Fernando Morgado
Conforme já sinalizei em artigos anteriores, a Internet deve ser sempre encarada como aliada (e não vilã) do novo momento pelo qual passa a comunicação de massa. O rádio brasileiro tem dado diversos exemplos de como a grande rede pode auxiliar na reinvenção das mídias tradicionais e torná-las “inoxidáveis”, como bem define Tuta Carvalho, diretor-presidente da Jovem Pan.
Estudos realizados nos Estados Unidos apontam os sites de rádio como os que registraram maior crescimento em seus lucros, em comparação com as páginas de outras mídias. A causa deste fenômeno pode estar no fato da Internet e o do rádio possuírem diversas semelhanças no âmbito comercial, como, por exemplo, alta capacidade de segmentação e importante presença de anunciantes diretos. Além disso, a forma tradicional de consumo da programação (linear e ao vivo) permanece como a preferida pelos ouvintes também nos computadores, preservando a relevância dos comerciais durante as atrações on air. Com tudo isso, criam-se condições sólidas para que o rádio experimente novos serviços de informação e entretenimento que, num futuro breve, podem tornar-se relevantes fontes de receita tanto dentro quanto fora da rede.
Em seu portifólio, o Sistema Globo de Rádio (SGR) possui quatro marcas exclusivamente online: Multishow FM, Rádio GNT, Rádio Zona de Impacto e Globo FM, sendo que esta última nasceu no dial e desde 2005 está só na Internet. A Globo FM, inclusive, foi a primeira rádio online do Brasil que chegou a contar com afiliadas on air (em Maringá e Curitiba, no Paraná), provando que não há mais limites para as diversas formas de distribuição de conteúdo. Além destas, o SGR também mantém outras dezenas de rádios online através do portal Globoradio.com.
Em São Paulo, a Jovem Pan criou uma nova linguagem de comunicação, com características muito particulares. Definido como “rádio com imagem”, o portal JP Online oferece (de graça) vídeos com comentários, entrevistas e reportagens sobre diversos temas, além de um imenso acervo musical. A produção desses novos conteúdos é resultado da convergência de conceitos da produção vindos de três mídias: rádio (como o imediatismo da notícia e a capacidade de improviso dos jornalistas, por exemplo); Internet (complementação da informação com textos e links, além de espaço para comentários e compartilhamento via redes sociais) e TV (originada da experiência de dois dos maiores nomes da história deste meio: Tuta Carvalho e Nilton Travesso, diretor da JP Online). Além do acervo de vídeos gravados, o portal apresenta duas edições ao vivo do jornal “Hora da Notícia” (às 12h e 18h) da mesma forma como poderia acontecer num canal de televisão.
Em Porto Alegre, a Rádio Gaúcha também expandiu as fronteiras do rádio ao levar a geração ao vivo da 2ª edição do Chamada Geral para dentro do helicóptero RBSCOP, da RBS TV. Enquanto os ouvintes acompanhavam o som das notícias do trânsito no fim de tarde, os internautas puderam assistir pelo portal clicRBS as imagens geradas do helicóptero, cuja direção de imagens era sempre subordinada à fala do apresentador André Machado. Três repórteres em terra complementavam a cobertura e, enquanto falavam pelos celulares, eram focalizados pela câmera instalada na dianteira do RBSCOP. O jornalismo da Gaúcha aproveitou a oportunidade para denunciar problemas relacionados ao transporte na Grande Porto Alegre, cobrando soluções por parte das autoridades.
Outro bom exemplo de integração entre as mídias foi dado pela carioca Super Rádio Tupi, cuja cobertura do Carnaval (liderada por Eugênio Leal) foi além das transmissões ao vivo da Marquês de Sapucaí. O Tupi Carnaval Total contou com boletins e programas no AM/FM, blog, premiação para os melhores do ano e uma rádio online 24h dedicada à folia, com entrevistas, debates, sambas-enredo e áudios de carnavais antigos vindos do acervo quase centenário da emissora.
Nas palavras do comunicador e gerente da Rádio Globo, Marcus Aurélio, “o rádio ganhou uma namorada, a Internet”. Este artigo buscou apresentar apenas alguns dos muitos frutos desse namoro no Brasil, que resulta em inovação, renovação e certeza de um futuro ainda mais promissor para a comunicação de massa produzida por especialistas.
Rádio e Internet: integração e inovação
Conforme já sinalizamos em artigos anteriores, a Internet deve ser sempre encarada como aliada – e não vilã – do novo momento pelo qual passa a comunicação de massa. O rádio brasileiro tem dado diversos exemplos de como a grande rede pode auxiliar na reinvenção das mídias tradicionais e torná-las “inoxidáveis”, como bem define Tuta Carvalho, diretor-presidente da Jovem Pan.
Estudos realizados nos Estados Unidos apontam os sites de rádio como os que registraram maior crescimento em seus lucros, em comparação com as páginas de outras mídias. A causa deste fenômeno pode estar no fato da Internet e o do rádio possuírem diversas semelhanças no âmbito comercial, como, por exemplo, alta capacidade de segmentação e importante presença de anunciantes diretos. Além disso, a forma tradicional de consumo da programação (linear e ao vivo) permanece como a preferida pelos ouvintes também nos computadores, preservando a relevância dos comerciais durante as atrações on air. Com tudo isso, criam-se condições sólidas para que o rádio experimente novos serviços de informação e entretenimento que, num futuro breve, podem tornar-se relevantes fontes de receita tanto dentro quanto fora da rede.
Em seu portifólio, o Sistema Globo de Rádio possui quatro marcas exclusivamente online: Multishow FM, Rádio GNT, Rádio Zona de Impacto e Globo FM, sendo que esta última nasceu no dial e desde 2005 está exclusivamente na Internet. A Globo FM, inclusive, foi a primeira rádio online do Brasil que chegou a contar com afiliadas on air (em Maringá e Curitiba, no Paraná), provando que não há mais limites para as diversas formas de distribuição de conteúdo. Além destas, o SGR também mantém outras dezenas de rádios online através do portal Globoradio.com.
Em São Paulo, a Jovem Pan criou uma nova linguagem de comunicação, com características muito particulares. Definido como “rádio com imagem”, o portal JP Online oferece gratuitamente – além de conteúdos sonoros ao vivo e em podcast – vídeos com comentários, entrevistas e reportagens sobre diversos temas, além de um imenso acervo musical. A produção desses novos conteúdos é resultado da convergência de conceitos da produção vindos de três mídias: rádio (com o imediatismo da notícia e a capacidade de improviso dos jornalistas, por exemplo); Internet (complementação da informação com textos e links, além de espaço para comentários e compartilhamento via redes sociais) e TV (originada da experiência de dois dos maiores nomes da história deste meio: Tuta Carvalho e Nilton Travesso, diretor da JP Online). Além do acervo de vídeos gravados, o portal apresenta duas edições ao vivo do jornal “Hora da Notícia” (às 12h e 18h) da mesma forma como poderia acontecer num canal de televisão.
Em Porto Alegre, a Rádio Gaúcha também expandiu as fronteiras do rádio ao levar a geração ao vivo da 2ª edição do “Chamada Geral” para dentro do helicóptero RBSCOP, da RBS TV. Enquanto os ouvintes acompanhavam o som das notícias do trânsito no fim de tarde, os internautas puderam assistir pelo portal clicRBS as imagens geradas do helicóptero, cuja direção de imagens era sempre subordinada à fala do apresentador, André Machado. Três repórteres em terra complementavam a cobertura e, enquanto falavam pelos celulares, eram focalizados pela câmera instalada na dianteira do RBSCOP. O jornalismo da Gaúcha aproveita a oportunidade para denunciar problemas relacionados ao transporte na Grande Porto Alegre, cobrando soluções por parte das autoridades. http://mediacenter.clicrbs.com.br/radio-gaucha-player/232/player/115046/chamada-geral-percorre-com-o-rbscop-a-br-116-14-05-2010-17h/1/index.htm
Outro bom exemplo de integração entre as mídias foi dado pela carioca Super Rádio Tupi, cuja cobertura do Carnaval foi além das transmissões ao vivo da Marquês de Sapucaí. O “Tupi Carnaval Total” contou com boletins e programas na programação AM/FM, blog, premiação para os melhores do ano e uma rádio online 24h dedicada à folia, com entrevistas, debates, sambas-enredo e áudios de carnavais antigos vindos do acervo quase centenário da emissora.
Nas palavras do comunicador e gerente da Rádio Globo, Marcus Aurélio, “o rádio ganhou uma namorada, a Internet”. Este artigo buscou apresentar apenas alguns dos muitos frutos desse namoro no Brasil, que resulta em inovação, renovação e certeza de um futuro ainda mais promissor para a comunicação de massa produzida por especialistas.
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