Arquivo de autor para Frederico Bezerra

A melhor canção de todos os tempos…

31/07/11

Depois de um longo período afastado, retomo esta coluna com um assunto que me parece bastante atual.  Alerto, amigos, que o título é uma pequena malandragem de minha parte. Não pretendo a ilusão de eleger aquela que seria a melhor canção de todos os tempos. Seria uma estupidez sem tamanho que ninguém seria capaz de encarar, até porque essa unanimidade não existe. Depois de esperar alguns lançamentos recentes, sejam eles de novos ou antigos nomes da MPB, percebi a uma tendência a composições “bacaninhas”, simples, com excelentes materiais sonoros que não foram desenvolvidos nas suas respectivas canções.
Observei que os compositores brasileiros não estão tentando compor e muito menos arranjar aquela que seria a sua “melhor canção de todos os tempos”. Leia mais…

Compartilhar

CopaLord: De mãos dadas com a comunidade

3/03/11

Para fechar esta série sobre os sambas-enredo 2011 das cinco escolas de samba da capital – Consulado do Samba, Unidos da Coloninha, União da Ilha da Magia, Protegidos da Princesa – chegou a vez da atual campeã do carnaval de Floripa, a Embaixada Copalord. Fundada em 1955, a segunda mais antiga escola de samba da cidade tem como orgulho a força e o canto de sua comunidade – localizada entre o Morro da Caixa e Mont Serrat, no centro da capital – e o fato de ser a escola que mais vezes venceu nesta década, com cinco títulos e três vice-campeonatos, quesitos suficientes para gabaritá-la como uma candidata ao título. Numa grosseira comparação, poderíamos identificá-la como a “Beija-Flor de Florianópolis”. Leia mais…

Compartilhar

Cerveja pra comemorar!

26/02/11

Depois de três coirmãs desfilarem por essa avenida, chega a vez da escola mais antiga do carnaval de Florianópolis: a G.C.E.R.E.S. Os Protegidos da Princesa. Fundada em outubro de1948, a “Princesa” orgulha-se de ser a escola mais vezes campeã do Brasil, com 24 títulos conquistados. Se uma palavra seria capaz de resumir a trajetória desta consagrada agremiação, esta seria “tradição”. O último título conquistado aconteceu em 2002, quando da homenagem ao tenista Gustavo Kuerten, o Guga, com o enredo “O Manezinho que Encantou o Mundo”. Leia mais…

Compartilhar

União da Ilha: Cuba sim! Em nome da verdade

13/02/11

Em 1993, um grupo de amigos criou uma bateria. A bateria, depois, se transformou em bloco. O bloco, por fim, alcançou status de Escola e Samba em 2009. Essa foi a trajetória da caçula das escolas de sambas de Florianópolis, a G.R.C.E.S. União da Ilha da Magia. De um bloco de sucesso, três anos seguidos como o melhor da cidade, a escola herdou seu poder de organização e alegria para trazer o mundo do samba para um lugar distante das comunidades mais rotineiras. A escola é sediada na Lagoa da Conceição, local badalado por turistas e por moradores de classes sociais mais abastadas. Leia mais…

Compartilhar

Coloninha: “Vossa Majestade, beijo-lhe às mãos”

6/02/11

Dando continuidade à série de apresentação dos sambas-enredo das escolas de samba de Florianópolis, hoje falarei um pouco sobre a contagiante escola do Continente: a Unidos da Coloninha. Fundada em 1962, tendo o nome inspirado no espaço conhecido como “as gerais” do estádio Orlando Scarpelli, no Estreito, a Sociedade Recreativa e Cultural Unidos da Coloninha surge originalmente como uma escola-mirim. Depois de anos desativada, retorna na década de 1980 para colecionar títulos e apaixonar a cidade com os encantos da comunidade da porção continental da cidade. Leia mais…

Compartilhar

Consulado cai na “dança” em 2011

30/01/11

A partir desta semana inicio uma série de colunas apresentando os sambas-enredo das escolas de samba de Florianópolis. Confesso que há muito tempo esperava por isso! Meu envolvimento com o carnaval começou seriamente há quatro anos, embora sambas-enredo tenham feito parte de minhas canções de ninar. A fim de evitar polêmicas, o que é natural em todo o meio social estimulante, escalei a seguinte ordem que obedece a sequência de desfiles programados para a Passarela Nego Quirido no dia 5 de março de 2011. Ei-la: Consulado do Samba, Unidos da Coloninha, União da Ilha da Magia, Os Protegidos da Princesa e Embaixada Copa Lord. Leia mais…

Compartilhar

A música passada a limpo: Luiz Meira

19/12/10

A convite do clarinetista Paulo Moura, que nos deixou este ano, um jovem músico começa a trilhar sua caminhada ao lado dos grandes nomes da música popular brasileira. Seu nome: Luiz Meira, natural de Florianópolis.  Como produtor talvez tenha encontrado, por enquanto, maior reconhecimento. Já seu violão, teve a oportunidade de acompanhar estrelas como Gal Costa, Sá e Guarabira, Elza Soares, Beto Guedes, Luiz Melodia, entre outros. Eis que não estava satisfeito. Começa a compor e dessas composições surge o álbum “Intuição”, de 2001. Nele, o artista se rende à verve instrumental, notabilizada pelas faixas “Café”, “Flamenca” e “Pescador”, com destaque para o arranjo primoroso da primeira. Mas apresenta já algumas canções notáveis como “Junto até o fim” e “Intuição” – faixa que dá nome ao disco. Essas canções me remetem a um clima que lembra muito o segundo disco de um jovem Djavan (1978) onde o lirismo dos arranjos casa perfeitamente com as composições, tanto quando de suas obras mais enérgicas, quanto nas mais sentimentais. “Você chegou pra ficar” (2009), de Luiz Meira, Jean Mafra e Jean Garfunkel. Leia mais…

Compartilhar

“Entrevero Instrumental” de talentos

28/11/10

Frederico Bezerra

Em busca das novas sonoridades da música catarinense, resolvi percorrer as veredas da música instrumental. E o que encontrei? Música de primeira linha, criativa e bem arranjada.“Entrevero Instrumental” surge do encontro de Rodrigo Moreira (baixo-elétrico) e Filipe Maliska (bateria) em Barcelona, onde se conheceram cursando o L’aula de Música Moderna e Jazz, do Berklee School of Music del Conservatori del Liceu, daquela cidade. Já em terras brasileiras, resolveram consolidar o grupo, com a entrada de Arthur Zucchi Boscato (violão) e Diego Guerro (acordeom). Ouça: “Passos Largos”, Grupo Entrevero Instrumental. A música passada a limpo. Leia mais…

Compartilhar

O “mestiço” Luiz Henrique Rosa

9/10/10

Como prometido, “A música passada a limpo” desta semana continuará a dissecar outra faceta da saga musical desse grande artista catarinense: Luiz Henrique Rosa.  Em 1965, o artista embarca numa grande experiência cultural. Assim, como vários músicos brasileiros, Luiz Henrique tenta a vida nos Estados Unidos. A experiência acaba por lhe expandir os horizontes composicionais, o que lhe põe ao lado de grandes nomes da música norte-americana e brasileira, como Stan Getz, Oscar Brown Jr., Billy Butterfield, Sivuca, Walter Wanderley, João Gilberto e Hermeto Paschoal. “Dianne”, de Luiz Henrique. A música passada a limpo. Leia mais…

Compartilhar

A bossa apurada de Luiz Henrique Rosa

24/09/10

Há 25 anos a cultura catarinense perdia um de seus maiores expoentes. Hoje, A música passada a limpo apresenta a primeira das duas crônicas em homenagem ao grande músico catarinense Luiz Henrique Rosa. Temo afirmar que muito pouco se tem feito e dito sobre Luiz Henrique, talvez o maior compositor popular catarinense. Suas mais de duzentas composições pairam num vazio histórico que tentará ser reparado, mesmo que minimamente, nessa coluna. Nascido em Tubarão, acolhido em Florianópolis desde cedo, ganhou o mundo após o sucesso mais que merecido no Rio de Janeiro, local para onde o artista mudou-se em 1961, gravando seu primeiro compacto com as canções “Garota da Rua da Praia” e “Se o amor é isso”, em parceria com Zininho, figura de grande vulto artístico da capital catarinense. “Se o amor é isso”, com Luiz Henrique Rosa. “A música passada a limpo”. Leia mais…

Compartilhar

Músicos-pesquisadores invadem a capital catarinense

4/09/10

A música passada a limpo

Nesta semana, trago para a discussão não um personagem do universo musical brasileiro, mas sim, um evento que vem ganhando relevo no cenário nacional e que merece ser compartilhado pela nossa comunidade. Entre os dias 23 e 27 de agosto a capital catarinense sediou o evento mais importante da pesquisa em música nacional: o XX Congresso da ANPPOM (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música) organizado em parceria com a UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina, mobilizando acadêmicos do curso de música, professores e funcionários num verdadeiro mutirão. Meu objetivo, caro leitor, é contar o que de mais importante foi discutido no ramo da música popular. Mas não se preocupe. Evitarei qualquer anseio terminológico excludente. Aliás, muitas vezes a pesquisa assume posturas de modo a isolar-se do restante da sociedade, de maneira pequena e preconceituosa. O que temos visto recentemente, entretanto, é a busca pela oxigenação desses conceitos, criando uma integração cada vez mais ampla com a sociedade, universalizando o conhecimento. Leia mais…

Compartilhar

A músisca passada a limpo: saudoso Adoniran Barbosa…

7/08/10

Fechando a semana que comemora os 100 anos do nascimento de Adoniran Barbosa, “A música passada a limpo” homenageia esse cronista genial do cotidiano paulistano. Nascido em Valinhos, interior de São Paulo, João Rubinato, seu nome de batismo, percebeu cedo sua vocação para o universo das artes. Começou no rádio, tentou a carreira de ator, locutor e cantor. Grande imitador, um de seus tipos humanos acabou por confundir-se com sua própria personalidade, na figura de “Adoniran Barbosa”. Leia mais…

Compartilhar

A música passada a limpo: Catulo e o Luar do Sertão

17/07/10

Caro ouvinte, a série “A música passada a limpo” tem como objetivo trazer à tona personagens que foram alvo de polêmicas ou são pouco reconhecidos por falta de maiores registros na história da música popular brasileira. Começo com uma das obras mais antigas que cruzou décadas até alcançar o século XXI e que continua entre as mais executadas. Essa procura me levou a Catulo da Paixão Cearense e sua inesquecível Luar do Sertão composta em parceria com João Pernambuco e aqui interpretada por Maria Bethânia. Leia mais…

Compartilhar
 
 
         
© 2010 por Caros Ouvintes. Todos os direitos reservados.