A FORÇA DO RÁDIO E SEUS OUVINTES

Lendo o Gazeta do Alto Piranhas, edição nº 400, deparei-me com a matéria “Mulher localiza tia por intermédio de programa da R.A.P”, portanto, quero falar um pouco do que isso significa para o rádio e para quem trabalha nesse meio de comunicação.
Por Pereira Filho

Através do rádio, que muitas pessoas têm a esperança de encontrar parentes e amigos, até porque proporciona uma grande oportunidade de realizar o sonho quando enviam cartas, passam e-mail, telefonam para a emissora ou participam de programas ao vivo fazendo com que se torne mais rápido seu objetivo.
Muitos ouvintes já localizaram seus parentes e amigos, através das rádios Nacional AM Brasília e Nacional da Amazônia OC (Ondas Curtas). Realmente, é muito gratificante para nós, que trabalhamos em rádio, fazer esse tipo de trabalho. É como se nós mesmos estivéssemos localizando um parente nosso, porque percebemos a grande confiança que o ouvinte tem com a emissora e também com seus funcionários. Muitas pessoas que conseguem localizar seus parentes ligam para nos comunicar agradecendo e falando sobre o encontro. Esse trabalho nos dá muito prazer, porque estamos  realizando o desejo e a felicidade de muitos brasileiros em proporcionar esse encontro de pessoas.
A Rádio Nacional AM Brasília, transmite 50 kW de potência cobrindo o Distrito Federal e parte da Região Centro-Oeste do Brasil nos horários entre 7 às 19 horas e entre 19 e 7 horas, opera com 300 kW de potência, cobrindo todo o país e parte da América Latina, porque transmite a Voz do Brasil. Ela também está conectada a Internet e pelo satélite (parabólica).
A Rádio Nacional da Amazônia OC (Ondas Curtas), esta sediada em Brasília, tem seis transmissores de 250 kW cada direcionados para a Região Norte, além do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, cobrindo aproximadamente cinqüenta por cento do território nacional e tem como objetivo integrar a população da Amazônia Legal à vida nacional – moradores de áreas rurais, ribeirinhas e fronteiriças – onde outros veículos de comunicação têm dificuldade de acesso, veiculando informação isenta e objetiva, com linguagem apropriada a realidade regional para uma população aproximada de 60 milhões de ouvintes. Recebemos em média trinta telefonemas por dia, pessoas que procuram pessoas, pessoas mandam recados ou avisos para parentes, pessoas que fazem denúncias, reclamações onde são transformadas em pauta para programas das emissoras citadas. Quanto ao recebimento de cartas, que chegam por mês para as duas rádios, a média é de 800. A Central do Ouvinte funciona das 08h00 às 20h00, de segunda a sexta-feira.
Quero mostrar um exemplo da força do rádio: no final do mês de julho de 2005, recebi um telefonema do senhor José Soares, residente no Sítio Caititu, município de Cajazeiras (PB), ele se identificou como ouvinte da Rádio Nacional AM de Brasília – sintoniza pela parabólica no Canal Escola – pedindo que eu o ajudasse a encontrar uma solução, aqui em Brasília, para o caso dos seus netos gêmeos Isaias e Moisés, que sofrem de uma doença não identificada nos ossos. De imediato, falei para ele que em Cajazeiras tinha uma pessoa que poderia e muito contribuir para resolver o seu problema.
Falei para ele que procurasse José Antônio, diretor do jornal Gazeta do Alto Piranhas e que ele ia fazer uma matéria sobre o caso. José Antônio publicou a matéria na semana seguinte e o resultado foi de grande repercussão na Paraíba, onde os deputados Gilvan Freire e José Aldemir levaram ao conhecimento do governador Cássio Cunha Lima, que fez visita aos gêmeos no Hospital Infantil de Cajazeiras. Mais uma vez, quero parabenizar José Antônio e funcionários  da Rádio Alto Piranhas pelos serviços prestados a população de Cajazeiras e Região do Alto Piranhas, emissora essa que já trabalhei na década de 1970.
Da Redação:
Colaborou Ricardo Weg, de Brasília.


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