Caro, espero que não repare a intimidade do tratamento, mas eu preciso lhe dizer umas coisas que a nossa amizade consolidou, embora tão poucas tenham sido as oportunidades que tivemos de falar sobre elas. Nos conhecemos em Itajaí naquele momento de glória que foi a recriação da Rádio Difusora nos anos de 1959 e 1960. Você lá nos controles da gerência Administrativo/Financeira e eu pilotando aquele bando de malucos maravilhosos que formavam a equipe da emissora. E tudo isso sob o olhar atento e cuidadoso do Silveira Junior que com bondade imensa, nos ungia com seus conhecimentos de vida e de profissional da comunicação. Leia mais…
Arquivo de autor para Antunes Severo
Em 2004 quando se encaminhavam as propostas de novos rumos para a programação da Rádio Udesc, eu conversei com o Salvador dos Santos, um dos coordenadores contratados para implantar as modificações previstas. Dentre as medidas prioritárias estava a definição de uma grade de programação compatível com os objetivos de uma emissora educativa e a implantação do conceito de rede, pois as três emissoras existentes – Florianópolis, Joinville e Lages – operavam como se as outras não existissem. De lá para cá algumas práticas foram viabilizadas, mas ainda falta muito para o que se espera do Sistema de Radiodifusão Educativa da Universidade do Estado de Santa Catarina.
Longe de ser uma daquelas sessões do Vale a Pena Ver de Novo, este é um documento de atualidade que merece ser reproduzido teimosa e repetidamente. A entrevista com o publicitário Hiran Castelo Branco foi realizada em 2007 quando esteve em Florianópolis proferindo palestra a convite do Adir Mazzuco, presidente da INCA e com o apoio do Jailson Sá editor do site AcontecendoAqui, ou vice-versa. A gravação foi feita durante um dos almoços das quintas-feiras dos ComGurus no restauarante do Hotel Mercure de Itacorubi e conta com a participação do Jailson que começa fazendo a primeira pergunta.
Aviso aos navegantes – 01/2010
O Instituto Caros Ouvintes foi criado no dia 25 de janeiro de 2005, quando o site Caros Ouvintes singrava as ondas do firmamento já há mais de dois anos, pois que sua estréia deu-se no dia 22 de setembro de 2003. Mas, com toda a sinceridade, este aviso vai além de soprar velinhas. É que estamos em fase de alta efervescência, pois pela primeira vez estamos fazendo uma verdadeira revolução intestina, no sentido literal do adjetivo. Para evitar possíveis frustrações de percurso, as atualizações estão acontecendo sem anúncio prévio, como você deve ter observado. Inclusive, os percalços estão aí à vista, mas serão passageiros como todas as coisas. No que toca à produção de conteúdo estamos ampliando a quantidade e melhorando a qualidade das matérias em áudio, bem como estamos investindo em mais pesquisas. Como parte dessa fase, a partir de fevereiro iniciaremos a publicação de matérias do acervo de áudio do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, bem como a publicação de matérias de renomados estudiosos como é o caso da série de artigos do professor Eduardo Meditsch que iniciamos semana passada e nesta edição segue com “Rádio, Crítica, Telefonias: uma aventura no jornal Público de Lisboa”.
O garoto de Gaspar alcançou o estado da arte do profissional de comunicação sem que isso lhe tenha tornado diferente. Pelo contrário, consolidou o perfil do jovem simples que chegou ao estado de excelência percorrendo o duro caminho do autodidatismo e da perseverança. Na terceira e última parte de nossa conversa falamos de sonhos, desafios e realizações que vão desde as atividades do repórter ao estrategista em comunicação, ao comandar um radiojornal às seis horas da manhã; desde gerir uma secretária de governo a comandar a comunicação estratégica de uma das multinacionais de maior prestigio mundial. No final da entrevista há uma conclamação do J. Pedro quando se refere à urgente tarefa de se dar ao rádio usos mais condizentes com os princípios éticos e morais que a cidadania requer e merece: nós todos precisamos nos posicionar em relação aos rumos tomados pela radiodifusão no Brasil. Manifeste-se. Comente esta matéria ou escreva para fale@carosouvintes.org.br
J. Pedro, internacional
“Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. A invocação de Geraldo Vandré na canção dos anos de 1960 cabe muito bem para descrever como J. Pedro, o garoto de Gaspar chegou aos microfones da Rádio Suíça Internacional. Era uma decisão, um objetivo a ser transformado numa ação efetiva que foi vivida com talento e alegria. Na segunda parte da entrevista J. Pedro descreve como buscou e como soube usar essa oportunidade ampliando conhecimentos, aprofundando sua cultura, amealhando seus recursos. E mais, como transformou essas conquistas na realização de um grande sonho.
O livro de Gloria Alejandra Guarnizo e Marlene de Fáveri tem uma personagem central que viveu e deu vida ao rádio dos anos 1940 na cidade de Itajaí. Na apresentação o professor e superintendente da Fundação Genésio Miranda Lins, José Roberto Severino, realça a presença de Irene Boemer quando diz: “Este livro retrata um fragmento dessa época, a partir da trajetória de uma mulher dedicada ao rádio. Irene Boemer marcou presença no cenário cultural de Itajaí. Suas viagens, Brasil e mundo afora, eram divididas com os seus amigos ouvintes. Era a própria Irene que ia buscar o sentido do novo e compartilhava com o seu prazer de narrar os acontecimentos”. E conclui o apresentador: “Assim suas experiências e contatos chegavam aos lares da pequena cidade. Alegravam o cotidiano das pessoas. Plantavam sonhos”.
J. Pedro Corrêa, o garoto de Gaspar
Um dia, um garoto de Gaspar – uma pequena cidade próxima de Blumenau, em Santa Catarina – se deu conta de que existia o rádio, uma coisa para aquela época bastante moderna. Então, lhe perguntei: “Como é que foi o seu encontro com o rádio”? Ele começou a falar e eu fiquei encantado com sua história. Principalmente, porque ele veio confirmar uma desconfiança que me acompanhava de há muito tempo: na real não há um encontro, o rádio viera junto com sua alma e só estava esperando a oportunidade para se manifestar. A entrevista está organizada em três tópicos: de Gaspar ao Rio de Janeiro, Os anos de Rádio Suíça Internacional e O self made man – secretário de estado, diretor de radiojornalismo e o mais premiado RP do Brasil no Exterior. Aqui a primeira parte.
Falando ainda há pouco com o Jair Brito sobre a visita do J. Pedro ele lascou: “o Jota Pedro é um teimoso vitorioso. Já nos tempos da (rádio) Independência brincávamos que Gaspar tem dois filhos famosos – o bispo Don Quirino Schmitz e o Jota”. Pois o Jota depois de começar “fazendo locução nas cerimônias cívicas no colégio”, enveredou pelo rádio, passou chispado por Blumenau, Curitiba e Rio de Janeiro e foi aportar no serviço brasileiro da Rádio Suíça Internacional. Ao voltar para o Brasil, quatro anos depois, assume a Secretaria de Indústria e Comércio do Paraná e a direção de jornalismo da PRB-2, a veterana Rádio Clube Paranaense. Durou pouco. Os desafios profissionais do J. Pedro sempre foram muito exigentes. Poucos anos depois aterrissava nas poeirentas terras onde seria erguida a sede da Volvo do Brasil, em Curitiba. Esse era de fato o seu chão: o mundo da comunicação social. Ao J. Pedro fora incumbida a tarefa de projetar, formatar e implantar na assessoria de comunicação da empresa o Serviço de Relações Públicas que fez história, inclusive fora do país. Desse trabalho resultou o livro “20 anos de lições de Trânsito” lançado recentemente. É disso que falamos nessa reportagem. Leia mais…
“O farto material de divulgação sobre atos de violência, especialmente nas televisões e jornais, além de criar um clima altamente negativo, parece que contagia certas mentes doentias fazendo crescer ainda mais o temor pelo dia de amanhã”. A observação está na “Opinião do Zum Zum” que faz parte da página “O Zum Zum da semana” do jornal A Ponte – que hoje se sabe – era escrita por João Pacheco. O foco da entrevista continua voltado para o rádio, mas as antenas do Pachecão – você ouvirá – estão permanentemente ligadas em todas as freqüências possíveis. Seja paciente porque a entrevista é caótica, mistura uma porção de circunstâncias que muita gente mais nova vai “boiar”. Nas próximas semanas O mistério do Zum… Zum entra numa nova fase. Aguarde ou comente no espaço reservado no próprio site.
Depois de contar que começou “fazendo rádio” aos oito anos de idade, pois já vivia a ilusão dos grandes momentos que posteriormente foram a realidade de sua carreira profissional, João Pacheco, na segunda parte da entrevista relata um pouco das fases seguintes do seu trabalho de comunicador. Pacheco, misto de Manezinho e “Homem dos sete instrumentos”, foi de locutor, a redator e daí passou a produzir desde comerciais até programas musicais e de radioteatro, sendo inclusive o apresentador de alguns deles. Essa parte da entrevista termina com a instalação do primeiro estúdio de produção de comerciais em Florianópolis.
Só você tem a chave de ignição da sua vida. Você independe da vontade alheia. Potencialmente tudo está disponível no universo, para todos. Sem milagres, sem abracadabra, sem mistificações, apenas usando o seu poder pessoal, você pode. Esse poder que você recebeu – totalmente de graça – quando foi concebido e abençoado pela força suprema da Criação. O mel está criado e à disposição de quem chegar lá na colméia. Ou como disse o poeta James Baldwin “Há uma luz em algum lugar, esperando ser encontrada, apenas”.
João Décio Machado Pacheco ou simplesmente João Pacheco é o nome de um dos mais versáteis profissionais de comunicação social e mercadológica de Florianópolis. O Pachecão iniciou a carreira no final dos anos 1950 e se manteve na ativa até os primeiros anos deste século XXI. A entrevista que você poderá ouvir nesta e nas próximas quatro edições do Caros Ouvintes foi gravada em fevereiro de 2004 quando eu e o Ricardo Medeiros escrevíamos o livro Caros Ouvintes – Os 60 anos do radio em Florianópolis. Para quem ainda não conhece o Pacheco pessoalmente, recomendo anotar suas dúvidas e escrever para o site pedindo mais informações.
Síndrome do fim de semana
Sentia que alguma coisa me incomodava nos finais de semana, mas não sabia exatamente o quê. Um telefonema de minha mãe, num domingo de manhã, me perguntando se estava sozinha fez soar a campainha, comecei a perceber o que me causava incomodo nos finais de semana. Como a grande maioria das pessoas, estou sempre tão envolvida com uma série de coisas que nem percebo a semana passar mas, aí… chega o fim de semana que parece se arrastar, principalmente no inverno… Será este um problema comum?
Há muita curiosidade e poucas informações confiáveis. Recentemente quando trabalhávamos na produção do livro Memória da Radiodifusão de Santa Catarina da Acaert tive oportunidade de conviver com o João Luiz Dutra Póvoas que coordenou o trabalho de pesquisa de campo. Instigados pelo espírito crítico do Marco Aurélio Gomes, coordenador do projeto, sempre buscamos referências de outras fontes para confrontar, analisar e enfim, decidir. Leia mais…



