A transmissão da regata que já era

Antônio Luiz e eu, na Rádio Eldorado, fomos transmitir uma regata no Campestre Iate Clube, a convite do Sílvio Bittencourt, seu comodoro, vereador de Criciúma e “bon vivant”. O Antônio, vendedor nato, comercializou a transmissão a peso de ouro.
Por Aderbal Machado

Imaginem – iria disputar a regata o Nélson Píccollo, campeão mundial da Classe Snipe, um monstro desse esporte.
Lá fomos nós, nos tempos da “LPP” – linha telefônica de ida e volta ao estúdio, que a gente tinha de pedir uma semana antes e, no dia, ficar pelo menos uma hora insistindo com a central para completar a ligação.
Lá fomos nós, à beira da Lagoa do Campestre, na mesa do bar, tentando a linha. E os barcos na água, longe, singrando pra cá e pra lá.
De repente, a linha deu certo. O Antônio foi até o Sílvio, que estava bebericando com um sujeito numa mesa ao lado e perguntou: “Sílvio, podemos entrevistá-lo sobre como vai ser a regata?”.
E o Sílvio: “Que regata? Já terminou! O Píccolo, aqui ao meu lado, venceu há meia hora”. E desatou uma gargalhada que nos doeu até a medula pela inépcia esportiva de não conhecer o esporte e saber quando começa e quando termina uma regata.
Sobrava o que? Sentar à mesa e encher as ventas de cerveja. E depois de muita Brahma gelada, rir até da sombra. Que fazer, não é mesmo?

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