Arquivo de autor para Norma Bruno

Faz Que Nem a Beata

19/05/13

Iam as duas no ônibus, sentadas lado a lado. Conversa vai, conversa vem…

- Quanto é que tu cobras? Pergunta uma.

- Setentão mais o ônibus, responde a outra.

- É o preço, diz uma.

- Ai, eu tô cansada das faxina, diz a outra. Leia mais…

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A Rainha do Lar

12/05/13

Finalmente ela se convenceu de que a empregada não viria mais. Foi quando a moça mandou a irmã buscar o dinheiro pelos dias trabalhados. Ela ainda perguntou se a moça estava doente, se precisava de um adiantamento; uns dias de licença, quem sabe? A irmã disse que não, que só precisava mesmo do dinheiro e ela que se despreocupasse, pois a moça já estava trabalhando em outra casa, há três semanas. Três semanas. O tempo exato do abandono do emprego! Vadia!

Para ela, o pior de ficar sem empregada não era ter que fazer todo o serviço; era agüentar as reclamações: _ Coooomo, não tem cueca limpa?! Eu tô usando a mesma cueca há três dias! _ O feijão está mal cozido. _ Na casa da minha mãe isso nunca aconteceu, e olha que ela tinha seis filhos pra criar! Leia mais…

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A Menina dos Olhos Brancos

5/05/13

Chovia naquele dia uma chuvinha fina, daquelas boas pra ficar em casa.  Minha mãe fazia bolinho de frigideira para o café da tarde, nós, de pijamas, sentados à mesa, impacientes. Minha mãe tinha mania de fritar toda a massa antes que pudéssemos prová-los – Deixa esfriar!  E ainda seria preciso polvilhar açúcar e canela.

Alguém bateu palmas lá fora. Corremos à janela, três cabecinhas curiosas. A mulher, com um neném embrulhado no colo, fez assim com a mão.  Saí para atendê-la, eu a mais velha. Minha mãe fritando os bolinhos. A mulher contou uma história longa, não entendi direito, de vida difícil, de parto traumático e de filha doente. Nesse momento abriu a mantilha e mostrou uma linda menininha de aproximadamente dois meses, cabelinho escuro e traços de princesa. Leia mais…

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Caixa Eletrônico

28/04/13

Último dia útil do mês. Atrapalhada, a mulher tentava conciliar a profusão de contas a pagar e sua visível inexperiência com caixas eletrônicos. Atrás dela, um casal de surdos-mudos conversava na linguagem dos sinais.

Enquanto a mulher se batia, o casal iniciou um caloroso debate sobre sei lá eu o quê. De repente ambos discordaram e passaram a brigar. Um interrompia o outro no meio da frase, cada qual tentando ganhar a discussão. Pareciam gritar tamanha a rapidez e amplitude dos gestos. Leia mais…

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Carro-de-Cavalo

21/04/13

Manhã de domingo, sessão das dez. Aos cinco anos fui ao cinema pela primeira vez. Meu pai me levou. O filme: Marcelino, Pão e Vinho. Depois fomos ao Gato Preto tomar gasosa. Assim se chamavam os refrigerantes na época. Voltamos para casa, no Saco dos Limões, num carro-de-cavalo. Cinema, gasosa e carro-de-cavalo, minha iniciação em dose tripla!

As caleças ficavam estacionadas rentes à mureta que separava a estrada e o mar da Baía Sul, no trecho que ia do Mictório Público, o Castelinho, ao Hotel Royal. Carro-de-praça de pobre, elas faziam os trajetos não contemplados pelos lanchões e os poucos ônibus em circulação.

Melhor de tudo foi o passeio. Os cavalinhos troteando pela linda estrada que contorna o Penhasco, o céu límpido – ao longe, as montanhas são azuis! – o despenhadeiro e o mar cor de prata. Deslumbrante! E inesquecível.
O futuro chegou, com seu pragmatismo, e decretou que aquele meio de transporte não combinava com a cidade que queria ser moderna a qualquer custo. Na década de 80, eu acho, alguém chegou a reeditar as simpáticas carrocinhas para passeios turísticos. Não deu certo. As pessoas estavam mudadas.

Do livro Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. Florianópolis, 2012.

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A Paixão de Cristo*

31/03/13

Há uma passagem na Bíblia que descreve o sofrimento de Jesus durante o Martírio. No mundo inteiro a narrativa é relembrada durante a Semana Santa por artistas profissionais e amadores. Na Ilha, ficaram famosas as encenações de Rio Apa nas areias da Lagoa da Conceição durante a década de 1980. Mas, muitos anos antes, a cena já servia de inspiração para os artistas ilhéus.

Integrante de um grupo de teatro amador, Armando Luiz tinha diante de si o desafio de representar nada mais nada menos que o protagonista da peça “A Paixão de Cristo”, ponto alto das comemorações da Páscoa na cidade.

A apresentação aconteceria no Teatro Álvaro de Carvalho. Pisar o palco que recebeu os maiores nomes da dramaturgia nacional não é coisa para qualquer um, mas ele daria conta do recado, ninguém duvidava. O problema do Armando era a cachaça. O bicho era chegado!

Após meses de exaustivo ensaio, chegou o grande dia. Ou melhor, a grande noite. Casa cheia, movimentação intensa nos bastidores, devidamente paramentado, o Armando, andava para cá e para lá, ansioso.

Soou o gongo. Apagaram-se as luzes do grande lustre. Silêncio. Primeiro ato, segundo ato. Crucificado, Cristo, sedento, pede um gole de água ao soldado romano. Todos sabem o desfecho da história. A platéia, levada aos limites da emoção, via o recipiente se aproximar dos lábios de Cristo já esperando o grito lancinante de dor, quedou parada, perplexa, ao perceber na fisionomia de Cristo um largo sorriso de satisfação.

Acontece que, sabedor da inclinação do Armando, um gozador trocou a água que faria as vezes de “fel” por dois dedos da branquinha. Daí que, no ápice do seu calvário, “Cristo” exclamava em júbilo: “Mais fel, mais fel!”. * (História corrente na memória da Cidade, confirmada por Luiz Armando Camisão, neto do artista).

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Histórias de Encantado

17/03/13

O Imperioso Desejo do Senhor Jesus dos Passos
Ainda que tu não acredites nessas histórias de encantado, eu vou te ser sincera: pior que é! Pois se até o Senhor dos Passos que tava indo pro Rio Grande se encantou de morar aqui e, no que inventaram de fazer uma parada pra abastecer o navio, se valeu da ventania como desculpa? Dizem os antigos que, cada vez que o navio se preparava para sair, Ele assoprava uma ventania tão forte, mas tão forte, que o navio não conseguia passar da barra e tinha que voltar pra trás. Foi assim por três vezes até que o povo da aldeia entendeu: Nosso Senhor queria é fincar morada por aqui. E assim foi: – Seja feita a Vossa vontade!
A recém teve aquele incêndio do Hospital de Caridade; pois não é que o fogo começou exatamente ao lado da Capela e atingiu o prédio pela parte de trás e foi queimando tudo e rodeou direitinho o altar de madeira onde estava o Senhor dos Passos sem queimar nem o altar nem a imagem do Santo? Essa ninguém me contou, nega, essa eu vi, com  meus próprios olhos. Agora explica!
Soube, pelo meu pai, que o vô Manoel, pai dele, que morava no sopé da ladeira do Hospital de Caridade, pertencia à Irmandade do Senhor dos Passos e, sendo um marceneiro de mão cheia, meu avô era o restaurador dos altares das antigas igrejas da Ilha, a Igreja de São Francisco, a Igreja do Rosário. Segundo meu pai, por volta de 1945, meu avô foi encarregado de fazer uma nova cruz para o Senhor dos Passos, pois algo acontecera com a original. Segundo ele, é essa cruz que está lá, até hoje, nos ombros do Filho de Deus. Fiquei orgulhosa!

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Mobilidade Urbana: está faltando alguma coisa nesta lista

10/03/13

Quando se discute a Mobilidade Urbana em Florianópolis a discussão transita entre as suas conhecidas causas e as já tão surradas soluções: a necessidade de ciclofaixas eficazes, a urgência da implantação do transporte marítimo, o aumento das linhas de ônibus urbanos, o barateamento do preço das passagens etc., etc. Raramente se inclui o pedestre, o “usuário” do modal mais antigo, mais barato, mais ecológico e eficaz que existe.

Dia desses, li a respeito de uma pesquisa sobre a quantidade de quilômetros que as pessoas caminham num único dia, nos diversos países. Segundo a pesquisa, os franceses andam, em média, seis quilômetros por dia, enquanto o brasileiro caminha menos de dois. Leia mais…

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Vai dar tudo certo, filho!

3/03/13

Eu me preparava para dormir pensando na lista de coisas a organizar antes da viagem, o tempo parecia escasso para tantas providências.  Foi quando o filho ligou: – Mãe, acho que não vai dar pra esperar a tua chegada. A bolsa rebentou... ele disse, com a voz travada. Corre pra maternidade, filho!, eu disse. – Tô nervoso, mãe… – Vai dar tudo certo, filho!

Não dormi aquela noite, nem poderia, meu neto nasceria em poucas horas. Eu queria estar lá, não só pela sua chegada, é claro, mas também para apoiar meu filho e minha nora, já que eles estão longe das suas respectivas famílias. Tentei rezar, mas a euforia me tirava a concentração e diversas vezes eu esqueci “o diabo da reza”, como dizia a minha vó. Vai dar tudo certo, filho! Vai dar tudo certo! Entre as lágrimas e o riso, repeti diversas vezes para mim mesma. Ao final, desisti de rezar e me entreguei à alegria, certa de que Deus entenderia meu coração. Leia mais…

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Pois, dito e feito

24/02/13

Pariu a primeira filha aos doze anos. O segundo, um varão, aos quatorze. O terceiro dos quinze para dezesseis. O quarto aos dezessete e meio. O quinto aos dezoito e poucos. Do primeiro até o décimo quinto, e só parou aí por conta da viuvez, o intervalo exato entre uma prenhez e outra.

Parte das crianças morreu ainda na primeira infância. Os que lograram atingir a segunda foram morrendo aos poucos. Um de maleita, outro de esporão de bagre, um de raio, outro afogado, mais outro afogado, um de convulsão, outro de congestão, um na farra do boi, outro de picada de cobra, um de tosse comprida, o mais mocinho de tormenta. O pobrezinho obrou até morrer. Leia mais…

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No calor da folia

10/02/13

Aquele Carnaval seria especial não apenas porque eu já era uma mocinha, eu tinha doze anos, mas porque minha prima Iranice viera passar os dias de Momo em Florianópolis.

Não tás entendendo! Iranice é carioca! O que significava dizer que sabia sambar como as mulatas das escolas de samba! Hoje isso é comum, mas não naqueles idos 1966. Essa habilidade, por si só, a colocava um patamar acima dos mortais. Por tabela, me elevava também, dada a nossa proximidade genética. Uma questão de potencial do DNA. Tirando uma amiga que nasceu no Rio de Janeiro – embora tenha sido feita aqui e voltado ainda nenenzinha -, mas, até onde sei, também não é de nada, eu era a única da turma a ter uma carioca legítima na família! Leia mais…

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“Guerrilha do Bem”: Laura e as Árvores

20/01/13

A revista Vida Simples, edição 65, de abril de 2008, trouxe uma matéria intitulada Pé no Chão, Arte na Rua, que trata do protagonismo urbano. “O protagonista é o bairro”. A pessoa que o exerce é o artista – “artivista” -, o guerrilheiro do “Bem”. Hoje quero falar sobre ativismo urbano, outra forma de protagonismo. Sobre o artivismo, conversaremos outro dia.

Segundo a revista, Guerrilha do Bem é o conjunto de iniciativas que beneficiam a cidade e, portanto, as pessoas que nela vivem, como, por exemplo, a indicação espontânea de lugares legais como uma biblioteca comunitária, uma árvore que acabou de florescer, um boteco onde, toda semana, acontece um som maneiro, espaços onde rolam shows e espetáculos gratuitos ou a padaria que serve o melhor bolo de milho da cidade. Leia mais…

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Lotação

13/01/13

Quando entraram no ônibus já não havia lugares vagos, de modo que o jeito foi acomodar-se pelo corredor apinhado de gente enfrentando as arrancadas e as freadas bruscas a cada parada do coletivo.

A sobrinha ainda quis interpelar alguém para que cedesse o lugar à tia idosa, mas ela não permitiu, conformada com a falta de gentileza das pessoas.

Os passageiros seguravam-se do jeito que podiam, os mais altos valendo-se dos pegadores superiores, os mais baixos, como elas, agarrando-se aos pegadores dos bancos. Uma multidão de braços e mãos disputando espaço nos canos ensebados do ônibus. Leia mais…

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Livros perdidos e achados: deflagrada a operação

9/12/12

Minha biblioteca é pequena, feita apenas de alguns livros canônicos e outros que precisam ou merecem repetidas releituras. O restante vem, alegra minha vida, e parte para novas aventuras porque, afinal, livro existe é pra ser lido. Isso não significa menosprezo, ao contrário,  exatamente porque gostei do que li é que quero compartilhá-lo com outras pessoas. Então, saio pelas ruas com os livros numa sacola,  e vou  ”esquecendo-os”  por aí… Faço isso desde que ouvi falar de um projeto das Livrarias Catarinense que,  uma vez ao ano, “abandona” livros sobre os bancos das praças da cidade. Achei a ideia tão interessante que resolvi fazer o mesmo com os  livros  já  lidos da minha estante. Leia mais…

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Quem aí gosta de revista, levanta a mão!

2/12/12

O “dia do pagamento” era um dia especial. Meu pai chegava do trabalho e, após o banho, sentávamos para jantar. Em geral havia uma sopa, mesmo nos dias de calor, depois tomávamos café com pão, meus irmãos e eu, impacientes, só esperando um sinal para corrermos esbaforidos, disputando as janelas o carro. A briga era inevitável, a mãe ralhava, o pai só olhava pelo retrovisor. O destino era a Praça Fernando Machado, no centro, onde havia uma banca de revista. A euforia era justificada. Em dia do pagamento, cada um podia escolher a revista que quisesse. Meu pai comprava a Quatro Rodas e a Brucutu, uma HQ de que ele gostava, eu também gostava, ou o Almanaque do Fantasma, ou do Mandrake. Leia mais…

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Um Pai Que Era Uma Mãe

14/08/11

Desde criança ele demonstrava uma enorme curiosidade sobre o funcionamento das coisas, especialmente máquinas e de equipamentos. Certa vez, o pai lhe deu uma bicicleta de presente de Natal. Dada a volta experimental e antes que os irmãos reivindicassem a sua “voltinha”, ele desmontou a bicicleta para entender como ela funcionava. Levou uma surra, mas não se emendou. Leia mais…

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Era uma vez e ainda hoje…

7/08/11

Era uma vez uma menina muito bonitinha que vivia num pé de caqui. Quer dizer, na verdade, a menina não morava no pé de caqui, ela estava sempre empoleirada num caquizeiro. A menina vivia feliz com seus pais e irmãos – um menino e uma menina – num chalé muito bonito que tinha uma grande varanda na lateral e um pequeno jardim na frente da casa onde alguém, um dia, plantou um bambu-de-salão e uma roseira de Santa Terezinha. Leia mais…

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Jornal O Catharinense 180 anos

31/07/11

Antes da invenção do jornal as notícias corriam de porta em porta

À boca pequena construíam-se e destruíam-se reputações adicionando ou subtraindo personagens, fatos e detalhes de acordo com a criatividade e a conveniência do narrador. Uma Lei de 1642 “proibia em todo o Reino luso, a impressão de gazetas gerais” alegando a “pouca verdade de muitas e estilo de poucas” conta Celestino Sachet, em seu livro História de Santa Catarina. Em contrapartida, “Supria-se a falta de jornais pelos boatos e cochichos nas lojas de fazenda e nas boticas, nas feiras, nos Senados, nas Câmaras, nos cais dos portos, nos armazéns. (…) os pasquins multiplicavam-se afixados nos muros ou colocados sorrateiramente por baixo das portas, ou ainda jornais caprichosamente manuscritos, circulando de mão em mão, às escondidas, em prosa e verso, ora justos, ora injustos e caluniosos, denunciando irregularidades, influindo na opinião pública”. Leia mais…

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Aos Editores, Jornalistas e Jornaleiros

28/07/11

 


Banca do Sr. Athur Beck - 1ª banca de revistas e jornais de Florianópolis. Foto: acervo do pesquisador Dr. Norberto Ungaretti, gentilmente cedida pelo querido amigo Henrique Ungaretti

No dia em que se comemora os 180 Anos da Imprensa Catarinense, rendo minha homenagem aos empreendedores, editores, jornalistas e jornaleiros. Entre esses, claro, a Jerônimo Coelho e a tantos outros criadores de jornais e revistas, especialmente os jornaizinhos de bairro, à minha filha Carolina de Assis e ao meu genro Gustavo Schwabe, jornalistas e aos colegas jornaleiros aqui representados pelo Sr. Artur Beck, proprietário da 1ª banca de revistas e jornais de Florianópolis. http://normabruno.wordpress.com/

 

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Ruazinha Perto da Minha Rua

23/07/11

Aquilo tudo era uma chácara, eu me lembro, quando passava de ônibus a caminho da Universidade Federal: havia uma casa antiga, paredes brancas, uma porta e três janelas na cor vinho, a pintura desbotada, e um homem velho, barbas brancas, eternamente sentado na soleira da porta. Diziam que se a gente mexesse com ele, ficava agressivo. Nunca soube sequer o seu nome, então não posso dizer se era mentira ou verdade; recordo-o como uma foto enquadrada na janela do ônibus da Trindadense. Leia mais…

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