Arquivo de autor para Ubiratan Lustosa

Imprevisto Indesejável

16/06/13

Um dia recebi o telefonema de um amigo antigo. Quando o conheci ele ainda era criança. Cresceu, estudou, formou-se em medicina. Passou a ser o Dr. Carlos Bostelmann, urologista. Carlos presenciou diversos dos causos que tenho contado pelo Rádio, em meu site e agora conto neste livro.

Seu pai foi meu colega, meu amigo e sócio numa empresa de publicidade, um radialista de escol, o Sérgio Fraga. Seu nome de batismo era Percy Bostelmann, o que explica um dos apelidos que ele tinha: “Alemão”.

Num bate-papo delicioso o Carlos, que naqueles tempos era guri, lembrou de um causo antológico envolvendo seu inesquecível pai. Leia mais…

Compartilhar

Traído pelo hábito

9/06/13


Conversando por telefone com meu velho amigo Dácio Leonel de Quadros, um dos grandes locutores esportivos que tivemos, logo entramos na “hora da saudade” e relembramos os tempos idos em que atuávamos na Rádio Marumby. Voltamos aos anos 50.

O Dácio era o combativo diretor do departamento de esportes da “emissora das iniciativas”. Aos domingos, sob seu comando, as audições esportivas ocupavam a programação durante quase todo o dia. E no meio do nosso bate-papo ele lembrou do fato que narro a seguir. Leia mais…

Compartilhar

Com prazer?

2/06/13

Quando comecei no Rádio, mais precisamente na Rádio Marumby, também iniciava a sua carreira o locutor Vicente Mickosz. Grande colega e excelente companheiro, ficamos amigos pelos anos afora. O tempo passou, deixamos aquela emissora e um dia ele assumiu a direção da Rádio Paraná.

Em época mais recente, dirigiu também a Rádio Clube Paranaense. Participou com dedicação da Lumen, entidade católica dedicada à comunicação social.

Vicente Mickosz e eu, iniciantes no Rádio, desejosos de progredir na carreira, estabelecemos entre nós uma colaboração constante. Quando eu tinha dúvidas sobre alguma coisa, procurava o Vicente. Leia mais…

Compartilhar

Erramos o Bote

26/05/13

O Mário Vendramel havia trocado de carro e quando chegou à Rádio, em meio ao bate-papo ele nos disse que havia estacionado ali em frente à Bedois, na Rua Barão do Rio Branco.

O Dermeval Costa e eu resolvemos aprontar uma malandragem pro Mário. Num papel grande escrevemos, com letras garrafais: “VENDE-SE”. Pusemos um preço ridículo e escrevemos em baixo: “Tratar com o Mário, na Rádio Clube”. Numa porção de folhas de papel de rascunho, escrevemos um monte de bobagens e descemos a escada levando fita adesiva. Leia mais…

Compartilhar

Cada um na sua

19/05/13

O Oséas da Costa Felix, o Cachimbo, como ficou conhecido, foi Secretário Executivo da AERP – Associação das Emissoras de Rádio do Paraná, e durante quatro anos trabalhou na Rádio Colombo, a emissora do Ervin Bonkoski.

O Cachimbo produziu e apresentou programas e, por algum tempo, foi comentarista esportivo. Certa vez a Rádio Colombo foi transmitir lutas de boxe, realizadas no antigo Ginásio do Atlético, já demolido, onde hoje é a famosa Arena da Baixada. Leia mais…

Compartilhar

A Corrida Do Queiroz

12/05/13

Hoje as coisas estão diferentes, mas antigamente era uma pedreira para um locutor esportivo fazer a transmissão de um jogo de futebol em algumas cidades do interior do Paraná. Os torcedores das equipes locais hostilizavam não apenas os jogadores adversários, mas também os locutores esportivos das emissoras de Curitiba.

As cabines eram inseguras e não foram poucos os que sofreram agressões de alguns fanáticos torcedores insatisfeitos com as narrações que ouviam. Não se podia criticar a equipe da casa sob pena de apanhar. Literalmente, apanhar. Leia mais…

Compartilhar

Errou o pulo

5/05/13

Eu já falei que o Moacir Amaral era fanático por pesca. Durante muito tempo ele assinou uma coluna na Gazeta do Povo, intitulada “Haliêutica”, onde ensinava a pescar e dava dicas de locais para os diversos tipos de pescaria. No embalo do Moacir, diretor comercial da Bedois, o Hugo Von Linsingen que era seu assistente e eu, na época diretor superintendente, com muita frequência fizemos boas pescarias no litoral paranaense. Numa dessas fomos a Caiobá, pouco mais de 100 quilômetros de Curitiba, pois queríamos pescar na Ilha das Tartarugas, a conhecida Ilha do Farol, em frente à Praia Bela. Leia mais…

Compartilhar

Terror na Ilha

28/04/13

Nos anos 60, quando atuávamos na Rádio Clube Paranaense, o Moacir Amaral, o Hugo Von Linsingen e eu fizemos muitas pescarias. Frequentemente a gente aproveitava os fins de semana para pescar no litoral paranaense.

Certa vez nós conseguimos com a administração do Porto de Paranaguá a cessão de um barco com dois tripulantes e a autorização para passarmos a noite na Ilha das Cobras. Como o barco era grande, convidamos o Mário Vendramel, o Luiz Gonzaga de Freitas, o Ewaldo Von Linsingen (divertido companheiro conhecido por Sidoca, irmão do Hugo), o Ivo Ferro e outros amigos, num total de dez ou doze pessoas. Leia mais…

Compartilhar

As batidas do Mário

21/04/13

O Mário Vendramel, excelente locutor, radiator, animador de auditório e até narrador esportivo, brincava muito com o Arthur, o proprietário do antigo Restaurante Rio Branco, onde frequentemente nós fazíamos refeições. Houve um tempo em que ele pegou a mania de ir até o balcão onde o Arthur ficava, pedindo batidas com os nomes mais insólitos que lhe vinham na cabeça. Claro que ele pedia coisas inexistentes, só para atormentar o Arthur e seus funcionários. Ele chegava e, com aquele andar de Mazzaropi, atravessava o salão indo até junto ao caixa. E fazia seu pedido: Leia mais…

Compartilhar

A “barriga” do Pizarro

14/04/13

Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves foi eleito Presidente da República, o primeiro civil após mais de vinte anos de governo militar. Na época eu era diretor da Rádio Clube Paranaense e, para cobrir o histórico acontecimento da posse do Presidente, a emissora enviou a Brasília o seu eficiente e experiente locutor noticiarista José Maria Pizarro. No ano anterior, ele já havia transmitido, com sucesso, a votação da emenda Dante de Oliveira que visava restabelecer eleições diretas para Presidente da República, e que não obteve no Congresso os votos necessários para sua aprovação. Leia mais…

Compartilhar

Pior a emenda

24/03/13

Memória | Capítulo 19 O Eleutério Camargo, meu saudoso amigo Camarguinho, era um vitorioso comerciante que adorava a radiofonia e muito prestigiava os radialistas. Ele não trabalhou em Rádio e, mesmo assim, trabalhou pelo Rádio. Por muito tempo, usando pseudônimo, escreveu uma coluna sobre a radiofonia paranaense no jornal “Gazeta do Povo”. Ali ele divulgava os programas das emissoras, falava sobre as realizações dos radialistas, dava aos profissionais do Rádio aquele incentivo tão necessário aos artistas da comunicação. Desejando promover ainda mais os radialistas locais, em 1957 criou a revista mensal “SHOW”, da qual participaram Mbá de Ferrante e Miranda Júnior. Em 1959 Eleutério Camargo lançou o quinzenário “SHOW JORNAL”, juntamente com Mbá de Ferrante, sempre prestigiando os radialistas. Era um cara de grande valor. Leia mais…

Compartilhar

A corrida do Queiroz

17/03/13

Memória | Capítulo 19 Hoje as coisas estão diferentes, mas antigamente era uma pedreira para um locutor esportivo fazer a transmissão de um jogo de futebol em algumas cidades do interior do Paraná. Os torcedores das equipes locais hostilizavam não apenas os jogadores adversários, mas também os locutores esportivos das emissoras de Curitiba.
As cabines eram inseguras e não foram poucos os que sofreram agressões de alguns fanáticos torcedores insatisfeitos com as narrações que ouviam. Não se podia criticar a equipe da casa sob pena de apanhar. Literalmente, apanhar.
Osmar de Queiroz, que começou a sua carreira na Rádio Marumby e depois atuou na Rádio Clube Paranaense, certa vez foi a Paranaguá irradiar um jogo entre o Rio Branco local e o Ferroviário, de Curitiba, lá no Estádio da Estradinha, (o antigo Nelson Medrado Dias). Leia mais…

Compartilhar

Morrendo de medo

10/03/13

Memória | Capítulo 19
O Júlio Mazepa, experiente vendedor que dedicou sua competência ao departamento comercial de várias emissoras de Rádio e TV, foi quem me contou este causo.
Curitiba. Meado dos anos 90.
Numa fria manhã de inverno, antes das sete horas da manhã, a cidade ainda estava às escuras.
Vera Lúcia Molin, então recepcionista da Rádio Clube Paranaense, foi a primeira a chegar ao setor comercial da emissora.
Sábado de pouco movimento, ela sentou à mesa, ficando de frente para a porta de entrada. Estava distraída quando a porta se abriu e ela viu num susto aquele homem todo de branco, as vestes cheias de manchas de sangue, com uma grande faca na mão. O homem mal falou “Você…” e ela interrompeu-o aos gritos dizendo:
- Vá embora! Me deixe em paz! Saia daqui! Leia mais…

Compartilhar

Cada um na sua

3/03/13

Memória | Capítulo 19
O Oséas da Costa Felix, o Cachimbo, como ficou conhecido, foi Secretário Executivo da AERP – Associação das Emissoras de Rádio do Paraná, e durante quatro anos trabalhou na Rádio Colombo, a emissora do Ervin Bonkoski.
O Cachimbo produziu e apresentou programas e, por algum tempo, foi comentarista esportivo.
Certa vez a Rádio Colombo foi transmitir lutas de boxe, realizadas no antigo Ginásio do Atlético, já demolido, onde hoje é a famosa Arena da Baixada. Leia mais…

Compartilhar

As batidas do Mário

24/02/13

Memória | Capítulo 19 O Mário Vendramel, excelente locutor, radiator, animador de auditório e até narrador esportivo, brincava muito com o Arthur, o proprietário do antigo Restaurante Rio Branco, onde frequentemente nós fazíamos refeições. Houve um tempo em que ele pegou a mania de ir até o balcão onde o Arthur ficava, pedindo batidas com os nomes mais insólitos que lhe vinham na cabeça. Claro que ele pedia coisas inexistentes, só para atormentar o Arthur e seus funcionários. Ele chegava e, com aquele andar de Mazzaropi, atravessava o salão indo até junto ao caixa. E fazia seu pedido:
- Arthur, me dá uma batida de jerimum – isso pra mexer com o proprietário da Rádio Clube Paranaense na época, o Gonzaga, que era pernambucano. Leia mais…

Compartilhar

A Sonoplastia do Eulampio

17/02/13

Memória | Capítulo 19Eulampio Viana foi um dos melhores sonoplastas que tivemos em nosso Rádio. Começou jovem, 15 anos, como operador de som na veterana PRB-2. Ali aprendeu muito e era o substituto eventual de Rolff Mário, o grande cobra da época, na sonoplastia das novelas da Rádio Clube. Os dois eram muito bons, e vale lembrar que nos anos 50 e 60 era bem mais difícil fazer o seu trabalho, pois não havia os recursos de agora. Mais tarde, com a saída do Rolff Mário, a responsabilidade ficou toda com o Eulampio e ele deslanchou de vez. Muitos discos foram quebrados no início da carreira, para desgosto do Jacinto Cunha que era o zeloso gerente da Bedois. Leia mais…

Compartilhar

A Farsa

10/02/13

Memória | Capítulo 19 1990, ano da Copa do Mundo.
Eu estava no aeroporto, em São Paulo, junto com a equipe do Lombardi Júnior, à espera do vôo que nos levaria para a Itália. Dessa vez eu resolvera ir também, e havia bolado um programa para apresentar em parceria com o Léo Pereira, ao qual demos o título de “O OUTRO LADO DA COPA”.
A hora da partida estava chegando e nada de aparecer o Tisca, um empresário que iria junto com a equipe e que não conhecíamos pessoalmente. Lombardi estava com as malas do retardatário e, nervosamente, conjeturava sobre o que fazer com elas caso seu proprietário não chegasse a tempo.Já em cima da hora o Tisca chegou. Um pouco afastados da gente, ele foi perguntando ao Lombardi Júnior quem era cada um dos componentes da equipe com a qual seguiria viagem. Leia mais…

Compartilhar

Que couro é esse?

3/02/13

Memória | Capítulo 19
Muitos anos atrás, eu era locutor da “emissora das iniciativas” – assim era cognominada a Rádio Marumby. Seus proprietários eram Tobias de Macedo Júnior e Arno Feliciano de Castilho. O gerente era o Frederico Plaisant e Herrera Filho era o locutor chefe.
Naquele tempo a gente tinha muito medo de cometer erros, pois eles poderiam ocasionar uma enérgica repreensão e até a perda do emprego. Sob essa tensão, lá ia eu fazer meu horário de locução, quando lia as dedicatórias nos programas de homenagens, anunciava as músicas e lia os textos comerciais.
O Osmar de Queiroz, que era locutor esportivo naqueles tempos, foi quem me lembrou que certo dia eu fui ler o anúncio do Nuguet, um produto para se passar nos sapatos e que, segundo seus fabricantes, conservava, amaciava e dava brilho. Leia mais…

Compartilhar

Não basta prantear Santa Maria

28/01/13

A desgraça ocorrida em Santa Maria me deixa não apenas condoído; fico também profundamente revoltado. Sim, estamos todos tristes e desejosos de manifestar nossa solidariedade aos familiares das vítimas dessa calamitosa ocorrência, mas isso não basta. Não basta derramar lágrimas, por sinceras que sejam.

Não basta presidentes, governadores e parlamentares chorarem em público depois das dolorosas ocorrências, até porque sabemos que políticos em geral choram e riem com igual facilidade e disfarçada falta de sentimentos. Leia mais…

Compartilhar

Tudo Ao Vivo

13/01/13

Memória | Capítulo 19 | Tudo Ao Vivo

Dessa eu já nem lembrava mais. Foi num encontro na Rádio CBN, quando participamos de um programa focalizando o passado da radiofonia paranaense, que o João Lídio Seiller Betteja me trouxe à lembrança esse acontecimento. Dono de uma memória de causar inveja, o Bettega lembrou do tempo em que começávamos as nossas carreiras na Rádio Marumby.

Foi em 1952. Era o mês de junho. Eu fizera uma radiofonização da vida de Santo Antonio e nossa improvisada equipe de radioteatro estava a apresentá-la com capricho e emoção. Ali estavam Vicente Mickosz, Sílvia Loretti, Carlos Nogueira e Regina Célia, entre outros. O locutor José Jurandir Pupia também havia sido convidado, mas não chegara em tempo. O narrador era o João Lídio Seiller Bettega, o Dide. A sonoplastia ficou a cargo do Osny Bermudes, que era muito bom nisso. Leia mais…

Compartilhar
 
 
         
© 2010 por Caros Ouvintes. Todos os direitos reservados.