A missão do escotismo diante das incertezas do cotidiano (*)

Tributo ao chefe escoteiro Paulo Roberto Guimarães

Erigir uma estátua, conceder comendas, e ou tecer elogios por algo que beneficiou e ainda beneficia a humanidade é muito fácil, depois de termos chegado à conclusão de que valeu a pena transpor obstáculos e conciliar personalidades em luta pacífica pelo benefício da coletividade. Essa é, entretanto, apenas uma ínfima parte da Doutrina Escoteira. Inseridos no contexto amplo da  arte milenar de valorizar a humanidade, o escotismo procura despertar na juventude o compromisso diário com a responsabilidade que cada um tem consigo mesmo e com o seu próximo de construir um mundo menos individualista, menos consumista e com absoluta convicção de sermos parte do universo, e por isso, responsáveis pelos valores e obrigações permanentes com o todo.

Eno e o seu recanto do guerreiro

Nesta primeira intervenção que faço como colaborador voluntário do Instituto Caros Ouvintes para falar do Escotismo como exemplo de fraternidade, apresento, parte do meu mundinho simples, porém pleno de alegrias, boas lutas e bons resultados. São minhas parceiras a Keka – uma autêntica street dog – minha neta, hoje uma adolescente de 15 anos, minha “cientista” da computação; e minha  razão de viver feliz, a Dona Norma, artista plástica, artista mãe, artista mulher, domadora dos meus humores caranguejeiros, refúgio na obscuridade, que às vezes tenta invadir minha alegria enorme de viver.

Caros Ouvintes, e agora Caros Leitores de assuntos Escoteiros: através dessa porta  desfilaremos gostosas histórias dos meus “monstrinhos” Escoteiros do Mar de Florianópolis, há cinquenta anos atrás… São quase lendárias aventuras de uma plêiade de crianças, hoje sessentões… Puxando pela memória e contando com a colaboração do leitor vamos, com certeza, fazer altos horários.

 

(*) – Este programa faz parte do projeto experimental Memórias da História que visa trazer para o presente um pouco da vida de personagens do mundo da comunicação que em sua vida pessoal contribuíram com exemplos que merecem a nossa reflexão. O homenageado desta série é o publicitário e profissional de vendas Paulo Roberto Guimarães que atuou na imprensa escrita, em emissoras de rádio e televisão de Santa Catarina até sua morte prematura em janeiro de 2009.

Nota do Editor: A iniciativa da homenagem é do relações públicas, fotógrafo e jornalista Eno José Tavares e o tema sobre o qual versarão as memorias é a história do Escotismo na Ilha de Santa Catarina e, através dela, de suas crianças, adolescentes e jovens que pelo exemplo, continuam sendo referência para a sociedade.

3 respostas
  1. eno josé tavares says:

    A VERGONHOSA MENTIRA DE UMA DEMOCRACIA QUE É UM TERROR
    Professor de história, dirigente escoteiro e formador de opinião, pelos burgos onde marquei efetiva presença, sinto uma angústia enorme ao ver que se criou com a Constituição Federal, um conceito de que tudo que é coisa pública, é privativa de uma ratatulha de bandidos históricos que se locupletam nessa Nova República de assaltantes do Erário Público. E nesse drama, estamos vivendo vinte e cinco anos. Aí estão os resultados: baderna em praticamente tudo que é setor da vida nacional. Banditismo ancorado e escorado por certas figuras governamentais, que mesmo aposentadas da atividade política, deixam descendentes e herdeiros mais especializados ainda, pois que tiveram mestres inigualáveis. Exagero? Vejamos escolas podres, hospitais que são verdadeiras masmorras e bandidos sob a proteção da lei e do direito, que deveria ser uma prerrogativa da cidadania e não da marginália…

  2. ENO JOSÉ TAVARES says:

    A VENERANDA IRMÃ JULINHA DO GRUPO ESCOLAR “OLIVIO AMORIM” NA TRINDADE
    Começar um texto de saudade,falando do velho educandário, não se pode, pois quando construido durante o Governo Estadual-Interventoria de Nereu Ramos, ele já veio em “linhas clássicas modernas futuristas”. Dava orgulho adentrar suas alegres instalações. Mas, era mais do que isso. O corpo docente, tinha o que havia de melhor em humanismo e amor na educação. Mas entre tantas “Fadas Mestras” tínhamos a Dona Julinha… Meu Deus,que rosto sereno, que palavras mágicas saíam daquela mente privilegiada… Mesmo como Diretora Geral, faltava uma professora, ou por motivos de atraso na condução, lá vinha ela, a doçura em pessoa, pegar na mão trêmula e surprêsa daquele menininho, um nadinha no primeiro dia de aula de alfabetização… Pegava-me de encontro a si, e baixinho… “Vamos aprender pelas maçãnzinhas… Depois o coelhinho da páscoa, depois o cavalo… Vamos… Então o “C” de cavalo era a maçãzinha cortada pelo meio… “A” de Amigo, era uma casinha de jogo de taco no Adro da Igrejinha (hoje teatrinho da UFSC)…”M”de muleta, e assim por diante. “I” de indio, está ele aqui, na Capa da Cartilha Analítica, teu livro onde aprenderás a escrever… “G”de garra, onde ficam as mãozinhas do gato,”G “também de gato… e o “O” de osso, aquele pedacinho que dá gosto à sopa… Por que agora bateu o sinal chamando para a merenda… Mas antes,vou te enxugar, por que essa chuvinha miúda de verão te encharcou… Vem Esmeralda (a servente controladora de material), traz uma toalha para enxugar nosso futuro doutor…” Era assim a Dona Julinha…. Com todos os meninos e meninas, pois ela não se limitava a ostentar o cargo… Era carinhosa,com funcionários, alunos e alunas e pais, que adoravam esses anjos, que por vocação religiosa, deixou o Magistério, para exercer o Ministério da Fé, que afirmava ser sua sublime vocação… O tempo foi embora… a UFSC declarou-se Cidade Universitária para Ministrar “Cursos Superiores”… Da nossa freirinha vocacionada, só a recordação daquele amor às missões a que se entregava…

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