Arquivo para categoria 'Livro'

Primeiros acordes – 2

25/05/13

Ilha de Meu Som | Caindo na real

Márcio Santos

 

Snakes, banda criada em 1963

Um tempo depois, o Carmelo Faraco, o Rui Seara e o Berka formaram uma banda, provavelmente influenciados por aquele som e pela nova grande sensação de Floripa, The Snakes.

Os Firebirds ensaiavam num salão em cima da capela do colégio, que sofreu um incêndio e torrou, literalmente, o equipamento do pessoal. Mais tarde recuperaram-se, formando “Os Binos”, de grande sucesso nas tardes de domingo do Lira Tênis Clube.

Comecei a seguir de perto todas as apresentações dos Snakes, a revoltar-me quando meus avós levavam-me ao barbeiro Vaíco para cortar cabelo, impedindo-me de usar aquelas calças apertadas, botinhas longas, camisas estampadas, tentando imitar meus novos ídolos.

Um dos maiores orgulhos foi quando soube que o baixista (Waldir) namorava uma das minhas vizinhas e meus amigos e eu nos sentávamos no muro da creche (na Rua Major Costa) para vê-lo passar e notar e anotar seu modo de vestir e andar.

Outro que participava dos shows dos Snakes era nosso vizinho Jordão, filho de um dos seresteiros amigo de meu avô e sobrinho do “Seu” Nilo (músico da Banda da PMSC), imitando um garoto do eixo Rio – São Paulo que iniciava também a carreira artística, um tal de Roberto Carlos. Tempos mais tarde, tornei-me amigo do Valdomiro, já após o fim dos Snakes.

Começou quando, minha turma e eu estávamos na antiga sede praiana do Clube Doze de Agosto, em Coqueiros, numa noitada com artistas locais, e fomos até a praia para curtir “uma fresca”, quando apareceram três mauricinhos mais velhos querendo briga. Fomos acuados em direção ao mar, quando Miro apareceu na mureta, tirou a camisa mostrando seu físico privilegiado, e os desafiou; os valentões saíram correndo e fomos agradecer nosso salvador.

A partir deste dia, além de ídolo musical, virou nosso ídolo protetor, que encontrávamos sempre perto do Instituto de Educação, já que morava próximo à sede dos Granadeiros da Ilha.

Uma grande aventura protagonizamos Carlos Cesar (Galego), Beto “Sujeira” e eu. Beto nos apresentou a um estudante da Escola Técnica cuja família morava em Orleans, no Sul do Estado. Veio com uma história que seu pai tinha, em casa, instrumentos e equipamentos de som para bandas, além de ser diretor do clube social local.

Não sei por que, talvez por influência da amiga Maria Juana, achamos que já tocávamos legal e que só nos faltava a oportunidade de ter instrumentos em mãos para formarmos uma banda. (Continua no próximo sábado).

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Quando os sonhos vencem as fronteiras

18/05/13

Antunes Severo

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No dia 14 de janeiro de 2013 publicávamos: Blog conta a história do rádio no Rio Grande do Sul, informando que “Está no ar o blog Uma história do rádio no Rio Grande do Sul, que pretende oferecer textos, imagens e gravações, apresentando a trajetória do meio no estado em uma espécie de contagem regressiva para os 90 anos da primeira transmissão em solo gaúcho. É justamente com posts a respeito dos anos 1920 que se deu a estreia deste espaço coordenado pelo professor Luiz Artur Ferraretto, da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e formatado pelo estudante de Jornalismo, Leonardo Baldessareli”.

O tema retorna à pauta por inciativa da professora e historiadora Márcia Ramos de Oliveira que ao tomar conhecimento do trabalho do professor Ferraretto sugeriu o registro que voltamos a fazer, agora também reproduzindo o conteúdo que é produto de mais de 15 anos de pesquisa de um dos maiores historiadores da radiodifusão no país. Com a palavra Luiz Artur Ferraretto.

Um pouco de muita coisa

Luiz Artur Ferraretto

“Supunham alguns cérebros do século passado, e Keats entre eles, que o papel da ciência era o de aniquilar, destruir e desembelecer o que na terra havia de ideal, de imaginação e fantasia. Tudo prova hoje o contrário: a ciência moderna deu enfim asas ao sonho de Ícaro. O homem do nosso tempo transpôs, com elas, montanhas e oceanos; dá agora volta ao globo terráqueo. E mal diminuíra o assombro, servindo-se dessas outras asas imponderáveis – que são as ondas aéreas –, o homem pode fazer ouvir de país a país, de continente a continente, destas todas a mais comunicativa harmonia: a palavra”.

Do discurso de Eduardo Guimaraens, poeta gaúcho e então diretor da Biblioteca Pública, ao inaugurar, em 7 de setembro de 1924, a Rádio Sociedade Rio-grandense, primeira emissora do Sul do país. Leia mais…

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Na era do rádio – 4

11/05/13

Ilha de Meu Som | A busca continua

Márcio Santos

A Rádio Anita era de propriedade do médico J. J. Barreto e seus principais locutores eram os irmãos Aibil e Cyro Barreto, mantinha o programa de auditório de Hélio Kersten, todas as sextas feiras, às 20h, onde nosso popular “Jaqueta”, aquele do Boi de Mamão, fazia sucesso com o “Canto da Ema”, de Jackson do Pandeiro.

Rádio Diário da Manhã na Praça XV onde hoje é uma agência Bradesco

Era a época também dos famosos “pianos-bar”, com destaque para o do Lux Hotel (prédio do Ponto Chic), além dos bares “Meu Cantinho” e “Samburá”, este ainda na praça XV de Novembro, antes de se mudar para Coqueiros, no Praia Clube, antiga sede praiana do Clube Doze de Agosto. Samburá era comandado por Luiz Henrique Rosa, nosso artista maior ao lado de Zininho e Neide Maria. O grupo de Luiz Fernando Sabino agitava as noites no Sabino’s Bar, tendo como cantor meu vizinho, o professor de inglês Athos Jacinto.

Faziam retumbante sucesso as visitas constantes das orquestras de fama internacional como Cassino de Sevilha, Românticos de Cuba, Norberto Baldauf, conjunto Flamenco, principalmente na Boate Plazza, onde mais tarde seria o Clube Paineiras, embaixo e atrás do antigo Cine São José, hoje templo religioso, na Rua dos Ilhéus.

Outro programa radiofônico, talvez o de maior sucessos foi, sem dúvida, o “Vanguarda” (noticiário, política, entretenimento), também na Diário da Manhã, comandado por Adolfo Zigelli, que veio a falecer num acidente aéreo em Joaçaba, lamentado por todos os catarinenses.

Com o fim do “Sequências”, surgiu um novo programa musical, transmitido diretamente do Teatro Álvaro de Carvalho, chamado “Seu Talão Vale Um Milhão” (trocava-se notas fiscais por tíquetes numerados que eram sorteados durante o evento) apresentado por Walter Souza.

Por ser noturno, dificultava sobremaneira minha assistência, pois naquela época, com a televisão iniciando timidamente (pegava-se aqui um sinal fraco e distorcido da imagens da TV Piratini de Porto Alegre), os adolescentes dormiam cedo, normalmente após assistir as novelas “Direito de Nascer”, “Eu Compro Essa Mulher”, “O Sheik de Agadir” e os seriados “Bonanza”, “Viagem ao Fundo do Mar”, “O Fugitivo”, “O Túnel do Tempo”, “Perdidos no Espaço” ou o “Rota 66”, no sistema “televizinho” (os poucos aparelhos estavam nas casas classe média e nós nos convidávamos ou éramos convidados pelos proprietários). Mas sempre arrumei uma maneira de estar presente no TAC nas noites de show.

Anos mais tarde, descobri que um dos ganhadores do prêmio de “Um Milhão” foi nosso compositor maior: o poeta Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho!O próximo programa no TAC seria o “Vanguarda”, sem relação com o programa radiofônico de mesmo nome, na mesma época em que o mundo rendia-se aos Beatles e o parava para assistir, pela Record paulista, a “Jovem Guarda”, capitaneada por Roberto Carlos e seus fieis escudeiros Erasmo e Vanderléa; assim, o show Vanguarda tinha Jordão, nosso RC oficial, o Vitamina (uma espécie de RC hilário), os Incontroláveis (Deto, Tuca, Gilson e Wilson, nossos Golden Boys), Os Snakes (nossos Beatles), o Som Sete e Brazilian Shakers (clonando Renato & Seus Blues Caps e Os Brazilian Beatles).

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Autógrafos na Feira

5/05/13

Antunes, Ana Lavratti e Irene Rios

Animados e torcedores pelo sucesso de tudo o que promova positivamente as coisas da memória e da história da cultura catarinense, lá estávamos a Ana Lavratti e eu convidados para autografar os dois livros da Aninha: Seus Olhos – depoimentos de quem não vê, como você nunca viu e Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi.

A 6a. Feira Catarinense do Livro instalada num barracão de lona no Largo da Alfândega, ao lado do Mercado Público, de Florianópolis funcionará até sábado, 11/5. A Feira está bem diferente e muito animada pela quantidade de eventos simultâneos e a boa administração do fluxo das apresentações.

Aliás, uma das inovações da feira foi a organização dos horários das diferentes atrações de cada etapa dos eventos: tudo se cruzando, rolando solto, mas cada um na sua área, no seu horário e com o seu próprio brilho.

Ouça no podcast a entrevista feita com Irene Rios, presidente da Câmara Catarinense do Livro. Tem mais feira aqui.

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A filha – Down em alto astral

4/05/13

O publicitário Carlo Monfroi esteve neste sábado, 4/5,  autografando seu livro A filha – Down alto astral, baseado em história real como parte da programação da 6a. Feira Catarinense do Livro que se realiza no Largo da Alfândega de Florianópolis, onde permanecerá até o sábado dia 11/5. O livro lançado pela Editora Nova Letra de Blumenau, em novembro de 2012 no Beiramar Shopping, na Capital, conta a história de uma família que se vê em circunstâncias dramáticas ao saber que a filha portadora da síndrome de Down estava grávida.

A personagem, Cíntia, segundo o autor, “é uma down fantástica. Inteligente, sensível e independente. Só que mesmo com toda a independência que um down possa alcançar, sempre existe contrapartida, o apoio,  em que a família é solicitada com maior ou menor frequência”.

Carlo Manfroi nasceu em Porto Alegre, em 1969, e vive com a esposa e os filhos em Florianópolis. Trabalhou redator e diretor de criação em agências de propaganda, foi professor universitário, é pós-graduado em marketing digital e sócio da agência Qualé Digital. Premiado no 8º Concurso Literário Mário Quintana/Sintrajufe 2012. A Filha é seu primeiro romance.

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Uma noite para a história

2/05/13

O auditório da Casa José Boiteux, em Florianópolis foi pequeno para o público que acorreu à cerimônia de lançamento de duas obras voltadas para a recuperação da história da imprensa em Santa Catarina: José Boiteux, Nereu Ramos, Altino Flores, Alírio Bossle – Os 80 anos da Associação Catarinense de Imprensa, do jornalista e pesquisador Moacir Pereira e História dos Jornais de Santa Catarina (1831-1948), 13º volume da Coleção Catariniana com textos de José Arthur Boiteux,  Lucas Alexandre Boiteux e José Lupércio Lopes.

Abrindo a cerimônia, falou o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Augusto César Zeferino. Na sequência falaram o poeta Péricles de Medeiros Prade, presidente da Academia Catarinense de Letras, o jornalista Ademir Arnon, presidente da Associação Catarinense de Imprensa e Moacir Pereira. Ouça o registro no podcast.

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Começa nesta quinta, dia 2, a Feira Catarinense do Livro

2/05/13

Antunes Severo, Paulo Brito e Ana LavrattiA Câmara Catarinense do Livro realiza de 2 a 11 de maio a 6ª Feira Catarinense do Livro, no Largo da Alfândega, em Florianópolis.  Com o tema “Saúde nas Entrelinhas”, o evento aborda a efetiva relação entre literatura e saúde, propondo uma reflexão sobre os benefícios da leitura e da contação de histórias na recuperação de pacientes e no bem-estar da sociedade. Na mesma linha, o evento realizará uma coleta de livros, a serem selecionados e distribuídos em instituições de Saúde.

Além das sessões de autógrafos, a Feira do Livro, aberta diariamente das 9 às 20h com entrada gratuita, terá inúmeras performances culturais, incluindo contação de histórias com Rodrigo Calistro, intervenções poéticas e teatro em trâmite com atores do SESC, palestras, talk-show e apresentações de dança. “Queremos aproximar a população das obras literárias. Durante os 10 dias de Feira os visitantes terão a oportunidade de apreciar obras de diversas áreas do conhecimento, dirigidas a todas as idades. Poderão inclusive encontrar livros que não estão mais disponíveis em livrarias e com ótimos preços”, destaca a presidente da Câmara Catarinense do Livro, Irene Rios.

Entre os autores que já confirmaram presença na 6ª Feira Catarinense do Livro estão a jornalista Ana Lavratti – acompanhada pelo personagem de sua biografia, o legendário publicitário, radialista, empresário e executivo da comunicação Antunes Severo;  o publicitário e professor Carlo Manfroi, premiado na categoria poesia no Concurso Literário Mario Quintana/Sintrajufe; o presidente do Grupo Escola Irmão Delmiro – Centro Espírita Seara dos Pobres, Pedro Artur Alves Pereira; e Luiz Carlos Amorim, Menção Honrosa nos Prêmios Literários Cidade de Manaus em 2011; entre outros. Confira a programação completa em http://feiracatarinensedolivro.blogspot.com.br Leia mais…

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Um “caro” personagem de nossa história

28/04/13

Onde houvesse jogos, lá estava Rozendo, observando e tentando encontrar mais uma revelação…

Maury Dal Grande Borges*

Rozendo, símbolo do salonismo em SC

Em agosto de 1956, estávamos trabalhando nas oficinas do jornal A Gazeta, editado na Capital, hoje extinto. Juntamente com Amaury Callado e Waldir Mafra, formávamos a equipe de redação e direção da página esportiva. Rozendo Vasconcellos Lima tinha o compromisso maior de cobrir o basquetebol da cidade, esporte a que se dedicava. Não lembro, onde, quando e como nos conhecemos, mas a rotina do trabalho nos aproximou. Assim, convivemos alguns meses nesse ambiente dedicado ao esporte. Depois, passamos a trabalhar na Rádio Diário da Manhã, comando de Humberto (Fernandes) Mendonça.

O movimento para a criação da Federação Catarinense de Futebol de Salão teve a liderança de Rozendo, uma vez que o salonismo que surgia na Capital era comandado pela FAC, através de Departamento Especializado, com Waldir Mafra na direção. Ele participou da primeira reunião e foi sempre o elo de ligação entidade-crônica esportiva. Leia mais…

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O menino da praia do Campeche faz 70 anos

27/04/13

Antunes Severo *

Imagem internet

Antes que você pergunte, antecipo: Campeche é o lugar onde nasceu o menino que virou príncipe e cuja história virou lenda, uma das mais conhecidas e amadas lendas do plante terra.

- Mas, afinal, onde fica esse tal Campeche e quem é esse menino?

Sei. A curiosidade é grande. Porém, antes preciso dizer que a história é tão fascinante que até mesmo muitos campechinos e seus vizinhos da Ilha de Santa Catarina não conseguem acreditar.

Puxa, sem querer deixei escapar. Campeche é uma praia no Sul da Ilha de Santa Catarina. Ou, como está na Wikipédia:

“Campeche é um bairro e distrito do município brasileiro de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina. O distrito, antigamente chamado de Vila do Pontal, foi desmembrado da Lagoa da Conceição”.

- E o menino que virou príncipe?

Calma. Mais um pouquinho de história vai nos ajudar a descobrir o fio da meada.

Imagem internet

“Existem duas versões para o nome Campeche. A primeira, mais elegante, remete a um visitante ilustre e frequente da região, o escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. Durante a década de 1920, o correio aéreo francês Sociêté Latécoère instalou no Campeche um campo de pouso que era utilizado para o reabastecimento dos voos entre Paris e Buenos Aires. O comandante da rota, Saint-Exupéry, aproveitava para descansar e fez amizade com os moradores da região. A lenda que ficou é que o nome Campeche provém do apelido francês que o visitante deu ao lugar: Campo de Pesca, ou seja, Champ et Pêche.

Lindo, não? Sim, muito lindo e verdadeiro. Leia mais…

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Na era do rádio – 2

27/04/13

Ilha de Meu Som | Do rádio à música

Márcio Santos

Aos poucos, vou conhecendo as obras-primas de Dilermando Reis, Cartola, Pixinguinha, Waldir Azevedo e tantos outros, além das composições de meu avô e dos demais participantes. São quase dez horas e chega ao fim mais um encontro dos amigos músicos, que se despedem e combinam novo encontro para a próxima semana.

Enquanto meus avós os conduzem até o portão, esgueiro-me e volto ao quarto com a alma cheia de sonhos: um dia, eu também tocaria um violão como meu avô ou o “Seu” Pinheiro, e cantaria igual ao “Seu” Lalinho.Também tinha curiosidade em conhecer “Seu” Ribeiro e seu regional ou “novos” chorões como um tal de Catão ou Zequinha, que estavam começando, mas que eram tão bem citados pelos nossos visitantes noturnos.

Miramar: ponto central dos ônibus "Circular"

No amanhecer, acordo ainda bastante sonolento, com o vozeirão do vizinho Athos Jacinto cantando sucessos de Ray Charles durante seu banho ou com o rádio preto de marca Phillips tocando músicas regionais, sintonizado por meu tio Orivaldo, enquanto prepara-se para mais um dia de trabalho no Banco INCO. Ainda era brindado por outro vizinho, Joel Lemos, com árias de óperas e canções italianas.

Minha tia Ceia faz o café da manhã e o padeiro deixa, no parapeito da janela, pães quentinhos e crocantes; o leiteiro já havia passado e entregue dois litros de leite fresco. Leia mais…

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Confraria ADVB/SC homenageia sócio fundador da entidade

21/04/13

A ADVB/SC, através dos conselhos deliberativo e fiscal, dos seus ex-presidentes, da diretoria executiva e dos associados, cumprimentam o fundador da Entidade pela passagem dos seus 80 anos e agradecem pela dedicação e pioneirismo marcantes. Florianópolis, 18 de abril de 2013. Juarez Beltrão, presidente executivo ADVB/SC.

A homenagem foi na sexta-feira, 18/4, num encontro de empresários catarinenses integrantes da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina realizado no salão de eventos da Tractebel Energia, em Florianópolis, SC. Texto completo e fotos no blog do livro Antunes Severo – o menino do arroio Itapevi.

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Certeza da divulgação de nossas conquistas

21/04/13

O Maury foi para nós, atletas e dirigentes daquele tempo, a certeza de divulgação de nossas conquistas.

Fausto Silva*

Fausto, presidente da FCFS. 1974

Em Florianópolis, na Av. Hercílio Luz, homens de valor plantaram as raízes do desporto de quadra e deram ao espaço o nome de Estádio Santa Catarina, popularmente chamado de FAC, sede da Federação Atlética Catarinense. Sobre seu solo está edificado o complexo esportivo Rozendo Vasconcellos Lima em homenagem àquele que é o símbolo inesquecivel do futebol de salão em Santa Catarina, pai complementar de uma plêiade de jovens que se formaram homens íntegros em suas comunidades. Aquele palco sediou extraordinários jogos de várias modalidades e foi cenário do desenvolvimento do Futebol de Salão, o futsal vitorioso de hoje.

Era comum no início de 1960, já encontrar o jornalista Maury Dal Grande Borges, um ilhéu de família tradicional, probo cidadão que faz do sorriso permanente sua marca de caráter, formado em postura simples e no relacionamento respeitoso de quem só faz o bem. Leia mais…

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A voz como instrumento de trabalho

20/04/13

A voz de veludo do ilhéu Fenelon Damiani invade os lares catarinenses, a cerca de quarenta anos. Primeiro a paixão pelo rádio, fazendo sua estreia aos 18 anos, depois a televisão, colecionando troféus como um dos mais perfeitos apresentadores da telinha. Avesso à boemia e badalações noturnas, com gosta a maioria dos televisivos, este introvertido e correto comunicador prefere a paz e harmonia dos lugares simples para viver em família. Leia mais…

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Futsal em traje de gala

14/04/13

Buscou e encontrou em acervos de entidades, clubes e particulares, centemas e fotos que ilustram em cores a história do salonismo do nosso Estado.

Édio Nunes*

Clique na foto para ampliar

O período de 50 anos é um tempo extremamente curto quando comparado com àquele de que se tem conhecimento da existência da humanidade. Contudo ele se alonga quando se pretende resgatar dados, fatos e acontecimentos numa sociedade que não exercita a preservação da sua memória.

Louvável, pois, o denodo e persistência do Maury Dal Grande Borges que, a exemplo do que já fizera com o futebol e o remo de Santa Catarina, mergulha na pesquisa do salonismo catarinense para, ao final, nos brindar com este excelente Futsal em traje de gala.

Esbarrando em dificuldades que vão desde a inexistência de registos oficiais e/ou confiáveis de nossos clubes, federaçãoo e ligas, até a má vontade e inexplicável negativa de colaboração de pessoas que historicamente estiveram envolvidas com esse esporte, mesmo assim, ele consegue levantar um panorma que permitirá levar ao leitor a mais próxima e real possível história do futsal catarinense dessas cinco décadas. Leia mais…

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Gol é orgasmo

9/04/13

“Jogador não tem amor à camisa. Só à camisinha, quando faz sexo”. Celso Vicenzi.

Antunes Severo

Gol é orgasmo é o livro de Celso Vicenzi com ilustração de Paulo Caruso, lançado pela Editora Unisul em 2010, com projeto gráfico de Pedro Paulo Delpino e revisão ortográfica de Paulo Karam. O tema é apaixonante, pois que trata de dois assuntos muito caros aos seres humanos: esporte e sexo. E aqui aparece a primeira controvérsia: metade dos editores defendeu que o sexo viria na frente e a outra metade, bateu o pé defendendo que a prioridade deveria ser dada ao futebol. Na impossibilidade de desempate – nossa redação tem quatro editores – o editor chefe arrogou a si a decisão, primeiro perguntando:

Para quem nós trabalhamos? E todos respondemos em uníssono: para as leitoras e os leitores, colega.

Pois assim será também nesta dissidência: cada leitora ou leitor poderá copiar o texto publicado,  colar no Word, fazer os ajustes que lhe pareçam pertinentes e colar no mecanismo de comentários que o site disponibiliza em sua democrática organização intestina, digo, interna.

Outra questão que tomou tempo e gerou muita controvérsia foi se esta matéria deveria ou não mostrar além da capa do livro e uma foto sugestiva (como foi batizada essa que você vê aí ao lado).

É que durante as discussões uma parte dos contendores, digo editores, mencionaram várias palavras que poderiam dar uma idéia equivocada ao leitor do teor da obra, enquanto os outros enumeraram alguns adjetivos pouco usuais em tempos de tantas sensibilidades como as demonstradas por uma parte relevante da sociedade contemporânea.

Quais? Lascivo, sensual, libidinoso, ambicioso; voluptuoso; cobiçoso,… Lascivo, lúbrico, libidinoso; luxurioso.

Diante de tão grande zelo e apreço, caros leitores, resta-me dizer que me resta, então indicar-lhes o telefone da editora: 48 3279 1088. Boa leitura, muitos gols e … Bem, deixa pra lá.

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José Boiteux, Nereu Ramos, Altino Flores, Aldírio Bossle

8/04/13

Moacir Pereira, autor de 36 livros, destaca que esse livro celebra os 80 anos de fundação da Associação Catarinense de Imprensa. E complementa: “Comemoração que motivou novas pesquisas sobre a história do associativismo jornalístico e algumas descobertas gratificantes”. Entre essas revelações, a fundação do Clube de Imprensa, em 1908, que tem entre seus criadores José Boiteux; a atividade jornalística de Nereu Ramos no início do século passado quando jovem; a trajetória do líder, fundador e primeiro presidente da ACI, Altino Flores, em 1932; o incansável trabalho sindical de Alírio Bossle no sentido de valorizar os profissionais de imprensa.

Destaca-se na realização desta obra, o minucioso trabalho de investigação e pesquisa realizado nos jornais da época.

Moacir Pereira foi um dos fundadores e professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Jornalista e escritor. Cronista político da Rede Brasil Sul de Comunicações – RBS. Membro da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Presidiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina e a Associação Catarinense de Imprensa – ACI.

O lançamento está marcado para esta terça-feira, 9/4, às 19 horas no Centro de Exposições Edmundo Dowbrava/Centro de Eventos Cau Hansen, em Joinville, SC.

@/EditoraInsular | facebook.com/EditoraInsular

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Um jubileu pra comemorar

7/04/13

“O fato maior é que, a partir de hoje, a Federação Catarinense de Futebol de Salão tem, fundamentada, a sua própria história para contar”, desabafa o autor em editorial de apresentação do livro Futsal em traje de gala, em 2007.

Maury Dal Grande Borges*

O editor em busca dos detalhes que fizeram a história da FCFS

Durante alguns anos permanecemos aquartelados em sala da Biblioteca Pública Estadual. A missão: vasculhar todo o material que desse respaldo às histórias de entidades, clubes, dirigentes, atletas… Assim aconteceu com a edição do livro 85 anos de bola, em 1996, e Remando nas águas da história, em 2002. Agora é o futebol de salao o foco da atenção, e o “tarefeiro” entrou em ação. Pelo sucesso do primeiro lançamento, optou-se por adotar o mesmo planejamento gráfico e fotográfico, porém, em papel de qualidade superior, observndo-se a tecnologia atual. Estava elaborado o “presente”para a Federação Catarinense de Futebol de Salão – FCFS nos seus 50 anos de fundação. No entanto, o trabalho de pesquisa que fluiu com o futebol e teve seguimento com o remo não oferecia as mesmas facilidades. O “paredão” inicial logo se apresentou… Por omissão ou motivos outros, a entidade não mantinha seu arquivo em dia. As súmulas e outros documentos oficiais haviam sido extraviados. Leia mais…

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Maury Dal Grande Borges vem aí…

31/03/13

Antunes Severo

Ano que vem, 2014, o jornalista, pesquisador e escritor Maury Dal Grande Borges completa 60 anos de estrada e pretende comemorar com o lançamento do seu quarto livro. Os três primeiros foram lançados, em 1996 – 85 anos de bola; em 2002 – Remando nas águas da história e em 2007 – Futsal em traje de gala. Tema do próximo livro? Os primeiros 100 anos do futebol em Santa Catarina. O esporte, as peladas de rua, os treinos de vôlei e basquete na escola, o futebol de salão, o remo e o futebol de campo desde muito dominaram suas preferências de lazer.

Em 1954, aos 19 anos, o garoto que vibrava com o esporte desde a infância, encontra sua primeira oportunidade para iniciar a carreira jornalística: foi convidado pelo editor do jornal O Estado, Pedro Paulo Machado, para fazer a cobertura das atividades dos esportes amadores na Capital. O remo reinava nas águas da baía Sul e repercutia no Brasil e na América Latina graças a participação de catarinenses na Seleção Brasileira. Os demais esportes – vôlei, basquete e futsal –eram  estimulados pelos principais clubes da cidade – Doze de Agosto e Lira Tênis Clube – e por empresas privadas e do governo. Leia mais…

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A ditadura se foi de vez?

21/03/13

O Mylton Severiano, autor de Realidade – história da revista que virou lenda, livro que a Insular está lançando, não se conforma e insiste na pergunta A ditadura se foi de vez?

Foto: Luigi Mamprin

Diz Mylton com sérias dúvidas: “Há 47 anos, eu estava no Jornal da Tarde, lançado a 4 de janeiro de 1966, de onde me passaria meses depois para REALIDADE, lançada em abril. O JT sacudiu o jornalismo diário, pela diagramação e pela linguagem”.

“REALIDADE foi mais fundo. Mexeu com as estruturas do “sistema”, desafiou os conservadores, os preconceituosos, quebrou tabus. E em plena ditadura militar.

Neste momento, quase meio século depois, reflito sobre as perguntas que mais me fizeram os estudantes todos esses anos: por que não fazem mais uma revista como REALIDADE?, por que não fazem mais reportagens como aquelas? Muitos abrem a boca de espanto quando digo que é porque a ditadura ainda não acabou. Digo meio de brincadeira, mas leia este livro refletindo comigo: se a ditadura que matou REALIDADE já acabou, então por quê?” Leia a seguir a apresentação do livro por Paulo Henrique Amorim. Leia mais…

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Confesso que me diverti

18/03/13

“Porque se é para dedicar uma vida inteira a uma causa, que pelo menos você possa se divertir enquanto faz isso”, Roberto Costa.

As frases do título e do subtítulo abrem e fecham o comentário do atual presidente da agência no livro lançado na noite de sexta-feira, 15/3, no centro de eventos do Costão do Santinho no norte da Ilha de Santa Catarina, comemorativo ao meio século de existência da empresa.

Nas 160 páginas do livro, uma inspirada visão dos mais recentes 50 anos, desde o mundo underground do Escrache Bar no centro de Florianópolis ao sucesso da canção Love Me Do dos Beatles explodindo o fog londrino e repercutindo no mundo.

A jornada segue contada em cinco episódios com o brilho sedutor do texto de Flávio de Sturdze amparado pelo delicioso projeto gráfico e diagramação de Vivian Lobenwein.

O livro – 50 anos de vanguarda, a história da Propague – é muito mais do que q história da agência, pois resume de forma brevíssima, mas eloquente o principal da turbulência de meio século de vida no planeta Terra, visto naturalmente, deste observatório privilegiado que é Santa Catarina. Como, aliás, disse Roberto Duailibi ao final de sua mensagem no livro: “Das muitas vezes que fui “Santa Catarina, guardo algumas das melhores lembranças e queridas amizades. Foi em Santa Catarina que presenciei o céu mais estrelado que tenho na memória; foi em Santa Catarina, que participei, como patrono de turma, da cerimônia de formatura mais bonita – o Hino Nacional interpretado por apenas uma flauta e o auditório em pé, com a mão no coração, reverenciando mentalmente as palavras que falam de sol, liberdade, terra amada”.

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