Quando cheguei à Jovem Pan, em janeiro de 1973, ele já estava lá. Desde março do ano anterior, a energia, a vibração e os bordões que o tornariam nacionalmente conhecido nas décadas seguintes já ecoavam pelas ondas do rádio paulistano. Ele revolucionou as transmissões esportivas quando se tornou narrador titular da Jovem Pan. O “Bodão”, como Osmar Santos era conhecido entre amigos, logo cativou imensa legião de ouvintes. Tornamo-nos colegas, depois amigos e, quando não estávamos viajando, saíamos para almoçar juntos. Leia mais…
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Arquivo de autor para Edemar AnnuseckPage 2 of 7
O pai da matéria
O Brasil ouve rádio em ondas curtas
Célio Romais é nosso especialista em Ondas Curtas. Tem atualizado através do seu site e também nos Caros Ouvintes informações importantes para os amantes de rádio em Ondas Curtas. Quero pedir a sua permissão para acrescentar alguns detalhes de fatos vividos e informações colhidas. Quando eu fui trabalhar em São Paulo em 1973 (Jovem Pan), as transmissões dos jogos do interior do Estado e de outras capitais eram feitas a dois fios e o retorno ocorria pelas Ondas Curtas de 49 ou 25. Estas pertenciam a Rádio Record na época utilizadas pela Jovem Pan, já que ambas eram do Grupo das Emissoras Unidas. Leia mais…
Por que o Brasil foi eliminado?
Repercute negativamente a eliminação do Brasil na Copa América. Já se encontraram vários motivos. “Os buracos do gramado prejudicaram a técnica refinada de nossos jogadores na cobrança de pênaltis” foi à desculpa mais ridícula que apareceu. E se o gramado e os buracos atrapalharam o Brasil, não deveriam ter prejudicado também ao Paraguai? O que tem atrapalhado é a “badalação” em cima de Neymar, Robinho, Paulo César Ganso, Lucas e outros menos votados. Robinho afirmou que seu lugar não é no banco de reservas. Que então peça para não ser mais convocado! Afinal quem escala o time? Leia mais…
Ana Moser, a musa catarinense
Dia desses chegando ao Parque do Ibirapuera para ver as obras maravilhosas expostas no MAC e no MAN reencontrei a musa dos anos 80 do voleibol feminino do Brasil: Ana Beatriz Moser. Minha conterrânea Ana Moser tornou-se presidente de uma ONG que trata do desenvolvimento do voleibol junto os jovens. Falamos do momento do voleibol brasileiro, as conquistas mundiais e sobre as inovações introduzidas na preparação dos atletas. Ana Moser disse que hoje há uma proteção maior aos atletas. Os cuidados são maiores, os treinamentos mais específicos e programados. O resultado está aí com as grandes conquistas internacionais. No seu auge, Ana Moser foi alvo de muitas contusões. Teve que se submeter a quatro cirurgias o que podem até ter abreviado sua brilhante carreira. Ana Moser foi um exemplo de atleta e dedicação ao voleibol brasileiro quando a categoria feminina não tinha o mesmo sucesso de hoje. Leia mais…
Faleceu sexta-feira, 01/07, aqui em São Paulo o Professor Fábio Lazzari, 80 anos, criador da Copa São Paulo de Futebol Junior. Fábio foi submetido a uma cirurgia cardíaca após sofrer enfarte no dia de ontem e acabou falecendo na mesa de operação. Seu sepultamento aconteceu na tarde deste sábado (02) no Cemitério da Quarta Parada com a presença de familiares e amigos.
Como Diretor do DEPEL (Departamento de Promoções Esportivas e de Lazer) da Secretaria Municipal de Esportes, o professor Fábio Lazzari criou em 1969 a Taça São Paulo de Futebol Juvenil, mais tarde modificada para Copa São Paulo de Futebol Junior. Sem dúvida o torneio que mais jogadores revelou no futebol brasileiro desde a sua criação. Conheci Fabio Lazzari, (um gentleman) em 1974 e de 1976 a 1990 fomos companheiros de trabalho na Secretaria Municipal de Esportes. Ele como Diretor do DEPEL e eu na Assessoria de Imprensa inicialmente com o saudoso Caio Pompeu de Toledo depois Sérgio Barbour, Roberto Roth, Mendonça Falcão, Nelson Guerra e outros. Fábio Lazzari era o grande comandante de uma brilhante equipe que organizava os grandes eventos que a SEME promovia. Depois que deixou a Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo continuou contribuindo com o esporte na Federação Paulista de Futebol, Confederação Brasileira de Handebol e foi presidente da Federação Paulista de Handebol.
Fábio Lazzari nasceu em São Paulo. Cursou História na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (SP) e formou-se em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero (SP). Na vida universitária, foi vice-presidente do Grêmio da Faculdade de Filosofia da USP, presidente da Associação Atlética Acadêmica e do Centro Acadêmico da Faculdade Cásper Líbero, onde também criou a Academia de Letras. Na vida profissional, exerceu o cargo de redator e assessor de imprensa na Câmara Municipal de São Paulo; foi o diretor de promoções esportivas e de lazer na Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo por vinte anos, onde criou, entre outros eventos, a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na Federação Paulista de Futebol, ocupou o cargo de gerente administrativo e foi vice-presidente da Confederação Brasileira de Handebol. Foi entre 1991 e 2011, presidente da Federação Paulista de Handebol.
CompartilharUma realidade no esporte
O esporte como um todo mundial mudou muito nas duas últimas décadas. No futebol todos sabem de cor e salteado que a presença de empresários na vida dos jogadores e clubes tornou-se lugar comum. Isso também favoreceu outros esportes outrora tidos como amadores em nosso país. Basquetebol, futsal, handebol e voleibol começaram a exportar atletas para o mundo. Para os atletas é uma maneira de se tornarem independentes financeiramente já que em nosso país, ainda são poucos os que realmente fazem o “pé de meia” em curto espaço de tempo. Leia mais…
A Copa no Brasil?
As notícias estão em todos os meios de comunicação: Teixeira e Havelange sob suspeita, São Paulo sem abertura e sem Copa, FIFA fiscaliza Blatter, obras atrasadas pela falta de dinheiro etc. etc. etc. Como diria João Saldanha: “Meus amigos a coisa tá estrebuchando, a coisa tá feia, a coisa tá preta”. Notícias que depõem contra nosso país, a FIFA e o esporte mais popular de um modo geral. O trânsito ontem em São Paulo teve 200 quilômetros de congestionamento. Como será daqui a três anos durante a Copa do Mundo? Falta infraestrutura em todas as capitais brasileiras onde os jogos deverão ocorrer. Falta dinheiro para as obras. O país teve muito oba, oba nos últimos anos e poucas obras importantes realizadas. Mesmo com os estádios prontos será que o povo terá dinheiro para assistir os jogos? Preço de ingresso em Copa do Mundo é caro. Essa é a realidade. Está à vista de todos, só não enxerga quem não quer ou quem está tentando tirar proveito da situação. É isso aí.
O rádio e a publicidade
A audiência do rádio brasileiro é medida por institutos de pesquisa que aumentam a cada dia. E há controvérsia nesse assunto. Proprietários e profissionais da comunicação declaram abertamente não acreditar em Institutos de Pesquisa. Porque será, hein? As emissoras de FM da Grande São Paulo que lideram as pesquisas tocam música sertaneja ou nordestina, com a participação do ouvinte pelo telefone, sorteio de prêmios e quase nenhum jornalismo. São Paulo com seus 11 milhões de habitantes tornou-se há muito uma cidade de todos. O Norte e Nordeste brasileiro desembarcam todos os dias no Terminal Rodoviário do Tietê em busca de trabalho, assim como em menor número sulistas e estrangeiros também nos aeroportos. Leia mais…
Estão matando o narrador esportivo
Tenho acompanhando as transmissões esportivas pelo rádio há algumas décadas. No Brasil as transmissões marcaram sempre pela precisão na descrição dos lances, rapidez e vibração dos narradores esportivos. Alguns narradores imprimiam técnica e uma velocidade regular nas transmissões. E ainda há (poucos) que usam além da técnica individual também a rapidez, dicção perfeita, clara, objetiva e vibrante. Muitos narradores são lembrados por “bordões” que usavam ou ainda usam em suas transmissões e que caíram no gosto dos ouvintes. Leia mais…
A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil virou motivo de controvérsia nas últimas semanas. Na verdade o que está acontecendo é um “empurra, empurra” para o início de importantes obras. E a cada dia as novidades vão aparecendo. Revendo familiares aqui em Curitiba, acompanhei a reunião realizada ontem pela Comissão da Câmara Municipal para avaliar as novas exigências da FIFA com relação a Arena da Baixada. Dos 135 milhões de reais necessários para as obras foram acrescentados mais 85 milhões elevando para 220 milhões os custos. Leia mais…
Quem ouve rádio?
Embora momentaneamente ausente dos microfones, tenho acompanhando de perto o rádio brasileiro, a partir de São Paulo. Hoje a internet nos permite esse luxo de poder ouvir qualquer emissora do país ou mesmo do exterior. As emissoras de FM começam a tomar conta das programações outrora veiculadas pelas AM especialmente com a implantação do jornalismo e do esporte. Tudo porque, as programações nessas emissoras são quase a mesmice em todos os prefixos. Exceto Antena 1, Eldorado e Alfa que colocam no ar uma seleção musical de qualidade. Leia mais…
Os Narradores Esportivos do Rádio
O relógio marca…, abrem-se as cortinas começa o espetáculo, ripa na chulipa, pimba na gorduchinha, bola no barbante de Ado, respeitável público, tremulando, tremulando, tremulando as bandeiras, dez é a camisa dele, indivíduo competente o Zico, passa de passagem, Placar na Suécia, um a zero, o Brasil vence. Frases famosas criadas pelos narradores brasileiros Waldir Amaral, Fiori Giglioti, Osmar Santos, Willy Gonser, Geraldo José de Almeida, Jorge Curi, Edson Leite, nos últimos cinqüenta anos. Leia mais…
Cadê a identidade do rádio – 3
O meio rádio está perdendo seu espaço pela falta de bom senso e capacidade de seus proprietários, “laranjas” ou subordinados. Passei uns dias entre Natal e Ano Novo em Curitiba e confesso que fiquei assustado com o que ouvi. Esses programas terceirizados e comandados por donos de empresas ficam tocando música e colocando o telefone para a participação do ouvinte. Aí meus amigos rola a maior baixaria que se possa imaginar. A sorte desses “pseudos” comunicadores é que não existe mais o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) que foi um projeto do governo brasileiro em 15 de Dezembro de 1967 pela Lei n° 5.379.
O Mobral propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos, visando “conduzir a pessoa a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida”. A falta de identidade do rádio brasileiro não está só em Curitiba. Está em todo o país. Programação direcionada ao público alvo, programação que venha ao encontro dos interesses de uma comunidade ainda existem nas rádios das grandes capitais e umas poucas no interior. É claro que existe público para todos os gostos. Há os que gostam dos programas esportivos, jornalísticos, musicais ou dos sertanejos. Quando esse tipo de programação fazia parte efetiva das rádios brasileiras, existia qualidade. Quem não acordava ouvindo Zé Bétio na Rádio Record, Pulo do Gato na Bandeirantes, Equipe Sete e Trinta (Jornal da Manhã) da Jovem Pan, Primeira Hora na Bandeirantes. Quem não ouvia o Repórter Esso, o Globo no Ar, Correspondente Banrisul ou Ipiranga da Guaíba, Varig é a Dona da Noite, Show de Rádio, Atualidades Esportivas da Band-SP, Jornal de Esportes da JP, Bola em Jogo da Tupi. Alguns desses programas continuam e merecem o reconhecimento por serem excelentes. Agora ouvir determinados comunicadores quatro ou mais horas no ar sem conteúdo não dá para agüentar. Gente, vamos colocar produtores para que os comunicadores voltem a merecer o prestígio que o rádio sempre teve. Vamos acabar com as terceirizações. Uma rádio que é rádio precisa ter Superintendente, Diretor de Programação, Diretor de Jornalismo, Diretor de Esporte, Diretor Comercial, Comunicadores, Locutores comerciais, Comentaristas, Narradores, Repórteres, operadores técnicos de interna e externa. Quando iniciei no rádio – Rádio Nereu Ramos de Blumenau em 1964 – ela tinha tudo isso. Todos eram registrados e tinham salário compatível com a função que exerciam. Mudou o governo, que se mude também e se dê uma identidade ao rádio. É isso aí.
CompartilharCadê a identidade do rádio? – 2
Não estou escrevendo uma novela, estou tentando colocar na internet o que todos sabem ou pelo menos a maioria dos que ouvem ou fazem parte do rádio, sabem. Essa preocupação não é só minha; essa preocupação com a falta de identidade do rádio é de todo cidadão brasileiro que tenha bom senso. O rádio está sendo jogado no ralo e se não houver providências enérgicas a tendência é que ele perca cada vez mais seus ouvintes. Leia mais…
CompartilharCadê a identidade do rádio?
Quem gosta de rádio deve estar muito chateado com a situação atual desse meio de comunicação em nosso país. O excesso de prefixos AM e FM, a falta de qualidade dos programas, as cópias das cópias (autêntico papel carbono ou Xerox), excesso de programas religiosos, fizeram o rádio perder a sua identidade. Não é de hoje que essa situação chegou a esse ponto. Não querendo ser saudosista, sendo, o rádio de hoje peca pela falta de identidade. É reduzida nos dias de hoje o número de emissoras que tem identidade própria. Por quê? Leia mais…
CompartilharA decadência do jornalismo esportivo
Chegamos ao final de mais um ano em que as retrospectivas tomam conta dos sites, jornais, rádios e tevês. É também o momento de reflexão para a nossa profissão de radialista e jornalista esportivo. Pensei muito sobre o assunto que escrevo hoje. Minha ótica sobre essa situação não é de hoje. Na verdade foi se acumulando nos últimos tempos. Talvez, eu disse talvez, a globalização tenha contribuído para isso. É tudo muito rápido; o que se conseguia alcançar em décadas, hoje se deseja resolver rapidamente não importando de que forma. Leia mais…
CompartilharO rádio de hoje
A espera de uma oportunidade para retornar ao microfone, tenho acompanhando nestes meses de 2010 o rádio como um todo aqui em São Paulo. Jornalismo, musical, esportivo, ele continua sendo o companheiro de todos. Nem preciso citar que no trânsito – e o nosso em São Paulo cada vez mais caótico – quando se está ao volante do carro, no metrô através dos celulares (FM e AM), nos estádios, ele continua fazendo parte do dia a dia do brasileiro. O que chama a atenção é a audiência que mudou de prefixo; passou do AM para o FM. Porque? Porque depois de muito blá-blá-blá ainda não se definiu pelo novo sistema de transmissão digital do rádio AM. Com isso o rádio FM vai copiando e se aprimorando no jornalismo e no esporte. Leia mais…
CompartilharRádio Nereu Ramos
Estou retornando ao convívio de Caros Ouvintes aproveitando uma folga na tabela do Campeonato Brasileiro. Busquei nos meus arquivos e compartilho com vocês meu início no rádio pela Rádio Nereu Ramos de Blumenau.
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Rádio Record faz 78 anos
Inaugurada em 11 de Junho de 1931 a Rádio Record de São Paulo está completando 78 anos nesta quinta-feira. A “Voz de São Paulo” está retornando aos primeiros lugares do rádio paulista. Mas a comemoração do aniversário foi antecipada. Leia mais…
CompartilharUma grande sacanagem com o rádio AM
Há cinco meses de volta ao rádio de São Paulo e readquirindo os hábitos paulistanos já me sinto na obrigação de voltar a colaborar com Caros Ouvintes, escrevendo sobre assuntos importantes do rádio AM. Leia mais…
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