Arquivo de autor para Vilarino Wolff

HB 162: encerramento

28/03/13

É claro que esta história não contempla tudo que se passou na vida do colonizador. Até porque a intenção é proporcionar aos ouvintes de rádio ou de livro-áudio que se pretende editar, o essencial da fundação de Blumenau e da vida do seu fundador. A premissa deste projeto foi, e é, facilitar o acesso das pessoas às informações de como nasceu este município. É preciso saber das lutas do seu idealizador e do destemor com que seus primeiros habitantes – os colonos vindos da Alemanha – enfrentaram toda a sorte de dificuldades, transpuseram obstáculos, venceram adversidades, para nos legar valores que ainda hoje são perceptíveis no comportamento de boa parte dos habitantes de Blumenau. Não é uma obra de elogio. É, muito mais, uma manifestação de reconhecimento e exaltação de valores que definem o espírito forte, a persistência, a lealdade e a sinceridade que constituíam o caráter do Dr. Blumenau e dos que o seguiram em tão difícil empreitada. É um tributo à memória daqueles a quem devemos o que somos. Leia mais…

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HB 160: administração

14/03/13

Esta história deixa uma interrogação para qualquer pessoa mais atenta: qual teria sido a reação do Dr. Blumenau ao ver tudo o que construíra em mãos de outros? Teria sido fácil deixar tudo pelo quanto deu a vida, que tratava com tanto carinho e zelo, sem uma forte emoção ou sentimento de perda? As fontes consultadas não fazem menção a isso. Pelo menos de alguma queixa do próprio. Mas houve alguém que registrou o seu inconformismo em duras críticas ao governo. Entendeu o então Senador Alfredo d´Éscragnolle Taunay, que foi um lamentável erro do governo ter dispensado o criador de tudo da direção da colônia. Não só a sua experiência teria sido valiosa para a continuidade dos trabalhos como a sua manutenção teria representado a mais justa das homenagens. Afinal, tudo que se herdava de positivo era devido àquele homem austero, justo, leal e sincero. Leia mais…

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HB 159: a inundação e os prejuízos

7/03/13

Por volta de vinte e dois… vinte e três de setembro desse mesmo ano o novo município foi vítima de uma grande e triste ocorrência. As águas do Itajaí-açu, com mais de quinze metros além do seu nível, causaram enormes prejuízos e incalculáveis contratempos. Inundou roças, povoações e todas as instalações da colônia. Inclusive destruíram a casa onde morava o colonizador. Foram de tal monta esses transtornos que só três anos depois, em mil oitocentos e oitenta e três, o município pode ser instalado. Dr. Blumenau foi incansável nas providências para minorar os prejuízos morais e materiais de sua gente. Depois de acalmada a situação dirigiu-se ao Rio de Janeiro, mais precisamente em vinte e dois de agosto de mil oitocentos e oitenta e um, levando relatório completo da situação e vários assuntos de interesse do recém criado município, dentre os quais aqueles que diziam respeito à continuidade da emigração alemã para o Brasil. Leia mais…

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HB 158: Blumenau, o município

28/02/13

A colônia passou a ter, em mil oitocentos e setenta e seis, vigário residente. Chegava o Padre José Maria Jacobs, cujo nome está intimamente ligado à história do município como um caráter nobre e digno. Em todos os ramos de atividade a colônia progredia de ano para ano. Era na indústria, na agricultura, na pecuária e no comércio, de tal maneira que o governo passou a encarar as sugestões de emancipação fornecidas pelo Dr. Blumenau com alguma insistência nos últimos tempos. Ademais, a concessão de autonomia tiraria das obrigações do governo enormes despesas que o estabelecimento exigia. O colonizador lembrava, com freqüência, essa necessidade ao governo. Sempre com a franqueza que o caracterizava, não deixava passar uma oportunidade para expor as razões que impunham à administração da Província providencia imediata a respeito. Nos relatórios de mil oitocentos e setenta e seis, setenta e sete e setenta e nove, essa era a tônica. Leia mais…

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HB 156: reconhecimento e compensação

14/02/13

Ainda no ano de mil oitocentos e sessenta e sete o Dr. Blumenau deu à publicidade seu escrito que, traduzido, leva o título de A Colonização Alemã no Sul do Brasil. A obra teve importância fundamental na causa que o levara à Europa, graças à sua distribuição entre os vários ministérios e às autoridades prussianas, bem como à imprensa e a particulares, em escala bastante volumosa. A quatro de maio de mil, oitocentos e sessenta e oito nova alegria: nasce o primogênito que, como o pai, leva o nome de Hermann./ Em uma terça feira de novembro de mil oitocentos e sessenta e nove, dia vinte e três, Dr. Blumenau chega, de volta, à colônia, depois de quatro anos e alguns meses na Europa. Acompanhavam-no o filho Hermann, então com seis meses e dezenove dias, a esposa e o Guarda-Livros e o Diretor Interino d a colônia, Hermann Wendeburg, que os fora receber em Itajai. Leia mais…

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HB 155: O casamento e a premiação

7/02/13

Embora o teatro de luta não estivesse, senão rara e ligeiramente afastado do território inimigo, bastava saber que o Brasil estava em guerra para que ninguém se animasse e imigrar. Ao mesmo tempo a Prússia estava em guerra com a Áustria. Isso tumultuava o processo e se convertia em mais um dos tantos contratempos enfrentados. O colonizador, entretanto, não se deixava vencer facilmente. Intensificou a propaganda, redobrou os esforços, a tal ponto que os resultados não demoraram a fazer sentir, ainda que não imediatamente. Em mil oitocentos e sessenta e sete – dois anos depois – o número de imigrantes começou a crescer com a vinda de duzentas e vinte e três pessoas. Desse ano em diante a corrente emigratória para a colônia tornou-se constante e em números sempre significativos. Coroava-se de êxito a sua ida à Alemanha e Europa em busca de novos colonos. Leia mais…

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HB 154: o problema imigratório

31/01/13

Com Hermann Wanderbur, o guarda-livros, à frente da direção da colônia, Dr. Blumenau para a Alemanha a dezoito de março de mil oitocentos e sessenta e cinco. Levava poderes especiais para resolver todos os assuntos relacionados com o problema emigratório. Recebera do governo os meios necessários para bem desincumbir-se da tarefa. Uma vez lá o colonizador se multiplicou em toda sorte de providências. Combateu, tenazmente, a guerra de intrigas através das colunas de jornais. Leia mais…

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HB 152: a figura do Dr. Blumenau destaca-se como nunca

17/01/13

O agora diretor não deixava de lembrar, a cada momento, que o projeto era obra sua. Como tal, devia estar à altura do seu valor, justificar os seus esforços e corresponder ao peso das cruzes que carregara não poucas nem pequenas. “Vim ao Brasil não para ganhar dinheiro e sim para cumprir uma missão”. Havia dito esta frase mais de uma vez e agora, mais do que nunca, estava convicto do cumprimento dessa missão, quer como proprietário da colônia, quer como seu diretor. Dr. Blumenau soube corresponder à estima, ao apoio e auxílio do governo imperial. Dotou seu estabelecimento de tal impulso material e de tal feição moral que não é possível, a quem quer que conheça su obra, deixar de maravilhar-se diante de tamanha capacidade de trabalho, de clarividência e da inteireza do seu caráter. Leia mais…

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HB 151: instala-se o Distrito de Paz em Blumenau

10/01/13

Por ocasião do fechamento do negócio com o governo imperial a colônia já era Distrito de Paz. Estava nessa categoria desde seis de agosto de mil oitocentos e cinqüenta e oito, por conta da Lei número 461 d o Governo Provincial. Foi esse o ano de criação do município de Itajaí, ao qual a colônia passou a pertencer. Antes era agregada à Câmara de Porto Belo, a que sempre estivera sujeita, para desconforto dos seus habitantes em função da distância e das dificuldades de acesso a que se obrigavam para cumprimento das obrigações fiscais e legais. Mesmo assim, o Distrito só pode ser instalado no ano de mil oitocentos e sessenta e um. De qualquer forma, isso representou ganho de tempo e maiores facilidades para os moradores. Era muito mais prática a ida a Itajaí, com cuja vila a colônia já mantinha intercâmbio comercial, do que demandar à sua antiga se de comarca.

Dr. Blumenau estava feliz como Diretor da colônia. Percebendo vencimentos anuais de quatro contos de réis na sua condição de funcionário público, tinha sob às ordens um secretário e um agrimensor, também pagos pelos cofres nacionais. Leia mais…

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HB 150: a população da colônia aproximava-se dos mil moradores

20/12/12

Além das terras cedidas do governo imperial, que assumia em 1860 as responsabilidades pelo destino da colônia, o empreendimento registrava na época: um telheiro na barra do Itajaí-mirim para desembarque de imigrantes; uma casa para recepção aos imigrantes, capaz de acomodar de centro e sessenta a duzentas pessoas; outras três casas com a mesma finalidade na povoação da colônia e em Itoupava; a casa do Pastor protestante; uma casa de morada; um plano
inclinado para descarga de bagagens e trinta e cinco pontes de vários tamanhos. Eram oitocentas a novecentas braças correntes de caminhos construídos. Haviam, ainda, cemitérios, derrubadas para os lugares das igrejas, escola, etc., pequenos pastos cercados e plantações. A dívida Ativa aproximava-se dos quarenta contos de réis, proveniente da
compra de terras pelos colonos. Leia mais…

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HB 99: Dr. Blumenau, extraordinária capacidade de realização

10/08/11

Já conhecemos essa passagem a partir da história de Blumenau. Vamos revê-la agora a partir da história da vida do fundador da cidade. Este é, sem dúvida um dos momentos mais significativos para entendimento da personalidade, da convicção e da formação integral do ser humano a quem essa cidade e sua gente devem a situação privilegiada que Blumenau tem desfrutado no contexto nacional. Não há porque elogiar o Dr. Blumenau em função de seus feitos, mas é inegável o reconhecimento da história a uma personalidade rara e de extraordinária capacidade de realização.

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HB 98: Assembleia rejeita proposta do Dr. Blumenau

4/08/11

Os projetos do Dr. Blumenau foram muito bem recebidos pelo governo Imperial. Considerados úteis e vantajosos levaram os ministros competentes a receber o seu autor amavelmente, tendo deles um aceno que lhe deu esperanças. Encaminhados à Assembleia Legislativa, naquele tem ainda não era Câmara dos Deputados, foram rejeitados. Isso levou o Dr. Blumenau a uma viagem pelo Sul do Brasil com o objetivo de estudar cuidadosamente as condições dominantes na região.

 

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HB 97: Blumenau insurgiu-se contra a picaretagem

29/07/11

Blumenau nada tinha a ver com aquela gente. Insurgia-se, porém, contra a picaretagem dos maus empresários da colonização. Não aceitava também a falta de seriedade das autoridades as quais cabia a reparação de tão calamitosa situação. Insistiu na busca de uma solução até que encontrou apoio no núncio apostólico Dom Badini. O religioso conseguiu, orientado pelo Dr. Blumenau que 300 daqueles imigrantes fossem transportados para Santa Catarina por conta do governo imperial.

 

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HB 96: Blumenau torna-se cético em relação aos cônsules e diplomatas

20/07/11

A frustração quanto a possibilidade de assumir uma escola politécnica de acordo com promessa do Consul Geral da Alemanha não foi a única. E Blumenau se colocava diante de uma realidade não prevista em seus planos. No início de 1847 passava por nova decepção e essa experiência o tornou cético em relação aos cônsules e diplomatas alemães no estrangeiro. A anotação é dele: “seduzidos pelas maquinações vergonhosas e informações falsas (…) chegaram ao Rio de Janeiro várias centenas de renanos quase mortos de fome e muitos deles enfermos em consequência dos sofrimentos em viagem”.

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HB95: Hermann Blumenau vai à Corte buscar subsídios

14/07/11

Depois de curta estada na província do Rio Grande do Sul, doutor Blumenau seguiu para o Rio de Janeiro passando por Desterro, atual Florianópolis, capital que recebeu essa denominação em homenagem ao presidente Floriano Peixoto. Na capital do Império chegou no dia quatro de agosto, lá permanecendo por oito meses. Foi um período em que acumulou muita experiência durante o qual travou vaidosas relações pessoais. Excelentes relações trazidas da Alemanha foram de extraordinária valia para aplainar os caminhos a percorrer no Brasil.

 

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HB 94: encarando o destino

22/06/11

Hermann Blumenau entrou em contato com a Sociedade de Proteção aos Imigrantes Alemães no Sul do Brasil por intermédio de Alexandre von Humboldt. Era o ano de mil oitocentos e quarenta e quatro e a entidade havia sido fundada dois anos antes. Dessa sociedade ganhou a missão de estudar “in loco” as condições brasileiras e preparar o terreno para uma colonização em ampla escala. Concedia-lhe, além de ajuda de custas para a viagem, um ordenado mensal de duzentos mil réis. Leia mais…

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HB 93: Blumenau era avesso à escravidão

15/06/11

O documento do Marquês de Abrantes foi mais abrangente. E uma das questões que irmanou as intenções e identificou as ideologias foi a repugnância pela escravidão. Assim também pensava o jovem Blumenau. A exploração do homem pelo homem já era, a seu tempo, uma questão rejeitada pelos humanistas e condenada pelas pessoas para as quais o lucro fácil, advindo dessa situação, era indigno. Ademais, o documento do representante brasileiro examinava, minuciosamente, todos os aspectos que afastavam os imigrantes do Brasil. E a mão de obra escrava representava peso dominante. Sugeria, por isso, a instalação de seis agências de propaganda do Brasil na Alemanha e Suíça, com destaque para Basiléia e Mannheim. Leia mais…

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HB 92: os meios de promover a colonização

8/06/11

O documento do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Rio de Janeiro, lançado na Alemanha pelo Marquês de Abrantes, não poderia ter chegado em melhor hora nos planos do jovem Blumenau. O seu Tratado, eivado de informações precisas e afirmações bastante amadurecidas, algumas contundentes, inclusive, em função da inapetência dos governantes alemães em encarar o assunto, teve nesse documento uma complementação valiosa. Ele fornecia dados que valorizavam o documento de Hermann e o emparelhamento dos dois pode ter sido a influência definitiva para os acontecimentos seguintes. Como é costume dizer na gíria popular, foi a união da fome com a vontade de comer. Leia mais…

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HB 90: Só o alemão não conquistara nem o céu nem o inferno

26/05/11

Hermann Blumenau finalizou o seu tratado com palavras duras. Havia nelas não um sentido, mas um sentimento crítico capaz de dar o que pensar a quantos tivessem algum tipo de responsabilidade pela Alemanha daquela época. Disse ele: “antes, porém, que os alemães se unissem, há muito já que havia passado o dia do Juízo Final; e todos haviam recebido seu prêmio, só o alemão não lograra conquistar nem o céu nem o inferno”. Se consideradas a situação alemã e, em geral, a situação européia que prevalecia, é fácil chegar à conclusão de que o jovem Blumenau apenas externava ou repetia o que era preocupação de muitos dos seus contemporâneos com alguma visão.  Leia mais…

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HB 89: um grandioso plano de colonização

18/05/11

É conveniente retomar aqui o final do tratado do jovem Blumenau que encerrou o capítulo anterior. Até porque tudo faz crer que foi esse documento o responsável pelo seu credenciamento para as boas graças que carreou para o seu plano de colonização. Dizia ele: “Oferece-se aos imigrantes no Brasil uma perspectiva mesmo na hipótese de a Alemanha cruzar, como habitualmente, os braços, de vez que foi apresentado às Câmaras brasileiras um grandioso plano de colonização”. Para os conceitos diplomáticos da época, essa foi uma crítica contundente à omissão das autoridades alemãs quanto ao assunto. Leia mais…

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