tinha sido difíceis, sobretudo porque todas as peças tiveram que ser transcritas para o inglês, o que prejudicou a sonoridade e o entendimento de muitas delas, especialmente quando se trata de brincadeiras com a língua original da peça. Mesmo assim, o Brasil conseguiu emplacar quatro peças entre os finalistas.
Voltando ao Festival de 2006.  Este ano, o jurado brasileiro no Festival será Mário D’Andréa, profissional que dirige a Criação da JWT de Curitiba.


Mário D’Andrea.

Reproduzimos a seguir alguns trechos de recente entrevista do Andréa concedida ao site www.radioagencia.com.br:

Pergunta: Por que você recebeu o convite para ser jurado de Rádio em Cannes 2006?
“Acho que é porque eu sempre tenha dedicado como criador e, agora como Diretor de Criação, uma atenção especial ao veículo. Sempre tive uma relação” “íntima” com o meio. Talvez em função de entender bem as características do rádio, acabei “encaçapando” alguns prêmios importantes na área. O Rádio ficou muitos anos sem grandes premiações. O próprio Prêmio de [de Rádio] de Cannes começou no ano passado. O Rádio é um veículo que tem uma cara bem brasileira. Porque ele tem penetração, distribuição, é absolutamente democrático e tem duas características que são fundamentais para uma peça [publicitária] dar certo, que é humor e música. Quando as duas estão juntas, melhor ainda. Humor e música é a cara do brasileiro.
“A peça publicitária não depende muito de grandes valores de produção, portanto, o Rádio é também um veículo acessível”.
E agora, já devidamente “brifado” pelo Lula Vieira, as peças publicitárias serão apresentadas da forma como elas foram produzidas, em português. Apenas será feita uma tradução do áudio (falas) para que os jurados, não versados em português,  entendam o conteúdo das mesmas.
A Televisão, a vedete do Festival de Cannes, é bom lembrar, nasceu das entranhas do Rádio. Ele  foi, de certa forma, gradualmente “esmagado” pelo meio que aliou a imagem ao áudio.
Por outro lado, o surgimento, há 40 anos, de inúmeros prêmios de publicidade, nacionais e internacionais,  em que a Televisão acabou assumindo o papel de estrela maior, colaborou para  que o Rádio fosse gradualmente marginalizado e praticamente esquecido nas agências de publicidade. Noutras palavras, verificou-se  a ascensão vertiginosa da TV de um lado e o ostracismo gradual e contínuo do Rádio do outro.
Acreditamos firmemente que o processo de revalorização do Rádio depende muito de como esse meio é percebido pelos publicitários, em especial pelos profissionais de Criação. Dito de outra forma é preciso trazer de volta o “Glamour” do Rádio como meio publicitário eficaz, ressaltando as suas virtudes intrínsecas: o Rádio como companheiro e como o único meio que desperta a imaginação.
Que venha Cannes 2006 e que o Rádio mostre, de vez, que é uma Mídia perene, charmosa e up-to-date com o mundo moderno.
Sites relacionados:
:: http://www.festival-cannes.fr/
:: http://www.radioagencia.com.br/
:: http://www.acontecendoaqui.com.br/


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A Criação de Mensagens Publicitárias para o Rádio…

25/04/06

Determinadas coisas não mudam. É o caso das mensagens publicitárias destinadas especificamente para o meio Rádio  que, como já dissemos em nossa coluna, continuam, no geral, a ser negligenciada pelos criadores das Agências de Publicidade. Esse fato foi  registrado há quase meio século por um publicitário que é considerado um dos pais da Publicidade Brasileira e apaixonado pelo Rádio: Rodolfo de Lima Martensen. E é observado hoje por outro apaixonado pelo Rádio, o músico e compositor emérito de jingles famosos José Luiz Nammur, o Zelão. Leia mais…

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A Varig, um ícone empresarial deste país está agonizante

18/04/06

Nos últimos dias a Varig tem estado diariamente na mídia. De uma maneira triste para muitos brasileiros. É óbvio que a Varig  foi vítima de maus gestores e não vamos aqui defender que ela, uma empresa privada, seja salva com dinheiro público.
Por Chico Socorro

Mas a Varig tem, para muitos de nós, um significado todo especial. Ela que foi uma empresa referência da qual sentíamos orgulho. Um verdadeiro ícone empresarial em nosso País. E para essa Varig que prestamos hoje uma singela homenagem.
Vão vamos falar aqui sobre a Varig pois, como foi dito, a Mídia tem se encarregado disso. E a Varig vai continuar a  ser assunto de destaque na mídia. Principalmente se o pior cenário se configurar: a Varig está ameaçada de  não levantar vôo já a partir desta semana.
Pretendemos apenas registrar aqui que a Varig contribuiu enormemente para com a  História da Publicidade Brasileira. Em especial com alguns jingles que se tornaram verdadeiros patrimônios da publicidade veiculada no rádio durante as décadas de 60 a 80.
Selecionamos duas mensagens para configurar essa homenagem.
A primeira é a famosa Mensagem de Natal que, tendo sido criada para o rádio, virou trilha de comerciais de televisão que se repetiram no decorrer dos anos.
A outra mensagem, é o jingle inesquecível “Seu Cabral” que fala do povo lusitano que aqui aportou há mais de 500 anos.
Vamos ouvir essas duas mensagens?
:: Seu Cabral
:: Natal


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As cidades portuguesas de Mindelo e Póvoa de Varzim e o jingle no rádio

29/03/06

No final de semana saí de Braga para conhecer mais um pouco das terras lusitanas. A minha carinhosa cicerone foi a brasileira (e mineira!) Alessandra Lage, que mora aqui em Portugal. Ela é filha do professor José Olympio, do Uni-BH e é casada com um português, o Paulo Cunha. Fomos a duas cidades: Mindelo e Póvoa de Varzim.
Por Nair Prata

Mindelo é uma região industrial do norte de Portugal e possui muitas fábricas e armazéns de imigrantes chineses. O destaque da cidade fica por conta de um enorme shopping outlet que reúne as grandes marcas do mundo fashion a preços super acessíveis.

O centro comercial fica afastado da zona urbana e, alheios ao frio e ao vento que soprava intensamente lá fora, os consumidores faziam a festa lá dentro. Mas quem pode resistir a esta dupla dinâmica: boas marcas e preços baixos?


Igreja românica de São Pedro de Rates

Depois, fomos a Póvoa de Varzim, cidade litorânea que fica pertinho de Braga, cerca de 45 quilômetros. Póvoa tem 58 mil habitantes mas, no verão, a população sobe para 120 mil pessoas, milhares de turistas em busca do mar. É uma bonita cidade com uma extensa praia, que certamente deve fazer a delícia dos portugueses quando a tempo esquenta. Três coisas interessantes eu quero destacar de Póvoa:
 
1) A cidade tem um cassino que funciona todos os dias, com vários tipos de jogos. Vi o cassino só por fora, mas fiquei imaginando a movimentação lá dentro…
 
2) Póvoa tem um campo de tourada que, na primavera-verão, atrai turistas de todo o país. Fiquei sabendo que existem algumas diferenças da tourada portuguesa para a espanhola: primeiro que aqui em em Portugal é proibido matar o touro. Depois, aqui o toureiro é, na realidade, também um cavaleiro, pois ele se apresenta para o público montado a cavalo. Há também o “pega”: oito homens uniformizados (os “forcados”) fazem uma fila indiana e atiçam o touro. O primeiro da fila segura o touro pelos chifres, o último segura o bicho pelo rabo e os outros ajudam na imobilização do animal. O espetáculo termina quando o touro fica completamente dominado e começa a girar em círculos. Há até uma publicação dirigida aos interessados nas touradas portuguesas, um semanário chamado “Farpas”, com tiragem de 10 mil exemplares.
 
3) Por fim, uma curiosidade radiofônica: uma emissora de rádio de Póvoa transmite um programa diário de uma hora de duração em mandarim, pois é grande a comunidade chinesa na região. Não ouvi o programa, mas fiquei pensando como deve ser a experiência para os ouvintes da emissora que não entendem o mandarim.


Aqueduto do século XVIII.

Por fim, encerramos nosso passeio jantando num restaurante típico português. A Alessandra e o Paulo me levaram ao Albatroz, lá em Póvoa, e comemos um delicioso arroz malandro de polvo com filet de polvo panado. De sobremesa, rabanadas. Tive uma bela e calorosa recepção portuguesa, com certeza!
 
Com relação ao rádio, uma das coisas mais bonitas de se ouvir, na minha avaliação, é o jingle, pois ele dá cor e vida a qualquer intervalo comercial. Buscando na história, descobre-se que a propaganda comercial musicada começou a aparecer no Brasil no final do século XIX. Em 1882 foi distribuída gratuitamente a polca “Imberibina”, composta por Mariano de Freitas Brito,  falando das maravilhas de um medicamento para a digestão (SIMÕES, 1990). Já a primeira chapa gravada no país apresentava a mensagem comercial “Esta é uma gravação da Casa Édison do Rio de Janeiro”, na voz do locutor Nozinho.
Sinhô, o Rei do Samba, foi também grande compositor de peças publicitárias. Em 1927 compôs “Só na Casa Aguiar”; em 1928, “Força e Luz”, que ficou conhecida como Marcha ABEL – Associação Beneficente dos Empregados da Light. Também um jingle político marca a carreira de Sinhô. Atendendo ao pedido de uma agência de publicidade, ele compôs, para a campanha de Júlio Prestes à presidência da República, o samba “Eu ouço falar”, que o povo carinhosamente apelidou de “Seo Julinho”. O samba foi gravado por Francisco Alves (SIMÕES, 1990).
A história conta que o primeiro anúncio do rádio brasileiro é um jingle de 1932. Composto por Antônio Nássara e Luiz Peixoto e interpretado semanalmente por diversos cantores (Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Sílvio Caldas) um fado anunciava a Padaria Bragança, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. A letra dizia: “Oh, padeiro desta rua/ tenha sempre na lembrança/ não me traga outro pão/ que não seja o Pão Bragança./ Pão, inimigo da fome,/ fome, inimiga do pão,/ enquanto os dois não se matam/ a gente fica na mão./ Oh, padeiro desta rua/ tenha firme na lembrança/ não me traga outro pão/ que não seja o Pão Bragança./ De noite quando me deito/ e faço minha oração/ peço com todo respeito/ que não me falte o pão”. Neste mesmo ano as emissoras receberam autorização oficial para veicular anúncios e o governo federal começou a distribuir concessões de canais para particulares, aparecendo, assim, o rádio comercial.
No rádio mineiro, um dos casos antológicos com relação à propaganda foi relembrado há algum tempo por Élzio Costa, num encontro que nós tivemos no Studio HP, comandado pelo batalhador Paulo Joel, o Paulinho.
Élzio foi, durante muitos anos, diretor da Rádio Inconfidência, uma das grandes emissoras de Minas.  Ele fez o seguinte relato: “Havia um programa na rádio apresentado por Levy Freire e patrocinado por um medicamento chamado Urodonal. Na abertura do programa, era rodado o jingle do remédio, composto por Ari Barroso. O programa tinha a seguinte estrutura: uma pessoa da produção selecionava do catálogo um número de telefone e ligava para este número. Levy, então, já com o telefone no ar, dizia: “Aqui fala Levy Freire, da Rádio Inconfidência. Olá! Como se sente? Rim doente?” Para ganhar o prêmio de 50 mil réis, a pessoa do outro lado tinha que responder: “Tomo Urodonal e vivo contente!” E Levy anunciava: “Meus parabéns. Você acaba de ganhar 50 mil réis!” Certa vez, inadvertidamente, a produção do programa ligou para uma famosa casa de prostitutas de Belo Horizonte. Uma mulher atendeu e Levy soltou o bordão: “Aqui fala Levy Freire, da Rádio Inconfidência. Olá! Como se sente? Rim doente?” A mulher retrucou: “Ô, Levy, você está sumido! Tem umas meninas novas aqui, lindas, lindas…”Levy ficou na maior saia  justa e continuou: “Minha senhora, como se sente? Rim doente?” E a mulher prosseguia: “Que é isso, Levy? Você está me estranhando? Rim doente? O que é isso?” O Levy arrematou a conversa: “A senhora acaba de perder 50 mil réis!”. São as histórias do rádio mineiro…
Sites relacionados:
:: http://www.povoadevarzim.com.pt/monumentos.php
:: http://www.amigosdomindelo.pt/


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IV Concurso Nacional de Jingle

29/03/06

A Secretaria Nacional Antidrogas do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, com a finalidade de estimular o engajamento da sociedade em ações relacionadas à prevenção do uso indevido de drogas, estabelece as normas para realização e para participação no IV Concurso Nacional de Jingle com o tema “atitudes positivas na vida e a prevenção do uso indevido de drogas”.
Por Secretaria Nacional Antidrogas

DA PARTICIPAÇÃO
 
- Cada concorrente, ou grupo de concorrentes, poderá inscrever somente um jingle;
 -Os jingles deverão ser enviados em CD e identificados, em anexo, com os dados abaixo, sem abreviações:
 -Nome completo do(s) concorrentes(s), idade, profissão, endereço, telefone, fax, e-mail.
 -Os dados poderão ser preenchidos na ficha de inscrição do concurso.
 -Não serão aceitos jingles de empresa/instituição/universidade. Os participantes devem ser pessoas físicas.
 
DAS ESPECIFICAÇÕES
 
-Produto: Jingle
 -O participante deve especificar o público-alvo a que se destina o seu trabalho
 -O jingle deve ter 25 segundos exatos
 - Mídia: CD
 -Cada CD deverá conter 3 (três) inserções do mesmo jingle.
 -O participante, ou grupo de participantes, deve enviar, junto com o CD concorrente, um disquete, contendo a letra do jingle.
 -O envio do material, sem as devidas especificações, acarretará na desclassificação automática do(s) concorrente(s).
 -O jingle deve ser inédito e a letra deve estar em língua portuguesa.   
DOS PRAZOS
 
- São os seguintes os prazos:
20/04/2006 – Limite para postagem;
12/06/2006 – Divulgação dos resultados; e
19/06/2006 a 26/06/2006 – Entrega dos prêmios, em Brasília-DF, na Semana Nacional Antidrogas.
 
-A data válida para inscrição será a data de postagem estampada pelo correio.
 -É do concorrente a responsabilidade pelos custos e a segurança do material até a SENAD.
 -Os trabalhos devem ser enviados para:
“IV CONCURSO NACIONAL DE JINGLE”
SECRETARIA NACIONAL ANTIDROGAS – SENAD
Praça dos Três Poderes – Palácio do Planalto – Anexo II – Ala B Sala 207
CEP 70.150-900 – BRASÍLIA-DF
 
DA AVALIAÇÃO
 
-A avaliação dos jingles será feita por uma Comissão Julgadora coordenada por membros da SENAD e formada por profissionais especializados nomeados, sem ônus, por essa Secretaria, e deverá considerar os seguintes critérios:
-Criatividade; 
-Originalidade;
 -Aplicabilidade;
 -Relevância do conteúdo;
 
-Coerência/Adequação com o tema proposto e com a Política Nacional Antidrogas; 
-Qualidade técnica sonora e informativa; 
-Grau de assimilação de texto e música;
-Capacidade de identificação e adequação ao público alvo.
 
DA PREMIAÇÃO
A SENAD realizará a entrega de prêmio ao primeiro colocado, em solenidade especial durante a VIII Semana Nacional Antidrogas, em junho de 2006, com exibição total ou parcial dos trabalhos premiados no concurso.
1º Lugar
Prêmio de R$ 3.000,00 (três mil reais). Passagens aéreas e diárias para comparecimento à cerimônia de premiação em Brasília. Passagem aérea e diária serão concedidas apenas para uma pessoa, caso o jingle seja feito por um grupo. Caso o vencedor tenha menos de 18 anos, mais uma passagem aérea e diária serão concedidas a seu pai/mãe ou responsável. No caso de o jingle vencedor ter sido feito por mais de uma pessoa, o prêmio será dividido pelo número de participantes.

2º Lugar
Prêmio de R$ 2.000,00 (dois mil reais). No caso de o jingle vencedor ter sido feito por mais de uma pessoa, o prêmio será dividido pelo número de participantes.

3º Lugar
Prêmio de R$ 1.000,00 (hum mil reais). No caso de o jingle vencedor ter sido feito por mais de uma pessoa, o prêmio de R$ 1.000,00 (hum mil reais) será dividido pelo número de participantes.
 
DO RESULTADO
-O resultado será publicado no Diário Oficial da União, tão logo a comissão julgadora oficialize os resultados à Secretaria Nacional Antidrogas, para que possam surtir os efeitos legais e, posteriormente, será disponibilizado no site www.obid.senad.gov.br.


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Rádio e jingle: a eficiência em Florianópolis

7/02/06

Sabryne Armani, 22, é uma a mais, pelo menos por enquanto, entre os milhares de estudantes que no final de 2005 concluíram um curso de comunicação social. Sabryne, porém, desponta com alguns indicativos de que logo estará fazendo carreira solo.
Por Antunes Severo

Graduada em Comunicação Social – habilitação em Publicidade e Propaganda no campus Pedra Branca – Unisul, Sabryne é mais uma profissional desempregada. Desempregada, mas com algumas habilitações que há algum tempo vêm engordando o currículo: cursos de Introdução à Informática, Informática, Sistema Operacional Windows, Processador de Textos Word e Planilha Excel. Participou do 15º Festival Mundial de Publicidade de Gramado, tem 40 músicas compostas e fez sua primeira Carteira Profissional e mantém uma idéia firme na cabeça: “Vou ser produtora musical”.
- E pra chegar lá o que você vai fazer agora?
- Vou tirar uns dias para visitar os parentes em Curitiba, fazer uns exames e no início de janeiro volto com carga total.
- E depois, vou estudar para fazer música na Udesc e quero fazer uns estágios. Por falar nisso, na primeira semana de fevereiro começo estagiando na TVI. Não é bem o meu foco, mas quero ver por dentro uma produtora trabalhando.
Pois desde o último dia seis deste fevereiro ensolarado e quente, esta lá – com todos os seus sentidos ligados – o mais recente projeto de produtora que eu conheço.

Por falar em conhecer, vale destacar a correspondência que trocamos pela internet desde o primeiro contato em 22/9/05.
Oi Antunes. Sou estudante de publicidade e propaganda da UNISUL e estou me formando no final do ano. O motivo de estar entrando em contato é a minha monografia com o tema PUBLICIDADE NO RÁDIO: O PODER DE PERSUASÃO DOS JINGLES VEICULADOS NAS RÁDIOS DE FLORIANÓPOLIS. Por indicação da Lígia Zucoloto (minha orientadora) e da Beth Goedich gostaria de conversar com você sobre o rádio, mais precisamente sobre o jingle no rádio para ter sua opinião na minha monografia. No aguardo de uma resposta! Att. Sabryne Armani.
Pelo texto enxuto e direto senti que se tratava de alguém que sabe o que quer. Coloquei-me à disposição e dia 28 vem outro e-mail:
Oi Antunes. Só vi seu e-mail agora, mas de qualquer forma neste horário estava na Propague conversando com o Fernando Palermo e consegui mais um CD de jingles com ele. A respeito dos outros contatos, por enquanto está assim: o Pedro Leite retorna na quinta-feira e meu co-orientador disse que fará o contato; em relação a Prime falei com o Verdi e ele pediu para ligar na segunda para marcarmos o bate papo. Mas qualquer informação é válida pra mim. Gostaria de saber suas idéias e também falar a respeito do seu livro, o Fernando na Propague indicou ele. Fico muito grata por sua ajuda. Obrigada! Sabryne.
Daí pra frente acompanho o trabalho da Sabryne e só não fui assistir a apresentação do TCC à banca em função de compromissos profissionais. Hoje estou cumprindo mais uma parte do compromisso. Aqui está o roteiro de apresentação do TCC feito à banca do curso de Comunicação Social da Unisul. Também estamos incluindo o texto completo do TCC na seção Universidade que você encontra na capa do site.
Links Relacionados
:: Apresentação em em Power Point (PPS)
:: Currículo (PDF)
Em tempo: a partir da próxima semana vamos disponibilizar os áudios que fazem parte do trabalho.


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