Arquivo para categoria 'Crônica'

Poucos Inovam. Bom pra você!

22/05/13

Inovação gera mudança. Mudança gera desconforto. Por isso muita gente não muda e nunca inova. Você precisa sempre se atualizar. Tem que acompanhar as mudanças. Ou melhor, sair na frente e mudar antes da maioria.

Descubra um jeito novo de fazer, um software novo, troque seu equipamento por outro mais moderno. Mude a cadeira, a posição do computador, troque os cabos. No início, a mudança causa desconforto, mas quanto você se adaptar ao novo, seu trabalho pode render mais. Poderá sobrar mais tempo. Você poderá cobrar mais pelo seu serviço.

Inovar é fazer melhor, com mais qualidade e mais lucratividade. Inovar é difícil, porque se fosse fácil todos faziam. Pode até ser caro, mas é um ótimo investimento. Vale a pena. Quanto mais você muda, mais o mercado te procura.

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Time de craques

21/05/13

Eles faziam do rádio um instrumento de inserção coletiva

Memória | Radiodifusão

Eno José Tavares

 

Paulo Martins (E), Souza Miranda, Roberto Alves, Humberto Cardoso, Egon Carlos, Oscar Berendt, Eugênio Luiz, Pitiriba Jr, Fernando Linhares da Silva e o popular Tareco, reunidos no Bar do Radialista, na Rua João Pinto. Reprodução.

Na cuidadosa análise desse timaço da Rádio Guarujá acharemos figuras que felizmente ainda estão entre nós, e outras figuras, também extraordinárias, que nos deixaram, com as quais tive também, a felicidade de conviver, não só como radialistas, mas, como profissionais em outras áreas. E como dizia minha mãe, fanática e fervorosa fã do radioteatro, da ZYJ-7: “Esse elenco de homens e mulheres da Guarujá não é só de artistas inigualáveis, porém uma legião de heróis, de uma época que ficará na história, dadas as dificuldades técnicas e materiais, das décadas de 1950 e 1960, eis que os artistas anônimos, que conseguiam botar no ar suas criações de cenários no imaginário dos radiouvintes sobre as ondas hertzianas da inesquecível rádio da cidade.

Hoje os sobreviventes, como Oscar Vieira Filho, atleta do Postal Telegráfico Futebol Clube, funcionário de alto nível do Departamento de Correios e Telégrafos, se transformam em lendas vivas de um tempo em que a tecnologia muito restrita e as condições políticas de governos autoritários transformavam suas atividades artístico-culturais num risco e sacrifício pessoal, e para seus companheiros.

Tê-los ainda lúcidos e afáveis com seus fãs é um privilégio inestimável. Só não dava para aguentar o Oscar Vieira Filho, do alto de sua sabedoria, aplicar surras cruéis nas acirradas disputas de dominós nas tarde da Liga Operária, onde é figura querida e amigo sem igual.

Ele não sabe, mas, juntamente com seus companheiros, se transformaram em ícones da radiofonia universal!

Mas como “Macaco de Auditório” do Oscar, eu finjo que não vejo na “hora do fecha”, um doble quatro matreiramente misturado, às outras pedras.

É por essas e outras “criatividades” que como jogador de dominós, o Oscar era melhor em suas funções radialísticas. Tempus Fugit

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Cinco anos sem o nosso “Quirido”!

21/05/13

Norma Bruno

Seo Lourival e Charlotte, companheira inseparável, pescando, na Fazenda.

Seo Lourival e Charlotte, sua companheira inseparável, pescando, na Fazenda.Há cinco anos Seo Lourival foi pescar em outras águas. Não nos deixou. Nem o deixamos, porque ele continua presente em nossas vidas. Em todas as horas, todos os dias. Pouco depois foi a vez da Charlotte, sua companheira inseparável. Quando ia para a “Fazenda”, ela junto, meu pai ia cantando: “Tô indo agora prum lugar todinho meu, quero uma rede preguiçosa pra deitar, em minha volta sinfonia de pardais, cantando para a majestade o Sabiá, a majestade o Sabiá…”Cantem os pardais, os sabiás, os bem-te-vis, cantem todas as aves do Senhor! Bença Pai!

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Cada um na sua

19/05/13

O Oséas da Costa Felix, o Cachimbo, como ficou conhecido, foi Secretário Executivo da AERP – Associação das Emissoras de Rádio do Paraná, e durante quatro anos trabalhou na Rádio Colombo, a emissora do Ervin Bonkoski.

O Cachimbo produziu e apresentou programas e, por algum tempo, foi comentarista esportivo. Certa vez a Rádio Colombo foi transmitir lutas de boxe, realizadas no antigo Ginásio do Atlético, já demolido, onde hoje é a famosa Arena da Baixada. Leia mais…

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Faz Que Nem a Beata

19/05/13

Iam as duas no ônibus, sentadas lado a lado. Conversa vai, conversa vem…

- Quanto é que tu cobras? Pergunta uma.

- Setentão mais o ônibus, responde a outra.

- É o preço, diz uma.

- Ai, eu tô cansada das faxina, diz a outra. Leia mais…

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Quando os sonhos vencem as fronteiras

18/05/13

Antunes Severo

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No dia 14 de janeiro de 2013 publicávamos: Blog conta a história do rádio no Rio Grande do Sul, informando que “Está no ar o blog Uma história do rádio no Rio Grande do Sul, que pretende oferecer textos, imagens e gravações, apresentando a trajetória do meio no estado em uma espécie de contagem regressiva para os 90 anos da primeira transmissão em solo gaúcho. É justamente com posts a respeito dos anos 1920 que se deu a estreia deste espaço coordenado pelo professor Luiz Artur Ferraretto, da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e formatado pelo estudante de Jornalismo, Leonardo Baldessareli”.

O tema retorna à pauta por inciativa da professora e historiadora Márcia Ramos de Oliveira que ao tomar conhecimento do trabalho do professor Ferraretto sugeriu o registro que voltamos a fazer, agora também reproduzindo o conteúdo que é produto de mais de 15 anos de pesquisa de um dos maiores historiadores da radiodifusão no país. Com a palavra Luiz Artur Ferraretto.

Um pouco de muita coisa

Luiz Artur Ferraretto

“Supunham alguns cérebros do século passado, e Keats entre eles, que o papel da ciência era o de aniquilar, destruir e desembelecer o que na terra havia de ideal, de imaginação e fantasia. Tudo prova hoje o contrário: a ciência moderna deu enfim asas ao sonho de Ícaro. O homem do nosso tempo transpôs, com elas, montanhas e oceanos; dá agora volta ao globo terráqueo. E mal diminuíra o assombro, servindo-se dessas outras asas imponderáveis – que são as ondas aéreas –, o homem pode fazer ouvir de país a país, de continente a continente, destas todas a mais comunicativa harmonia: a palavra”.

Do discurso de Eduardo Guimaraens, poeta gaúcho e então diretor da Biblioteca Pública, ao inaugurar, em 7 de setembro de 1924, a Rádio Sociedade Rio-grandense, primeira emissora do Sul do país. Leia mais…

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Primeiros acordes – 1

18/05/13

Ilha de Meu Som | Em busca do caminho

Márcio Santos

Foto internet

Aprendi violão olhando as mãos ágeis de meu avô deslizar pelas cordas de seu impecável Di Giorgio, já que meu aprendizado de piano, no Colégio Imaculada Conceição, fora interrompido pelo falecimento da irmã Valtrudes, minha sereníssima e paciente professora, que fora a São Paulo fazer uma cirurgia que lhe fora fatal.

Tentava tocar qualquer coisa que ouvia, pois morando numa casa onde, além de meu pai (bastante versátil em seu gosto musical) e meu avô seresteiro, cada tio tinha uma preferência: tio Orildo gostava de clássicos e música regional (como Inezita Barroso e Luiz Vieira); tio Ney, que tivera experiências de palco, cantava as nordestinas e country; tio Lili, ainda, de bossa-nova, musicais da Broadway, Agostinho dos Santos e Dolores Duran, e paródias político-sociais (tipo Juca Chaves); além de minha tia e minha mãe que cultivavam o popular.

Já no início da década de 60, após o famigerado exame de admissão, ingressei no Colégio Catarinense, onde reiniciei as aulas de piano com o padre Tomé, logo substituído pelo professor Cancelier, cujo grande defeito era discriminar os alunos filhos da burguesia daqueles menos favorecidos, como era meu caso. É claro que em poucos meses desisti de ser humilhado por aquele energúmeno e novamente voltei-me ao violão, em casa, sozinho ou acompanhado por um vizinho, Paulo Antonio, com quem trocava idéias e compunha minhas primeiras e insípidas canções.

Mas foi lá no Catarinense que tive meus primeiros vislumbres artísticos: estava eu, numa das tardes  quando cumpria a “prisão” (castigo institucionalizado praticado pelos alunos indisciplinados, que tinham que voltar após o almoço para copiar páginas e paginas de livros escolhidos pelos professores), quando ouvi, pelos alto-falantes externos, uma música diferente de tudo o que já ouvira antes; no final do castigo, me dirigi à secretaria do estabelecimento para saber quem era que tocava aquilo. O padre-prefeito – Montenegro – disse-me que um dos alunos, em férias na Inglaterra, trouxera um compacto simples de um novo conjunto que iniciava sua carreira de grande sucesso, chamado The Beatles. Aquilo mudara totalmente minha concepção musical e procurei conhecer um pouco mais daquele grupo.

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Cortina de fumaça

18/05/13

Alexandre Gonçalves

Eis uma provocação para os amigos que trabalham com assessoria de comunicação: por que em determinados segmentos, a estratégia de comunicação parece ser gerenciada por um ninja, aquele que cria a cortina de fumaça e desvia o foco, a atenção para outro fato com relevância quase zero? É mais do que um factóide para aparecer na mídia. É uma ação para desviar o olhar em vez de informar ou se comunicar olho no olho – o que me parece uma atitude pouco eficaz.

Vejo muito isso no futebol. Clube chama coletiva ou usa seus canais para divulgar supostas “grandes novidades” ao mesmo tempo em que cala sobre algo realmente importante. Por outro lado, ainda em relação à mídia esportiva, vejo que alguns colegas da reportagem compram o peixe que o ninja do clube lhe oferece, deixando de lado um olhar mais apurado e mais desconfiado para enxergar além da cortina de fumaça.

Será que isso um dia muda?

blog.colunaextra.com.br

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Nos bons tempos da Guarujá – 3

18/05/13

Oscar Vieira Filho

História | Memórias de um sonoplasta

Sonoplastas Nazareno Coelho (E), Manoel Passos e Oscar Vieira Filho. Foto Rodolfo Cerny, 1956

Das memórias que continuam guardadas em meu coração, lembro, por exemplo, dos cantores: Onor Campos, Irmãs Cordeiro (Dalva e Adolfina), Helena Martins, Osmarina Monguilhoti, Neide Maria Rosa, Zininho, Isis Pacheco, Daniel Pinheiro, Narciso Lima, Oni Furtado, Helena Maria (Princesinha da Ilha).

Lembro também do Gustavo Neves Filho, autor de diversas novelas. Como estas: Terra Maldita, Sonhamos Outra Vez, Quando Voltar a Primavera, O Amor que Não Morre, etc. Leia mais…

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Uma boa gargalhada

15/05/13

Quero uma boa gargalhada. Não falo de um riso, ou mesmo de um sorriso. Não. Falo de uma gostosa, imensa e ruidosa gargalhada. Hoje vi uma mulher gargalhando.

Mesmo sua interlocutora, que tudo indicava provocou aquela monumental demonstração de alegria, apesar de partilhar da hilaridade, parecia perplexa, e um tanto assustada diante do ataque de riso.

Era uma daquelas gargalhadas que sacodem o corpo, congestionam o rosto e provocam as chamadas lágrimas de alegria. Sorrir é algo tímido, uma demonstração de alegria que parece pedir desculpas aos circunstantes, num mundo onde imperam caras crispadas e testas franzidas. Leia mais…

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Uma Palavra de Despedida, Apenas – Histórias

12/05/13

As histórias não têm final. É a seqüência dos atos que vão sendo escritos não sabemos como, mas com presteza. Nós, os atores improvisados, sem ler o nosso papel, sem ensaios, vamos levando aos circunstantes, ao grande teatro da vida, a nossa arte em improvisar. Sorrimos e choramos sem querer e sem saber porquê, nem quando. Quem somos, na ordem das coisas…?

- Foi necessário, digo a você, amigo. Foi necessário. Aguardemos a chegada da noite, neste possível crepúsculo de sonho ou alvorada de vida. Leia mais…

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A Corrida Do Queiroz

12/05/13

Hoje as coisas estão diferentes, mas antigamente era uma pedreira para um locutor esportivo fazer a transmissão de um jogo de futebol em algumas cidades do interior do Paraná. Os torcedores das equipes locais hostilizavam não apenas os jogadores adversários, mas também os locutores esportivos das emissoras de Curitiba.

As cabines eram inseguras e não foram poucos os que sofreram agressões de alguns fanáticos torcedores insatisfeitos com as narrações que ouviam. Não se podia criticar a equipe da casa sob pena de apanhar. Literalmente, apanhar. Leia mais…

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Na era do rádio – 4

11/05/13

Ilha de Meu Som | A busca continua

Márcio Santos

A Rádio Anita era de propriedade do médico J. J. Barreto e seus principais locutores eram os irmãos Aibil e Cyro Barreto, mantinha o programa de auditório de Hélio Kersten, todas as sextas feiras, às 20h, onde nosso popular “Jaqueta”, aquele do Boi de Mamão, fazia sucesso com o “Canto da Ema”, de Jackson do Pandeiro.

Rádio Diário da Manhã na Praça XV onde hoje é uma agência Bradesco

Era a época também dos famosos “pianos-bar”, com destaque para o do Lux Hotel (prédio do Ponto Chic), além dos bares “Meu Cantinho” e “Samburá”, este ainda na praça XV de Novembro, antes de se mudar para Coqueiros, no Praia Clube, antiga sede praiana do Clube Doze de Agosto. Samburá era comandado por Luiz Henrique Rosa, nosso artista maior ao lado de Zininho e Neide Maria. O grupo de Luiz Fernando Sabino agitava as noites no Sabino’s Bar, tendo como cantor meu vizinho, o professor de inglês Athos Jacinto.

Faziam retumbante sucesso as visitas constantes das orquestras de fama internacional como Cassino de Sevilha, Românticos de Cuba, Norberto Baldauf, conjunto Flamenco, principalmente na Boate Plazza, onde mais tarde seria o Clube Paineiras, embaixo e atrás do antigo Cine São José, hoje templo religioso, na Rua dos Ilhéus.

Outro programa radiofônico, talvez o de maior sucessos foi, sem dúvida, o “Vanguarda” (noticiário, política, entretenimento), também na Diário da Manhã, comandado por Adolfo Zigelli, que veio a falecer num acidente aéreo em Joaçaba, lamentado por todos os catarinenses.

Com o fim do “Sequências”, surgiu um novo programa musical, transmitido diretamente do Teatro Álvaro de Carvalho, chamado “Seu Talão Vale Um Milhão” (trocava-se notas fiscais por tíquetes numerados que eram sorteados durante o evento) apresentado por Walter Souza.

Por ser noturno, dificultava sobremaneira minha assistência, pois naquela época, com a televisão iniciando timidamente (pegava-se aqui um sinal fraco e distorcido da imagens da TV Piratini de Porto Alegre), os adolescentes dormiam cedo, normalmente após assistir as novelas “Direito de Nascer”, “Eu Compro Essa Mulher”, “O Sheik de Agadir” e os seriados “Bonanza”, “Viagem ao Fundo do Mar”, “O Fugitivo”, “O Túnel do Tempo”, “Perdidos no Espaço” ou o “Rota 66”, no sistema “televizinho” (os poucos aparelhos estavam nas casas classe média e nós nos convidávamos ou éramos convidados pelos proprietários). Mas sempre arrumei uma maneira de estar presente no TAC nas noites de show.

Anos mais tarde, descobri que um dos ganhadores do prêmio de “Um Milhão” foi nosso compositor maior: o poeta Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho!O próximo programa no TAC seria o “Vanguarda”, sem relação com o programa radiofônico de mesmo nome, na mesma época em que o mundo rendia-se aos Beatles e o parava para assistir, pela Record paulista, a “Jovem Guarda”, capitaneada por Roberto Carlos e seus fieis escudeiros Erasmo e Vanderléa; assim, o show Vanguarda tinha Jordão, nosso RC oficial, o Vitamina (uma espécie de RC hilário), os Incontroláveis (Deto, Tuca, Gilson e Wilson, nossos Golden Boys), Os Snakes (nossos Beatles), o Som Sete e Brazilian Shakers (clonando Renato & Seus Blues Caps e Os Brazilian Beatles).

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Tela mágica

11/05/13

A televisão é a principal fonte de entretenimento para milhares de brasileiros. A novela está no topo da lista dos programas preferidos, seguida do futebol. Para alguns a televisão é uma companhia que ocupa espaços vazios no cotidiano. Outros não vivem sem televisão e muito menos sem novela. São os fanáticos da telinha mágica que tudo assistem, sem reclamar de qualidade, tempo de programa etc.

Tem os fanáticos específicos de novelas; nada fazem no horário em que elas aparecem na tela. Hora de novela é sagrada. Dizem que nos tempos do Cid Moreira, que notabilizou seu “Boa Noite”, no final do Jornal Nacional, toda vez que o apresentador se despedia, aumentava o consumo de água no país. Era o momento em que milhares de telespectadores se dirigiam ao banheiro antes do início da novela das oito, a de maior audiência da emissora. Leia mais…

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Delatorre e o Museu da Imagem e do Som

10/05/13

Cine Auto-parque

Sonho ousado ou realidade possível. Sim e não. Depende de quem sonhou e quem decidiu realizar. Para o advogado Fernando Humberto parecesse estar resolvido, ou pelo menos se encaminhando para a concretização. A história está assim contada e assim apresentamos para você.

“Para manter viva a paixão da família Delatorre pelo cinema, o maior objetivo do advogado Fernando Humberto Delatorre que tem um forte interesse e entusiasmo pelo cinema, sempre foi a criação de um museu, assim é que surgiu a idéia de construir o “MISBC” – Museu da Imagem e do Som de Balneário Camboriu.

O Museu da Imagem e do Som de Balneário Camboriu, no estado de Santa Catarina, tem como principal objetivo: preservar e conservar equipamentos de som (gramofones, caixas de som, vitrolas, rádios etc), máquinas fotográficas e projetores de imagens e seus acessórios (lanternas mágicas, projetores de cinema, moviolas, etc).

Além de equipamentos de som, máquinas fotográficas e projetores, um pouco da história do cinema em Balneário Camboriu fará parte do seu acervo para que novas gerações conhecam a história do cinema na nossa cidade e saibam dar valor aos objetos que fizeram esta história, além de fomentar o hábito cultural em nossa região.

Haverá espaço para exposições itinerantes, como fotos antigas e recentes de Balneário Camboriu, quadros e obras de artistas locais, filatelia, numismática, etc.

Deu-se início ao acervo no ano de 1967. A administração e responsabilidade pelo funcionamento do Museu da Imagem e do Som de Balneário Camboriú é do Instituto Delatorre. O edifício sede será construído na Rua 700, nº 44, Centro, Balneário Camboriu-SC, cujos projetos já estão em fase de execução”. Mais informações aqui. (Colaborou Luiz Gonzaga Galvão)

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Nos bons tempos da Guarujá – 1

9/05/13

Oscar Vieira Filho

História | Memórias de um sonoplasta

Oscar Vieira Filho, sala de controle de som da Guarujá, final da década de 1940

Selecionei entre as minhas lembranças algumas piadas ou causos que registrei nos meus tempos de Rádio Guarujá, “A mais popular”.

Em meados do ano de 1963  o Figueirense jogou amistosamente com o Metropol de Criciúma, que era tricampeão estadual. O Figueira venceu de 4 x 1 com gols de Valério, Ronaldo, Noronha e Wilson. O interessante da partida ficou por conta de um locutor da emissora que para irradiar o jogo colocou um óculos escuro para se proteger do sol e mesmo estando um dia lindo largou essa: “O tempo começa a piorar… Está ficando escuro em toda a cidade…”.

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Quando um avião caiu no morro do Cambirela, um dos locutores designado para cobrir o acidente, foi categórico quando informou: “Senhores ouvintes entre os escombros um dos cadáveres está respirando…”.

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A Rádio Guarujá começou como serviço de alto-falantes nos altos da Confeitaria Chiquinho, ali na primeira quadra da Rua Felipe Schmidt, esquina com a Trajo. Em 1943, Ivo Serrão Vieira que era primo do prefeito Rogério Vieira colocou o serviço de alto falantes causando muita curiosidade e até algumas manifestações de desagrado por conta do volume do som jogado pelas “cornetas”. O nome Guarujá veio de um bairro da cidade de Santos, pois a Rádio Atlântida de Santos era bem sintonizada em Florianópolis.

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Financeiramente o programa “Oferecimentos Musicais”, que começava às 12 horas mantinha o serviço de alto-falantes e depois continuou mantendo a rádio por muito tempo. Aliás esse tipo de faturamento continua em algumas emissoras do interior.

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Errou o pulo

5/05/13

Eu já falei que o Moacir Amaral era fanático por pesca. Durante muito tempo ele assinou uma coluna na Gazeta do Povo, intitulada “Haliêutica”, onde ensinava a pescar e dava dicas de locais para os diversos tipos de pescaria. No embalo do Moacir, diretor comercial da Bedois, o Hugo Von Linsingen que era seu assistente e eu, na época diretor superintendente, com muita frequência fizemos boas pescarias no litoral paranaense. Numa dessas fomos a Caiobá, pouco mais de 100 quilômetros de Curitiba, pois queríamos pescar na Ilha das Tartarugas, a conhecida Ilha do Farol, em frente à Praia Bela. Leia mais…

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Uma Palavra de Despedida, Apenas – Renúncia

5/05/13

Para quem a garoa daquelas vinte e três e trinta da noite final? Quem consertará o berço quebrado? Quem plantará as flores? Quem fará eu parar de chorar por dentro e sorrir outra vez?

Quem passará a mão onde a bofetada pública replicou uma verdade que ela, ferida por ter sido traída, acertou com força a resposta pedida?

- Quer dizer, então, que esta vagabunda é melhor?

- Não entendi. Leia mais…

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A Menina dos Olhos Brancos

5/05/13

Chovia naquele dia uma chuvinha fina, daquelas boas pra ficar em casa.  Minha mãe fazia bolinho de frigideira para o café da tarde, nós, de pijamas, sentados à mesa, impacientes. Minha mãe tinha mania de fritar toda a massa antes que pudéssemos prová-los – Deixa esfriar!  E ainda seria preciso polvilhar açúcar e canela.

Alguém bateu palmas lá fora. Corremos à janela, três cabecinhas curiosas. A mulher, com um neném embrulhado no colo, fez assim com a mão.  Saí para atendê-la, eu a mais velha. Minha mãe fritando os bolinhos. A mulher contou uma história longa, não entendi direito, de vida difícil, de parto traumático e de filha doente. Nesse momento abriu a mantilha e mostrou uma linda menininha de aproximadamente dois meses, cabelinho escuro e traços de princesa. Leia mais…

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As Redes de Rádio

4/05/13

Com o surgimento de novas tecnologias o Satélite e mais recentemente a Internet as emissoras de rádio no Brasil resolveram se expandir. As grandes do eixo Rio-São Paulo criaram redes para a retransmissão de sua programação autorizando inclusive a utilização de seus nomes para emissoras pouco representativas.

Muita gente entrou nessa achando que era um negócio do outro mundo e que viria a dar mais qualidade e maior faturamento. Passados alguns anos o que se previa vai se confirmando. O rádio continua muito regional para não dizer local. O tempo se encarregou de provar que o ouvinte quer saber o que acontece em sua cidade e região. Leia mais…

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