Anjos existem

Durante onze dias, aqui em Florianópolis, estive internado no hospital. Peguei pneumonia. Angelo Ferreira, pneumologista, foi o responsável pelo meu tratamento. Ele fez jus ao nome dele: anjo, mensageiro. Alguém que harmoniza os ambientes por onde passa. É leal, extrovertido e conquista a simpatia de todos.
Por Ricardo Medeiros

No dia 11 de dezembro Angelo Ferreira analisou minhas radiografias e chegou à conclusão que eu deveria ser internado, uma vez que o meu pulmão esquerdo estava bastante comprometido. Lá fomos, eu, a minha esposa Vera e a nossa filha, Gabriela, para o Hospital da Polícia Militar (HPM), onde o pneumologista também é médico. Lá ele poderia me acompanhar sistematicamente.
Fiquei no HPM onze dias, que me pareceram uma eternidade. Mas estava repleto de carinho, atenção e profissionalismo. O Angelo foi uma pessoa extraordinária, esclarecedora. Colocava-me a par passo a passo do que estava acontecendo comigo e como estava sendo atacada a doença. Os funcionários do hospital foram igualmente excepcionais: Com muita educação, trabalhavam com alegria e bom humor.  
A Vera, como sempre, foi incrível. Não sabia o que fazer para me agradar e fazer com que eu me sentisse confortável no hospital. A Gabi, sempre ligando para saber como é que o papai estava. Meu pai (Sebastião) e minha mãe (Margarida) marcavam presença regularmente. Amigos de fé, como Antunes Severo, a Preta (mulher dele) e Dieve são outras figuras que estiveram me acompanhando naquelas horas difíceis. Não posso esquecer de dona Luise, minha sogra, que dedicou uma manhã para fazer companhia ao genro.
Confinado ao soro e outros medicamentos, os momentos de solidão foram preenchidos com livros, jornais, televisão e um rádio. Através deste último meio de comunicação passava uma parte da manhã a ouvir a CBN Diário AM. Era o meu espaço de informação por intermédio do “Notícias na Manhã”, comandado pelo meu amigo Mário Motta.
Deixei o hospital no dia 22 de dezembro, um sábado. Mas no dia anterior estava ansioso, muito ansioso. Estava dependendo do resultado de uma radiografia para saber se estaria liberado ou não para voltar para casa. Foi no final de tarde que o Anjo Ferreira, disse que eu teria alta. Sorri e agradeci. Fui para o telefone falar com as minhas queridas Vera e Gabi. Quase não consegui falar. Chorei como criança.
Voltei para casa. Estava garantido em família o meu natal e passagem do ano novo. Este foi o meu melhor presente. Ficar ao lado de quem amo.
 


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