A Hora do Despertador

Publicado em: 16/09/2007

O sargento Dagmar nos acordava, no alojamento do Exército, com um imenso rádio a pilha que trouxera do Canal de Suez, onde serviu. Das seis às sete da manhã ecoava nos céus de Florianópolis um dos campeões de audiência: a “Hora do Despertador”, de Dakir Polidoro.
Por Aderbal Machado

Ali se mandavam recados, e se anunciavam horários de ônibus, de feira, de distribuição de gás, aniversários, pedidos populares e rodava muita música.
Ouvindo Dakir, as músicas que Dagmar metia no último volume, nunca as esquecerei e ainda hoje, saudoso, as mantenho na minha discoteca e nos meus CDs de audiência no carro e em casa: African Safari, de Ray Connif, e African Beat, de Bert Kaempfert, com seu pistão agudíssimo.
Na minha época de Exército, no 14º Batalhão de Caçadores, hoje 63º BI de Florianópolis, 1a. Cia de Fuzileiros, inexistiam Beatles e Roberto Carlos, que só estourariam em 1965.
Sucessos eram Silvinho (“esta noite, eu queria que o mundo acabasse…”, que Agnaldo Timóteo regravou agora) e Orlando Dias (“perdoooooooa, pelo bem que eu te queeeeero…”, também regravada por Timóteo), além de, claro, Nélson Gonçalves, Miguel Aceves Mejia, Nat King Cole e Dalva de Oliveira, mãe de Peri Ribeiro.
Essas músicas faziam os soldados ficarem descornados pelos cantos, com saudades das namoradas e das famílias. Grande sargento Dagmar, bom sargento Alcebíades (Bidinho), ainda hoje vivo, de quem eu era auxiliar e me ensinou muito!
Da Redação
:: Para completar o banzo ouça esta: Relógio do Dakir
 


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